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A mudança na concepção de ensino
Em 1997, o Ministério da Educação publicou uma coleção de documentos intitulados Parâmetros Curriculares Nacionais. Neles estavam reunidas propostas para a renovação do ensino nas escolas brasileiras, e todas as disciplinas foram contempladas – língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências etc. Abrindo os PCN (sigla com que ficaram conhecidos) de língua portuguesa dedicados às séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª), a gente encontra, na p. 26, o seguinte trecho (realces nossos):
A Língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais. Identificam-se geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas. O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico.
Esse parágrafo já é suficiente para que a gente identifique nesse documento oficial uma importante mudança na concepção de ensino de língua nas escolas brasileiras. Embora trazendo a data de 1997, esse texto na verdade revela o impacto produzido, na política educacional, por uma ampla discussão que já vinha sendo empreendida nas universidades brasileiras desde pelo menos vinte anos antes da publicação dos PCN.
Ao lado de outros aspectos igualmente importantes para a renovação do ensino de língua no Brasil, os PCN introduziram alguns conceitos até então pouco conhecidos na prática docente, conceitos provenientes de uma disciplina relativamente nova dentro dos estudos da linguagem, a Sociolinguística.
(In: Bagno, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. p. 27-28).
Atribua 100 pontos para cada afirmativa correta acerca do texto e 50 pontos para cada afirmativa incorreta. Após, marque a alternativa que apresenta a soma dos pontos.
( ) Os numerais, presentes no primeiro parágrafo, expressam, respectivamente, data, ordenação e quantidade.
( ) Substituindo o verbo haver pelo verbo existir, o mesmo deverá ser empregado nas mesmas condições do verbo haver, em termos de pessoa, número, tempo e modo.
( ) A conjunção ou expressa, no contexto, ideia de exclusão.
( ) O adjetivo social refere-se à valor assim como histórico refere-se à palavra momento.
( ) As duas primeiras palavras acentuadas do texto recebem acento, respectivamente, pelas mesmas regras que acentuam a terceira e a quarta palavras.
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A mudança na concepção de ensino
Em 1997, o Ministério da Educação publicou uma coleção de documentos intitulados Parâmetros Curriculares Nacionais. Neles estavam reunidas propostas para a renovação do ensino nas escolas brasileiras, e todas as disciplinas foram contempladas – língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências etc. Abrindo os PCN (sigla com que ficaram conhecidos) de língua portuguesa dedicados às séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª), a gente encontra, na p. 26, o seguinte trecho (realces nossos):
A Língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais. Identificam-se geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas. O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico.
Esse parágrafo já é suficiente para que a gente identifique nesse documento oficial uma importante mudança na concepção de ensino de língua nas escolas brasileiras. Embora trazendo a data de 1997, esse texto na verdade revela o impacto produzido, na política educacional, por uma ampla discussão que já vinha sendo empreendida nas universidades brasileiras desde pelo menos vinte anos antes da publicação dos PCN.
Ao lado de outros aspectos igualmente importantes para a renovação do ensino de língua no Brasil, os PCN introduziram alguns conceitos até então pouco conhecidos na prática docente, conceitos provenientes de uma disciplina relativamente nova dentro dos estudos da linguagem, a Sociolinguística.
(In: Bagno, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. p. 27-28).
Leia as seguintes afirmações acerca do texto II.
I. O texto retoma a discussão do texto I, reiterando a temática abordada na obra Language Myths.
II. Os PCN, publicados em 1997 pelo Ministério da Educação, contemplam exclusivamente as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Ciências, já que essas são a base do ensino fundamental.
III. O fragmento dos PCN permite identificar uma nova concepção em termos do ensino de Língua Portuguesa, calcada em objetivos mais amplos como o de ensinar aos alunos, de forma eficaz, a diferença entre o certo e o errado em relação à fala e à escrita.
Segundo o texto:
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A mudança na concepção de ensino
Em 1997, o Ministério da Educação publicou uma coleção de documentos intitulados Parâmetros Curriculares Nacionais. estavam propostas para a renovação do ensino nas escolas brasileiras, e todas as disciplinas foram contempladas – língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências etc. Abrindo os PCN (sigla com que ficaram conhecidos) de língua portuguesa dedicados às séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª), a gente encontra, na p. 26, o seguinte trecho (realces nossos):
A Língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais. Identificam-se geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas. O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico.
Esse parágrafo já é suficiente para que a gente identifique nesse documento oficial uma importante mudança na concepção de ensino de língua nas escolas brasileiras. Embora trazendo a data de 1997, esse texto na verdade revela o impacto produzido, na política educacional, por uma ampla discussão que já vinha sendo empreendida nas universidades brasileiras desde pelo menos vinte anos antes da publicação dos PCN.
Ao lado de outros aspectos igualmente importantes para a renovação do ensino de língua no Brasil, os PCN introduziram alguns conceitos até então pouco conhecidos na prática docente, conceitos provenientes de uma disciplina relativamente nova dentro dos estudos da linguagem, a Sociolinguística.
(In: Bagno, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. p. 27-28).
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente os espaços das linhas 2, 17, 18 e 19 do texto.
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Do mito ao preconceito: os comandos paragramaticais
Em trabalho anterior (Bagno, 1999) fiz uma análise do preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira por meio dos mitos que o compõem. Pouco depois de publicá-lo, tomei ciência do lançamento, na Inglaterra, do livro Language Myths, organizado por Bauer & Trudgill (1998). Nessa obra, 21 mitos sobre as línguas em geral e mais especificamente sobre a língua inglesa são examinados e confutados por mais de duas dezenas de sociolinguistas, numa estratégia de abordagem dos temas curiosamente muito semelhante à que adotei em meu próprio trabalho. Os dois livros se caracterizam por tentar uma apresentação menos acadêmica das noções da Linguística e mais acessível ao leitor não especializado. Como dizem os editores da coletânea inglesa (1998: xv),
nosso conhecimento sobre a linguagem tem se expandido num ritmo fenomenal durante a última metade do século XX. Os linguistas andaram ocupados mantendo-se em dia com este conhecimento em expansão e explicando suas próprias descobertas a outros linguistas. Os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas, e não para o público geral. Por várias razões (incluindo a natureza altamente técnica de parte do trabalho), muito poucos deles têm tentado explicar seus achados a uma audiência leiga.
Foram reflexões semelhantes que me encorajaram a escrever Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999, 42000), um livro que visa levar algumas noções básicas da Linguística a uma “audiência leiga” mas, sobretudo, aos professores de língua portuguesa que, em sua maioria, recebem uma formação quase exclusivamente normativo-prescritivista (ideológica, portanto) e não têm familiaridade com o tratamento científico de questões pertinentes à sua atividade profissional. Igual intenção presidiu a composição de A língua de Eulália (1997, 52000), em que procurei analisar mais detidamente a irracionalidade do preconceito que pesa sobre os falantes de variedades linguísticas consideradas não padrão.
(In: BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa. Tradição Gramatical, Mídia & Exclusão Social. Edições Loyola: São Paulo, 2000. P.45-46)
Analise os itens a seguir, indicando se estão certos (C) ou errados (E) de acordo com o texto. A seguir, marque a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Se usarmos a desinência de plural na palavra análise, no primeiro período do texto, todas as demais palavras que estão no singular deverão ser pluralizadas, a fim de atender aos princípios da concordância nominal e verbal.
( ) O sujeito do verbo encorajar é o mesmo ser sujeito do verbo procurar
( ) O pronome oblíquo, empregado no início do segundo período do primeiro parágrafo, faz uma referência anafórica ao livro Language Myths.
( ) A palavra leiga refere-se equivocadamente aos professores de Língua Portuguesa, já que, em termos de conhecimento científico sobre a língua, os professores, na maioria, têm conhecimento e domínio dos aspectos científicos de linguagem.
( ) O sufixo presente na palavra prescritivista justifica a referência entre parênteses feita a seguir.
( ) Os verbos encorajar, visar, ter, presidir e procurar, empregados no último parágrafo, estão flexionados, respectivamente, no pretérito perfeito, presente, presente, pretérito perfeito e pretérito perfeito, do modo indicativo.
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Do mito ao preconceito: os comandos paragramaticais
Em trabalho anterior (Bagno, 1999) fiz uma análise do preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira por meio dos mitos que o compõem. Pouco depois de publicá-lo, tomei ciência do lançamento, na Inglaterra, do livro Language Myths, organizado por Bauer & Trudgill (1998). Nessa obra, 21 mitos sobre as línguas em geral e mais especificamente sobre a língua inglesa são examinados e confutados por mais de duas dezenas de sociolinguistas, numa estratégia de abordagem dos temas curiosamente muito semelhante à que adotei em meu próprio trabalho. Os dois livros se caracterizam por tentar uma apresentação menos acadêmica das noções da Linguística e mais acessível ao leitor não especializado. Como dizem os editores da coletânea inglesa (1998: xv),
nosso conhecimento sobre a linguagem tem se expandido num ritmo fenomenal durante a última metade do século XX. Os linguistas andaram ocupados mantendo-se em dia com este conhecimento em expansão e explicando suas próprias descobertas a outros linguistas. Os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas, e não para o público geral. Por várias razões (incluindo a natureza altamente técnica de parte do trabalho), muito poucos deles têm tentado explicar seus achados a uma audiência leiga.
Foram reflexões semelhantes que me encorajaram a escrever Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999, 42000), um livro que visa levar algumas noções básicas da Linguística a uma “audiência leiga” mas, sobretudo, aos professores de língua portuguesa que, em sua maioria, recebem uma formação quase exclusivamente normativo-prescritivista (ideológica, portanto) e não têm familiaridade com o tratamento científico de questões pertinentes à sua atividade profissional. Igual intenção presidiu a composição de A língua de Eulália (1997, 52000), em que procurei analisar mais detidamente a irracionalidade do preconceito que pesa sobre os falantes de variedades linguísticas consideradas não padrão.
(In: BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa. Tradição Gramatical, Mídia & Exclusão Social. Edições Loyola: São Paulo, 2000. P.45-46)
Considere os seguintes fragmentos do texto e analise as proposições a seguir.
1º. “...fiz uma análise do preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira por meio dos mitos que o compõem.”
2º. “Os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas...”
3º. “Foram reflexões semelhantes que me encorajaram a escrever Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999, 42000), um livro que visa levar algumas noções básicas da Linguística...”
4º. “... aos professores de língua portuguesa que, em sua maioria, recebem uma formação quase exclusivamente normativo-prescritivista...”
I. Em todos os fragmentos, a palavra que é pronome relativo.
II. No 1º fragmento, ocorre o caso de um sujeito elíptico, tanto referente ao verbo fazer, como ao verbo compor.
III. A palavra influentes, no 2º fragmento, pode ser substituída, sem prejuízo de significado, pelo adjetivo importantes.
IV. No 3º fragmento, o termo “reflexões semelhantes” é, ao mesmo tempo, objeto direto do verbo ser e sujeito do verbo escrever.
V. As duas vírgulas presentes no 4º fragmento podem ser substituídas por duplo travessão.
Está (estão) correta(s):
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Do mito ao preconceito: os comandos paragramaticais
Em trabalho anterior (Bagno, 1999) fiz uma análise do preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira por meio dos mitos que o compõem. Pouco depois de publicá-lo, tomei ciência do lançamento, na Inglaterra, do livro Language Myths, organizado por Bauer & Trudgill (1998). Nessa obra, 21 mitos sobre as línguas em geral e mais especificamente sobre a língua inglesa são examinados e confutados por mais de duas dezenas de sociolinguistas, numa estratégia de abordagem dos temas curiosamente muito semelhante à que adotei em meu próprio trabalho. Os dois livros se caracterizam por tentar uma apresentação menos acadêmica das noções da Linguística e mais acessível ao leitor não especializado. Como dizem os editores da coletânea inglesa (1998: xv),
nosso conhecimento sobre a linguagem tem se expandido num ritmo fenomenal durante a última metade do século XX. Os linguistas andaram ocupados mantendo-se em dia com este conhecimento em expansão e explicando suas próprias descobertas a outros linguistas. Os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas, e não para o público geral. Por várias razões (incluindo a natureza altamente técnica de parte do trabalho), muito poucos deles têm tentado explicar seus achados a uma audiência leiga.
