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Leia o texto.
A continuidade das pesquisas afro-diaspóricas é fundamental para caracterizar-se a magnitude e heterogeneidade da presença africana no Brasil. Como disciplina, ela frisa a materialidade das ações sociais e criatividade cultural de africanos e seus descendentes. Ela pode, assim, ajudar a definir políticas públicas de preservação e valorização do patrimônio afro-brasileiro, as quais (...) podem abrir caminhos afroreparatórios.
(SYMANSKI, Luis; FERREIRA, Lucio. Transformação e resistência: Arqueologia da diáspora africana no Brasil. In SYMANSKI, Luis; SOUZA, Marcos André de (Org.). Arqueologia histórica brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2022.)
Com base no texto, é correto afirmar que Arqueologia afro-diaspórica tem
A continuidade das pesquisas afro-diaspóricas é fundamental para caracterizar-se a magnitude e heterogeneidade da presença africana no Brasil. Como disciplina, ela frisa a materialidade das ações sociais e criatividade cultural de africanos e seus descendentes. Ela pode, assim, ajudar a definir políticas públicas de preservação e valorização do patrimônio afro-brasileiro, as quais (...) podem abrir caminhos afroreparatórios.
(SYMANSKI, Luis; FERREIRA, Lucio. Transformação e resistência: Arqueologia da diáspora africana no Brasil. In SYMANSKI, Luis; SOUZA, Marcos André de (Org.). Arqueologia histórica brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2022.)
Com base no texto, é correto afirmar que Arqueologia afro-diaspórica tem
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Leia o texto.
(...) a história de tantos anos de repressão militar na América Latina tem sido apagada e distorcida (...). Isso envolveu a construção e propagação de um discurso histórico que, além de desconsiderar, renegar e/ou diminuir os crimes humanitários cometidos e os movimentos de resistência, dificulta o desenvolvimento de políticas públicas efetivas de reparação histórica e de uma reflexão social sobre as consequências desses regimes no contexto sociopolítico e econômico atual e futuro. No entanto, a Arqueologia da Repressão e da Resistência pode desempenhar um papel fundamental na reversão desse quadro, principalmente se considerarmos a importância do estudo da materialidade nesse cenário. Afinal, (...) as histórias das vítimas de violência política (como da violência institucional dos regimes civis-militares) são histórias subalternas como as dos povos colonizados, dos negros e das mulheres, que não têm voz nos registros oficiais – quase sempre atrelados (...) às fontes de poder.
(LEMOS, Caroline Murta. A violência institucional do terrorismo de Estado e suas materialidades: por uma Arqueologia da Repressão e da Resistência. In ROSIGNOLI, Bruno; et al. (Orgs.). Arqueología de la dictadura en Latinoamérica y Europa. Oxford: BAR, 2020.)
Com base no trecho acima, é corretor afirmar que a Arqueologia
(...) a história de tantos anos de repressão militar na América Latina tem sido apagada e distorcida (...). Isso envolveu a construção e propagação de um discurso histórico que, além de desconsiderar, renegar e/ou diminuir os crimes humanitários cometidos e os movimentos de resistência, dificulta o desenvolvimento de políticas públicas efetivas de reparação histórica e de uma reflexão social sobre as consequências desses regimes no contexto sociopolítico e econômico atual e futuro. No entanto, a Arqueologia da Repressão e da Resistência pode desempenhar um papel fundamental na reversão desse quadro, principalmente se considerarmos a importância do estudo da materialidade nesse cenário. Afinal, (...) as histórias das vítimas de violência política (como da violência institucional dos regimes civis-militares) são histórias subalternas como as dos povos colonizados, dos negros e das mulheres, que não têm voz nos registros oficiais – quase sempre atrelados (...) às fontes de poder.
(LEMOS, Caroline Murta. A violência institucional do terrorismo de Estado e suas materialidades: por uma Arqueologia da Repressão e da Resistência. In ROSIGNOLI, Bruno; et al. (Orgs.). Arqueología de la dictadura en Latinoamérica y Europa. Oxford: BAR, 2020.)
Com base no trecho acima, é corretor afirmar que a Arqueologia
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Inserem-se o trecho de um discurso proferido por Mussolini em 1933 e uma imagem da sua viagem à Líbia
realizada em 1937, quando visitou ruínas romanas nesse território.
