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Fagulha
Abri curiosa
o céu.
Assim, afastando de leve as cortinas.
Eu queria entrar,
coração ante coração,
inteiriça
ou pelo menos mover-me um pouco,
com aquela parcimônia que caracterizava
as agitações me chamando.
Eu queria até mesmo
saber ver,
e num movimento redondo
como as ondas
que me circundavam, invisíveis,
abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.
Eu queria
(só)
perceber o invislumbrável
no levíssimo que sobrevoava.
Eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.
Eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio.
Eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las.
Eu não sabia
que virar pelo avesso
era uma experiência mortal.
CESAR, Ana Cristina. “A teus pés”. São Paulo: Brasiliense, 1982.
A linguagem surge com a necessidade de comunicação entre os homens e a comunicação pode ser estabelecida em sentido denotativo ou conotativo. Assinale a alternativa em que os textos, assim como de Ana Cristina César, NÃO se enquadraram em produções com no sentido denotativo.
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Fagulha
Abri curiosa
o céu.
Assim, afastando de leve as cortinas.
Eu queria entrar,
coração ante coração,
inteiriça
ou pelo menos mover-me um pouco,
com aquela parcimônia que caracterizava
as agitações me chamando.
Eu queria até mesmo
saber ver,
e num movimento redondo
como as ondas
que me circundavam, invisíveis,
abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.
Eu queria
(só)
perceber o invislumbrável
no levíssimo que sobrevoava.
Eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.
Eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio.
Eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las.
Eu não sabia
que virar pelo avesso
era uma experiência mortal.
CESAR, Ana Cristina. “A teus pés”. São Paulo: Brasiliense, 1982.
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao tipo de figura de linguagem empregada no verso extraído do poema de Ana Cristina Cesar, a saber:
“(...) abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.”
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Fagulha
Abri curiosa
o céu.
Assim, afastando de leve as cortinas.
Eu queria entrar,
coração ante coração,
inteiriça
ou pelo menos mover-me um pouco,
com aquela parcimônia que caracterizava
as agitações me chamando.
Eu queria até mesmo
saber ver,
e num movimento redondo
como as ondas
que me circundavam, invisíveis,
abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.
Eu queria
(só)
perceber o invislumbrável
no levíssimo que sobrevoava.
Eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.
Eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio.
Eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las.
Eu não sabia
que virar pelo avesso
era uma experiência mortal.
CESAR, Ana Cristina. “A teus pés”. São Paulo: Brasiliense, 1982.
Assinale a alternativa em que a palavra “parcimônia” presente no Texto 02, de Ana Cristina Cesar, NÃO possui relação de sinonímia.
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Agentes de saúde e técnicos de resgate relatam
tentativas desesperadas de salvar vidas no quinto dia
da ofensiva aérea no maior reduto rebelde de
Damasco.
Não há tempo para enterrar os mortos. Não há tempo para contá-los. “Tivemos que empilhar 30 corpos na parte traseira do hospital. Falta eletricidade... e necrotérios, claro”, conta a médica Armani B., falando por telefone de um hospital de Guta Oriental, um inferno onde há dias não se vê a luz do sol. O bombardeio das forças governamentais sírias mergulhou este subúrbio de Damasco na escuridão.
No quinto dia da ofensiva aérea lançada pelas tropas de Bashar al Assad, cerca de 100 médicos se esforçam para salvar todas as vidas possíveis. São 400.000 os civis retidos no maior cerco do país. Pelo menos 46 pessoas perderam a vida nesta quinta-feira, elevando o balanço humano a mais de 400 mortos (incluindo 95 menores) e mais de 2.000 feridos desde domingo passado, segundo a contagem mantida pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
As únicas vozes que chegam de Guta são através de entrecortadas ligações do WhatsApp – as de médicos, ativistas, autoridade locais, agentes da defesa civil e jornalistas, os únicos com acesso a conexões via satélite em uma zona onde todas as comunicações foram cortadas.
