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Leia o texto a seguir e responda à questão.
TEXTO III
Consoada
Manuel Bandeira
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Disponível em: https://www.revistabula.com/564-os-10-melhorespoemas-de-manuel-bandeira/
"O meu dia foi bom, pode a noite descer."
Assinale a opção que apresenta uma substituição correta da palavra destacada sem alterar o sentido do verso:
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TEXTO III
Consoada
Manuel Bandeira
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Disponível em: https://www.revistabula.com/564-os-10-melhorespoemas-de-manuel-bandeira/
Nesse contexto, o poeta se refere à morte de forma indireta, pois há atenuação da palavra “morte”, socialmente percebida como indesejável.
O recurso de linguagem utilizado nesse verso constitui um exemplo de:
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TEXTO II
Casamento, uma invenção cristã
Por Rainer Gonçalves Sousa
(Trecho)
A união indissolúvel, celebrada por um sacramento,
substituiu antigos costumes de poligamia, provocando
grande mudança nos hábitos europeus. Em 392, o
cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e
1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia,
Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.
Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em
princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova.
Durante o Sacro Império Romano Germânico - que
sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por
Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação
das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais
germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres
eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de
interesses políticos e de uma poderosa evangelização.
"Amor: desejo que tudo tenta monopolizar; caridade: terna
unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste mundo."
Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um
manuscrito do início do século XI, exprime bem o conflito
entre as concepções pagã e cristã do casamento. Para os
pagãos, fossem eles germânicos, eslavos ou ainda mais
recentemente vikings instalados na Normandia desde 911,
o amor era visto como subversivo, como destruidor da
sociedade. Para os cristãos, como o bispo e escritor Jonas
de Orléans, o termo caridade exprimia, com o qualificativo
"conjugal", um amor privilegiado e de ternura no interior
da célula conjugal. Esse otimismo aparecia em
determinados decretos pontificais, por meio de termos
como afeto marital (maritalis affectio) ou amor conjugal
(dilectio conjugalis). Evidentemente, o ideal cristão era
abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que
constituía um convite ao celibato convencional.
A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava
portanto uma concepção do casamento totalmente
contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda
mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou
da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento
poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha
todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo
escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos
que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As
cerimônias de noivado organizavam a transmissão de
bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que
tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias,
o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes
bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de
presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era
bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já
que o objetivo principal era a procriação.
Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais,
decididas pelos pais. Tratava-se de constituir unidades
familiares amplas, no interior das quais reinasse a paz. Por
isso, as concubinas de segundo escalão eram chamadas de
Friedlehen ou Frilla, ou seja, "cauções de paz". Na
verdade, elas vinham de famílias hostis de longa data. A
partir do momento em que o sangue de ambas as famílias
se misturava, a guerra já não era mais possível. Assim, as
mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos, das
filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, a fim de
salvaguardar essa paz. Se uma esposa morresse, o viúvo se
casaria com a irmã dela. Dessa forma, pouco a pouco as
grandes famílias tornavam-se cada vez mais chegadas por
laços de sangue (consanguinidade), pela aliança
(afinidade) e, finalmente, completamente incestuosas.
Acrescentemos a esse quadro as ligações entre os homens,
a adoção pelas armas, o juramento de fidelidade e outras
ligações feudais que triunfaram no século X como um
verdadeiro "parentesco suplementar", segundo a expressão
de Marc Bloch, e teremos a prova de que esses casamentos
pagãos não deixavam nenhum espaço livre para o
sentimento. [...]
Disponível em:
https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/casamento.htm?_gl=1*s2zl8s*_ga*d0xxZE1OQW9lb
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TEXTO II
Casamento, uma invenção cristã
Por Rainer Gonçalves Sousa
(Trecho)
A união indissolúvel, celebrada por um sacramento,
substituiu antigos costumes de poligamia, provocando
grande mudança nos hábitos europeus. Em 392, o
cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e
1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia,
Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.
Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em
princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova.
Durante o Sacro Império Romano Germânico - que
sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por
Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação
das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais
germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres
eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de
interesses políticos e de uma poderosa evangelização.
"Amor: desejo que tudo tenta monopolizar; caridade: terna
unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste mundo."
Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um
manuscrito do início do século XI, exprime bem o conflito
entre as concepções pagã e cristã do casamento. Para os
pagãos, fossem eles germânicos, eslavos ou ainda mais
recentemente vikings instalados na Normandia desde 911,
o amor era visto como subversivo, como destruidor da
sociedade. Para os cristãos, como o bispo e escritor Jonas
de Orléans, o termo caridade exprimia, com o qualificativo
"conjugal", um amor privilegiado e de ternura no interior
da célula conjugal. Esse otimismo aparecia em
determinados decretos pontificais, por meio de termos
como afeto marital (maritalis affectio) ou amor conjugal
(dilectio conjugalis). Evidentemente, o ideal cristão era
abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que
constituía um convite ao celibato convencional.
A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava
portanto uma concepção do casamento totalmente
contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda
mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou
da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento
poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha
todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo
escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos
que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As
cerimônias de noivado organizavam a transmissão de
bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que
tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias,
o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes
bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de
presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era
bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já
que o objetivo principal era a procriação.
Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais,
decididas pelos pais. Tratava-se de constituir unidades
familiares amplas, no interior das quais reinasse a paz. Por
isso, as concubinas de segundo escalão eram chamadas de
Friedlehen ou Frilla, ou seja, "cauções de paz". Na
verdade, elas vinham de famílias hostis de longa data. A
partir do momento em que o sangue de ambas as famílias
se misturava, a guerra já não era mais possível. Assim, as
mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos, das
filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, a fim de
salvaguardar essa paz. Se uma esposa morresse, o viúvo se
casaria com a irmã dela. Dessa forma, pouco a pouco as
grandes famílias tornavam-se cada vez mais chegadas por
laços de sangue (consanguinidade), pela aliança
(afinidade) e, finalmente, completamente incestuosas.
Acrescentemos a esse quadro as ligações entre os homens,
a adoção pelas armas, o juramento de fidelidade e outras
ligações feudais que triunfaram no século X como um
verdadeiro "parentesco suplementar", segundo a expressão
de Marc Bloch, e teremos a prova de que esses casamentos
pagãos não deixavam nenhum espaço livre para o
sentimento. [...]
Disponível em:
https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/casamento.htm?_gl=1*s2zl8s*_ga*d0xxZE1OQW9lb
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“As cerimônias de noivado organizavam a transmissão de bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que tivesse havido união carnal”
Qual é a relação semântica desse trecho com a afirmação anterior?
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TEXTO II
Casamento, uma invenção cristã
Por Rainer Gonçalves Sousa
(Trecho)
A união indissolúvel, celebrada por um sacramento,
substituiu antigos costumes de poligamia, provocando
grande mudança nos hábitos europeus. Em 392, o
cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e
1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia,
Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.
Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em
princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova.
Durante o Sacro Império Romano Germânico - que
sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por
Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação
das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais
germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres
eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de
interesses políticos e de uma poderosa evangelização.
"Amor: desejo que tudo tenta monopolizar; caridade: terna
unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste mundo."
Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um
manuscrito do início do século XI, exprime bem o conflito
entre as concepções pagã e cristã do casamento. Para os
pagãos, fossem eles germânicos, eslavos ou ainda mais
recentemente vikings instalados na Normandia desde 911,
o amor era visto como subversivo, como destruidor da
sociedade. Para os cristãos, como o bispo e escritor Jonas
de Orléans, o termo caridade exprimia, com o qualificativo
"conjugal", um amor privilegiado e de ternura no interior
da célula conjugal. Esse otimismo aparecia em
determinados decretos pontificais, por meio de termos
como afeto marital (maritalis affectio) ou amor conjugal
(dilectio conjugalis). Evidentemente, o ideal cristão era
abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que
constituía um convite ao celibato convencional.
A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava
portanto uma concepção do casamento totalmente
contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda
mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou
da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento
poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha
todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo
escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos
que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As
cerimônias de noivado organizavam a transmissão de
bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que
tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias,
o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes
bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de
presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era
bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já
que o objetivo principal era a procriação.
Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais,
decididas pelos pais. Tratava-se de constituir unidades
familiares amplas, no interior das quais reinasse a paz. Por
isso, as concubinas de segundo escalão eram chamadas de
Friedlehen ou Frilla, ou seja, "cauções de paz". Na
verdade, elas vinham de famílias hostis de longa data. A
partir do momento em que o sangue de ambas as famílias
se misturava, a guerra já não era mais possível. Assim, as
mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos, das
filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, a fim de
salvaguardar essa paz. Se uma esposa morresse, o viúvo se
casaria com a irmã dela. Dessa forma, pouco a pouco as
grandes famílias tornavam-se cada vez mais chegadas por
laços de sangue (consanguinidade), pela aliança
(afinidade) e, finalmente, completamente incestuosas.
Acrescentemos a esse quadro as ligações entre os homens,
a adoção pelas armas, o juramento de fidelidade e outras
ligações feudais que triunfaram no século X como um
verdadeiro "parentesco suplementar", segundo a expressão
de Marc Bloch, e teremos a prova de que esses casamentos
pagãos não deixavam nenhum espaço livre para o
sentimento. [...]
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TEXTO II
Casamento, uma invenção cristã
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(Trecho)
A união indissolúvel, celebrada por um sacramento,
substituiu antigos costumes de poligamia, provocando
grande mudança nos hábitos europeus. Em 392, o
cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e
1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia,
Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.
Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em
princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova.
Durante o Sacro Império Romano Germânico - que
sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por
Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação
das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais
germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres
eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de
interesses políticos e de uma poderosa evangelização.
"Amor: desejo que tudo tenta monopolizar; caridade: terna
unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste mundo."
Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um
manuscrito do início do século XI, exprime bem o conflito
entre as concepções pagã e cristã do casamento. Para os
pagãos, fossem eles germânicos, eslavos ou ainda mais
recentemente vikings instalados na Normandia desde 911,
o amor era visto como subversivo, como destruidor da
sociedade. Para os cristãos, como o bispo e escritor Jonas
de Orléans, o termo caridade exprimia, com o qualificativo
"conjugal", um amor privilegiado e de ternura no interior
da célula conjugal. Esse otimismo aparecia em
determinados decretos pontificais, por meio de termos
como afeto marital (maritalis affectio) ou amor conjugal
(dilectio conjugalis). Evidentemente, o ideal cristão era
abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que
constituía um convite ao celibato convencional.
A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava
portanto uma concepção do casamento totalmente
contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda
mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou
da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento
poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha
todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo
escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos
que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As
cerimônias de noivado organizavam a transmissão de
bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que
tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias,
o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes
bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de
presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era
bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já
que o objetivo principal era a procriação.
Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais,
decididas pelos pais. Tratava-se de constituir unidades
familiares amplas, no interior das quais reinasse a paz. Por
isso, as concubinas de segundo escalão eram chamadas de
Friedlehen ou Frilla, ou seja, "cauções de paz". Na
verdade, elas vinham de famílias hostis de longa data. A
partir do momento em que o sangue de ambas as famílias
se misturava, a guerra já não era mais possível. Assim, as
mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos, das
filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, a fim de
salvaguardar essa paz. Se uma esposa morresse, o viúvo se
casaria com a irmã dela. Dessa forma, pouco a pouco as
grandes famílias tornavam-se cada vez mais chegadas por
laços de sangue (consanguinidade), pela aliança
(afinidade) e, finalmente, completamente incestuosas.
Acrescentemos a esse quadro as ligações entre os homens,
a adoção pelas armas, o juramento de fidelidade e outras
ligações feudais que triunfaram no século X como um
verdadeiro "parentesco suplementar", segundo a expressão
de Marc Bloch, e teremos a prova de que esses casamentos
pagãos não deixavam nenhum espaço livre para o
sentimento. [...]
Disponível em:
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“Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais, decididas pelos pais.” (último parágrafo)
Quanto ao uso da vírgula no trecho acima, é CORRETO afirmar que:
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Casamento, uma invenção cristã
Por Rainer Gonçalves Sousa
(Trecho)
A união indissolúvel, celebrada por um sacramento,
substituiu antigos costumes de poligamia, provocando
grande mudança nos hábitos europeus. Em 392, o
cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e
1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia,
Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.
Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em
princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova.
Durante o Sacro Império Romano Germânico - que
sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por
Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação
das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais
germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres
eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de
interesses políticos e de uma poderosa evangelização.
"Amor: desejo que tudo tenta monopolizar; caridade: terna
unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste mundo."
Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um
manuscrito do início do século XI, exprime bem o conflito
entre as concepções pagã e cristã do casamento. Para os
pagãos, fossem eles germânicos, eslavos ou ainda mais
recentemente vikings instalados na Normandia desde 911,
o amor era visto como subversivo, como destruidor da
sociedade. Para os cristãos, como o bispo e escritor Jonas
de Orléans, o termo caridade exprimia, com o qualificativo
"conjugal", um amor privilegiado e de ternura no interior
da célula conjugal. Esse otimismo aparecia em
determinados decretos pontificais, por meio de termos
como afeto marital (maritalis affectio) ou amor conjugal
(dilectio conjugalis). Evidentemente, o ideal cristão era
abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que
constituía um convite ao celibato convencional.
A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava
portanto uma concepção do casamento totalmente
contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda
mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou
da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento
poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha
todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo
escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos
que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As
cerimônias de noivado organizavam a transmissão de
bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que
tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias,
o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes
bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de
presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era
bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já
que o objetivo principal era a procriação.
Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais,
decididas pelos pais. Tratava-se de constituir unidades
familiares amplas, no interior das quais reinasse a paz. Por
isso, as concubinas de segundo escalão eram chamadas de
Friedlehen ou Frilla, ou seja, "cauções de paz". Na
verdade, elas vinham de famílias hostis de longa data. A
partir do momento em que o sangue de ambas as famílias
se misturava, a guerra já não era mais possível. Assim, as
mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos, das
filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, a fim de
salvaguardar essa paz. Se uma esposa morresse, o viúvo se
casaria com a irmã dela. Dessa forma, pouco a pouco as
grandes famílias tornavam-se cada vez mais chegadas por
laços de sangue (consanguinidade), pela aliança
(afinidade) e, finalmente, completamente incestuosas.
Acrescentemos a esse quadro as ligações entre os homens,
a adoção pelas armas, o juramento de fidelidade e outras
ligações feudais que triunfaram no século X como um
verdadeiro "parentesco suplementar", segundo a expressão
de Marc Bloch, e teremos a prova de que esses casamentos
pagãos não deixavam nenhum espaço livre para o
sentimento. [...]
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“Se uma esposa morresse, o viúvo se casaria com a irmã dela.”
É CORRETO afirmar que sua estrutura é composta por:
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TEXTO I
A Inteligência Artificial vai desempregar muita
gente
"Os modelos de IA sofrem de uma falha bem conhecida
no mundo da tecnologia: as alucinações"
Algumas profissões serão duramente afetadas pela
Inteligência Artificial (IA). Em algumas outras, a IA terá
mais dificuldades em avançar no curto prazo. E, ainda
bem, a IA comete falhas bem humanas. Tomemos como
exemplo o seguinte caso real. Um escritor, para cada livro
que escrevia, precisava de uma imagem para montar a capa
do livro. Para isso, adquiria os direitos de uso de uma
imagem. Um artista digital ou um fotógrafo eram pagos.
Há alguns meses, o escritor descobriu o software
Midjourney, que usa IA e produz imagens a partir de uma
simples descrição do resultado desejado. Agora, ele apenas
especifica ao software como deseja a capa e em instantes
tem o produto. Podendo criar várias opçãos e escolher a
que julgar melhor. A consequência direta é que há menos
demanda para trabalhos dos artistas digitais e dos
fotógrafos.
De uma forma geral, todos os trabalhos para os quais existe
uma grande base de exemplos digitalizados podem ser
processados por softwares de aprendizado automatizado,
de forma que a tecnologia adquire a habilidade de produzir
variações dos exemplos estudados. É o caso de atividades
como escrever romances, pesquisar informações, produzir
imagens digitais ou escrever petições à justiça. E é
possível estender essa lista acrescentando outras
atividades como a produção de música, de filmes e de
artigos de opinião.
Quem possui trabalhos nessas áreas vai rapidamente sofrer
os impactos da IA, ou está sofrendo. Em maio, a IBM
anunciou que evitaria a contratação de pessoas para
funções que podem ser desempenhadas pela IA. Para escapar disso, melhor ir pensando em profissões que
exijam criação de novos conhecimentos ou informações,
como a pesquisa científica e o jornalismo noticioso; ou a
solução de problemas para os quais não há regras prédefinidas, como a gerência de uma empresa; ou profissões
que exigem alto grau de empatia, como trabalho social e
psicoterapia.
