Magna Concursos

Foram encontradas 515 questões.

Leia o texto I para responder às questões de 1 a 11.

Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Segundo o narrador do texto I,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto I para responder às questões de 1 a 11.

Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Na epígrafe do texto I,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto I para responder às questões de 1 a 11.

Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Considerando os objetivos, a linguagem e o conteúdo do texto I, é correto afirmar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1665018 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG

Leia o texto II para responder às questões de 12 a 17.


Texto II


Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número]

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Fretas]

E morreu afogado.

Manuel Bandeira

A correta classificação para o sujeito da primeira oração do poema é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1665017 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG

Leia o texto II para responder às questões de 12 a 17.


Texto II


Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número]

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Fretas]

E morreu afogado.

Manuel Bandeira

A substituição de “bar Vinte de Novembro” por “Feira de Artigos Religiosos” ganharia a seguinte redação, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1665016 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG

Sobre os indicadores da qualidade na educação infantil é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1665015 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil são um documento que apresenta princípios e orientações para os sistemas de ensino na organização, na articulação, no desenvolvimento e na avaliação de propostas pedagógicas. Nesse sentido, podemos afirmar que as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1665014 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG

São diretrizes que orientam as ações previstas no Plano Nacional pela Primeira Infância, exceto:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1665013 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do trecho a seguir.

Os _______________ possibilitam o despertar de diferentes emoções e a ampliação de visões de mundo do _____________. E nesse encontro com a fantasia, a ___________ entra em contato com seu mundo _________, dialoga com seus sentimentos mais secretos, confronta seus ___________ e desejos escondidos, supera seus conflitos e alcança o____________ necessário para seu ____________.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1665012 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG

Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, a linguagem oral está presente no cotidiano e na prática das instituições de educação infantil à medida que todos que dela participam: crianças e adultos, falam, comunicam-se entre si, expressando sentimentos e ideias. As diversas instituições concebem a linguagem e a maneira como as crianças aprendem de modos bastante diferentes. Para o desenvolvimento da oralidade, são concepções e práticas que acontecem nas diversas instituições de educação infantil, exceto:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas