As transformações da economia e do estado brasileiro,
nas décadas de 60 e 70, produziram mudanças importantes no processo de formação do seu sistema de proteção
social. O Estado populista rompeu com a intervenção militar, que reestruturou esse modelo de Estado em todos
os seus níveis, do econômico ao político, sem abandonar
por completo o modelo anterior. Nesse contexto, destaca-se a completa subordinação da política social aos imperativos da política econômica; a proteção social, nessa
perspectiva, reproduz as injustiças e desigualdades predominantes na sociedade por estar baseada
No âmbito da Política Nacional de Assistência Social
(PNAS), a Proteção Social envolve a garantia da acolhida, do convívio, da autonomia, da renda, do apoio e do
auxílio. Por meio de seus serviços, programas, projetos
e benefícios, articulados com as demais políticas sociais
para efetivamente se constituir um sistema público social,
a proteção social da assistência social tem por direção,
entre outros,
A rede socioassistencial, prevista no Sistema Único de
Assistencia Social (SUAS), está articulada em torno da
proteção social e prevê a existência de serviços, programas, projetos e benefícios. Os projetos são definidos
nos arts. 25 e 26 da Lei Orgânica da Assistência Social
(LOAS), e caracterizam-se como investimentos econômicos-sociais nos grupos populacionais em situação de
pobreza, buscando subsidiar técnica e financeiramente
iniciativas que lhes garantam meios e capacidade produtiva e de gestão para a melhoria das condições gerais de
subsistência, elevação do padrão de qualidade de vida,
preservação do meio ambiente e da organização social,
articuladamente com as demais políticas públicas.
De acordo com a PNAS/2004, esses projetos integram o
nível de proteção social
Embora a ocupação espacial de investimentos públicos
sempre tenha integrado as estratégias de produção e
reprodução da acumulação capitalista, o território passa
a ser tematizado como conceito para elaboração, avaliação e monitoramento de políticas sociais em nosso
país apenas recentemente. A análise crítica do território
consiste na delimitação dinâmica, histórica e relacional
do espaço enquanto síntese das contradições resultantes do desenvolvimento das forças produtivas. De outra
parte, a territorialização das políticas públicas deve ser
entendida como manifestação das formas como o Estado
capitalista, nesse terreno contraditório, atua na sua
Na perspectiva da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), não têm sustentação as concepções que
entendem a família somente como unidade econômica,
espaço de reprodução social e principal fonte de provisão
de bem-estar de seus membros. Também não procede o
conceito de família estruturada, tomada como ideal em
sua composição de casal com seus filhos, cujos papéis
são predefinidos. A matricialidade sociofamiliar, como
eixo estruturante da PNAS, está pautada na concepção
de família em seus novos arranjos e no entendimento de
que o caráter protetivo do Estado em relação a ela, por
meio da garantia de direitos sociais, reside em grande
parte na
A família é o locus primário de socialização, aprendizagem e desenvolvimento de capacidades humanas; é o
núcleo social básico de acolhida, convívio, autonomia,
sustentabilidade e protagonismo social. As vulnerabilidades vividas pelas famílias são, em sua maior parte, resultados da realidade em que vivem, na medida em que a
questão social interfere e modifica as relações e dinâmicas familiares. No entanto, é correto afirmar que a família
está vinculada a uma rede de laços que ultrapassam os
limites de seu bairro, funcionando, para o trabalho social,
como elemento de
No Brasil, o recrutamento da força de trabalho infantil se
apresenta desde os primórdios da indústria, constituindo-
-se em fator de moralização contra a criminalidade, educação e superação da pobreza. Essa concepção esteve
presente na legislação brasileira desde o final do século
XIX, legislação essa restrita à regulamentação do trabalho infantojuvenil e à associação entre infância carente e
delinquência. Mesmo com a promulgação do ECA, que
proíbe o trabalho infantil e a exploração do trabalho do
adolescente, sua erradicação se constitui como um grande desafio hoje no país. Esse enfrentamento está contemplado na Assistência Social e com o reordenamento
do Serviço de Convívio e Fortalecimento de Vínculos, o
público do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
(PETI) passou a ser atendido de forma
Os estudos de gênero surgem influenciados por feministas acadêmicas no final do século XX, especialmente
entre as décadas de 1970 e 1980. A contribuição de tais
estudos enfatiza a necessidade de se desnaturalizar e
historicizar as desigualdades entre homens e mulheres.
Ou seja, apesar das divergências e multiplicidades teóricas que envolvem o conceito de gênero, convencionou-
-se, hegemonicamente, que ele designa a construção
social
O envelhecimento é um processo natural da vida, variando de pessoa para pessoa, conforme os contextos
relacionais e sociais. Nessa etapa, as relações sociais
diminuem e a família tem um papel de extrema importância nesse processo. Os idosos são sujeitos de direitos,
mas se tornam muito vulneráveis diante das necessidades de saúde e às impossibilidades crescentes à medida
que envelhecem. Para atender esse segmento, a Política
de Assistência Social oferta o Serviço de Proteção Social
Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas
Famílias. O atendimento é direcionado a essas pessoas,
seus cuidadores e familiares, com vivência de violação
de direitos que comprometam sua autonomia. Tal serviço
pode ser desenvolvido nas seguintes unidades: no Domicílio do usuário, em Centro Dia, no Centro de Referência
Especializado de Assistência Social (CREAS) ou em
Prevenção e inserção social de crianças e adolescentes submetidos à exploração sexual é tema amplamente discutido na sociedade, em vista do aumento
de denúncias e da perspectiva de reverter esse quadro de violência. Organizações e fóruns nacionais e
internacionais definem a exploração como o abuso sexual cometido por adulto com remuneração à criança
e ao adolescente, os quais estes são tratados como
objeto sexual, ou seja, uma mercadoria. Classificam a
exploração sexual comercial em quatro modalidades:
tráfico para fins sexuais, prostituição, turismo sexual e
pornografia. De acordo com o art. 240 do Estatuto da
Criança e do Adolescente, produzir, reproduzir, dirigir,
fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena
de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança
ou adolescente, é considerado