Contudo, a Inteligência Artificial também comete erros
bem humanos. No mês passado, um escritório de
advocacia de Nova York usou o chatGPT para produzir
uma petição em processo movido contra uma empresa de
aviação. Na peça processual foram elencados vários
precedentes legais. Quando o processo chegou aos
advogados da empresa ré, eles não encontraram os casos
citados como precedentes. Uma rápida investigação
descobriu que os casos só existiam como uma "invenção"
do chatGPT.
É preciso refletir sobre como a IA produz resultados. É por
meio de um processo de combinações estatísticas de
palavras que estão na base de dados do modelo de IA.
Essas palavras são unidas umas às outras de uma forma
que pareça fazer sentido estatisticamente. Mas os modelos
de IA sofrem de uma falha bem conhecida no mundo da
tecnologia: as alucinações. São situações nas quais eles
produzem resultados absurdos, porque a técnica de
combinações estatísticas acabou resultando em uma
combinação absurda, sem nada a ver com a realidade.
Um ser humano alucinado perderia o emprego. Os
advogados que usaram a alucinação do chatGPT foram
punidos em 5 mil dólares pelo juiz do caso. Mas o
chatGPT não será demitido. O algoritmo será ajustado para
tentar evitar problemas como esse e, se as alucinações
forem controladas e não houver muitos novos danos, o
chatGPT permanecerá sendo muito usado.
Contudo, há outro efeito colateral ainda mais preocupante
que decorre do uso da IA nas atividades humanas. Em
muitas situações, o que se deseja premiar é a habilidade
humana. Então, não é justo homenagear um trabalho que
foi quase exclusivamente produzido por um programa de
computador. Vejamos o caso de uma competição de
fotografia na Austrália, no começo deste mês. Uma das fotos enviadas foi desqualificada por suspeita de que teria
sido produzida com auxílio da IA. A expressão "suspeita"
é extremamente relevante nesse caso. A autora da foto
declarou que isso não ocorreu, e que ela teria tirado a foto
com seu celular.
Estamos presenciando uma mudança fundamental na vida
em sociedade. Quando a IA começou a produzir resultados
artificiais semelhantes aos produzidos pelos humanos, o
problema agora não é apenas o risco de tratar como reais
produtos criados pela IA, outro problema ainda maior é
tratar como falsos os produtos realmente oriundos do
talento humano. A propósito, este artigo foi realmente
escrito por um humano, ou foi produzido pela Inteligência
Artificial?
ORLANDO SANTOS, analista de sistemas e entusiasta de tecnologia
CORREIO BRAZILIENSE. Disponível em
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/07/5112935-
artigo-a-inteligencia-artificial-vai-desempregar-muita-gente.html .
“[...] e, se as alucinações forem controladas e não houver muitos novos danos, o chatGPT permanecerá sendo muito usado. ” (Parágrafo 6)
Nesse caso, o emprego do “se” introduz ideia de:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO I
A Inteligência Artificial vai desempregar muita
gente
"Os modelos de IA sofrem de uma falha bem conhecida
no mundo da tecnologia: as alucinações"
Algumas profissões serão duramente afetadas pela
Inteligência Artificial (IA). Em algumas outras, a IA terá
mais dificuldades em avançar no curto prazo. E, ainda
bem, a IA comete falhas bem humanas. Tomemos como
exemplo o seguinte caso real. Um escritor, para cada livro
que escrevia, precisava de uma imagem para montar a capa
do livro. Para isso, adquiria os direitos de uso de uma
imagem. Um artista digital ou um fotógrafo eram pagos.
Há alguns meses, o escritor descobriu o software
Midjourney, que usa IA e produz imagens a partir de uma
simples descrição do resultado desejado. Agora, ele apenas
especifica ao software como deseja a capa e em instantes
tem o produto. Podendo criar várias opçãos e escolher a
que julgar melhor. A consequência direta é que há menos
demanda para trabalhos dos artistas digitais e dos
fotógrafos.
De uma forma geral, todos os trabalhos para os quais existe
uma grande base de exemplos digitalizados podem ser
processados por softwares de aprendizado automatizado,
de forma que a tecnologia adquire a habilidade de produzir
variações dos exemplos estudados. É o caso de atividades
como escrever romances, pesquisar informações, produzir
imagens digitais ou escrever petições à justiça. E é
possível estender essa lista acrescentando outras
atividades como a produção de música, de filmes e de
artigos de opinião.
Quem possui trabalhos nessas áreas vai rapidamente sofrer
os impactos da IA, ou está sofrendo. Em maio, a IBM
anunciou que evitaria a contratação de pessoas para
funções que podem ser desempenhadas pela IA. Para escapar disso, melhor ir pensando em profissões que
exijam criação de novos conhecimentos ou informações,
como a pesquisa científica e o jornalismo noticioso; ou a
solução de problemas para os quais não há regras prédefinidas, como a gerência de uma empresa; ou profissões
que exigem alto grau de empatia, como trabalho social e
psicoterapia.
Contudo, a Inteligência Artificial também comete erros
bem humanos. No mês passado, um escritório de
advocacia de Nova York usou o chatGPT para produzir
uma petição em processo movido contra uma empresa de
aviação. Na peça processual foram elencados vários
precedentes legais. Quando o processo chegou aos
advogados da empresa ré, eles não encontraram os casos
citados como precedentes. Uma rápida investigação
descobriu que os casos só existiam como uma "invenção"
do chatGPT.
É preciso refletir sobre como a IA produz resultados. É por
meio de um processo de combinações estatísticas de
palavras que estão na base de dados do modelo de IA.
Essas palavras são unidas umas às outras de uma forma
que pareça fazer sentido estatisticamente. Mas os modelos
de IA sofrem de uma falha bem conhecida no mundo da
tecnologia: as alucinações. São situações nas quais eles
produzem resultados absurdos, porque a técnica de
combinações estatísticas acabou resultando em uma
combinação absurda, sem nada a ver com a realidade.
Um ser humano alucinado perderia o emprego. Os
advogados que usaram a alucinação do chatGPT foram
punidos em 5 mil dólares pelo juiz do caso. Mas o
chatGPT não será demitido. O algoritmo será ajustado para
tentar evitar problemas como esse e, se as alucinações
forem controladas e não houver muitos novos danos, o
chatGPT permanecerá sendo muito usado.
Contudo, há outro efeito colateral ainda mais preocupante
que decorre do uso da IA nas atividades humanas. Em
muitas situações, o que se deseja premiar é a habilidade
humana. Então, não é justo homenagear um trabalho que
foi quase exclusivamente produzido por um programa de
computador. Vejamos o caso de uma competição de
fotografia na Austrália, no começo deste mês. Uma das fotos enviadas foi desqualificada por suspeita de que teria
sido produzida com auxílio da IA. A expressão "suspeita"
é extremamente relevante nesse caso. A autora da foto
declarou que isso não ocorreu, e que ela teria tirado a foto
com seu celular.
Estamos presenciando uma mudança fundamental na vida
em sociedade. Quando a IA começou a produzir resultados
artificiais semelhantes aos produzidos pelos humanos, o
problema agora não é apenas o risco de tratar como reais
produtos criados pela IA, outro problema ainda maior é
tratar como falsos os produtos realmente oriundos do
talento humano. A propósito, este artigo foi realmente
escrito por um humano, ou foi produzido pela Inteligência
Artificial?
ORLANDO SANTOS, analista de sistemas e entusiasta de tecnologia
CORREIO BRAZILIENSE. Disponível em
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/07/5112935-
artigo-a-inteligencia-artificial-vai-desempregar-muita-gente.html .
O mesmo ocorre com o par de palavras apresentado em:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO I
A Inteligência Artificial vai desempregar muita
gente
"Os modelos de IA sofrem de uma falha bem conhecida
no mundo da tecnologia: as alucinações"
Algumas profissões serão duramente afetadas pela
Inteligência Artificial (IA). Em algumas outras, a IA terá
mais dificuldades em avançar no curto prazo. E, ainda
bem, a IA comete falhas bem humanas. Tomemos como
exemplo o seguinte caso real. Um escritor, para cada livro
que escrevia, precisava de uma imagem para montar a capa
do livro. Para isso, adquiria os direitos de uso de uma
imagem. Um artista digital ou um fotógrafo eram pagos.
Há alguns meses, o escritor descobriu o software
Midjourney, que usa IA e produz imagens a partir de uma
simples descrição do resultado desejado. Agora, ele apenas
especifica ao software como deseja a capa e em instantes
tem o produto. Podendo criar várias opçãos e escolher a
que julgar melhor. A consequência direta é que há menos
demanda para trabalhos dos artistas digitais e dos
fotógrafos.
De uma forma geral, todos os trabalhos para os quais existe
uma grande base de exemplos digitalizados podem ser
processados por softwares de aprendizado automatizado,
de forma que a tecnologia adquire a habilidade de produzir
variações dos exemplos estudados. É o caso de atividades
como escrever romances, pesquisar informações, produzir
imagens digitais ou escrever petições à justiça. E é
possível estender essa lista acrescentando outras
atividades como a produção de música, de filmes e de
artigos de opinião.
Quem possui trabalhos nessas áreas vai rapidamente sofrer
os impactos da IA, ou está sofrendo. Em maio, a IBM
anunciou que evitaria a contratação de pessoas para
funções que podem ser desempenhadas pela IA. Para escapar disso, melhor ir pensando em profissões que
exijam criação de novos conhecimentos ou informações,
como a pesquisa científica e o jornalismo noticioso; ou a
solução de problemas para os quais não há regras prédefinidas, como a gerência de uma empresa; ou profissões
que exigem alto grau de empatia, como trabalho social e
psicoterapia.
Contudo, a Inteligência Artificial também comete erros
bem humanos. No mês passado, um escritório de
advocacia de Nova York usou o chatGPT para produzir
uma petição em processo movido contra uma empresa de
aviação. Na peça processual foram elencados vários
precedentes legais. Quando o processo chegou aos
advogados da empresa ré, eles não encontraram os casos
citados como precedentes. Uma rápida investigação
descobriu que os casos só existiam como uma "invenção"
do chatGPT.
É preciso refletir sobre como a IA produz resultados. É por
meio de um processo de combinações estatísticas de
palavras que estão na base de dados do modelo de IA.
Essas palavras são unidas umas às outras de uma forma
que pareça fazer sentido estatisticamente. Mas os modelos
de IA sofrem de uma falha bem conhecida no mundo da
tecnologia: as alucinações. São situações nas quais eles
produzem resultados absurdos, porque a técnica de
combinações estatísticas acabou resultando em uma
combinação absurda, sem nada a ver com a realidade.
Um ser humano alucinado perderia o emprego. Os
advogados que usaram a alucinação do chatGPT foram
punidos em 5 mil dólares pelo juiz do caso. Mas o
chatGPT não será demitido. O algoritmo será ajustado para
tentar evitar problemas como esse e, se as alucinações
forem controladas e não houver muitos novos danos, o
chatGPT permanecerá sendo muito usado.
Contudo, há outro efeito colateral ainda mais preocupante
que decorre do uso da IA nas atividades humanas. Em
muitas situações, o que se deseja premiar é a habilidade
humana. Então, não é justo homenagear um trabalho que
foi quase exclusivamente produzido por um programa de
computador. Vejamos o caso de uma competição de
fotografia na Austrália, no começo deste mês. Uma das fotos enviadas foi desqualificada por suspeita de que teria
sido produzida com auxílio da IA. A expressão "suspeita"
é extremamente relevante nesse caso. A autora da foto
declarou que isso não ocorreu, e que ela teria tirado a foto
com seu celular.
Estamos presenciando uma mudança fundamental na vida
em sociedade. Quando a IA começou a produzir resultados
artificiais semelhantes aos produzidos pelos humanos, o
problema agora não é apenas o risco de tratar como reais
produtos criados pela IA, outro problema ainda maior é
tratar como falsos os produtos realmente oriundos do
talento humano. A propósito, este artigo foi realmente
escrito por um humano, ou foi produzido pela Inteligência
Artificial?
ORLANDO SANTOS, analista de sistemas e entusiasta de tecnologia
CORREIO BRAZILIENSE. Disponível em
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2023/07/5112935-
artigo-a-inteligencia-artificial-vai-desempregar-muita-gente.html .
( ) O texto afirma que a Inteligência Artificial pode substituir diversas profissões, especialmente aquelas baseadas em grandes bases de dados digitalizados.
( ) O autor defende que a IA é totalmente confiável e não apresenta falhas significativas.
( ) O texto aponta que, além do risco de aceitar como reais produções da IA, há também o perigo de considerar falsas produções humanas autênticas.
A sequência CORRETA é:
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