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Um reservatório possui duas torneiras. A torneira À, sozinha, enche o reservatório em 4 horas, enquanto a torneira B, sozinha, enche o mesmo reservatório em 6 horas. Com o reservatório inicialmente vazio, ambas as torneiras são abertas. Porém, após uma hora e meia de funcionamento, a torneira A apresentou um defeito e parou de funcionar. A torneira B ficou funcionando perfeitamente até que o reservatório ficasse cheio. Em quanto tempo esse reservatório ficou cheio?
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
De qual natureza falamos?
1 A representação corriqueira que temos da natureza
2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida
3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei
4 do mais forte.
5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham
6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais
7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não
8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e
9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em
10 etologia para esse comportamento antipredador —,
11 seja comum, raramente é mostrado.
12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão
13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um
14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,
15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no
16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose
17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o
18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem
19 parasitismo, onde todos ganham.
20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da
21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,
22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.
23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em
24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses
25 minerais da pedra.
26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que
27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas
28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.
29 A partir deles não dá mais para entender a natureza
30 apenas como competição e conflito. O desconcerto
31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas
32 de vida associadas na composição, como leveduras,
33 cianobactérias, bactérias que executam uma função
34 especializadas dentro de uma arquitetura de
35 “condomínio”.
36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A
37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de
38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é
39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma
40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela
41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.
42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma
43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza
44 apenas como conflito é uma projeção das relações
45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o
46 faroeste social que criamos entre nós.
Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)
Analise os verbos destacados quanto às suas desinências modo-temporais e número-pessoais, e assinale a alternativa CORRETA.
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
De qual natureza falamos?
1 A representação corriqueira que temos da natureza
2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida
3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei
4 do mais forte.
5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham
6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais
7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não
8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e
9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em
10 etologia para esse comportamento antipredador —,
11 seja comum, raramente é mostrado.
12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão
13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um
14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,
15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no
16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose
17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o
18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem
19 parasitismo, onde todos ganham.
20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da
21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,
22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.
23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em
24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses
25 minerais da pedra.
26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que
27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas
28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.
29 A partir deles não dá mais para entender a natureza
30 apenas como competição e conflito. O desconcerto
31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas
32 de vida associadas na composição, como leveduras,
33 cianobactérias, bactérias que executam uma função
34 especializadas dentro de uma arquitetura de
35 “condomínio”.
36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A
37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de
38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é
39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma
40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela
41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.
42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma
43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza
44 apenas como conflito é uma projeção das relações
45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o
46 faroeste social que criamos entre nós.
Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)
Considerando a estrutura sintática da oração Uma infecção é uma bactéria no lugar errado (/.39-40), assinale a alternativa INCORRETA quanto à identificação dos termos da oração.
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
De qual natureza falamos?
1 A representação corriqueira que temos da natureza
2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida
3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei
4 do mais forte.
5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham
6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais
7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não
8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e
9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em
10 etologia para esse comportamento antipredador —,
11 seja comum, raramente é mostrado.
12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão
13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um
14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,
15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no
16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose
17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o
18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem
19 parasitismo, onde todos ganham.
20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da
21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,
22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.
23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em
24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses
25 minerais da pedra.
26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que
27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas
28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.
29 A partir deles não dá mais para entender a natureza
30 apenas como competição e conflito. O desconcerto
31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas
32 de vida associadas na composição, como leveduras,
33 cianobactérias, bactérias que executam uma função
34 especializadas dentro de uma arquitetura de
35 “condomínio”.
36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A
37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de
38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é
39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma
40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela
41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.
42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma
43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza
44 apenas como conflito é uma projeção das relações
45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o
46 faroeste social que criamos entre nós.
Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)
Analise as assertivas a seguir, com base no emprego e classificação gramatical das palavras no texto: (1º parte): Em trilhões de bactérias (/.37-536), o vocábulo trilhões é um numeral coletivo, indicando quantidade imprecisa e numerosa; (2º parte): Em que habitam nossa microbiota (/.38), o vocábulo que funciona como pronome relativo; (3º parte): No trecho somos envoltos pela microvida (/40-41), a palavra envoltos é um adjetivo usado em construção passiva, concordando com o sujeito oculto nós; (4º parte): Em onde todos ganham (1.19), O termo onde é um advérbio de lugar, utilizado para introduzir uma circunstância espacial literal,
Das partes, pode-se afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
De qual natureza falamos?
1 A representação corriqueira que temos da natureza
2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida
3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei
4 do mais forte.
5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham
6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais
7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não
8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e
9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em
10 etologia para esse comportamento antipredador —,
11 seja comum, raramente é mostrado.
12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão
13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um
14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,
15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no
16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose
17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o
18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem
19 parasitismo, onde todos ganham.
20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da
21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,
22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.
23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em
24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses
25 minerais da pedra.
26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que
27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas
28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.
29 A partir deles não dá mais para entender a natureza
30 apenas como competição e conflito. O desconcerto
31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas
32 de vida associadas na composição, como leveduras,
33 cianobactérias, bactérias que executam uma função
34 especializadas dentro de uma arquitetura de
35 “condomínio”.
36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A
37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de
38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é
39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma
40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela
41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.
