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Observe a tirinha a seguir, depois marque a alternativa correta acerca das regras de acentuação gráfica:

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Nudez
A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
— Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos
na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do
declínio.
Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma
naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de
todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu
dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque
primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto
murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas
tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par
de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a
falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe
dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.
(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
Os grafemas “x” e “ch” podem representar o mesmo som. Dadas as opções a seguir, marque a que aparece desvio da norma:
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Nudez
A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
— Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos
na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do
declínio.
Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma
naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de
todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu
dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque
primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto
murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas
tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par
de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a
falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe
dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.
(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
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Nudez
A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
— Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos
na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do
declínio.
Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma
naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de
todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu
dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque
primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto
murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas
tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par
de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a
falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe
dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.
(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
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Nudez
A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
— Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos
na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do
declínio.
Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma
naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de
todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu
dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque
primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto
murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas
tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par
de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a
falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe
dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.
(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
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Nudez
A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
— Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos
na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do
declínio.
Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma
naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de
todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu
dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque
primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto
murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas
tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par
de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a
falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe
dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.
(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
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A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
— Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos
na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do
declínio.
Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma
naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de
todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu
dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque
primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto
murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas
tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par
de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a
falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe
dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.
(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
I. por ter sido escrito há mais de cinquenta anos, o seu conteúdo está bastante ultrapassado; II. apresenta várias situações que enfatizam as relações e normas sociais onde aquele que “foge do padrão” preestabelecido sofre imposições e julgamentos; III. é um forte apelo a sensualidade e à liberdade, afinal o que é bonito é para ser mostrado; IV. o ser humano influencia o meio e é por ele influenciado, razão pela qual o texto enfatiza a necessidade de esconder as imperfeições; V. por tratar questões referentes ao ser e estar no mundo, o texto apresenta atemporalidade, é atual e relevante.
Dadas as proposições, marque a correta:
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Nudez
A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
— Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos
na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do
declínio.
Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma
naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de
todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu
dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque
primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto
murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas
tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par
de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a
falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe
dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.
(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
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Dentro do contexto da Educação Física Escolar para os 6º e 7º
anos, os jogos eletrônicos são abordados como parte integrante da unidade temática
"Brincadeiras e Jogos". Conforme delineado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC),
o desenvolvimento de habilidades por meio dos jogos eletrônicos busca promover uma
experiência que respeite os aspectos culturais e sociais relacionados a essas práticas.
Considerando isso, analise as alternativas a seguir e assinale a opção correta:
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A inclusão nas aulas de Educação Física representa um princípio
fundamental na promoção da equidade e da participação ativa de todos os alunos,
independentemente de suas condições individuais. A partir disso, analise as sentenças
abaixo:
I. A inclusão nas aulas de Educação Física vai além da simples participação, sendo imprescindível romper com modelos de ensino que priorizam a performance em detrimento de uma aprendizagem significativa, pautada por valores éticos, cidadania, justiça e igualdade.
II. A verdadeira promoção da inclusão depende, exclusivamente, do compromisso dos professores e gestores, desconsiderando a contribuição de outros atores sociais, como pais e agentes do poder público, que também colaboram indiretamente nesse processo.
III. O docente de Educação Física deve evitar, em suas aulas, qualquer discussão que possa evidenciar posições divergentes, de modo a assegurar a preservação da identidade individual de cada aluno e a integração do grupo social ao qual pertence.
Com base na análise das afirmações, assinale a alternativa correta:
I. A inclusão nas aulas de Educação Física vai além da simples participação, sendo imprescindível romper com modelos de ensino que priorizam a performance em detrimento de uma aprendizagem significativa, pautada por valores éticos, cidadania, justiça e igualdade.
II. A verdadeira promoção da inclusão depende, exclusivamente, do compromisso dos professores e gestores, desconsiderando a contribuição de outros atores sociais, como pais e agentes do poder público, que também colaboram indiretamente nesse processo.
III. O docente de Educação Física deve evitar, em suas aulas, qualquer discussão que possa evidenciar posições divergentes, de modo a assegurar a preservação da identidade individual de cada aluno e a integração do grupo social ao qual pertence.
Com base na análise das afirmações, assinale a alternativa correta:
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