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Gdansk, Polônia
Gdansk é uma cidade histórica da Polônia, com grande importância para o país, integrando o núcleo das Três Cidades, com Sopot e Gdynia, que juntas possuem mais de um milhão de habitantes. Suas principais atividades econômicas são a indústria (naval, química e petroquímica), as finanças, os serviços e o turismo.
O aluguel de um apartamento de um quarto no centro da cidade custa cerca de € 497 (quatrocentos e noventa e sete euros), as contas básicas de eletricidade, aquecimento, arrefecimento, água e lixo para um apartamento de 85 m² custam € 167 (cento e sessenta e sete euros) e uma pessoa recebe por mês, em média, um salário líquido de € 806 (oitocentos e seis euros).
O custo de vida em Gdansk é considerado muito baixo, e a qualidade de vida na cidade é elevada, com serviços de segurança eficientes e poder de compra moderado.
Estão entre as principais vantagens em viver nesta cidade o baixo custo de vida, a segurança elevada e as muitas alternativas para quem quer estudar na cidade. As desvantagens englobam a língua complexa, o clima de extremos e os alimentos poloneses, que grande parte dos brasileiros não admira tanto.
Trecho adaptado. Disponível em: https://bit.ly/34hdHS0 (acesso em 07/04/2020).
Leia o texto 'Gdansk, Polônia' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Gdansk integra o núcleo das Três Cidades, com Sopot e Gdynia, que juntas possuem mais de um milhão de habitantes, afirma o texto.
II. Gdansk apresenta inúmeras vantagens para seus moradores, como, por exemplo, o clima ameno e uma grande quantidade de ruas e avenidas bastante arborizadas, afirma o texto.
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Libras
Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.
Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão.
Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.
A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros.
É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.
Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p.
Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. As informações presentes no texto permitem concluir que a Libras passou a ser utilizada no Brasil apenas após a segunda metade do século XX.
II. O texto leva o leitor a inferir que é importante que se discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que ela seja cada vez mais inclusiva e para que possamos compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem.
Marque a alternativa CORRETA:
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População surda
A aquisição da língua oral pelos surdos não acontece naturalmente. A diminuição da percepção auditiva faz com que necessitem de atendimento diferenciado e suporte clínico sistematizado, caso queiram adquirir habilidades de comunicação lato sensu na modalidade oral. A abordagem oralista trabalha com a aprendizagem da fala para a função de emissão e o treino da leitura labial para a recepção da mensagem. Suas práticas reabilitadoras lidam com o fato de que nem todo surdo possui as competências necessárias para desempenhar esse processo com eficiência. Só 20% do conteúdo recebido pelo surdo pode ser assimilado pela leitura labial. Para não ficarem alijados dos processos comunicativos, os indivíduos surdos se comunicam de maneira peculiar, e muitos usam a língua de sinais para se expressar e compreender o contexto no qual se inserem.
A compreensão dos aspectos socioculturais da comunidade surda é possível quando analisados pela trajetória histórica da educação das pessoas surdas, que é marcada pela dualidade da comunicação. Alguns defendem o uso da língua oral; outros, o uso da língua de sinais; e há quem defenda o uso das duas línguas em sistemas bimodais ou em bilinguismo diglóssico.
As línguas de sinais são de modalidade visuoespacial, pois o sistema de signos compartilhados é recebido pelos olhos, e sua produção é realizada pelas mãos, no espaço. São reconhecidas como línguas pela linguística, que lhes atribui o conceito de línguas naturais e não as considera “problema do surdo” ou “patologia da linguagem”.
A língua utilizada pela população ouvinte é majoritariamente a língua dos pais, e sua modalidade é a oral. No caso do Brasil, a língua utilizada é o português, mas, para os surdos, a realidade é outra. Eles se comunicam pela língua de sinais e, por isso, são caracterizados como um grupo linguisticamente minoritário. A língua oral do seu país não se apresenta como um recurso que facilita seu intercâmbio com o mundo; pelo contrário, representa um obstáculo que o surdo precisa transpor para se relacionar socialmente de forma efetiva. Vale a pena ressaltar que, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) só foi reconhecida como meio de comunicação e expressão da comunidade surda pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002.
Adaptado. Soraya B. R. Duarte et al. v.20, n.2, abr.-jun. 2013, p.653-673 v.20, n.4, out.-dez. 2013, p.1713-1734. História, Ciências, Saúde. Manguinhos, Rio de Janeiro. Disponível em: https://bit.ly/34lLvij.
Leia o texto 'População surda e muda' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. O texto leva o leitor a inferir que os surdos se comunicam pela língua de sinais e, por isso, são caracterizados como um grupo linguisticamente minoritário em um país. Partindo dessa ideia, o texto defende que a comunidade surda possa ter acesso a outras formas de comunicação, e que esse direito lhes seja garantido por uma lei.
II. Uma das ideias presentes no texto é a de que a Libras é uma forma de comunicação restrita à população surda e, portanto, possui grandes limitações devido ao seu vocabulário restrito e à impossibilidade de comunicar sentimentos ou intenções nessa língua.
Marque a alternativa CORRETA:
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Libras
Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.
Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão.
Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.
A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros.
É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.
Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p.
Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que, para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que eles têm amplo acesso às propriedades sonoras e gramaticais da língua predominante no Brasil.
II. O texto leva o leitor a concluir que, com o tempo, houve a adaptação e a fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. Assim, afirma o texto, a Libras passou a dar origem às línguas de sinais utilizadas em países de todo o mundo.
Marque a alternativa CORRETA:
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Gdansk, Polônia
Gdansk é uma cidade histórica da Polônia, com grande importância para o país, integrando o núcleo das Três Cidades, com Sopot e Gdynia, que juntas possuem mais de um milhão de habitantes. Suas principais atividades econômicas são a indústria (naval, química e petroquímica), as finanças, os serviços e o turismo.
O aluguel de um apartamento de um quarto no centro da cidade custa cerca de € 497 (quatrocentos e noventa e sete euros), as contas básicas de eletricidade, aquecimento, arrefecimento, água e lixo para um apartamento de 85 m² custam € 167 (cento e sessenta e sete euros) e uma pessoa recebe por mês, em média, um salário líquido de € 806 (oitocentos e seis euros).
O custo de vida em Gdansk é considerado muito baixo, e a qualidade de vida na cidade é elevada, com serviços de segurança eficientes e poder de compra moderado.
Estão entre as principais vantagens em viver nesta cidade o baixo custo de vida, a segurança elevada e as muitas alternativas para quem quer estudar na cidade. As desvantagens englobam a língua complexa, o clima de extremos e os alimentos poloneses, que grande parte dos brasileiros não admira tanto.
Trecho adaptado. Disponível em: https://bit.ly/34hdHS0 (acesso em 07/04/2020).
Leia o texto 'Gdansk, Polônia' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. De acordo com o texto, a principal vantagem de viver em Gdansk é a ampla oferta de emprego para trabalhar nas grandes fazendas de milho que se localizam ao redor da cidade.
II. Gdansk é uma cidade histórica da Polônia, pois apresenta diversos prédios do período em que foi colonizada pelos Mouros e Árabes, de acordo com o texto.
III. Gdansk é uma cidade de grande importância para a Polônia, pois é a principal produtora de petróleo e derivados do país, de acordo com as informações do texto.
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Atendimento no serviço público
O usuário dos serviços públicos tem nos dias de hoje um maior conhecimento de seus direitos e, portanto, estão mais exigentes no que tange à qualidade no atendimento. Os serviços de atendimento ao público devem primar pelos interesses dos usuários no ato da prestação dos serviços, pois eles contribuem através de impostos e são o motivo e a razão da existência da organização pública.
É preciso procurar rever a forma como os serviços de atendimento ao público vêm sendo prestados nas entidades públicas, buscando sua realização com maior eficiência, mudando o comportamento e a cultura das organizações públicas, tendo o cidadão como foco. Pois a organização pública, por realizar a função social, deve ter como prioridade alcançar a maior qualidade possível na prestação de seus serviços.
O princípio da eficiência, que foi incluído pela emenda constitucional nº 19, de 1998, aos princípios constitucionais da administração pública (de acordo com o artigo 37, caput, da Constituição Federal de 1988), impõe ao servidor público o encargo de realizar suas atribuições com maior agilidade, perfeição, qualidade e orientado pelas modernas técnicas administrativas.
O princípio da eficiência, que foi incluído pela emenda constitucional nº 19, de 1998, aos princípios constitucionais da administração pública (de acordo com o artigo 37, caput, da Constituição Federal de 1988), impõe ao servidor público o encargo de realizar suas atribuições com maior agilidade, perfeição, qualidade e orientado pelas modernas técnicas administrativas.
Adaptado. Por Sandra Maria Gonçalves Corrêa e Gleicy Santos. Disponível em: https://bit.ly/31wzbKm.
Leia o texto 'Atendimento no serviço público' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. De acordo com o texto, o elevado custo de oportunidade gerado pela sobrevalorização dos salários dos servidores públicos no Brasil é a principal causa da redução da satisfação da população com o atendimento nas organizações governamentais.
II. O texto leva o leitor a entender que o princípio da eficiência foi incluído pela emenda constitucional nº 19, de 1998, aos princípios constitucionais da administração pública, de acordo com o artigo 37, caput, da Constituição Federal de 1988.
III. Após a análise do texto, é possível inferir que os cidadãos, por não contribuírem com o financiamento das ações e serviços públicos, classificam-se como hipossuficientes e, assim, devem ser beneficiados com subsídios públicos.
Marque a alternativa CORRETA:
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Gdansk, Polônia
Gdansk é uma cidade histórica da Polônia, com grande importância para o país, integrando o núcleo das Três Cidades, com Sopot e Gdynia, que juntas possuem mais de um milhão de habitantes. Suas principais atividades econômicas são a indústria (naval, química e petroquímica), as finanças, os serviços e o turismo.
O aluguel de um apartamento de um quarto no centro da cidade custa cerca de € 497 (quatrocentos e noventa e sete euros), as contas básicas de eletricidade, aquecimento, arrefecimento, água e lixo para um apartamento de 85 m² custam € 167 (cento e sessenta e sete euros) e uma pessoa recebe por mês, em média, um salário líquido de € 806 (oitocentos e seis euros).
O custo de vida em Gdansk é considerado muito baixo, e a qualidade de vida na cidade é elevada, com serviços de segurança eficientes e poder de compra moderado.
Estão entre as principais vantagens em viver nesta cidade o baixo custo de vida, a segurança elevada e as muitas alternativas para quem quer estudar na cidade. As desvantagens englobam a língua complexa, o clima de extremos e os alimentos poloneses, que grande parte dos brasileiros não admira tanto.
Trecho adaptado. Disponível em: https://bit.ly/34hdHS0 (acesso em 07/04/2020).
Leia o texto 'Gdansk, Polônia' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. De acordo com o texto, as principais atividades econômicas de Gdansk são a indústria (naval, química e petroquímica), as finanças, os serviços e o turismo.
II. Entre as desvantagens de viver em Gdansk, encontram-se o elevado custo de vida e os precários serviços públicos de segurança, afirma o texto.
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População surda
A aquisição da língua oral pelos surdos não acontece naturalmente. A diminuição da percepção auditiva faz com que necessitem de atendimento diferenciado e suporte clínico sistematizado, caso queiram adquirir habilidades de comunicação lato sensu na modalidade oral. A abordagem oralista trabalha com a aprendizagem da fala para a função de emissão e o treino da leitura labial para a recepção da mensagem. Suas práticas reabilitadoras lidam com o fato de que nem todo surdo possui as competências necessárias para desempenhar esse processo com eficiência. Só 20% do conteúdo recebido pelo surdo pode ser assimilado pela leitura labial. Para não ficarem alijados dos processos comunicativos, os indivíduos surdos se comunicam de maneira peculiar, e muitos usam a língua de sinais para se expressar e compreender o contexto no qual se inserem.
A compreensão dos aspectos socioculturais da comunidade surda é possível quando analisados pela trajetória histórica da educação das pessoas surdas, que é marcada pela dualidade da comunicação. Alguns defendem o uso da língua oral; outros, o uso da língua de sinais; e há quem defenda o uso das duas línguas em sistemas bimodais ou em bilinguismo diglóssico.
As línguas de sinais são de modalidade visuoespacial, pois o sistema de signos compartilhados é recebido pelos olhos, e sua produção é realizada pelas mãos, no espaço. São reconhecidas como línguas pela linguística, que lhes atribui o conceito de línguas naturais e não as considera “problema do surdo” ou “patologia da linguagem”.
A língua utilizada pela população ouvinte é majoritariamente a língua dos pais, e sua modalidade é a oral. No caso do Brasil, a língua utilizada é o português, mas, para os surdos, a realidade é outra. Eles se comunicam pela língua de sinais e, por isso, são caracterizados como um grupo linguisticamente minoritário. A língua oral do seu país não se apresenta como um recurso que facilita seu intercâmbio com o mundo; pelo contrário, representa um obstáculo que o surdo precisa transpor para se relacionar socialmente de forma efetiva. Vale a pena ressaltar que, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) só foi reconhecida como meio de comunicação e expressão da comunidade surda pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002.