Armani B. está à frente de uma equipe com 10 colegas. Não sabe quanto tempo mais poderão suportar esta situação. Quando anoitece, o momento em que os ataques aéreos se tornam menos intensos, familiares e voluntários do bairro vão aos hospitais para enterrar os seus mortos. Dão-lhes sepultura em valas comuns, iluminadas com lanternas, e agem com enorme pressa para evitar as bombas. Os cadáveres que não podem ser identificados são fotografados, e o lugar exato em que foram enterrados fica registrado numa caderneta. “Não tenho mais tempo para a imprensa. Faz cinco anos que advertimos sobre as matanças, e não serviu para nada”, esquiva-se a médica.
O Conselho de Segurança da ONU votará nesta sexta-feira um projeto de resolução sobre um cessar-fogo de 30 dias para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de mais de 700 pacientes críticos. “A situação mais urgente agora é a escassez de suprimentos médicos”, diz por telefone Ingy Sedky, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) na Síria. “Trabalhamos com o que temos”, repetem em coro os médicos de Guta.
O anestesista Bassem B. assistiu à extirpação de olhos de cinco pessoas feridas por estilhaços. Calcula que dormiu no máximo oito horas desde que os bombardeios começaram: “Estamos usando medicamentos caducados, confiando em que ainda surtam efeito e amputando membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos”, relata. Faz meses que ele não recebe medicamentos, desde que o regime explodiu os túneis pelos quais chegavam os de contrabando.
No cerco a Guta “não entra nem sai nem um camundongo”, comenta outro agente sanitário. Os trabalhos de resgate se transformaram em uma missão quase impossível devido à intensidade dos bombardeios e da artilharia, que, segundo os paramédicos, têm as ambulâncias como alvo. “Guta é um inferno sob e sobre a terra. Aqui não se vê o sol nem de dia nem de noite”, diz um desesperado Sakhar, membro das Defesas Civis de Guta Oriental, mais conhecidos como Capacetes Brancos. Quatro de seus colegas perderam a vida em um bombardeio. Para evitar transportar os feridos de um hospital para outro, o Conselho Local de médicos ativou um plano de emergência pelo qual são os cirurgiões e ortopedistas que devem se deslocar.
Em Duma (120.000 habitantes), o núcleo urbano mais importante de Guta, 25 pessoas morreram e outras 125 ficaram feridas nesta quinta-feira, segundo a contagem citada por telefone por Maher Hanin, diretor médico do Conselho Local. Fontes militares de Damasco afirmam que a aviação lançou panfletos sobre Guta Oriental nos quais se lê: “A nossas famílias em Guta: não colaborem com os grupos armados responsáveis por tantas mortes. Convidamos a todos a saírem através de corredores seguros, e você terão acesso a alojamento e comida. Assinado: o Exército Árabe Sírio”. A mensagem vem acompanhada de um mapa com as rotas de fuga.
Enquanto os civis montam barricadas em suas casas, as negociações entre os insurgentes de Guta (que segundo as fontes são entre 2.000 e 6.000 homens armados) e o Exército regular sírio seguem empacadas. Quatro facções islâmicas disputam o controle dos 97 quilômetros quadrados de Guta Oriental. Segundo os especialistas, o grupo Jeish el Islam controlaria 65% da área (inclusive Duma), frente aos 27% nas mãos da tropa Faylaq al Rahman, 5% do ramo local da Al Qaeda e 3% sob o controle do Ahrar el Sham. Confrontados no passado por cotas de poder, o Jeish el Islam afirma que a ofensiva das tropas de Assad os uniu.
SANCHES, Natália. Não temos tempos para contar e nem enterrar os
mortos. In: El País. Publicado em 28 de Fevereiro de 2018. Disponível
em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/23/internacional/1519384878_504
680.html
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego da classe gramatical da palavra em destaque no trecho extraído do texto 01.
“Faz meses que ele não recebe medicamentos, desde que o regime explodiu os túneis pelos quais chegavam os de contrabando.”
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Agentes de saúde e técnicos de resgate relatam
tentativas desesperadas de salvar vidas no quinto dia
da ofensiva aérea no maior reduto rebelde de
Damasco.
