Foram encontradas 78 questões.
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tão cigarra quanto formiga

Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
TEXTO I
“Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou pesadelos e lanches da tarde.”
TEXTO II
Disponível em: https://pigarts.blogspot.com/2014/11/turma-do-xaxado-antonio-cedraz.html
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma acerca da concordância e da regência verbais.
( ) No último quadrinho da tira, os verbos “abrir” e “virar” apresentam a mesma regência.
( ) No Texto I, o verbo “frequentar” deve ficar no plural para concordar com “pesadelos e lanches”.
( ) No segundo quadrinho da tira, há desvio da norma-padrão no uso da regência do verbo “estocar”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
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Tão cigarra quanto formiga

Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
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Tão cigarra quanto formiga

Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
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Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer, dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo.
Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Nesse sentido, é correto afirmar que
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Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
A respeito desses recursos, avalie as informações a seguir.
I – O substantivo “frase” é o referente do termo destacado na passagem textual “... eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina.”.
II – O uso do acento indicativo de crase no trecho “que apaziguariam a criança angustiada que fui...” é de rigor, pois o verbo “apaziguar”, no sentido de “acalmar”, é regido pela preposição “a”.
III – A coesão textual na frase “E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus ‘chambinhos’ e ‘danoninhos’ existenciais.” é construída por palavras no diminutivo que indicam progressividade.
Está correto apenas o que se afirma em
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Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
TEXTO I
“Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.”
TEXTO II
Disponível em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=915884696562582&id=100044231809470&set=a.575462900604765. +
( ) Em “... uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava o mais raso dos pratos” (Texto I), o sujeito é composto.
( ) No primeiro quadrinho do Texto II, o período é composto por coordenação devido à presença das conjunções “que” e “e”.
( ) No Texto I, a oração “que estava desenhada com uniforme de operária.”, introduzida pelo pronome relativo “que”, é chamada de adjetiva.
( ) No período “A cigarra é uma artista.” (Texto II), o adjetivo “artista” exemplifica um predicativo, pois exprime um atributo do termo “cigarra”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
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Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
A frase transcrita do texto que sintetiza a ideia projetada na criação do termo mesclado em destaque é:
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plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
O primeiro parágrafo do texto apresenta uma construção textual pertencente ao tipo __________, no qual predomina a função __________ da linguagem, entre outros aspectos pelo uso de verbos em primeira pessoa. Com ele, um dos propósitos da autora é o de iniciar seu relato com um/uma __________ que fará acerca de conhecido e famoso clássico da literatura infantil, citando, inclusive, seu autor.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
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plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
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Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.
Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e
plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na
Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a
ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos
enjoados para comer.
Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava
o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte
de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.
Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a
formiga trabalhava".
Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou
pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante
da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".
Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando
descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas
grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.
De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer,
dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.
Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.
Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que
apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E
os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".
Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.
Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024.
I – Reafirma-se, nessa reescritura de “A cigarra e a formiga”, ainda que com palavras diferentes, uma reaproximação fiel da obra original do fabulista Esopo.
II – Busca-se dar uma nova forma ao texto original, revivendo e recriando a fábula da tradição oral e fazendo emergir dela um novo olhar e um novo sentido.
III – Percebe-se, desde o título, uma tentativa de atualização do texto-fonte, com um reforço da moral da história clássica, repetindo-se o ensinamento transmitido ao leitor daquela época.
IV – Observa-se o deslocamento da ideia central da fábula, com a inversão de sentido, introduzindo-se uma leitura crítico-reflexiva feita pelo narrador em primeira pessoa.
Está correto apenas o que se afirma em
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