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In http://tirasdemafalda.tumblr.com
Para a personagem Mafalda, a escola:
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In: http://turmadamonica.uol.com.br/tirinhas/index.php?a=2
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In http://tirasdemafalda.tumblr.com
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TRIUNFO NO ALÉM
Ruy Castro
RIO DE JANEIRO - Um intelectual carioca,
morto há mais de dois anos, andou se
manifestando com alguma frequência em seu
antigo endereço. Não ria. Suspirava, mudava coisas
de lugar, fazia barulho com papéis – sempre
invisível, claro. O relato, apavorado, é dos porteiros
e operários que foram chamados a retirar seu
material, fazer obras e cuidar da faxina do
apartamento. Um deles passou a trabalhar com um
terço no pescoço. Outros fugiram e não voltaram.
Há pouco, quando se anunciou que o
apartamento seria alugado, surgiu um problema na
caixa-d'água, que ninguém solucionava. Quando
finalmente o resolveram, as luzes do hall do andar
deram para piscar, como que em código. Mas não
ficou ninguém para decifrá-lo.
A história não é de hoje. Começou pouco
depois que dissemos adeus a nosso amigo e nos
perguntamos como o mundo se viraria sem ele.
Pelo visto, ele nunca esteve muito longe.
Acompanho o caso desde o início, mas só a
pouco me ocorreu uma explicação. Nosso amigo,
um homem lógico, descrente de qualquer
possibilidade de vida no Além, pode ter caído das
nuvens (literalmente) ao descobrir que, sabe-se lá
como, conservara certa consciência depois de
morto. Ou seja, a morte não era o fim. Seu
desapontamento ao constatar que levara a vida
equivocado a esse respeito (e quem o conheceu
sabe que ele nunca se equivocava) pode ter
provocado os suspiros.
De repente, convenceu-se de que, ao
contrário, foi a força dos seus poderes mentais que
o fez vencer a morte. Mais uma vez, a última palavra
era a dele. Ficou eufórico, daí o enguiço na caixa-d'água e o pisca-pisca das lâmpadas -é ele testando
os seus poderes, enquanto não descobre uma
maneira mais cerebral de se comunicar. Vamos
esperar. O casalzinho que alugou o apartamento
sem saber de nada é quem em breve nos dirá.
In: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2015/10/1692520-triunfo-no-alem.shtml
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- SintaxeRegência
- MorfologiaPreposições
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Texto para a questão
RITALINA, UMA PERIGOSA "FACILIDADE" PARA OS PAIS
por Ingrid Matuoka
A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a
incompreensão dos pais acerca da agitação natural das
crianças elevaram o Brasil ao posto de segundo maior
consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os
Estados Unidos.
O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de
Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do
metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de
Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais
consumidores da droga tarja preta são crianças e
adolescentes.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária),
de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas
com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o
transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em
2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato.
Em 2013, foram 2,6 milhões.
Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e
suas consequências, CartaCapital entrevistou Wagner
Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental
da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto
dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.
CARTACAPITAL: O Brasil é o segundo maior consumidor de
Ritalina do mundo. A que se deve isso?
WAGNER RANÑA: No Brasil, a rede voltada para assistência
aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente
é muito precária - o que não é privilégio do Brasil, este
problema afeta quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são
vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria
biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios.
Como consequência, temos um número elevadíssimo de
crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se ela é
mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.
Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae,
que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da
criança, é preciso tentar entender o sofrimento psíquico e os
problemas de comportamento. E não ver isso de pronto
como um problema, porque a maioria são só crianças
agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são
colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens
que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e
músicos.
CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?
WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos
outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm
insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência
urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência
de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria
ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação
e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.
Começamos a passar para a criança a cultura de que um
comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais
solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela
compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são
desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que
acabam tachadas de hiperativas.
Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um
TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse
lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira
isso.
Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade
de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino,
o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do
aprendizado. É uma atitude muito imediatista.
CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?
WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação,
estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma
situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como
sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético,
é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela
está expressando.
Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia
ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de
conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que
o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada,
não era hiperatividade.
É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente
hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim
existem muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos
vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos
transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há
uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento
psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a
medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é
mais fácil só dar o remédio.
CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a
receita?
WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com
pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como
fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança
eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque
querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na
prova, ter mais energia para estudar.
A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação
na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são
consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos
executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais,
pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não
dormir. É um verdadeiro doping.
In: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para-pais8006.html
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MIL PERDÕES
Chico Buarque
Te perdoo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdoo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdoo
Te perdoo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdoo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdoo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdoo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdoo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdoo
Te perdoo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdoo
Por te trair
“Te perdoo Por fazeres mil perguntas Que em vidas que andam juntas Ninguém faz”
O termo em destaque estabelece ideia de:
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MIL PERDÕES
Chico Buarque
Te perdoo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdoo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdoo
Te perdoo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdoo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdoo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdoo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdoo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdoo
Te perdoo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdoo
Por te trair
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