Não há tempo para enterrar os mortos. Não há tempo para contá-los. “Tivemos que empilhar 30 corpos na parte traseira do hospital. Falta eletricidade... e necrotérios, claro”, conta a médica Armani B., falando por telefone de um hospital de Guta Oriental, um inferno onde há dias não se vê a luz do sol. O bombardeio das forças governamentais sírias mergulhou este subúrbio de Damasco na escuridão.
No quinto dia da ofensiva aérea lançada pelas tropas de Bashar al Assad, cerca de 100 médicos se esforçam para salvar todas as vidas possíveis. São 400.000 os civis retidos no maior cerco do país. Pelo menos 46 pessoas perderam a vida nesta quinta-feira, elevando o balanço humano a mais de 400 mortos (incluindo 95 menores) e mais de 2.000 feridos desde domingo passado, segundo a contagem mantida pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
As únicas vozes que chegam de Guta são através de entrecortadas ligações do WhatsApp – as de médicos, ativistas, autoridade locais, agentes da defesa civil e jornalistas, os únicos com acesso a conexões via satélite em uma zona onde todas as comunicações foram cortadas.
Armani B. está à frente de uma equipe com 10 colegas. Não sabe quanto tempo mais poderão suportar esta situação. Quando anoitece, o momento em que os ataques aéreos se tornam menos intensos, familiares e voluntários do bairro vão aos hospitais para enterrar os seus mortos. Dão-lhes sepultura em valas comuns, iluminadas com lanternas, e agem com enorme pressa para evitar as bombas. Os cadáveres que não podem ser identificados são fotografados, e o lugar exato em que foram enterrados fica registrado numa caderneta. “Não tenho mais tempo para a imprensa. Faz cinco anos que advertimos sobre as matanças, e não serviu para nada”, esquiva-se a médica.
O Conselho de Segurança da ONU votará nesta sexta-feira um projeto de resolução sobre um cessar-fogo de 30 dias para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de mais de 700 pacientes críticos. “A situação mais urgente agora é a escassez de suprimentos médicos”, diz por telefone Ingy Sedky, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) na Síria. “Trabalhamos com o que temos”, repetem em coro os médicos de Guta.
O anestesista Bassem B. assistiu à extirpação de olhos de cinco pessoas feridas por estilhaços. Calcula que dormiu no máximo oito horas desde que os bombardeios começaram: “Estamos usando medicamentos caducados, confiando em que ainda surtam efeito e amputando membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos”, relata. Faz meses que ele não recebe medicamentos, desde que o regime explodiu os túneis pelos quais chegavam os de contrabando.
No cerco a Guta “não entra nem sai nem um camundongo”, comenta outro agente sanitário. Os trabalhos de resgate se transformaram em uma missão quase impossível devido à intensidade dos bombardeios e da artilharia, que, segundo os paramédicos, têm as ambulâncias como alvo. “Guta é um inferno sob e sobre a terra. Aqui não se vê o sol nem de dia nem de noite”, diz um desesperado Sakhar, membro das Defesas Civis de Guta Oriental, mais conhecidos como Capacetes Brancos. Quatro de seus colegas perderam a vida em um bombardeio. Para evitar transportar os feridos de um hospital para outro, o Conselho Local de médicos ativou um plano de emergência pelo qual são os cirurgiões e ortopedistas que devem se deslocar.
Em Duma (120.000 habitantes), o núcleo urbano mais importante de Guta, 25 pessoas morreram e outras 125 ficaram feridas nesta quinta-feira, segundo a contagem citada por telefone por Maher Hanin, diretor médico do Conselho Local. Fontes militares de Damasco afirmam que a aviação lançou panfletos sobre Guta Oriental nos quais se lê: “A nossas famílias em Guta: não colaborem com os grupos armados responsáveis por tantas mortes. Convidamos a todos a saírem através de corredores seguros, e você terão acesso a alojamento e comida. Assinado: o Exército Árabe Sírio”. A mensagem vem acompanhada de um mapa com as rotas de fuga.
