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Foram encontradas 37 questões.

Considerando as atividades desenvolvidas pela UNESCO no Brasil para a proteção e conservação do patrimônio natural e cultural brasileiro, assinale a alternativa que se refere a sítios do patrimônio cultural ou natural brasileiros declarados "Patrimônio Mundial", nos últimos 16 anos:

 

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Em relação a Blumenau, analise as afirmativas que seguem e identifique a(s) correta(s):

I- Os produtos de Blumenau, tais como artigos de cama, mesa e banho, malhas, porcelanas e cristais, são apreciados no Brasil e no exterior.

II- A vocação para a atividade industrial remonta à época da Colônia fundada por Dr. Blumenau.

III- Em Blumenau, o apego às tradições e à cultura dos antepassados impulsionou o surgimento de um novo mercado: a produção de cervejas artesanais.

Assinale a alternativa correta:

 

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A respeito do transporte hidroviário no Brasil, analise as afirmativas abaixo e identifique a(s) correta(s):

I- O transporte hidroviário no Brasil é regulado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

II- O transporte hidroviário no Brasil é dividido em fluvial e marítimo. O transporte marítimo destaca-se como o mais importante.

III- As hidrovias de interior são rios, lagos e lagoas os quais receberam infraestruturas especiais, como eclusas, barragens, canais e outros, tornando-os navegáveis.

IV- As principais hidrovias do país são: Amazônica, Tocantins-Araguaia, Paraná-Tietê, Paraguai e São Francisco.

Assinale a alternativa correta:

 

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1584810 Ano: 2016
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FURB
Orgão: Pref. Blumenau-SC

Analise as afirmativas sobre a Política Norteadora dos Planos de Cargos e Carreiras do Poder Executivo, suas Autarquias e Fundações do Município de Blumenau e identifique as corretas:

I- Está fundada nos princípios de flexibilidade e maximização da realização do potencial individual do servidor.

II- Tem por objetivos efetivar a valorização dos servidores e criar as condições para o desenvolvimento de um clima de competição e descoberta de talentos no serviço público municipal.

III- Prevê motivar e encorajar o servidor na exploração de sua capacidade em busca de maior conhecimento e desenvolvimento profissional.

IV- Proporciona aos servidores pleno conhecimento das oportunidades de acesso na carreira.

Assinale a alternativa correta:

 

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1584809 Ano: 2016
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FURB
Orgão: Pref. Blumenau-SC

Com base na Lei Orgânica Municipal de Blumenau, analise as competências do Município relacionadas ao esporte e identifique a(s) correta(s):

I- É dever do Município incentivar práticas desportivas formais e não formais, como direito de todos.

II- É dever do Município programar e orientar as entidades desportivas dirigentes e associações quanto ao seu planejamento, sua organização e seu funcionamento.

III- É dever do Município apoiar a promoção prioritária do desporto educacional, excluído qualquer caso de desporto de alto rendimento.

IV- É dever do Município incentivar as manifestações desportivas de tradição local.

Assinale a alternativa correta:

 

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Leia o texto com atenção para responder às questões de 1 a 10.

Os parágrafos foram numerados de 1 a 18.

A GUERRA DOS MAUS E DOS BONS

1 Por que será que o mal vence (ou parece vencer) o bem?

2 Se o bem é tão bom, por que o mal, que é mau, vive acuando o bem?

3 Se o bem causa prazer e o mal causa dor, ansiedade, pânico, horror e morte, por que os seres humanos não derrotam o mal com o bem?

4 Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel sobre o mal que os bons fazem. Era algo intrigante e me assustei quando li isso a primeira vez. Então, alguém com as melhores intenções pode desencadear dramas e tragédias? O inferno está mesmo cheio de boas intenções?

5 Quando foi que o bem ganhou uma guerra?

6 Essa já é uma pergunta insidiosa, pois quem se mete numa guerra para lutar tem que sangrar e matar, e isso é o mal em sua forma mais dura. Foi assim nas Cruzadas, foi assim na Inquisição, foi assim nas guerras de independência, foi assim nos conflitos contra o nazismo e outros totalitarismos. O guerrilheiro vem com aquele papo de Guevara, de que tem que matar sem perder a ternura; tem gente que acha isso bonito, desde que seja ele a exercer a “ternura” sobre outros.