Foram reflexões semelhantes que me encorajaram a escrever Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999, 42000), um livro que visa levar algumas noções básicas da Linguística a uma “audiência leiga” mas, sobretudo, aos professores de língua portuguesa que, em sua maioria, recebem uma formação quase exclusivamente normativo-prescritivista (ideológica, portanto) e não têm familiaridade com o tratamento científico de questões pertinentes à sua atividade profissional. Igual intenção presidiu a composição de A língua de Eulália (1997, 52000), em que procurei analisar mais detidamente a irracionalidade do preconceito que pesa sobre os falantes de variedades linguísticas consideradas não padrão.
(In: BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa. Tradição Gramatical, Mídia & Exclusão Social. Edições Loyola: São Paulo, 2000. P.45-46)
Assinale a única alternativa correta.
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Do mito ao preconceito: os comandos paragramaticais
Em trabalho anterior (Bagno, 1999) fiz uma análise do preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira por meio dos mitos que o compõem. Pouco depois de publicá-lo, tomei ciência do lançamento, na Inglaterra, do livro Language Myths, organizado por Bauer & Trudgill (1998). Nessa obra, 21 mitos sobre as línguas em geral e mais especificamente sobre a língua inglesa são examinados e confutados por mais de duas dezenas de sociolinguistas, numa estratégia de abordagem dos temas curiosamente muito semelhante à que adotei em meu próprio trabalho. Os dois livros se caracterizam por tentar uma apresentação menos acadêmica das noções da Linguística e mais acessível ao leitor não especializado. Como dizem os editores da coletânea inglesa (1998: xv),
nosso conhecimento sobre a linguagem tem se expandido num ritmo fenomenal durante a última metade do século XX. Os linguistas andaram ocupados mantendo-se em dia com este conhecimento em expansão e explicando suas próprias descobertas a outros linguistas. Os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas, e não para o público geral. Por várias razões (incluindo a natureza altamente técnica de parte do trabalho), muito poucos deles têm tentado explicar seus achados a uma audiência leiga.
Foram reflexões semelhantes que me encorajaram a escrever Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999, 42000), um livro que visa levar algumas noções básicas da Linguística a uma “audiência leiga” mas, sobretudo, aos professores de língua portuguesa que, em sua maioria, recebem uma formação quase exclusivamente normativo-prescritivista (ideológica, portanto) e não têm familiaridade com o tratamento científico de questões pertinentes à sua atividade profissional. Igual intenção presidiu a composição de A língua de Eulália (1997, 52000), em que procurei analisar mais detidamente a irracionalidade do preconceito que pesa sobre os falantes de variedades linguísticas consideradas não padrão.
(In: BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa. Tradição Gramatical, Mídia & Exclusão Social. Edições Loyola: São Paulo, 2000. P.45-46)
Use as letras V e F para indicar a veracidade ou a falsidade das afirmações acerca do texto. Após assinale a alternativa com a sequência correta das letras.
( ) A expressão “Em trabalho anterior”, no início do texto, faz referência à obra “A língua de Eulália”, publicada pela primeira vez em 1997.
( ) A oração “mitos que o compõem” refere-se ao “preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira”
( ) Considerando que “os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas”, depreende-se que a obra “A língua de Eulália” influenciou diretamente a organização do livro Language Myths.
( ) Na obra “A língua de Eulália”, a preocupação do autor consistiu em “analisar mais detidamente a irracionalidade do preconceito” que incide sobre a fala dos brasileiros, especialmente de variantes como a coloquial e a padrão.
