Magna Concursos

Foram encontradas 60 questões.

3210890 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Como se classifica morfologicamente o vocábulo grifado no sexto parágrafo do texto, considerando-se seu emprego no enunciado?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210889 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Qual é o sujeito do verbo “saber”, sublinhado no terceiro parágrafo do artigo?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210888 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

No segundo parágrafo do artigo, foram destacadas seis ocorrências da partícula SE, as quais foram sinalizadas com números sobrescritos. Qual(is) dessas ocorrências veicula(m) uma ideia de concessão no enunciado?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210887 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Quais são, respectivamente, os referentes textuais dos pronomes relativos destacados no quinto parágrafo do texto?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210886 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Qual das estratégias a seguir, a articulista utilizou para introduzir o tema do texto e seu ponto de vista sobre ele?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210885 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Assinale a alternativa cujo trecho NÃO explicita uma opinião da autora do texto.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210884 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Qual é a razão que levou a articulista a considerar a metáfora bélica como inadequada para se referir aos acometidos por doenças como o câncer?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210883 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Embora a metáfora da guerra seja o centro das discussões apresentadas no artigo de opinião, outras construções metafóricas foram empregadas no texto. Qual dos trechos a seguir é um exemplo de aplicação, no artigo, de tal figura de linguagem?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210938 Ano: 2024
Disciplina: Enfermagem
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Em relação ao processo de cicatrização de feridas, considere as seguintes etapas.

( ) Fase Inflamatória.

( ) Fase de Epitelização.

( ) Fase de Maturação.

( ) Fase de Reconstrução.

Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3210925 Ano: 2024
Disciplina: Saúde Pública
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
Provas:

Analise o trecho a seguir.

“Art. 1° O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: I – a Conferência de Saúde; e II – o Conselho de Saúde.”

(Fonte: www.planalto.gov.br)

Relacione os termos, coluna A, com as seguintes descrições, coluna B.

COLUNA A

I. Conferência de Saúde.

II. Conselho de Saúde.

COLUNA B

( ) Reúne-se a cada quatro anos.

( ) Atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente.

( ) É um órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários.

( ) Avalia a situação de saúde e propõe as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes.

( ) Pode ser convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.

Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas