Foram encontradas 443 questões.
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 05.
Um pouco de mamãe
11/05/2024
Vladimir Souza Carvalho
Membro das Academias Sergipana e
Itabaianense de Letras
Mamãe não ouviu falar em carne de panela como prato, versão, aliás1 , daquilo que toda semana, na quarta-feira e no sábado2 , ela preparava. Apenas o nome foi alterado. Em lugar de carne frita, carne de panela. Era a feira chegando para ela iniciar o corte da carne em vários pedaços e outros apetrechos que não sei contar, até a carne ser colocada na panela e a panela no fogão. Em tempo inicial, fogão de lenha, panela de barro, o cuidado para manter o fogo aceso. Depois, fogão alimentado por papelões mesclados de querosene, e, enfim, fogão a gás.
No horário3 certo, que mamãe tinha matematicamente horário para tudo, a mesa posta, e lá4 vinha a carne frita pronta para ser devorada, pedaços amarronzados no meio da gordura, e, então, feijão no prato, arroz depois, adicionado a farinha, que, misturados, descaracterizavam cada um para, então, receber o banho de gordura e os pedaços da carne frita. Quarta e sábado, sábado e quarta, religiosamente, o cardápio5 que se repetiu a vida inteira, os mesmos gestos e atitudes, passo a passo, a mesma quantidade, porque mamãe não alterava o roteiro do tempo em que todos os filhos moravam em casa, permanecendo fiel, ela, a quem cabia o comando da casa e da cozinha.
Explico. Alba casou, mas a quantidade da carne frita não diminuiu, o mesmo ocorrendo quando me casei, e, idem, com Bosco. Então, só os dois em casa, papai se queixava que, para não ocorrer desperdício, se via compelido a comer carne frita requentada todo dia, porque a quantidade cozinhada permanecia a mesma de anos e anos em que todos os filhos moravam no mesmo teto.
Santa autoridade! Nenhuma alteração no front. Tudo exatamente igual aos velhos tempos. Mamãe permaneceu agindo como sempre fez, não sabendo o que era improvisar ou alterar o caminho, repetindo todo dia o anterior, seguindo itinerário que nunca foi alterado. Assim se portou até que a idade a afastou da cozinha, o seu almoço diferente dos demais, sem se atrever a mastigar algo novo, o receio de lhe ser danoso. Um dia, em consulta médica, ouviu que podia comer feijão. Na saída, perguntei se ia tentar. Resposta: eu é que sei. Não comeu. Continuou obedecendo a si mesma, até que um derrame a derrubou, a alimentação em tipo de soro, pela barriga. Aí, não era mais ela. Apenas um ser inconsciente à espera da morte, que demorou cinco anos para lhe levar.
CARVALHO, Vladimir Souza. Um pouco de mamãe. Diário de Pernambuco, 11 de maio de 2024. Disponível
em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/05/um-pouco-de-mamae.html. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a separação silábica dos vocábulos “matematicamente”, “derrame” e “amarronzados”:
Provas
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 05.
Um pouco de mamãe
11/05/2024
Vladimir Souza Carvalho
Membro das Academias Sergipana e
Itabaianense de Letras
Mamãe não ouviu falar em carne de panela como prato, versão, aliás1 , daquilo que toda semana, na quarta-feira e no sábado2 , ela preparava. Apenas o nome foi alterado. Em lugar de carne frita, carne de panela. Era a feira chegando para ela iniciar o corte da carne em vários pedaços e outros apetrechos que não sei contar, até a carne ser colocada na panela e a panela no fogão. Em tempo inicial, fogão de lenha, panela de barro, o cuidado para manter o fogo aceso. Depois, fogão alimentado por papelões mesclados de querosene, e, enfim, fogão a gás.
No horário3 certo, que mamãe tinha matematicamente horário para tudo, a mesa posta, e lá4 vinha a carne frita pronta para ser devorada, pedaços amarronzados no meio da gordura, e, então, feijão no prato, arroz depois, adicionado a farinha, que, misturados, descaracterizavam cada um para, então, receber o banho de gordura e os pedaços da carne frita. Quarta e sábado, sábado e quarta, religiosamente, o cardápio5 que se repetiu a vida inteira, os mesmos gestos e atitudes, passo a passo, a mesma quantidade, porque mamãe não alterava o roteiro do tempo em que todos os filhos moravam em casa, permanecendo fiel, ela, a quem cabia o comando da casa e da cozinha.
Explico. Alba casou, mas a quantidade da carne frita não diminuiu, o mesmo ocorrendo quando me casei, e, idem, com Bosco. Então, só os dois em casa, papai se queixava que, para não ocorrer desperdício, se via compelido a comer carne frita requentada todo dia, porque a quantidade cozinhada permanecia a mesma de anos e anos em que todos os filhos moravam no mesmo teto.
Santa autoridade! Nenhuma alteração no front. Tudo exatamente igual aos velhos tempos. Mamãe permaneceu agindo como sempre fez, não sabendo o que era improvisar ou alterar o caminho, repetindo todo dia o anterior, seguindo itinerário que nunca foi alterado. Assim se portou até que a idade a afastou da cozinha, o seu almoço diferente dos demais, sem se atrever a mastigar algo novo, o receio de lhe ser danoso. Um dia, em consulta médica, ouviu que podia comer feijão. Na saída, perguntei se ia tentar. Resposta: eu é que sei. Não comeu. Continuou obedecendo a si mesma, até que um derrame a derrubou, a alimentação em tipo de soro, pela barriga. Aí, não era mais ela. Apenas um ser inconsciente à espera da morte, que demorou cinco anos para lhe levar.