7 Sim, tem o caso de Gandhi, que moveu guerra pacífica contra o violento e opressor império britânico e ganhou. Isso nos dá algum alento. Mas por que será que o mal vence (ou parece vencer), como atestam diariamente os jornais?

8 Cabisbaixo, sussurro para mim mesmo: essa é uma luta desigual.

9 É aí a raiz do problema. A luta entre bem e mal é uma luta desigual, repito. O bem não pode, não deve usar as armas do mal e está eticamente impedido de fazê-lo. Se o bem usar as armas do mal, transforma-se em mal. Sim, há o caso da “legítima defesa”, a hora em que o instinto de vida se sobrepõe ao instinto de morte. Isso tanto no plano pessoal quanto nas guerras de resistência. Mas aí, o mal e o bem de novo se misturaram.

10 E como se misturam! Então, não há uma porção de registros históricos da luta entre o bem e o bem? Um bem que se julga mais bem que o outro bem e que se julga tão mais bem que o outro bem que, para ele, o outro bem é o mal.

11 Salomão asseverou e Freud confirmou. “O homem é mau desde a sua meninice”. Que fazer? Ambos eram sábios. E nós?

12 Há males que vêm para o bem? Há. Dizem. Então, nesse caso, o mal é um bem, logo o mal não é tão mau assim.

13 Posso combater o mal só com as armas do bem?

14 Se subirmos os morros e conversarmos franciscanamente com o tráfico, como vai ser? Talvez facilite se eu subir o morro levando saúde, escolas, moradia e outras formas de bem. Acredito até que a maioria da população agradeça, feliz, e volte a acreditar no bem. Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...

15 É uma aposta ou um simples paradoxo de Zenão?*

16 O que é o mal para mim é o mal para você? Bem ou mal, somos todos bons e maus.

17 Bem, não sei se fiz bem em começar este texto. E como não há mal que sempre dure, fico por aqui.

18 Ainda bem.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Estado de Minas ─ Cultura ─ 22/7/2007. Adaptado)

* Zenão (séc. V a.C.): Filósofo grego, criador da dialética. Inventou uma parábola em que, numa corrida, caso a tartaruga saísse na frente, Aquiles jamais a alcançaria, pelo simples fato de que não existe movimento e nem tempo ─ o que traz em si a eterna contradição.

Entre as alternativas abaixo, escolha o par de orações em que o verbo “ter” é impessoal e em que o verbo “ter” forma locução verbal com sentido de obrigatoriedade respectivamente:

 

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Leia o texto com atenção para responder às questões de 1 a 10.

Os parágrafos foram numerados de 1 a 18.

A GUERRA DOS MAUS E DOS BONS

1 Por que será que o mal vence (ou parece vencer) o bem?

2 Se o bem é tão bom, por que o mal, que é mau, vive acuando o bem?

3 Se o bem causa prazer e o mal causa dor, ansiedade, pânico, horror e morte, por que os seres humanos não derrotam o mal com o bem?

4 Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel sobre o mal que os bons fazem. Era algo intrigante e me assustei quando li isso a primeira vez. Então, alguém com as melhores intenções pode desencadear dramas e tragédias? O inferno está mesmo cheio de boas intenções?

5 Quando foi que o bem ganhou uma guerra?

6 Essa já é uma pergunta insidiosa, pois quem se mete numa guerra para lutar tem que sangrar e matar, e isso é o mal em sua forma mais dura. Foi assim nas Cruzadas, foi assim na Inquisição, foi assim nas guerras de independência, foi assim nos conflitos contra o nazismo e outros totalitarismos. O guerrilheiro vem com aquele papo de Guevara, de que tem que matar sem perder a ternura; tem gente que acha isso bonito, desde que seja ele a exercer a “ternura” sobre outros.

7 Sim, tem o caso de Gandhi, que moveu guerra pacífica contra o violento e opressor império britânico e ganhou. Isso nos dá algum alento. Mas por que será que o mal vence (ou parece vencer), como atestam diariamente os jornais?

8 Cabisbaixo, sussurro para mim mesmo: essa é uma luta desigual.

9 É aí a raiz do problema. A luta entre bem e mal é uma luta desigual, repito. O bem não pode, não deve usar as armas do mal e está eticamente impedido de fazê-lo. Se o bem usar as armas do mal, transforma-se em mal. Sim, há o caso da “legítima defesa”, a hora em que o instinto de vida se sobrepõe ao instinto de morte. Isso tanto no plano pessoal quanto nas guerras de resistência. Mas aí, o mal e o bem de novo se misturaram.

