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Foram encontradas 78 questões.

3885640 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma acerca dos aspectos sintáticos.

( ) Na passagem “O significado das palavras está no seu uso...”, o certo é escrever “estão” para o verbo concordar com “palavras”.
( ) No trecho “Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência...”, é facultativo o emprego do pronome "se" posposto ao verbo “tratar”.
( ) Em “Há algumas palavras que gosto mais...”, a regência do verbo “gostar” não está gramaticalmente errada, mas o mais adequado é grafar “de que gosto mais”.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
 

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3885639 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Leia o seguinte trecho transcrito do texto.

“As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também.”

Segundo o sistema ortográfico oficial vigente, é correto afirmar que
 

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3885638 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Leia os textos a seguir.
TEXTO I
“Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se tornou lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.”

TEXTO II

Enunciado 4562662-1 Disponível em: http://www.willtirando.com.br/mundo-liquido/

Tanto no Texto I como no Texto II encontra-se presente, com maior ou menor ênfase, o conceito de “Modernidade líquida”, termo usado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para definir o tempo presente, também chamado de pós-moderno por alguns sociólogos e cientistas sociais.
A esse respeito, é correto afirmar que, nos dois textos, mas especialmente no trecho do Texto I, segundo a autora, a associação das palavras “amigo” e “amizade” com o “líquido” vem do fato EXCETO de que:
 

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3885637 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos pretendidos, no trecho “Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista...”, o termo em destaque pode ser substituído por
 

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3885636 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Considere o ponto de vista da autora e informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma acerca dos aspectos estruturais do texto “O peso das palavras em tempos de relações líquidas”.

( ) Fornece uma análise pessoal sobre o peso das palavras na modernidade, seu emprego e significado, sem se deter mais especificamente sobre algumas delas.
( ) Opta pelo gênero textual artigo de opinião, pois expõe ideias com vistas a convencer o leitor sobre seu ponto de vista, com enfoque em um fato de interesse público.
( ) Adota uma postura parcial sobre sua forma de entender as palavras, concentrando-se apenas na apresentação de dados informativos e omitindo qualquer tentativa de persuasão.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
 

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3885635 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas
Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.
Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.
As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.
É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.
Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.
O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.
Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Em um texto, busca-se analisar a postura ou a emoção do autor em relação ao tema, ao público ou ao contexto que está sendo abordado. Isso envolve entender como ele transmite suas ideias e sentimentos por meio da escolha de vocabulário, do estilo de escrita e até da sua organização interna.

Com base nesse enunciado e no posicionamento da autora, na leitura do primeiro parágrafo depreende-se que o tom do trecho é
 

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3885634 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
Segundo o documento do MEC (2006) intitulado Saberes e práticas da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais, a expressão “necessidades educacionais especiais” foi legalizada no Art. 58 da LDBEN 9394/96, em seu Capítulo V, que trata do alunado da educação especial. Considerando-se que a LDBEN/1996 está no palco do movimento em prol de uma escola inclusiva e de uma escola de qualidade para todos e todas, esta expressão tornou-se abrangente, aplicando-se não só aos alunos com deficiências, como a todos aqueles “excluídos” por diversas razões.
Com base neste marco legal, informe se é verdadeiro (V) ou se é falso (F) o que se afirma.

( ) São considerados educandos com necessidades especiais somente os que, durante o processo educacional, apresentarem dificuldades de aprendizagem vinculadas a uma causa orgânica específica.
( ) São considerados educandos com necessidades especiais os que apresentam dificuldades de comunicação e de sinalização diferenciadas dos demais alunos.
( ) A substituição dos termos “excepcional”, “deficiente”, “portador de deficiência”, “pessoa com deficiência” dentre outros, pela expressão “necessidades especiais” tem por objetivo facilitar a compreensão dos educandos.
( ) A expressão “necessidades especiais” traduz as exigências experimentadas por qualquer indivíduo e deve ser aceita pela sociedade.
( ) A expressão “pessoa portadora de deficiência” destaca a pessoa que “carrega” (porta, possui) uma deficiência.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
 

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3885633 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
O documento do MEC (2006) intitulado Saberes e práticas da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais afirma que há necessidade de mudanças não só de atitudes como, também, nas práticas metodológicas avaliativas, direcionando-se para identificar as necessidades educacionais especiais, com o objetivo de contribuir para o planejamento educacional do aluno.
A esse respeito, avalie as afirmações.

I - Para os avaliados, suas deficiências e limitações são atributos imutáveis.
II - As potencialidades dos avaliados contribuem para o planejamento educacional.
III - Conhecer as características dos avaliados e suas potencialidades serve para direcionar as decisões a respeito do planejamento educacional.
IV - Os dados do processo de avaliação servem para acompanhar os progressos do próprio educando, sendo possível comparar com os progressos conquistados.

Está correto apenas o que se afirma em
 

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3885632 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
É correto afirmar que, para Freire (2013), o ciclo gnosiológico se dá quando
 

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3885631 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FCM
Orgão: Pref. Contagem-MG
De acordo com Freire (2013), o verbo "ensinar" é muito mais que um verbo transitivo relativo.
Em conformidade com o pensamento desse autor, indique se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.

( ) Ensinar existe sem aprender e vice-versa.
( ) No ato de aprender socialmente, o homem descobriu que é possível ensinar.
( ) Ao longo dos tempos, o homem percebeu, precisou e trabalhou maneiras de ensinar.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
 

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