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Joana, orientadora pedagógica, participou de um curso de atualização promovido pela Secretaria da Educação de sua cidade. O responsável pelo curso iniciou os trabalhos destacando a necessária coerência entre o processo de construção/reconstrução curricular com as novas tecnologias da informação e da comunicação, cada vez mais presentes em nossas vidas, nas práticas sociais em geral. Propôs, então, um debate sobre essa questão e, para desencadeá-lo, apresentou um trecho de Behrens (in : Moran; Masetto; Behrens, 2000), do qual, por meio da reflexão, eles deveriam completar duas lacunas. Eis o trecho: “Num mundo globalizado, que derruba barreiras de tempo e espaço, o acesso à tecnologia exige atitude e inovadora, possibilitando o relacionamento com a sociedade como um todo. O desafio passa por criar e permitir uma nova ação docente na qual professor e alunos participam de um processo conjunto para aprender de forma criativa, dinâmica, encorajadora, e que tenha como essência e a descoberta”.
Assinale a alternativa que, de acordo com Behrens, preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
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Na obra A Prática Educativa (1998), Zabala comenta a respeito de como podem ser organizados os conteúdos. Segundo ele, a organização dos conteúdos na escola deu lugar a diversas formas de relação e colaboração entre as diferentes disciplinas consideradas matéria de estudo. Afirma ele que, a depender do grau e características dessas relações, surgiram várias formas de classificação, sem que houvesse um consenso geral sobre os critérios utilizados. Contudo, fazendo uma síntese integradora, é possível se estabelecer alguns graus de relações disciplinares, dentre os quais se destacam a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, segundo Zabala, o significado de tais classificações.
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Na obra “Filosofia da Educação” (2005), Luckesi dedica um dos capítulos para analisar a questão do conhecimento. Ao efetuar tal análise, afirma ser comum a escola distorcer o verdadeiro sentido do conhecimento que é ser entendimento da realidade. Para ele, “o interesse de cada um de nós e de cada criança que está na escola é ter a possibilidade de compreender a realidade e o mundo que está à nossa volta, de forma mais ampla e significativa”. Na perspectiva defendida por Luckesi, o conhecimento escolar só poderá vir a ser um conhecimento significativo e existencial na vida dos cidadãos se ele
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Luckesi, na obra Avaliação da Aprendizagem (2005), com foco na sala de aula, na escola, apresenta os múltiplos aspectos da avaliação, diferencia avaliar e examinar, relaciona avaliação da aprendizagem e democratização do ensino e, também, planejamento e avaliação. Com foco na avaliação de sistema, mereceram destaque, no trabalho de Bonamino e Sousa (2012), as três gerações de avaliação da educação básica no Brasil, sendo, a primeira geração, a que consistiu na avaliação diagnóstica da qualidade da educação, sem atribuição de consequências diretas para as escolas e para o currículo escolar. A segunda e a terceira gerações já apresentam potencial para propiciar uma discussão sobre o currículo escolar, em termos das habilidades fundamentais de leitura e matemática, que ainda não têm sido garantidas a todos os alunos. De acordo com essa análise, para Bonamino e Sousa, a Prova Brasil se enquadra na segunda geração de avaliação, que parece estar reforçando
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Fernandes e Freitas (2008) abordam a relação entre currículo e avaliação e destacam que a avaliação é uma atividade que envolve legitimidade técnica e legitimidade política na sua realização. A legitimidade técnica é conferida pela formação profissional do professor e do diretor, os quais devem, também, estabelecer e respeitar princípios e critérios refletidos coletivamente, referenciados no projeto político-pedagógico, na proposta curricular e em suas convicções acerca do papel social que desempenha a educação escolar. Este é o lado da legitimação política do processo de avaliação e que envolve o coletivo da escola. Os autores ressaltam, ainda, os três tipos de avaliação: o da aprendizagem dos alunos, o da instituição e o do sistema escolar. No tocante à avaliação da aprendizagem, Fernandes e Freitas exploram os vários aspectos da avaliação formativa e da somativa, bem como os da reprovação escolar. Sobre essa última questão, merece destaque a obra de Paro (2021), quando discute a progressão continuada e propõe o estudo da resistência dos docentes à implantação
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Ao apresentar os vários aspectos sobre currículo, Vasconcellos (2002) reconhece a importância de entender as preocupações clássicas na área do currículo (necessidades, objetivos educacionais, seleção, organização e distribuição dos conteúdos, metodologias, relacionamentos, avaliação), mas aponta que essas preocupações precisam ser ampliadas. Vasconcellos enfatiza que não se pode conceber contemporaneamente uma reflexão sobre currículo que não leve em conta a questão
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As diferentes concepções de currículo expressam formas de concretização das intenções pedagógicas. Para Veiga (2008), o currículo é um importante elemento constitutivo da organização escolar. “Currículo implica, necessariamente, a interação entre sujeitos que têm um mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente”. Ao abordar as questões sobre currículo, ela destaca, ainda, que o conhecimento escolar é dinâmico e não uma mera simplificação do conhecimento científico que seria adequado à faixa etária e aos interesses dos alunos. Diante dessa afirmação, Veiga ressalta a necessidade de se promover,
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De acordo com Libâneo (2001), os objetivos gerais, expressando intenções e expectativas sobre a formação dos alunos, são formulados de forma abrangente, no projeto pedagógico-curricular. O currículo constitui o elemento nuclear desse projeto, que viabiliza o processo de ensino e aprendizagem, sendo que “a proposta curricular define-se como a projeção do projeto pedagógico”, ou seja, “o currículo é um desdobramento necessário do projeto pedagógico”. Nesse sentido, a proposta curricular é orientação prática e ação; é um “nível do planejamento entre o projeto pedagógico e a ação prática.” Para Libâneo, é relevante destacar que os tipos ou modelos de currículo decorrem
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Em uma escola do interior paulista, durante os trabalhos de planejamento/replanejamento inicial anual, os professores, sob a coordenação do orientador pedagógico, debateram diferentes concepções de currículo e suas articulações com a proposta pedagógica. Logo de início, um dos professores comentou que, ao ler a obra de Libâneo (2001), pôde constatar a existência de muitas concepções de currículo e compreender a análise do autor, segundo a qual hoje é bastante aceita a ideia de que currículo, além da seleção da cultura da sociedade, é
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Pedro, estudando para o concurso de orientador pedagógico promovido pela prefeitura de Campinas, leu a obra de Weisz (2006) e compreendeu que o ensino do professor deve dialogar com o processo de aprendizagem do aluno para fazê-lo avançar, valendo-se, para isso, da avaliação diagnóstica a fim de fazer intervenções pedagógicas adequadas. Nesse sentido, lendo a obra de Zabala (1998), Pedro tomou ciência de que a organização do ensino é uma tarefa docente que exige método, técnica, planejamento e escolhas de estratégias didáticas adequadas aos objetivos de aprendizagem. De acordo com esse autor, uma dessas possíveis estratégias é a sequência didática, a qual consiste em uma série ordenada e articulada de atividades que compõem cada unidade temática e as quais oferecem um leque de oportunidades comunicativas. Porém, conforme Pedro verificou, Zabala adverte que as sequências didáticas por si mesmas não determinam o que constitui a chave de todo ensino, a qual vem a ser
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