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Elaine, professora dedicada, entende que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Por isso, os indivíduos precisam aprender a se adaptar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes por meio do desenvolvimento da cultura individual. Nessa perspectiva, Elaine organiza as atividades pedagógicas centrando-as no aluno, fundando-se na ideia de “aprender fazendo”, isto é, valorizando as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta e o estudo do meio natural e social, sempre levando em conta os interesses do aluno. A avaliação é fluida e tenta ser eficaz à medida que os esforços e os êxitos dos alunos são pronta e explicitamente reconhecidos por ela. Considerando- se o descrito, pode-se afirmar que o trabalho docente de Elaine corresponde a concepções e práticas do processo ensino e aprendizagem que, de acordo com Luckesi (Filosofia da Educação, 2005), são atribuídas à tendência pedagógica
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Antônia Carvalho Bussmann, na obra Projeto político- -pedagógico da escola: uma construção possível, organizada por Veiga (2010), reflete sobre as relações desse projeto com a gestão da escola. Entre muitas análises pertinentes e proveitosas, a autora observa que “não restam dúvidas de que articular, elaborar e construir um projeto pedagógico próprio, implementando-o e aperfeiçoando- o constantemente – ao envolver de forma criativa e prazerosa os vários segmentos da comunidade escolar, com suas respectivas competências em um processo coletivo –, é um grande desafio. E o é em razão
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Veiga (2008) aponta que “o projeto político-pedagógico tem sido objeto de estudos para professores, pesquisadores e instituições educacionais em nível nacional, estadual e municipal, em busca da melhoria da qualidade de ensino”. A autora cita Gadotti (1994), ao dizer que “todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro”, e conceitua o projeto político- -pedagógico da escola como
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Paulo Freire (1995) reflete que “Se realmente a educação é também – mesmo que não exclusivamente – uma certa teoria do conhecimento posta em prática, isto significa ser impossível pensar em educação sem pensar em conhecimento”. Na mesma obra, o autor analisa que “no processo de produzir e de adquirir conhecimento, terminamos também por aprender a tomar distância dos objetos”, o que “pressupõe a percepção dos mesmos em suas relações uns com os outros”, e destaca que “o processo de conhecer nem é neutro nem é indiferente.” Na obra Pedagogia da Autonomia, Freire (2000) afirma que, “como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que, além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados/ aprendidos, implica
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Luckesi (Filosofia da Educação, 2005) lembra-nos de que uma análise das relações entre filosofia e educação permite afirmar que “não há uma pedagogia que esteja isenta de pressupostos filosóficos”. E, para argumentar, coloca uma questão bem abrangente e fundamental: “que sentido pode ser dado à educação, como um todo, dentro da sociedade?” Então, com cuidado, o filósofo reflete sobre a indagação, chegando a três diferentes visões: a educação como redentora, como reprodutora e como mediação da transformação da sociedade. Também Rios (2011) e Severino (1980), citado por ela, assim como Cortella (1995), encontram três visões da função social da escola. Uma primeira, otimista, vê a escola como alavanca; uma segunda, pessimista, a vê como reprodutora simplesmente. Ambas são consideradas visões ingênuas pelos filósofos autores. Uma terceira, que eles endossam e consideram otimista e crítica, é aquela que
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Campinas-SP
Na publicação Indagações sobre o Currículo: currículo e avaliação (2008), Fernandes e Freitas destacam que os princípios da educação, as normas legais que a regulamentam e as diretrizes curriculares que orientam a organização da educação básica em suas etapas e modalidades constituem um enorme desafio frente à complexidade do processo educativo, à diversidade cultural e à desigualdade social presentes em nossa realidade. Os autores entendem que, para uma resposta a esse desafio, no sentido da democratização da educação escolar e da sociedade,
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As sociedades urbano-industriais contemporâneas dependem da educação escolar de seus cidadãos comuns para se manter e para progredir porque os conhecimentos sistematizados estão embutidos em suas práticas produtivas e em suas práticas sociais em geral. Também no Brasil, de industrialização tardia, a educação escolar passa a preocupar o Estado, a partir de meados do século XX. Como nos lembram Fernandes e Freitas, em publicação do MEC – Ministério da Educação e Cultura, intitulada Indagações sobre Currículo: currículo e avaliação (2008), a discussão sobre os conteúdos do ensino não é nova no país e, desde 1988, por determinação da Constituição Federal, o Estado tem o dever de fixar conteúdos mínimos para o ensino fundamental de maneira a assegurar a formação básica comum e
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No contexto contemporâneo, marcado pela ideologia neoliberal que corresponde ao capitalismo transnacional e pela Tecnologia da Informação e das Comunicações, a educação escolar enfrenta grandes desafios em todas as sociedades, mas, principalmente, nos países em desenvolvimento, e sobretudo naqueles que, como o Brasil, carregam o peso da herança do colonialismo e do trabalho escravo, expresso na desigualdade social que marginaliza, exclui do exercício de uma cidadania plena. Em relação a esse contexto, Libâneo (2001) discute, com apoio em concepções de Pedro Demo, quais seriam os atributos da qualidade de uma educação escolar para combater esses processos e garantir o direito à cidadania. Libâneo argumenta que a escola com qualidade social é aquela que
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Delors, no capítulo 8 da obra Educação: um tesouro a descobrir, Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI (2021), afirma que a referida Comissão está persuadida de que “escolher um determinado tipo de educação equivale a optar por um determinado tipo de sociedade”. Com essa perspectiva, ao optarmos pela construção de uma sociedade cujo desenvolvimento sustentável articule aspectos econômicos e sociais, com vistas a garantir, a todos, “qualidade de vida”, estaríamos nos compromissando com uma educação escolar que, conforme defende Mantoan (2001), constitua uma “escola de qualidade”, ou seja, uma educação escolar que
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Rios (2011) analisa que “qualquer sociedade se organiza com base na produção da vida material de seus membros e das relações daí decorrentes” e que, “em cada sociedade, a estrutura da organização do trabalho configura de modo peculiar o processo educativo, a tarefa do educador escolar.” A autora entende que “a educação definida como processo de transmissão de cultura está presente em todas as instituições”, mas que, em sociedades capitalistas de classes, como a nossa, “há uma instituição, a escola, cuja função específica é a transmissão da cultura”, ou seja, “a transmissão sistemática do saber historicamente acumulado pela sociedade, com o objetivo de formar os indivíduos” como agentes da construção dessa mesma sociedade. De acordo com argumentações de Rios (2011), a escola tem sido espaço de
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