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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Qual figura de linguagem se manifesta no trecho '[...] essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade [...]'?
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Em consonância com as premissas da aprendizagem significativa (“Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater.), foi elaborada uma metodologia de ensino, muito difundida na área do ensino de língua portuguesa, que leva em conta as etapas a seguir:

(Dolz, Noverraz e Schnewly, 2004, p. 98, adaptado)
Como se chama tal metodologia?
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Nos períodos "Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico.” e "Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras.", vê-se, respectivamente, a manifestação dos seguintes tipos de predicado:
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Considerando-se a concordância lógica da língua portuguesa, quais das formas verbais destacadas em letras maiúsculas no texto preenchem adequadamente os contextos em que são empregados?
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Qual é a função das aspas duplas empregadas no último parágrafo do artigo?
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- MorfologiaEstrutura das PalavrasDerivaçãoDerivação prefixal
- MorfologiaEstrutura das PalavrasDerivaçãoDerivação sufixal
- MorfologiaEstrutura das PalavrasDerivaçãoDerivação parassintética (circunfixação)
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Qual é o processo de formação de palavras que constitui a palavra "experimentar", apresentada pelo autor no sétimo parágrafo do texto?
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Observando-se o emprego dos verbos no trecho "Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula." (2º parágrafo), é possível inferir que o trabalho com a oralidade na escola atualmente, sob o ponto de vista do autor, é
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Brejo Madre Deus-PE
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Em termos literários, as obras "A Ilíada" e "A Odisseia”, ícones artísticos da cultura ocidental, representam o gênero da antiguidade clássica conhecido como
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Em qual dos excertos abaixo a partícula SE sublinhada recebe a classificação de pronome reflexivo?
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 11 A 20.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história
Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo
de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo
livre para pensar, elaborar e debater
Renato de Faria | 01/03/2024
Atribuímos a Homero as duas maiores histórias do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Muito se discute se ele, de fato, existiu. Ou se era um coletivo (como se diz hoje em dia), um grupo de pessoas que construíram, em comunidade, essas narrativas. Para além dessa discussão, o fato é que a Guerra de Troia e a volta de Ulisses para Ítaca foram elementos fundamentais na cultura ocidental.
O interessante nisso tudo é que, fundamentalmente, toda a educação grega era constituída por essa narrativa. Seus heróis, mitos, atos de coragem e bravura, bem como vinganças e ódios reprováveis, FAZIA/FAZIAM parte de uma sólida proposta pedagógica. Com eles, o homem aprendia a se humanizar, entendendo a vida, as relações sociais e a organização física do mundo. Sim. Existiu um tempo em que a oralidade era valorizada em sala de aula.
Por cerca de mil anos, essa grande narrativa épica constituiu a principal inspiração pedagógica no mundo clássico. Atualmente, com a supervalorização das inovações que, na maioria das vezes, se resumem na novidade pela própria novidade, isso é quase impossível. Olha que não falamos de qualquer coisa, falamos de uma educação grega, referência histórica para o ocidente. Quando todas as atividades ligadas às necessidades corporais eram terminadas, eles se reuniam em scholé — de onde tiramos o nome escola -, momento de ócio e discussão, tempo livre para pensar e refletir, informar e se formar.
Se esse conceito parece descolado em nosso tempo, com as escolas, cada vez mais, tentando ocupar o tempo de seus estudantes, com horários comprimidos e testes ininterruptos, essa ausência de tempo livre fala muito mais de nós e de nossa sociedade, produtiva e competitiva, do que deles, que viveram satisfeitos e realizados em seu sistema educacional. Uma educação que antecipa o mundo do trabalho seria uma aberração para os gregos, coisa de gente que não se interessa, de verdade, pelo conhecimento e pensa que a vida é apenas uma satisfação de necessidades fisiológicas.
A crescente necessidade de inovação e de inserção de “trecos" digitais, popularmente chamadas de tecnologias de aprendizagens, TEM/TÊM contribuído para um fenômeno de aceleração da vida escolar, responsável, inclusive, pelo adoecimento psíquico de muitas crianças e adolescentes. Crianças sem histórias crescem medrosas, ansiosas e inseguras. A narrativa, em seu caráter pedagógico, carrega uma essência de formação ética e existencial capaz de afastar muitos monstros que eles terão de enfrentar na vida adulta. Recentemente, vimos as escolas europeias retornarem ao livro de papel, dedicando tempo à sua leitura e discussão, pois perceberam os impactos, em sua maioria negativos, dessa profecia.
Uma escola sem tempo é um lugar sem história, sem vínculos e carente de relações. Uma aprendizagem significativa se traduz em um processo de assimilação reflexiva que leva em consideração o tempo livre para pensar, elaborar e debater. Essa tarefa se faz quase impossível diante dos inúmeros estímulos que, cada vez mais, tentamos colocar em uma sala de aula.
Ex-peri-mentar o conhecimento é — como propõe o radical da palavra, "peri" - sair de seu perímetro, propondo travessias desconhecidas e aventureiras, na busca de algo sobre o qual ainda não sabemos. Mas como fazer isso, se estamos colocando, cada vez mais, nossos estudantes em áreas limitadas e restritas pelos trecos digitais?
A ilusão de que eles PODE/PODEM acessar qualquer coisa, buscar qualquer informação e manipular qualquer aparelho encobre o fato de que, na contemporaneidade, uma educação inovadora tem sido vista, na verdade, como mera ação de entretenimento, e os professores, anteriormente vistos como portadores de uma inquietação estimulante, como representantes comerciais da revolução digital. No fundo, tudo não passa de uma forma que objetiva criar consumidores convencidos de que os instrumentos são mais importantes que o pensamento.
Talvez nunca saibamos, de fato, o que faziam os gregos em sua scholé, mas tenhamos consciência de que uma boa educação é feita de histórias que possibilitem tempo livre para reflexão. Nisso, Homero ainda pode nos ensinar muitas coisas. Afinal, "o tempo que uma pessoa passa pensando é o tempo que passa junto aos deuses”.
FARIA, Renato de. Uma escola sem tempo é um lugar sem história. Estado de Minas, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6811514-uma-escola-sem-tempoe-um-lugar-sem-historia.html. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Nesse texto, é possível perceber que o articulista
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