CARVALHO, Vladimir Souza. Um pouco de mamãe. Diário de Pernambuco, 11 de maio de 2024. Disponível
em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/05/um-pouco-de-mamae.html. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
Qual é o grau de parentesco entre Alba e Bosco, mencionados no terceiro parágrafo do texto, e o autor da crônica?
Provas
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 05.
Um pouco de mamãe
11/05/2024
Vladimir Souza Carvalho
Membro das Academias Sergipana e
Itabaianense de Letras
Mamãe não ouviu falar em carne de panela como prato, versão, aliás1 , daquilo que toda semana, na quarta-feira e no sábado2 , ela preparava. Apenas o nome foi alterado. Em lugar de carne frita, carne de panela. Era a feira chegando para ela iniciar o corte da carne em vários pedaços e outros apetrechos que não sei contar, até a carne ser colocada na panela e a panela no fogão. Em tempo inicial, fogão de lenha, panela de barro, o cuidado para manter o fogo aceso. Depois, fogão alimentado por papelões mesclados de querosene, e, enfim, fogão a gás.
No horário3 certo, que mamãe tinha matematicamente horário para tudo, a mesa posta, e lá4 vinha a carne frita pronta para ser devorada, pedaços amarronzados no meio da gordura, e, então, feijão no prato, arroz depois, adicionado a farinha, que, misturados, descaracterizavam cada um para, então, receber o banho de gordura e os pedaços da carne frita. Quarta e sábado, sábado e quarta, religiosamente, o cardápio5 que se repetiu a vida inteira, os mesmos gestos e atitudes, passo a passo, a mesma quantidade, porque mamãe não alterava o roteiro do tempo em que todos os filhos moravam em casa, permanecendo fiel, ela, a quem cabia o comando da casa e da cozinha.
Explico. Alba casou, mas a quantidade da carne frita não diminuiu, o mesmo ocorrendo quando me casei, e, idem, com Bosco. Então, só os dois em casa, papai se queixava que, para não ocorrer desperdício, se via compelido a comer carne frita requentada todo dia, porque a quantidade cozinhada permanecia a mesma de anos e anos em que todos os filhos moravam no mesmo teto.
Santa autoridade! Nenhuma alteração no front. Tudo exatamente igual aos velhos tempos. Mamãe permaneceu agindo como sempre fez, não sabendo o que era improvisar ou alterar o caminho, repetindo todo dia o anterior, seguindo itinerário que nunca foi alterado. Assim se portou até que a idade a afastou da cozinha, o seu almoço diferente dos demais, sem se atrever a mastigar algo novo, o receio de lhe ser danoso. Um dia, em consulta médica, ouviu que podia comer feijão. Na saída, perguntei se ia tentar. Resposta: eu é que sei. Não comeu. Continuou obedecendo a si mesma, até que um derrame a derrubou, a alimentação em tipo de soro, pela barriga. Aí, não era mais ela. Apenas um ser inconsciente à espera da morte, que demorou cinco anos para lhe levar.
CARVALHO, Vladimir Souza. Um pouco de mamãe. Diário de Pernambuco, 11 de maio de 2024. Disponível
em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/05/um-pouco-de-mamae.html. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
De acordo com as informações explicitadas na crônica, a mãe do autor:
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UNIVIDA
Orgão: Pref. Barbosa Ferraz-PR
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o preço da gasolina é influenciado por diversos fatores, como:
( ) preço do petróleo no mercado internacional.
( ) questões geopolíticas.
( ) demanda global.
( ) número de veículos per capita.
( ) influências das estações.
A sequência correta de cima para baixo é:
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UNIVIDA
Orgão: Pref. Barbosa Ferraz-PR
Quem é o(a) atual Ministro(a) da Cultura?
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UNIVIDA
Orgão: Pref. Barbosa Ferraz-PR
Qual Estado Brasileiro foi devastado com as enchentes no ano de 2024?
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UNIVIDA
Orgão: Pref. Barbosa Ferraz-PR
A tragédia que afeta o Rio Grande do Sul é marcada por diversos fatores e aspectos que resultam no maior desastre socioambiental que o estado já sofreu na história, conforme afirma o governo do estado. As chuvas intensas provocaram uma série de fenômenos, tais como:
I - Inundações.
II - Queimadas.
III - Tremores de terra.
IV - Deslizamentos.
V - Vulcanismo.
Estão corretas as afirmativas:
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UNIVIDA
Orgão: Pref. Barbosa Ferraz-PR
Segundo o último censo do IBGE (2022), qual é a estimativa de população do município de Barbosa Ferraz?
Provas
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UNIVIDA
Orgão: Pref. Barbosa Ferraz-PR
Provas
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UNIVIDA
Orgão: Pref. Barbosa Ferraz-PR
I - Conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie.
II - Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento.
III - Revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
IV - Perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado.
V - Frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros.
Estão corretas as afirmativas:
Provas
Caderno Container