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Foram encontradas 30 questões.

3419201 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Afonso Bezerra-RN
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A questão refere-se ao texto a seguir.

TEXTO

Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Em relação ao modo de citar o discurso alheio, no terceiro parágrafo, há a presença de

 

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3419200 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Afonso Bezerra-RN
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A questão refere-se ao texto a seguir.

TEXTO

Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Analise o período.

Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social[1], econômica[2] e politicamente[3] desfavorecidos [4], foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability.

Os termos [1], [2], [3] e [4], em destaque, são, respectivamente,

 

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3419199 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Afonso Bezerra-RN
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A questão refere-se ao texto a seguir.

TEXTO

Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Considere o período abaixo.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais.

Mantendo-se o sentido e obedecendo-se às convenções de pontuação do português escrito padrão, a reescrita coerente para esse período é:

 

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3419198 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
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TEXTO

Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Analise o trecho abaixo.

Os especialistas avaliam que [1] estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que [2] compromete a disponibilidade dos recursos hídricos.

Em relação às palavras em destaque,

 

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3419197 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
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TEXTO

Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Nos parágrafos 4 e 6, o último período é introduzido por conectores

 

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3419196 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
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A questão refere-se ao texto a seguir.

TEXTO

Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Tendo em vista o modo de organização das ideias do quinto parágrafo, a ideia central encontra-se

 

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3419195 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
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A questão refere-se ao texto a seguir.

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Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

No terceiro parágrafo, nos dois primeiros períodos, o encadeamento é marcado por verbos

 

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3419194 Ano: 2023
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Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Para atender o propósito comunicativo, o texto ancora-se, principalmente, em

 

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A questão refere-se ao texto a seguir.

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Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

Considerando o texto em sua totalidade, o propósito comunicativo prioritário do texto é

 

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3419192 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Afonso Bezerra-RN
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A questão refere-se ao texto a seguir.

TEXTO

Desigualdade social é maior responsável por crise hídrica em grandes cidades

Nas últimas duas décadas, inúmeras cidades metropolitanas em todo o mundo enfrentaram escassez severa de água devido às secas e ao uso insustentável da água. As projeções futuras são ainda mais preocupantes, pois agora, além das mudanças climáticas e do crescimento das populações urbanas, a crescente desigualdade social também é um fator para que as crises hídricas se agravem.

Enquanto a elite utiliza muitos recursos hídricos para lazer, uma outra parcela da população não tem acesso à água para disfrutar do básico, como beber e tomar banho. Essa distribuição desigual, que prejudica mais aqueles que são social, econômica e politicamente desfavorecidos, foi explorada em um artigo publicado na Nature Sustainability. Os especialistas avaliam que estudos científicos tendem a explicar o aumento da demanda hídrica como consequência da expansão das áreas urbanizadas e do crescimento populacional. As mudanças climáticas, na maioria das vezes, são consideradas a força que compromete a disponibilidade dos recursos hídricos. Porém, essas análises falham em reconhecer como o poder social e a heterogeneidade na sociedade moldam a forma como as crises hídricas urbanas se desenrolam e quem é vulnerável a elas.

Por meio de uma abordagem interdisciplinar, o estudo observou o uso doméstico de água desigual nos espaços urbanos e estimou as tendências de consumo de água para diferentes grupos sociais. O resultado revelou que as elites urbanas consomem água em excesso para tarefas como encher suas piscinas, regar seus jardins ou lavar seus carros. "Mais de 80 grandes cidades em todo o mundo sofreram com a escassez de água nos últimos 20 anos, nossas projeções mostram que a situação pode piorar à medida que a distância entre ricos e pobres aumenta em muitas partes do mundo”, alerta Hannah Cloke, hidróloga da Universidade de Reading, em comunicado. “Isso mostra os vínculos estreitos entre a desigualdade social, econômica e ambiental. Todos sofrerão as consequências, a menos que desenvolvamos formas mais justas de compartilhar a água nas cidades”, completa.

A pesquisa, liderada por Elisa Savelli da Universidade de Uppsala, Suécia, contou com colaboradores da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e das Universidades de Reading e de Manchester, ambas no Reino Unido. A equipe utilizou um modelo para analisar o uso doméstico de água de residentes urbanos na Cidade do Cabo, África do Sul. Essa cidade foi destacada pois a crise hídrica lá deixa muitas pessoas carentes com as torneiras vazias, sendo obrigadas a limitar o uso da água para beber e se higienizar. No entanto, eles também observaram questões semelhantes em 80 cidades em todo o mundo, incluindo Londres, Miami, Barcelona, Tóquio, Istambul, Cairo, Sydney, São Paulo, Cidade do México e Roma.

Nesse estudo, os pesquisadores identificaram cinco grupos sociais, que vão desde a "elite" (pessoas que moram em casas espaçosas com grandes jardins e piscinas) até os "moradores informais" (pessoas que costumam morar em barracos na periferia da cidade). Famílias de elite e de renda média alta representam menos de 14% da população da Cidade do Cabo, mas usam mais da metade (51%) da água consumida por toda a cidade. Famílias informais e de baixa renda respondem por 62% da população da cidade, mas consomem apenas 27% da água do município.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os esforços para gerenciar o abastecimento de água em cidades com escassez de água se concentram principalmente em soluções técnicas, como o desenvolvimento de infraestrutura hídrica mais eficiente. Contudo, a pesquisa indica que essa estratégia não é tão boa e sugere uma abordagem mais proativa, destinada a reduzir o consumo insustentável de água entre as elites.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ Acesso em 01 de mai. 2023 [Adaptado]

O título do texto apresenta um posicionamento que é

 

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