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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

A mineração em terras indígenas na Amazônia

Por Elton Alisson

01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Nas linhas 07 e 08, os travessões em destaque foram utilizados para:

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

Por Elton Alisson

01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Os vocábulos “que” (l. 08) e “onde” (l. 12), nas frases em que se encontram, são, respectivamente:

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

Por Elton Alisson

01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Na oração “Os garimpeiros ilegais foram dificultados por muito tempo pelo isolamento das terras Yanomami”, a voz do verbo é:

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

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01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra “esse” (l. 28) é classificada como:

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

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01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação à expressão “cerca de” (l. 26), analise as assertivas abaixo:

I. É sinônima de “acerca de”.

II. É uma expressão formada por um advérbio + uma preposição.

III. Pode ser substituída por “aproximadamente”.

Quais estão corretas?

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

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01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

As palavras “contudo” (l. 11), “enquanto” (l. 25) e “mais” (l. 29) são classificadas, respectivamente, como:

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

Por Elton Alisson

01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Quantos fonemas tem a palavra “enfraquecimento”?

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

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01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Em português, para representar o fonema /j/ existem duas letras: g e j. No texto temos, por exemplo, as palavras: “indígenas” e “projeto”, que são grafadas, respectivamente, com g e j. Assinale a alternativa que apresenta a palavra grafada INCORRETAMENTE.

 

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A mineração em terras indígenas na Amazônia

Por Elton Alisson

01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes assertivas referentes ao significado de “coibir” (l. 29) e assinale a alternativa correta.

I. Ato de impedir de fazer alguma coisa.

II. Impor limites, restrições.

III. Refrear, ocasionar a cessação de algo.

 

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

A mineração em terras indígenas na Amazônia

Por Elton Alisson

01 A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou nos últimos 35 anos. Quase

02 a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas:

03 Kayapó, Munduruku e Yanomami. Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do

04 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos

05 Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

06 A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram

07 dados referentes ao período de 1985 a 2020, fornecidos pelo projeto MapBiomas rede de

08 organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a

09 cobertura e o uso do solo no Brasil. O mapeamento é realizado por meio da análise automática,

10 feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

11 Uma das limitações do sistema, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em

12 embarcações ancoradas em rios ou em áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa

13 atividade.

14 A maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas está relacionada à mineração

15 de ouro (99,5%) e apenas 0,5% a de estanho. Essa atividade está mais intensa na terra indígena

16 Kayapó. Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a

17 partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi

18 encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e

19 avançou para 4,2 km2 em 2020. A terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais

20 isolada entre as três. O que dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O

21 aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da

22 Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de

23 acesso a essa área protegida. Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na

24 mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais

25 de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas

26 é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e

27 espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

28 Para reverter esse cenário é preciso monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal

29 tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o

30 desmatamento (que é feito para depois explorar o solo).

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nos-ultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre o texto, analise as assertivas abaixo:

I. O projeto MapBiomas, rede de ONGs, mapeia a cobertura e o uso do solo no Brasil, para identificar as áreas de mineração em terras indígenas.

II. 99,5% do garimpo ilegal acontece dentro das terras indígenas Kayapó.

III. A terra indígena Yanomami, mesmo sendo a que se preservou por mais tempo, por ser mais isolada, já é estimada, pelos líderes Yanomami, com um número de 20 mil garimpeiros ilegais.

Quais estão corretas?

 

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