10 E como se misturam! Então, não há uma porção de registros históricos da luta entre o bem e o bem? Um bem que se julga mais bem que o outro bem e que se julga tão mais bem que o outro bem que, para ele, o outro bem é o mal.

11 Salomão asseverou e Freud confirmou. “O homem é mau desde a sua meninice”. Que fazer? Ambos eram sábios. E nós?

12 Há males que vêm para o bem? Há. Dizem. Então, nesse caso, o mal é um bem, logo o mal não é tão mau assim.

13 Posso combater o mal só com as armas do bem?

14 Se subirmos os morros e conversarmos franciscanamente com o tráfico, como vai ser? Talvez facilite se eu subir o morro levando saúde, escolas, moradia e outras formas de bem. Acredito até que a maioria da população agradeça, feliz, e volte a acreditar no bem. Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...

15 É uma aposta ou um simples paradoxo de Zenão?*

16 O que é o mal para mim é o mal para você? Bem ou mal, somos todos bons e maus.

17 Bem, não sei se fiz bem em começar este texto. E como não há mal que sempre dure, fico por aqui.

18 Ainda bem.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Estado de Minas ─ Cultura ─ 22/7/2007. Adaptado)

* Zenão (séc. V a.C.): Filósofo grego, criador da dialética. Inventou uma parábola em que, numa corrida, caso a tartaruga saísse na frente, Aquiles jamais a alcançaria, pelo simples fato de que não existe movimento e nem tempo ─ o que traz em si a eterna contradição.

Em relação ao propósito do texto, o autor (assinale a alternativa correta):

 

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Leia o texto com atenção para responder às questões de 1 a 10.

Os parágrafos foram numerados de 1 a 18.

A GUERRA DOS MAUS E DOS BONS

1 Por que será que o mal vence (ou parece vencer) o bem?

2 Se o bem é tão bom, por que o mal, que é mau, vive acuando o bem?

3 Se o bem causa prazer e o mal causa dor, ansiedade, pânico, horror e morte, por que os seres humanos não derrotam o mal com o bem?

4 Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel sobre o mal que os bons fazem. Era algo intrigante e me assustei quando li isso a primeira vez. Então, alguém com as melhores intenções pode desencadear dramas e tragédias? O inferno está mesmo cheio de boas intenções?

5 Quando foi que o bem ganhou uma guerra?

6 Essa já é uma pergunta insidiosa, pois quem se mete numa guerra para lutar tem que sangrar e matar, e isso é o mal em sua forma mais dura. Foi assim nas Cruzadas, foi assim na Inquisição, foi assim nas guerras de independência, foi assim nos conflitos contra o nazismo e outros totalitarismos. O guerrilheiro vem com aquele papo de Guevara, de que tem que matar sem perder a ternura; tem gente que acha isso bonito, desde que seja ele a exercer a “ternura” sobre outros.

7 Sim, tem o caso de Gandhi, que moveu guerra pacífica contra o violento e opressor império britânico e ganhou. Isso nos dá algum alento. Mas por que será que o mal vence (ou parece vencer), como atestam diariamente os jornais?

8 Cabisbaixo, sussurro para mim mesmo: essa é uma luta desigual.

9 É aí a raiz do problema. A luta entre bem e mal é uma luta desigual, repito. O bem não pode, não deve usar as armas do mal e está eticamente impedido de fazê-lo. Se o bem usar as armas do mal, transforma-se em mal. Sim, há o caso da “legítima defesa”, a hora em que o instinto de vida se sobrepõe ao instinto de morte. Isso tanto no plano pessoal quanto nas guerras de resistência. Mas aí, o mal e o bem de novo se misturaram.

10 E como se misturam! Então, não há uma porção de registros históricos da luta entre o bem e o bem? Um bem que se julga mais bem que o outro bem e que se julga tão mais bem que o outro bem que, para ele, o outro bem é o mal.

11 Salomão asseverou e Freud confirmou. “O homem é mau desde a sua meninice”. Que fazer? Ambos eram sábios. E nós?

12 Há males que vêm para o bem? Há. Dizem. Então, nesse caso, o mal é um bem, logo o mal não é tão mau assim.

13 Posso combater o mal só com as armas do bem?

14 Se subirmos os morros e conversarmos franciscanamente com o tráfico, como vai ser? Talvez facilite se eu subir o morro levando saúde, escolas, moradia e outras formas de bem. Acredito até que a maioria da população agradeça, feliz, e volte a acreditar no bem. Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...