Adaptado. Soraya B. R. Duarte et al. v.20, n.2, abr.-jun. 2013, p.653-673 v.20, n.4, out.-dez. 2013, p.1713-1734. História, Ciências, Saúde. Manguinhos, Rio de Janeiro. Disponível em: https://bit.ly/34lLvij.
Leia o texto 'População surda e muda' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. O texto leva o leitor a entender que as línguas de sinais ainda não são reconhecidas como línguas pela linguística, que lhes atribui o conceito de línguas sintéticas e as considera “problema do surdo” ou “patologia da linguagem”.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que as línguas de sinais são de modalidade visuoespacial, pois o sistema de signos compartilhados é recebido pelos olhos, e sua produção é realizada pelas mãos, no espaço.
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População surda
A aquisição da língua oral pelos surdos não acontece naturalmente. A diminuição da percepção auditiva faz com que necessitem de atendimento diferenciado e suporte clínico sistematizado, caso queiram adquirir habilidades de comunicação lato sensu na modalidade oral. A abordagem oralista trabalha com a aprendizagem da fala para a função de emissão e o treino da leitura labial para a recepção da mensagem. Suas práticas reabilitadoras lidam com o fato de que nem todo surdo possui as competências necessárias para desempenhar esse processo com eficiência. Só 20% do conteúdo recebido pelo surdo pode ser assimilado pela leitura labial. Para não ficarem alijados dos processos comunicativos, os indivíduos surdos se comunicam de maneira peculiar, e muitos usam a língua de sinais para se expressar e compreender o contexto no qual se inserem.
A compreensão dos aspectos socioculturais da comunidade surda é possível quando analisados pela trajetória histórica da educação das pessoas surdas, que é marcada pela dualidade da comunicação. Alguns defendem o uso da língua oral; outros, o uso da língua de sinais; e há quem defenda o uso das duas línguas em sistemas bimodais ou em bilinguismo diglóssico.
As línguas de sinais são de modalidade visuoespacial, pois o sistema de signos compartilhados é recebido pelos olhos, e sua produção é realizada pelas mãos, no espaço. São reconhecidas como línguas pela linguística, que lhes atribui o conceito de línguas naturais e não as considera “problema do surdo” ou “patologia da linguagem”.
A língua utilizada pela população ouvinte é majoritariamente a língua dos pais, e sua modalidade é a oral. No caso do Brasil, a língua utilizada é o português, mas, para os surdos, a realidade é outra. Eles se comunicam pela língua de sinais e, por isso, são caracterizados como um grupo linguisticamente minoritário. A língua oral do seu país não se apresenta como um recurso que facilita seu intercâmbio com o mundo; pelo contrário, representa um obstáculo que o surdo precisa transpor para se relacionar socialmente de forma efetiva. Vale a pena ressaltar que, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) só foi reconhecida como meio de comunicação e expressão da comunidade surda pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002.
Adaptado. Soraya B. R. Duarte et al. v.20, n.2, abr.-jun. 2013, p.653-673 v.20, n.4, out.-dez. 2013, p.1713-1734. História, Ciências, Saúde. Manguinhos, Rio de Janeiro. Disponível em: https://bit.ly/34lLvij.
Leia o texto 'População surda e muda' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. As informações presentes no texto permitem concluir que a abordagem oralista trabalha com a aprendizagem da fala para a função de emissão e o treino da leitura labial para a recepção da mensagem. Suas práticas reabilitadoras lidam com o fato de que nem todo surdo possui as competências necessárias para desempenhar esse processo com eficiência, afirma o texto.
II. O texto leva o leitor a concluir que a língua utilizada pela população surda é a língua majoritária dos seus pais, e sua modalidade é a oral, que, no caso do Brasil, é a língua portuguesa. Para o restante da população, é necessário adotar uma forma alternativa de comunicação.
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Libras
Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.
Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão.
Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.
A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros.
É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.
Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p.
Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. Após a análise do texto, é possível inferir que a Libras é detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, embora possua limitações que impedem a comunicação entre indivíduos nascidos em diferentes regiões do Brasil.
II. O texto leva o leitor a entender que, no Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país.
Marque a alternativa CORRETA:
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