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Do mito ao preconceito: os comandos paragramaticais
Em trabalho anterior (Bagno, 1999) fiz uma análise do preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira por meio dos mitos que o compõem. Pouco depois de publicá-lo, tomei ciência do lançamento, na Inglaterra, do livro Language Myths, organizado por Bauer & Trudgill (1998). Nessa obra, 21 mitos sobre as línguas em geral e mais especificamente sobre a língua inglesa são examinados e confutados por mais de duas dezenas de sociolinguistas, numa estratégia de abordagem dos temas curiosamente muito semelhante à que adotei em meu próprio trabalho. Os dois livros se caracterizam por tentar uma apresentação menos acadêmica das noções da Linguística e mais acessível ao leitor não especializado. Como dizem os editores da coletânea inglesa (1998: xv),
nosso conhecimento sobre a linguagem tem se expandido num ritmo fenomenal durante a última metade do século XX. Os linguistas andaram ocupados mantendo-se em dia com este conhecimento em expansão e explicando suas próprias descobertas a outros linguistas. Os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas, e não para o público geral. Por várias razões (incluindo a natureza altamente técnica de parte do trabalho), muito poucos deles têm tentado explicar seus achados a uma audiência leiga.
Foram reflexões semelhantes que me encorajaram a escrever Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999, 42000), um livro que visa levar algumas noções básicas da Linguística a uma “audiência leiga” mas, sobretudo, aos professores de língua portuguesa que, em sua maioria, recebem uma formação quase exclusivamente normativo-prescritivista (ideológica, portanto) e não têm familiaridade com o tratamento científico de questões pertinentes à sua atividade profissional. Igual intenção presidiu a composição de A língua de Eulália (1997, 52000), em que procurei analisar mais detidamente a irracionalidade do preconceito que pesa sobre os falantes de variedades linguísticas consideradas não padrão.
(In: BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa. Tradição Gramatical, Mídia & Exclusão Social. Edições Loyola: São Paulo, 2000. P.45-46)
Considere as seguintes afirmações:
I. A obra “Preconceito linguístico: o que é, como se faz”, citada no texto, foi publicada com base no livro Language Myths, que faz uma abordagem a respeito dos 21 mitos acerca das línguas em geral, mais especificamente sobre a língua inglesa.
II. A citação, presente no texto, comprova, de acordo com a própria fala do autor da citação, a preocupação de Bagno em tentar “explicar seu achado a uma audiência leiga.”.
III. As obras de Marcos Bagno, além de se dirigirem a uma “audiência leiga”, dirigem-se, “sobretudo, aos professores brasileiros de língua portuguesa” que, na maioria, não tratam a língua sob a perspectiva da ciência.
De acordo com o texto:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
Entre os princípios e fundamentos que norteiam os Referenciais Curriculares do Rio Grande do Sul, destacam-se:
I. Necessidade de formação continuada dos professores.
II. A aprendizagem como um processo individual.
III. O currículo por competências, que não elimina nem secundariza os conteúdos.
IV. As competências que se referem a um conjunto de elementos que o sujeito pode mobilizar para resolver situações com êxito.
Está(ão) correta(s):
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
Analise as afirmações abaixo, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Parecer CNE/CEB Nº 7/2010) e coloque F para as afirmações falsas e V para as verdadeiras e, na resposta, marque a alternativa correta.
( ) A garantia da qualidade social da educação brasileira está ligada à compreensão de que a educação é um processo de socialização da cultura da vida, no qual se constroem, se mantêm e se transformam conhecimentos e valores.
( ) A Educação Básica compreende a Educação Infantil com duração de 5 (cinco) anos e 11 (onze) meses, o Ensino Fundamental com duração de 9 (nove) anos e o Ensino Médio com duração mínima de 4 (quatro) anos.
( ) O projeto político-pedagógico deve identificar a Educação Básica, simultaneamente, como o conjunto e pluralidade de espaços e tempos que favorecem processos em que a infância e a adolescência se humanizam ou se desumanizam, sendo, então, cuidar e educar dois pressupostos relevantes nesse nível da educação.
( ) A valorização do profissional de educação escolar, prevista na LDB, estabelece uma fusão entre o educador e a educação, uma vez que não há educação escolar sem escola e nem escola sem educador.
Assim, valorizar o profissional de educação é valorizar a escola.
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