15 É uma aposta ou um simples paradoxo de Zenão?*

16 O que é o mal para mim é o mal para você? Bem ou mal, somos todos bons e maus.

17 Bem, não sei se fiz bem em começar este texto. E como não há mal que sempre dure, fico por aqui.

18 Ainda bem.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Estado de Minas ─ Cultura ─ 22/7/2007. Adaptado)

* Zenão (séc. V a.C.): Filósofo grego, criador da dialética. Inventou uma parábola em que, numa corrida, caso a tartaruga saísse na frente, Aquiles jamais a alcançaria, pelo simples fato de que não existe movimento e nem tempo ─ o que traz em si a eterna contradição.

Releia este trecho do 14º parágrafo de “A Guerra dos Maus e dos Bons”:

“Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...”

A interpretação correta para o trecho acima é:

 

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Leia o texto com atenção para responder às questões de 1 a 10.

Os parágrafos foram numerados de 1 a 18.

A GUERRA DOS MAUS E DOS BONS

1 Por que será que o mal vence (ou parece vencer) o bem?

2 Se o bem é tão bom, por que o mal, que é mau, vive acuando o bem?

3 Se o bem causa prazer e o mal causa dor, ansiedade, pânico, horror e morte, por que os seres humanos não derrotam o mal com o bem?

4 Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel sobre o mal que os bons fazem. Era algo intrigante e me assustei quando li isso a primeira vez. Então, alguém com as melhores intenções pode desencadear dramas e tragédias? O inferno está mesmo cheio de boas intenções?

5 Quando foi que o bem ganhou uma guerra?

6 Essa já é uma pergunta insidiosa, pois quem se mete numa guerra para lutar tem que sangrar e matar, e isso é o mal em sua forma mais dura. Foi assim nas Cruzadas, foi assim na Inquisição, foi assim nas guerras de independência, foi assim nos conflitos contra o nazismo e outros totalitarismos. O guerrilheiro vem com aquele papo de Guevara, de que tem que matar sem perder a ternura; tem gente que acha isso bonito, desde que seja ele a exercer a “ternura” sobre outros.

7 Sim, tem o caso de Gandhi, que moveu guerra pacífica contra o violento e opressor império britânico e ganhou. Isso nos dá algum alento. Mas por que será que o mal vence (ou parece vencer), como atestam diariamente os jornais?

8 Cabisbaixo, sussurro para mim mesmo: essa é uma luta desigual.

9 É aí a raiz do problema. A luta entre bem e mal é uma luta desigual, repito. O bem não pode, não deve usar as armas do mal e está eticamente impedido de fazê-lo. Se o bem usar as armas do mal, transforma-se em mal. Sim, há o caso da “legítima defesa”, a hora em que o instinto de vida se sobrepõe ao instinto de morte. Isso tanto no plano pessoal quanto nas guerras de resistência. Mas aí, o mal e o bem de novo se misturaram.

10 E como se misturam! Então, não há uma porção de registros históricos da luta entre o bem e o bem? Um bem que se julga mais bem que o outro bem e que se julga tão mais bem que o outro bem que, para ele, o outro bem é o mal.

11 Salomão asseverou e Freud confirmou. “O homem é mau desde a sua meninice”. Que fazer? Ambos eram sábios. E nós?

12 Há males que vêm para o bem? Há. Dizem. Então, nesse caso, o mal é um bem, logo o mal não é tão mau assim.

13 Posso combater o mal só com as armas do bem?

14 Se subirmos os morros e conversarmos franciscanamente com o tráfico, como vai ser? Talvez facilite se eu subir o morro levando saúde, escolas, moradia e outras formas de bem. Acredito até que a maioria da população agradeça, feliz, e volte a acreditar no bem. Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...

15 É uma aposta ou um simples paradoxo de Zenão?*

16 O que é o mal para mim é o mal para você? Bem ou mal, somos todos bons e maus.

17 Bem, não sei se fiz bem em começar este texto. E como não há mal que sempre dure, fico por aqui.

18 Ainda bem.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Estado de Minas ─ Cultura ─ 22/7/2007. Adaptado)

* Zenão (séc. V a.C.): Filósofo grego, criador da dialética. Inventou uma parábola em que, numa corrida, caso a tartaruga saísse na frente, Aquiles jamais a alcançaria, pelo simples fato de que não existe movimento e nem tempo ─ o que traz em si a eterna contradição.

Tendo em vista o raciocínio desenvolvido no texto, a pergunta “Quando foi que o bem ganhou uma guerra?” (5º parágrafo) é considerada capciosa ou insidiosa porque teria a seguinte resposta (assinale a alternativa correta):

 

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Leia o texto com atenção para responder às questões de 1 a 10.

Os parágrafos foram numerados de 1 a 18.

A GUERRA DOS MAUS E DOS BONS

1 Por que será que o mal vence (ou parece vencer) o bem?

2 Se o bem é tão bom, por que o mal, que é mau, vive acuando o bem?

3 Se o bem causa prazer e o mal causa dor, ansiedade, pânico, horror e morte, por que os seres humanos não derrotam o mal com o bem?

4 Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel sobre o mal que os bons fazem. Era algo intrigante e me assustei quando li isso a primeira vez. Então, alguém com as melhores intenções pode desencadear dramas e tragédias? O inferno está mesmo cheio de boas intenções?

5 Quando foi que o bem ganhou uma guerra?

6 Essa já é uma pergunta insidiosa, pois quem se mete numa guerra para lutar tem que sangrar e matar, e isso é o mal em sua forma mais dura. Foi assim nas Cruzadas, foi assim na Inquisição, foi assim nas guerras de independência, foi assim nos conflitos contra o nazismo e outros totalitarismos. O guerrilheiro vem com aquele papo de Guevara, de que tem que matar sem perder a ternura; tem gente que acha isso bonito, desde que seja ele a exercer a “ternura” sobre outros.

7 Sim, tem o caso de Gandhi, que moveu guerra pacífica contra o violento e opressor império britânico e ganhou. Isso nos dá algum alento. Mas por que será que o mal vence (ou parece vencer), como atestam diariamente os jornais?

8 Cabisbaixo, sussurro para mim mesmo: essa é uma luta desigual.

9 É aí a raiz do problema. A luta entre bem e mal é uma luta desigual, repito. O bem não pode, não deve usar as armas do mal e está eticamente impedido de fazê-lo. Se o bem usar as armas do mal, transforma-se em mal. Sim, há o caso da “legítima defesa”, a hora em que o instinto de vida se sobrepõe ao instinto de morte. Isso tanto no plano pessoal quanto nas guerras de resistência. Mas aí, o mal e o bem de novo se misturaram.

10 E como se misturam! Então, não há uma porção de registros históricos da luta entre o bem e o bem? Um bem que se julga mais bem que o outro bem e que se julga tão mais bem que o outro bem que, para ele, o outro bem é o mal.

11 Salomão asseverou e Freud confirmou. “O homem é mau desde a sua meninice”. Que fazer? Ambos eram sábios. E nós?

12 Há males que vêm para o bem? Há. Dizem. Então, nesse caso, o mal é um bem, logo o mal não é tão mau assim.

13 Posso combater o mal só com as armas do bem?

14 Se subirmos os morros e conversarmos franciscanamente com o tráfico, como vai ser? Talvez facilite se eu subir o morro levando saúde, escolas, moradia e outras formas de bem. Acredito até que a maioria da população agradeça, feliz, e volte a acreditar no bem. Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...

15 É uma aposta ou um simples paradoxo de Zenão?*

16 O que é o mal para mim é o mal para você? Bem ou mal, somos todos bons e maus.

17 Bem, não sei se fiz bem em começar este texto. E como não há mal que sempre dure, fico por aqui.

18 Ainda bem.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Estado de Minas ─ Cultura ─ 22/7/2007. Adaptado)

* Zenão (séc. V a.C.): Filósofo grego, criador da dialética. Inventou uma parábola em que, numa corrida, caso a tartaruga saísse na frente, Aquiles jamais a alcançaria, pelo simples fato de que não existe movimento e nem tempo ─ o que traz em si a eterna contradição.

Levando em conta a regência do verbo “lembrar” em “Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel [...]” (início do 4º parágrafo), outra construção com o verbo “lembrar” está correta na seguinte alternativa:

 

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