Enquanto os civis montam barricadas em suas casas, as negociações entre os insurgentes de Guta (que segundo as fontes são entre 2.000 e 6.000 homens armados) e o Exército regular sírio seguem empacadas. Quatro facções islâmicas disputam o controle dos 97 quilômetros quadrados de Guta Oriental. Segundo os especialistas, o grupo Jeish el Islam controlaria 65% da área (inclusive Duma), frente aos 27% nas mãos da tropa Faylaq al Rahman, 5% do ramo local da Al Qaeda e 3% sob o controle do Ahrar el Sham. Confrontados no passado por cotas de poder, o Jeish el Islam afirma que a ofensiva das tropas de Assad os uniu.
SANCHES, Natália. Não temos tempos para contar e nem enterrar os
mortos. In: El País. Publicado em 28 de Fevereiro de 2018. Disponível
em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/23/internacional/1519384878_504
680.html
Assinale a alternativa que corresponda ao emprego do sinal de dois pontos no trecho a seguir. “Calcula dormiu no máximo 8 horas desde que os bombardeios começaram: “Estamos usando medicamentos caducados, confiando que ainda surtam efeitos e amputando membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos”.
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Agentes de saúde e técnicos de resgate relatam
tentativas desesperadas de salvar vidas no quinto dia
da ofensiva aérea no maior reduto rebelde de
Damasco.
Não há tempo para enterrar os mortos. Não há tempo para contá-los. “Tivemos que empilhar 30 corpos na parte traseira do hospital. Falta eletricidade... e necrotérios, claro”, conta a médica Armani B., falando por telefone de um hospital de Guta Oriental, um inferno onde há dias não se vê a luz do sol. O bombardeio das forças governamentais sírias mergulhou este subúrbio de Damasco na escuridão.
No quinto dia da ofensiva aérea lançada pelas tropas de Bashar al Assad, cerca de 100 médicos se esforçam para salvar todas as vidas possíveis. São 400.000 os civis retidos no maior cerco do país. Pelo menos 46 pessoas perderam a vida nesta quinta-feira, elevando o balanço humano a mais de 400 mortos (incluindo 95 menores) e mais de 2.000 feridos desde domingo passado, segundo a contagem mantida pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
As únicas vozes que chegam de Guta são através de entrecortadas ligações do WhatsApp – as de médicos, ativistas, autoridade locais, agentes da defesa civil e jornalistas, os únicos com acesso a conexões via satélite em uma zona onde todas as comunicações foram cortadas.
Armani B. está à frente de uma equipe com 10 colegas. Não sabe quanto tempo mais poderão suportar esta situação. Quando anoitece, o momento em que os ataques aéreos se tornam menos intensos, familiares e voluntários do bairro vão aos hospitais para enterrar os seus mortos. Dão-lhes sepultura em valas comuns, iluminadas com lanternas, e agem com enorme pressa para evitar as bombas. Os cadáveres que não podem ser identificados são fotografados, e o lugar exato em que foram enterrados fica registrado numa caderneta. “Não tenho mais tempo para a imprensa. Faz cinco anos que advertimos sobre as matanças, e não serviu para nada”, esquiva-se a médica.
O Conselho de Segurança da ONU votará nesta sexta-feira um projeto de resolução sobre um cessar-fogo de 30 dias para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de mais de 700 pacientes críticos. “A situação mais urgente agora é a escassez de suprimentos médicos”, diz por telefone Ingy Sedky, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) na Síria. “Trabalhamos com o que temos”, repetem em coro os médicos de Guta.
O anestesista Bassem B. assistiu à extirpação de olhos de cinco pessoas feridas por estilhaços. Calcula que dormiu no máximo oito horas desde que os bombardeios começaram: “Estamos usando medicamentos caducados, confiando em que ainda surtam efeito e amputando membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos”, relata. Faz meses que ele não recebe medicamentos, desde que o regime explodiu os túneis pelos quais chegavam os de contrabando.