42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma
43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza
44 apenas como conflito é uma projeção das relações
45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o
46 faroeste social que criamos entre nós.
Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)
Com base no texto de Mário Corso, analise o significado assumido pelas palavras e expressões destacadas em seu contexto original e assinale a alternativa INCORRETA.
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
De qual natureza falamos?
1 A representação corriqueira que temos da natureza
2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida
3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei
4 do mais forte.
5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham
6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais
7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não
8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e
9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em
10 etologia para esse comportamento antipredador —,
11 seja comum, raramente é mostrado.
12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão
13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um
14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,
15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no
16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose
17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o
18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem
19 parasitismo, onde todos ganham.
20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da
21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,
22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.
23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em
24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses
25 minerais da pedra.
26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que
27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas
28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.
29 A partir deles não dá mais para entender a natureza
30 apenas como competição e conflito. O desconcerto
31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas
32 de vida associadas na composição, como leveduras,
33 cianobactérias, bactérias que executam uma função
34 especializadas dentro de uma arquitetura de
35 “condomínio”.
36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A
37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de
38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é
39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma
40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela
41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.
42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma
43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza
44 apenas como conflito é uma projeção das relações
45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o
46 faroeste social que criamos entre nós.
Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)
No texto, o autor contrapõe a concepção hegemônica da natureza — pautada pela lógica do conflito e da supremacia — a uma perspectiva alternativa, sustentada por evidências biológicas de cooperação e coexistência simbiótica. Considerando o percurso argumentativo do autor, analise as assertivas a seguir:
I. O comportamento denominado mobbing, embora recorrente em contextos etológicos, é preterido nas representações documentais da vida animal, o que contribui para a perpetuação de uma narrativa centrada na competição e na hierarquia de forças.
Il. O autor descreve os liquens como organismos rudimentares e ecologicamente periféricos, cuja função se limita à erosão física de superfícies rochosas.
III. A insistência em interpretar a natureza sob a ótica do embate continuo revela uma projeção antropocêntrica, na qual se espelham os valores de dominação e individualismo próprios das sociedades humanas contemporâneas.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
De qual natureza falamos?
1 A representação corriqueira que temos da natureza
2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida
3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei
4 do mais forte.
5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham
6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais
7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não
8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e
9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em
10 etologia para esse comportamento antipredador —,
11 seja comum, raramente é mostrado.
12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão
13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um
14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,
15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no
16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose
17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o
18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem
19 parasitismo, onde todos ganham.
20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da
21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,
22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.
23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em
24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses
25 minerais da pedra.
26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que
27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas
28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.
29 A partir deles não dá mais para entender a natureza
30 apenas como competição e conflito. O desconcerto
31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas
32 de vida associadas na composição, como leveduras,
33 cianobactérias, bactérias que executam uma função
34 especializadas dentro de uma arquitetura de
35 “condomínio”.
36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A
37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de
38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é
39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma
40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela
41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.
42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma
43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza
44 apenas como conflito é uma projeção das relações
45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o
46 faroeste social que criamos entre nós.
Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)
No decorrer do texto, o autor problematiza uma visão tradicional da natureza, contrapondo-a a uma perspectiva menos difundida. Considerando essa argumentação, é possível inferir que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
De qual natureza falamos?
1 A representação corriqueira que temos da natureza
2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida
3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei
4 do mais forte.
5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham
6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais
7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não
8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e
9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em
10 etologia para esse comportamento antipredador —,
11 seja comum, raramente é mostrado.
12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão
13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um
14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,
15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no
16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose
17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o
18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem
19 parasitismo, onde todos ganham.
20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da
21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,
22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.
23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em
24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses
25 minerais da pedra.
26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que
27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas
28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.
29 A partir deles não dá mais para entender a natureza
30 apenas como competição e conflito. O desconcerto
31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas
32 de vida associadas na composição, como leveduras,
33 cianobactérias, bactérias que executam uma função
34 especializadas dentro de uma arquitetura de
35 “condomínio”.
36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A
37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de
38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é
39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma
40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela
41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.
42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma
43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza
44 apenas como conflito é uma projeção das relações
45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o
46 faroeste social que criamos entre nós.
Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)
Assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo de vocábulo conforme sua origem ou formação, de acordo com o uso no texto.
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abordagem contemporânea do ensino de Língua Portuguesa reconhece a língua como um fenômeno social, dinâmico e heterogêneo. Nesse contexto, é essencial compreender a relação entre a norma-padrão e as múltiplas manifestações da variação linguística no espaço escolar. Nesse sentido, analise o que é afirmado nas alternativas a seguir e assinale a que apresenta a concepção mais adequada sobre o tratamento da variação linguística no ensino da Língua Portuguesa,
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- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemAntítese
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemComparação (Figura de Linguagem)
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemHipérbato
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemProsopopeia/Personificação
Durante a correção de uma redação, o professor de Língua Portuguesa depara-se com o seguinte trecho escrito por um aluno: A cidade, com suas ruas vazias e seus prédios desmoronando, parecia chorar silenciosamente. Considerando os recursos expressivos empregados na construção dessa frase, responda: Que figura de linguagem está presente nessa frase e qual o efeito de sentido gerado?
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