Você abre um jornal e lê que foi descoberto um imenso anfiteatro romano (...) perto de Lyon (...). Da França seguimos para a Alemanha e de Berlim teremos notícias da descoberta de gigantescas fortificações romanas em Wetzlar (...). Até agora foram identificados cinco castelos fortificados e cinco acampamentos, bem como uma estrada militar romana que ia até o Baixo Reno. (...) Notícias de importantes descobertas romanas também chegam de Viena. Um sarcófago romano foi descoberto em Florença. Não passa um dia sem que algum documento da grandeza de Roma volte à luz do dia. A terra parece ansiosa por restaurar os vestígios daquele que foi o maior império da história. Por que negar a existência de algo misterioso no fato de estas descobertas em todos os cantos da Europa coincidirem com a época fascista, que retomou os símbolos de Roma e apontou ao povo italiano as virtudes que tornaram Roma dominante e poderosa?
(SUSMEL, Edoardo; SUSMEL, Dulio (Orgs.). Opera Omnia di Benito Mussolini – vol. XXVI. Florença: La Fenice, 1958.)

(Disponível em: https://luceperladidattica.com/2017/11/29/immagini-dellarcheologia-italiana-in-libia-documentazione-epropaganda-dallarchivio-storico-luce-di-alessandra-tomassetti/ Acesso 9/2/2024.)
De acordo com as informações, é correto afirmar que durante o regime fascista de Mussolini os registros arqueológicos foram
Você abre um jornal e lê que foi descoberto um imenso anfiteatro romano (...) perto de Lyon (...). Da França seguimos para a Alemanha e de Berlim teremos notícias da descoberta de gigantescas fortificações romanas em Wetzlar (...). Até agora foram identificados cinco castelos fortificados e cinco acampamentos, bem como uma estrada militar romana que ia até o Baixo Reno. (...) Notícias de importantes descobertas romanas também chegam de Viena. Um sarcófago romano foi descoberto em Florença. Não passa um dia sem que algum documento da grandeza de Roma volte à luz do dia. A terra parece ansiosa por restaurar os vestígios daquele que foi o maior império da história. Por que negar a existência de algo misterioso no fato de estas descobertas em todos os cantos da Europa coincidirem com a época fascista, que retomou os símbolos de Roma e apontou ao povo italiano as virtudes que tornaram Roma dominante e poderosa?
(SUSMEL, Edoardo; SUSMEL, Dulio (Orgs.). Opera Omnia di Benito Mussolini – vol. XXVI. Florença: La Fenice, 1958.)

(Disponível em: https://luceperladidattica.com/2017/11/29/immagini-dellarcheologia-italiana-in-libia-documentazione-epropaganda-dallarchivio-storico-luce-di-alessandra-tomassetti/ Acesso 9/2/2024.)
De acordo com as informações, é correto afirmar que durante o regime fascista de Mussolini os registros arqueológicos foram
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Leia o texto que fala sobre técnicas de preparo do solo para a agricultura na Península Ibérica durante o
período romano.
Cacos de cerâmica são adicionados aos solos para melhorar a porosidade (número e uniformidade dos poros) e o grau de permeabilidade e drenagem. Desta forma, os solos tornam-se capazes de reter ar (solos porosos contribuem para oxigenar as raízes) e água para dissolver elementos minerais para alimentar as plantas, permitindo a proliferação de microrganismos aeróbios. A porosidade também facilita a filtragem da água, evitando assim a asfixia ou o enfraquecimento das raízes das plantas). Existem paralelos em sociedades pré-industriais nas quais os solos foram deliberadamente modificados pela adição de fragmentos e material orgânico, como a terra preta na Amazônia.
(GARCÍA SÁNCHEZ, Jesús. Roman Peasantry, Spatial Archaeology, and Off-site Surveys in Hispania. In BERMEJO TIRADO, Jesús; GRAU MIRA, Ignasi (Eds.). The Archaeology of Peasantry in Roman Spain. Berlin and Boston: De Gruyter, 2022.)