No cerco a Guta “não entra nem sai nem um camundongo”, comenta outro agente sanitário. Os trabalhos de resgate se transformaram em uma missão quase impossível devido à intensidade dos bombardeios e da artilharia, que, segundo os paramédicos, têm as ambulâncias como alvo. “Guta é um inferno sob e sobre a terra. Aqui não se vê o sol nem de dia nem de noite”, diz um desesperado Sakhar, membro das Defesas Civis de Guta Oriental, mais conhecidos como Capacetes Brancos. Quatro de seus colegas perderam a vida em um bombardeio. Para evitar transportar os feridos de um hospital para outro, o Conselho Local de médicos ativou um plano de emergência pelo qual são os cirurgiões e ortopedistas que devem se deslocar.
Em Duma (120.000 habitantes), o núcleo urbano mais importante de Guta, 25 pessoas morreram e outras 125 ficaram feridas nesta quinta-feira, segundo a contagem citada por telefone por Maher Hanin, diretor médico do Conselho Local. Fontes militares de Damasco afirmam que a aviação lançou panfletos sobre Guta Oriental nos quais se lê: “A nossas famílias em Guta: não colaborem com os grupos armados responsáveis por tantas mortes. Convidamos a todos a saírem através de corredores seguros, e você terão acesso a alojamento e comida. Assinado: o Exército Árabe Sírio”. A mensagem vem acompanhada de um mapa com as rotas de fuga.
Enquanto os civis montam barricadas em suas casas, as negociações entre os insurgentes de Guta (que segundo as fontes são entre 2.000 e 6.000 homens armados) e o Exército regular sírio seguem empacadas. Quatro facções islâmicas disputam o controle dos 97 quilômetros quadrados de Guta Oriental. Segundo os especialistas, o grupo Jeish el Islam controlaria 65% da área (inclusive Duma), frente aos 27% nas mãos da tropa Faylaq al Rahman, 5% do ramo local da Al Qaeda e 3% sob o controle do Ahrar el Sham. Confrontados no passado por cotas de poder, o Jeish el Islam afirma que a ofensiva das tropas de Assad os uniu.
SANCHES, Natália. Não temos tempos para contar e nem enterrar os
mortos. In: El País. Publicado em 28 de Fevereiro de 2018. Disponível
em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/23/internacional/1519384878_504
680.html
Assinale a alternativa CORRETA, quanto à Sintaxe, sobre qual das alternativas apresentam verbo de ligação.
I) Armani B. está à frente de uma equipe com 10 colegas.
II) Quatro de seus colegas perderam a vida em um bombardeio.
III) Os cadáveres que não podem ser identificados são fotografados, e o lugar exato em que foram enterrados fica registrado numa caderneta.
IV) Fontes militares de Damasco afirmam que a aviação lançou panfletos sobre Guta Oriental nos quais se lê:
“A nossas famílias em Guta: não colaborem com os grupos armados responsáveis por tantas mortes.
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Agentes de saúde e técnicos de resgate relatam
tentativas desesperadas de salvar vidas no quinto dia
da ofensiva aérea no maior reduto rebelde de
Damasco.
Não há tempo para enterrar os mortos. Não há tempo para contá-los. “Tivemos que empilhar 30 corpos na parte traseira do hospital. Falta eletricidade... e necrotérios, claro”, conta a médica Armani B., falando por telefone de um hospital de Guta Oriental, um inferno onde há dias não se vê a luz do sol. O bombardeio das forças governamentais sírias mergulhou este subúrbio de Damasco na escuridão.
No quinto dia da ofensiva aérea lançada pelas tropas de Bashar al Assad, cerca de 100 médicos se esforçam para salvar todas as vidas possíveis. São 400.000 os civis retidos no maior cerco do país. Pelo menos 46 pessoas perderam a vida nesta quinta-feira, elevando o balanço humano a mais de 400 mortos (incluindo 95 menores) e mais de 2.000 feridos desde domingo passado, segundo a contagem mantida pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
As únicas vozes que chegam de Guta são através de entrecortadas ligações do WhatsApp – as de médicos, ativistas, autoridade locais, agentes da defesa civil e jornalistas, os únicos com acesso a conexões via satélite em uma zona onde todas as comunicações foram cortadas.
