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3210885 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Assinale a alternativa cujo trecho NÃO explicita uma opinião da autora do texto.

 

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3210884 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Qual é a razão que levou a articulista a considerar a metáfora bélica como inadequada para se referir aos acometidos por doenças como o câncer?

 

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3210883 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Texto para as questões de 1 a 10.

Paciente não é guerreiro

Poucos têm a sensibilidade de Sontag de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. Coloca-se, assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Paloma Oliveto | 22/01/2024

Quando descobriu um câncer de mama de grau 4 na década de 1970, a pensadora norte-americana Susan Sontag notou que médicos, pacientes, familiares, amigos e mídia tratavam a doença sob a perspectiva bélica. Hoje, seguimos usando as metáforas de guerra para lidar com o câncer. O paciente é o guerreiro que luta pela saúde contra um inimigo. Se sara, vence a batalha. E do contrário? É um perdedor?

Poucos [TEM/TÊM] a sensibilidade de Sontag — que foi curada da doença e morreu em 2004, aos 71 anos — de perceber como é cruel transformar o tratamento de uma enfermidade, seja ela qual for, em um campo de guerra. [COLOCA-SE/COLOCAM-SE], assim, no paciente, a responsabilidade por seu restabelecimento.

Quem conviveu com pessoas que receberam o diagnóstico de um tumor maligno sabe como é difícil o espírito não se¹ abater, mesmo quando são altas as chances de recuperação, ou se² a fé — na vida, na ciência ou na religião — é grande. Cobramos dessas criaturas uma "atitude proativa", queremos ver positividade, nada de choro ou insegurança; no caso das mulheres, praticamente exigimos que se³ mantenham bonitas, pintem o rosto, vistam-se 4 com elegância e, se 5 perdem os cabelos, que se 6 orgulhem de suas carecas como símbolo de força e resistência.

Não que se faça por mal. Tememos a doença do outro também porque ela espelha nossa própria fragilidade. E, claro, se queremos o bem-estar e a cura de quem nem conhecemos, por que não esperaríamos o melhor desfecho para nossos amigos e familiares? Temos, sim, que desejar o tratamento mais bemsucedido possível, mas sem pressionar o paciente para que "guerreie contra a doença com todas as suas armas", como se a impossibilidade do total restabelecimento fizesse dele um perdedor.

Hoje, temos conhecimento de cuidados preventivos que podem reduzir o risco de diversas doenças. O corpo é um depósito de células que, no geral, funcionam muito bem. Cigarro, álcool, excesso de gordura e falta de oxigenação, por exemplo, dificultam o trabalho do organismo e, no caso do câncer, [PODE/PODEM] causar alterações genéticas que fazem com que uma única célula comece a se replicar sem controle, invadindo outros tecidos, eventualmente.

Porém, existe a possibilidade de alterações celulares ocorrerem aleatoriamente. Embora fascinante, o corpo humano não é uma "máquina perfeita". As vértebras, por exemplo, não estão acostumadas à posição vertical. Por isso, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% das pessoas [TEM/TÊM] ou terão dor de coluna. Também temos um "ponto cego" na visão, a anatomia da faringe predispõe engasgos e, por não serem internos, os testículos superexpõem os gametas masculinos.

A cura ou o controle de uma doença depende de variáveis, como a descoberta precoce e o acesso aos serviços de saúde. O protagonismo do paciente é fundamental: a não adesão às recomendações médicas reduz as chances de sucesso. Pesquisas também indicam que a forma como se lida com o diagnóstico pode impactar os resultados, por isso a importância de acompanhamento psicológico e de práticas integrativas, como meditação, complementares ao tratamento.

Daí a exigir do paciente a atitude de um guerreiro é bem diferente. Que deixemos as metáforas bélicas para outras ocasiões. No tratamento de uma doença, independentemente do resultado, ninguém é perdedor.

OLIVETO, Paloma. Paciente não é guerreiro. Correio Braziliense, 22 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6790027-paciente-nao-eguerreiro.html. Acesso em: 22 jan. 2024. Adaptado.

Embora a metáfora da guerra seja o centro das discussões apresentadas no artigo de opinião, outras construções metafóricas foram empregadas no texto. Qual dos trechos a seguir é um exemplo de aplicação, no artigo, de tal figura de linguagem?

 

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3210882 Ano: 2024
Disciplina: Nutrição
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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É pela alimentação variada e a inclusão de boas práticas de higiene dos alimentos e do pessoal é que iremos alcançar uma merenda segura, de qualidade e saborosa, proporcionando aos alunos bons hábitos alimentares e de vida sadia. Recomenda-se que a merendeira

 

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3210881 Ano: 2024
Disciplina: Nutrição
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Sobre a legislação que obriga utilizar um percentual dos recursos das compras públicas da alimentação escolar de produtos oriundos da agricultura familiar, marque a alternativa CORRETA.

 

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3210880 Ano: 2024
Disciplina: Nutrição
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Para que a merendeira exerça sua prática profissional, é preciso conhecer as diretrizes do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE). Sobre esse assunto, identifique uma diretriz que está em desacordo com o PNAE.

 

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3210879 Ano: 2024
Disciplina: Nutrição
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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A temperatura de armazenagem dos alimentos deve estar de acordo com a necessidade do produto (congelado, resfriado ou temperatura ambiente). Nesse quesito, farináceos (pão, biscoito, fubá, farinha de mandioca e trigo) podem ser armazenados

 

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3210878 Ano: 2024
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Nas alternativas a seguir, marque aquela que apresenta uma ação que está em desacordo com as orientações do Programa da Merenda Escolar e a execução do trabalho da merendeira ou auxiliar operacional.

 

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3210877 Ano: 2024
Disciplina: Nutrição
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Identifique uma ação que causa desperdício na produção de refeições.

 

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3210876 Ano: 2024
Disciplina: Meio Ambiente
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Caucaia-CE
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Sobre os produtos utilizados no controle de praga e as ações para minimizarem os impactos no meio ambiente, marque a alternativa CORRETA.

 

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