Foram encontradas 60 questões.
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Subordinativas
- MorfologiaNumerais
- MorfologiaSubstantivosClassificação dos SubstantivosPróprio e Comum
Texto para as questões de 1 a 10.
Paciente não é guerreiro
Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
Como se classifica morfologicamente o vocábulo grifado no sexto parágrafo do texto, considerando-se seu emprego no enunciado?
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Texto para as questões de 1 a 10.
Paciente não é guerreiro
Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
Qual é o sujeito do verbo “saber”, sublinhado no terceiro parágrafo do artigo?
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Texto para as questões de 1 a 10.
Paciente não é guerreiro
Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
No segundo parágrafo do artigo, foram destacadas seis ocorrências da partícula SE, as quais foram sinalizadas com números sobrescritos. Qual(is) dessas ocorrências veicula(m) uma ideia de concessão no enunciado?
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- MorfologiaPronomesPronomes Relativos
- Interpretação de TextosCoesão e CoerênciaCoesãoCoesão Referencial
Texto para as questões de 1 a 10.
Paciente não é guerreiro
Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
Quais são, respectivamente, os referentes textuais dos pronomes relativos destacados no quinto parágrafo do texto?
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoEstratégias Argumentativas
Texto para as questões de 1 a 10.
Paciente não é guerreiro
Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
Qual das estratégias a seguir, a articulista utilizou para introduzir o tema do texto e seu ponto de vista sobre ele?
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Paciente não é guerreiro
Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa cujo trecho NÃO explicita uma opinião da autora do texto.
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Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
Qual é a razão que levou a articulista a considerar a metáfora bélica como inadequada para se referir aos acometidos por doenças como o câncer?
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Paciente não é guerreiro
Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Paloma Oliveto | 22/01/2024
Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?
Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.
Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.
Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.
Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.
Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.
A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.
Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.
OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.
Embora a metáfora da guerra seja o centro das discussões apresentadas no artigo de opinião, outras construções metafóricas foram empregadas no texto. Qual dos trechos a seguir é um exemplo de aplicação, no artigo, de tal figura de linguagem?
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Em relação ao processo de cicatrização de feridas, considere as seguintes etapas.
( ) Fase Inflamatória.
( ) Fase de Epitelização.
( ) Fase de Maturação.
( ) Fase de Reconstrução.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
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Analise o trecho a seguir.
“Art. 1° O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: I – a Conferência de Saúde; e II – o Conselho de Saúde.”
(Fonte: www.planalto.gov.br)
Relacione os termos, coluna A, com as seguintes descrições, coluna B.
COLUNA A
I. Conferência de Saúde.
II. Conselho de Saúde.
COLUNA B
( ) Reúne-se a cada quatro anos.
( ) Atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente.
( ) É um órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários.
( ) Avalia a situação de saúde e propõe as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes.
( ) Pode ser convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
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