No trecho, o autor traça um paralelo entre as práticas agrícolas da Antiguidade romana e as amazônicas. Sobre o tema, é correto afirmar:
Cacos de cerâmica são adicionados aos solos para melhorar a porosidade (número e uniformidade dos poros) e o grau de permeabilidade e drenagem. Desta forma, os solos tornam-se capazes de reter ar (solos porosos contribuem para oxigenar as raízes) e água para dissolver elementos minerais para alimentar as plantas, permitindo a proliferação de microrganismos aeróbios. A porosidade também facilita a filtragem da água, evitando assim a asfixia ou o enfraquecimento das raízes das plantas). Existem paralelos em sociedades pré-industriais nas quais os solos foram deliberadamente modificados pela adição de fragmentos e material orgânico, como a terra preta na Amazônia.
(GARCÍA SÁNCHEZ, Jesús. Roman Peasantry, Spatial Archaeology, and Off-site Surveys in Hispania. In BERMEJO TIRADO, Jesús; GRAU MIRA, Ignasi (Eds.). The Archaeology of Peasantry in Roman Spain. Berlin and Boston: De Gruyter, 2022.)
No trecho, o autor traça um paralelo entre as práticas agrícolas da Antiguidade romana e as amazônicas. Sobre o tema, é correto afirmar:
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Nos termos da Portaria n° 375/2018, o IPHAN realizará a Proteção de bens culturais materiais com
determinadas finalidades. Acerca dessas finalidades, considere:
I. Evitar a descaracterização, deterioração ou destruição de bens culturais materiais.
II. Impedir a evasão de bens culturais materiais móveis.
III. Assegurar a internacionalização do patrimônio arqueológico através de políticas de empréstimos de patrimônio a instituições de outros países.
IV. Garantir à sociedade o direito de conhecer, interpretar e interagir com os bens culturais materiais.
São finalidades estabelecidas pela portaria do IPHAN:
I. Evitar a descaracterização, deterioração ou destruição de bens culturais materiais.
II. Impedir a evasão de bens culturais materiais móveis.
III. Assegurar a internacionalização do patrimônio arqueológico através de políticas de empréstimos de patrimônio a instituições de outros países.
IV. Garantir à sociedade o direito de conhecer, interpretar e interagir com os bens culturais materiais.
São finalidades estabelecidas pela portaria do IPHAN:
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Em caso de uma expedição ou missão estrangeira de Arqueologia no país é
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Leia o texto.
(...) convém utilizar as informações textuais e os dados arqueológicos como complementares, podendo ambos conter indicações que se confirmem ou estejam em desacordo, cabendo ao estudioso explorar tanto as convergências como as possíveis diferenças. Dessa forma, pode-se esclarecer melhor tanto o sentido das evidências materiais quanto os mecanismos ideológicos ocultos nas informações escritas.
(FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2022.)
Sobre o uso combinado de fontes textuais e arqueológicas para o estudo dos chamados períodos históricos, é correto afirmar:
(...) convém utilizar as informações textuais e os dados arqueológicos como complementares, podendo ambos conter indicações que se confirmem ou estejam em desacordo, cabendo ao estudioso explorar tanto as convergências como as possíveis diferenças. Dessa forma, pode-se esclarecer melhor tanto o sentido das evidências materiais quanto os mecanismos ideológicos ocultos nas informações escritas.
(FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2022.)
Sobre o uso combinado de fontes textuais e arqueológicas para o estudo dos chamados períodos históricos, é correto afirmar:
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Um manto tupinambá do século XVI, feito de penas de guará, que está no Museu Nacional da Dinamarca,
será doado ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Trata-se de uma peça raríssima que tem poucos
exemplares preservados no mundo, todos até o começo de 2024 armazenados em museus europeus. Veja a
imagem e leia o texto.

Para Letícia Haertel, especialista em direito internacional do patrimônio cultural, o retorno de um dos mantos tupinambás se insere em um contexto maior de devolução e restituição de itens históricos de importância etnográfica, arqueológica e paleontológica. “É imprescindível que autoridades e instituições públicas inaugurem canais de diálogo para receber este tipo de demanda e consolidem procedimentos para levá-los à esfera internacional” (...).
(Texto e imagem disponíveis em: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2023/06/28/rarissimo-manto-tupinamba-que-esta-nadinamarca-sera-devolvido-ao-brasil-peca-vai-ficar-no-museu-nacional.ghtml Acesso em 8/2/2024.)
Sobre a presença de itens de importância etnográfica, arqueológica e paleontológica em acervos de outros países – sobretudo europeus, é correto afirmar que é o resultado de

Para Letícia Haertel, especialista em direito internacional do patrimônio cultural, o retorno de um dos mantos tupinambás se insere em um contexto maior de devolução e restituição de itens históricos de importância etnográfica, arqueológica e paleontológica. “É imprescindível que autoridades e instituições públicas inaugurem canais de diálogo para receber este tipo de demanda e consolidem procedimentos para levá-los à esfera internacional” (...).
(Texto e imagem disponíveis em: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2023/06/28/rarissimo-manto-tupinamba-que-esta-nadinamarca-sera-devolvido-ao-brasil-peca-vai-ficar-no-museu-nacional.ghtml Acesso em 8/2/2024.)
Sobre a presença de itens de importância etnográfica, arqueológica e paleontológica em acervos de outros países – sobretudo europeus, é correto afirmar que é o resultado de
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Leia o texto.
(...) os dados obtidos até o momento [na Arqueologia do Pantanal] permitem inferir que a trajetória histórica e cultural da ocupação indígena na região é longa, diversa e complexa. Desde a chegada dos caçadores-coletores no Pleistoceno, muitas transformações culturais ocorreram entre as populações indígenas que se assentaram na região. Entre essas, destacam-se o estabelecimento dos caçadores-coletores, a consolidação dos povos ceramistas no Pantanal, a expansão das populações culturalmente originadas no Brasil Central e na Amazônia, a configuração do mosaico cultural registrado a partir do século XVI e os impactos do colonialismo.
(BESPALEZ, Eduardo. Arqueologia e história indígena no Pantanal. Estudos Avançados, vol. 29, n° 83, 2015.)
Com base nesse trecho, sobre a Arqueologia do Pantanal, é correto afirmar:
(...) os dados obtidos até o momento [na Arqueologia do Pantanal] permitem inferir que a trajetória histórica e cultural da ocupação indígena na região é longa, diversa e complexa. Desde a chegada dos caçadores-coletores no Pleistoceno, muitas transformações culturais ocorreram entre as populações indígenas que se assentaram na região. Entre essas, destacam-se o estabelecimento dos caçadores-coletores, a consolidação dos povos ceramistas no Pantanal, a expansão das populações culturalmente originadas no Brasil Central e na Amazônia, a configuração do mosaico cultural registrado a partir do século XVI e os impactos do colonialismo.
(BESPALEZ, Eduardo. Arqueologia e história indígena no Pantanal. Estudos Avançados, vol. 29, n° 83, 2015.)
Com base nesse trecho, sobre a Arqueologia do Pantanal, é correto afirmar:
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Leia o texto abaixo.
Embora a domesticação costume ser requisito para a emergência da agricultura, seria errado tomá-las como sinônimos. Na América do Sul, o registro arqueológico das terras baixas, principalmente da Amazônia, parece mostrar vários exemplos em que a domesticação não precedeu a emergência da agricultura. Ao contrário, no caso da Amazônia, deve-se notar como algumas das plantas mais importantes que compõem a dieta atual e pretérita dos povos indígenas da região sequer foram domesticadas.
(NEVES, Eduardo Góes. Sob os tempos do equinócio: oito mil anos de história na Amazônia Central. São Paulo: Ubu, EDUSP, 2022.)
Com base nas informações presentes no trecho citado, é correto afirmar que as pesquisas arqueológicas realizadas na Amazônia ao longo das últimas décadas
Embora a domesticação costume ser requisito para a emergência da agricultura, seria errado tomá-las como sinônimos. Na América do Sul, o registro arqueológico das terras baixas, principalmente da Amazônia, parece mostrar vários exemplos em que a domesticação não precedeu a emergência da agricultura. Ao contrário, no caso da Amazônia, deve-se notar como algumas das plantas mais importantes que compõem a dieta atual e pretérita dos povos indígenas da região sequer foram domesticadas.
(NEVES, Eduardo Góes. Sob os tempos do equinócio: oito mil anos de história na Amazônia Central. São Paulo: Ubu, EDUSP, 2022.)
Com base nas informações presentes no trecho citado, é correto afirmar que as pesquisas arqueológicas realizadas na Amazônia ao longo das últimas décadas
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