Armani B. está à frente de uma equipe com 10 colegas. Não sabe quanto tempo mais poderão suportar esta situação. Quando anoitece, o momento em que os ataques aéreos se tornam menos intensos, familiares e voluntários do bairro vão aos hospitais para enterrar os seus mortos. Dão-lhes sepultura em valas comuns, iluminadas com lanternas, e agem com enorme pressa para evitar as bombas. Os cadáveres que não podem ser identificados são fotografados, e o lugar exato em que foram enterrados fica registrado numa caderneta. “Não tenho mais tempo para a imprensa. Faz cinco anos que advertimos sobre as matanças, e não serviu para nada”, esquiva-se a médica.
O Conselho de Segurança da ONU votará nesta sexta-feira um projeto de resolução sobre um cessar-fogo de 30 dias para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de mais de 700 pacientes críticos. “A situação mais urgente agora é a escassez de suprimentos médicos”, diz por telefone Ingy Sedky, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) na Síria. “Trabalhamos com o que temos”, repetem em coro os médicos de Guta.
O anestesista Bassem B. assistiu à extirpação de olhos de cinco pessoas feridas por estilhaços. Calcula que dormiu no máximo oito horas desde que os bombardeios começaram: “Estamos usando medicamentos caducados, confiando em que ainda surtam efeito e amputando membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos”, relata. Faz meses que ele não recebe medicamentos, desde que o regime explodiu os túneis pelos quais chegavam os de contrabando.
No cerco a Guta “não entra nem sai nem um camundongo”, comenta outro agente sanitário. Os trabalhos de resgate se transformaram em uma missão quase impossível devido à intensidade dos bombardeios e da artilharia, que, segundo os paramédicos, têm as ambulâncias como alvo. “Guta é um inferno sob e sobre a terra. Aqui não se vê o sol nem de dia nem de noite”, diz um desesperado Sakhar, membro das Defesas Civis de Guta Oriental, mais conhecidos como Capacetes Brancos. Quatro de seus colegas perderam a vida em um bombardeio. Para evitar transportar os feridos de um hospital para outro, o Conselho Local de médicos ativou um plano de emergência pelo qual são os cirurgiões e ortopedistas que devem se deslocar.
Em Duma (120.000 habitantes), o núcleo urbano mais importante de Guta, 25 pessoas morreram e outras 125 ficaram feridas nesta quinta-feira, segundo a contagem citada por telefone por Maher Hanin, diretor médico do Conselho Local. Fontes militares de Damasco afirmam que a aviação lançou panfletos sobre Guta Oriental nos quais se lê: “A nossas famílias em Guta: não colaborem com os grupos armados responsáveis por tantas mortes. Convidamos a todos a saírem através de corredores seguros, e você terão acesso a alojamento e comida. Assinado: o Exército Árabe Sírio”. A mensagem vem acompanhada de um mapa com as rotas de fuga.
Enquanto os civis montam barricadas em suas casas, as negociações entre os insurgentes de Guta (que segundo as fontes são entre 2.000 e 6.000 homens armados) e o Exército regular sírio seguem empacadas. Quatro facções islâmicas disputam o controle dos 97 quilômetros quadrados de Guta Oriental. Segundo os especialistas, o grupo Jeish el Islam controlaria 65% da área (inclusive Duma), frente aos 27% nas mãos da tropa Faylaq al Rahman, 5% do ramo local da Al Qaeda e 3% sob o controle do Ahrar el Sham. Confrontados no passado por cotas de poder, o Jeish el Islam afirma que a ofensiva das tropas de Assad os uniu.
SANCHES, Natália. Não temos tempos para contar e nem enterrar os
mortos. In: El País. Publicado em 28 de Fevereiro de 2018. Disponível
em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/23/internacional/1519384878_504
680.html
Assinale a alternativa CORRETA que demonstre o motivo pelo qual ocorreu a utilização do uso da aspas ( “” ) no seguinte trecho retirado do artigo da El País. “Não tenho mais tempo para a imprensa. Faz cinco anos que advertimos sobre as matanças, e não serviu para nada”.
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As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que:
I) promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança;
II) favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical;
III) possibilitem situações de aprendizagem mediadas para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar;
IV) incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza;
V) promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais;
Assinale a alternativa INCORRETA
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Disciplina: Direito do Trabalho
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Coroados-SP
Sobre a Lei trabalhista (CLT), assinale a alternativa CORRETA.” Art. 130 - Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção:”
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Agentes de saúde e técnicos de resgate relatam
tentativas desesperadas de salvar vidas no quinto dia
da ofensiva aérea no maior reduto rebelde de
Damasco.
Não há tempo para enterrar os mortos. Não há tempo para contá-los. “Tivemos que empilhar 30 corpos na parte traseira do hospital. Falta eletricidade... e necrotérios, claro”, conta a médica Armani B., falando por telefone de um hospital de Guta Oriental, um inferno onde há dias não se vê a luz do sol. O bombardeio das forças governamentais sírias mergulhou este subúrbio de Damasco na escuridão.
No quinto dia da ofensiva aérea lançada pelas tropas de Bashar al Assad, cerca de 100 médicos se esforçam para salvar todas as vidas possíveis. São 400.000 os civis retidos no maior cerco do país. Pelo menos 46 pessoas perderam a vida nesta quinta-feira, elevando o balanço humano a mais de 400 mortos (incluindo 95 menores) e mais de 2.000 feridos desde domingo passado, segundo a contagem mantida pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
As únicas vozes que chegam de Guta são através de entrecortadas ligações do WhatsApp – as de médicos, ativistas, autoridade locais, agentes da defesa civil e jornalistas, os únicos com acesso a conexões via satélite em uma zona onde todas as comunicações foram cortadas.
Armani B. está à frente de uma equipe com 10 colegas. Não sabe quanto tempo mais poderão suportar esta situação. Quando anoitece, o momento em que os ataques aéreos se tornam menos intensos, familiares e voluntários do bairro vão aos hospitais para enterrar os seus mortos. Dão-lhes sepultura em valas comuns, iluminadas com lanternas, e agem com enorme pressa para evitar as bombas. Os cadáveres que não podem ser identificados são fotografados, e o lugar exato em que foram enterrados fica registrado numa caderneta. “Não tenho mais tempo para a imprensa. Faz cinco anos que advertimos sobre as matanças, e não serviu para nada”, esquiva-se a médica.
O Conselho de Segurança da ONU votará nesta sexta-feira um projeto de resolução sobre um cessar-fogo de 30 dias para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de mais de 700 pacientes críticos. “A situação mais urgente agora é a escassez de suprimentos médicos”, diz por telefone Ingy Sedky, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) na Síria. “Trabalhamos com o que temos”, repetem em coro os médicos de Guta.
O anestesista Bassem B. assistiu à extirpação de olhos de cinco pessoas feridas por estilhaços. Calcula que dormiu no máximo oito horas desde que os bombardeios começaram: “Estamos usando medicamentos caducados, confiando em que ainda surtam efeito e amputando membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos”, relata. Faz meses que ele não recebe medicamentos, desde que o regime explodiu os túneis pelos quais chegavam os de contrabando.
No cerco a Guta “não entra nem sai nem um camundongo”, comenta outro agente sanitário. Os trabalhos de resgate se transformaram em uma missão quase impossível devido à intensidade dos bombardeios e da artilharia, que, segundo os paramédicos, têm as ambulâncias como alvo. “Guta é um inferno sob e sobre a terra. Aqui não se vê o sol nem de dia nem de noite”, diz um desesperado Sakhar, membro das Defesas Civis de Guta Oriental, mais conhecidos como Capacetes Brancos. Quatro de seus colegas perderam a vida em um bombardeio. Para evitar transportar os feridos de um hospital para outro, o Conselho Local de médicos ativou um plano de emergência pelo qual são os cirurgiões e ortopedistas que devem se deslocar.
Em Duma (120.000 habitantes), o núcleo urbano mais importante de Guta, 25 pessoas morreram e outras 125 ficaram feridas nesta quinta-feira, segundo a contagem citada por telefone por Maher Hanin, diretor médico do Conselho Local. Fontes militares de Damasco afirmam que a aviação lançou panfletos sobre Guta Oriental nos quais se lê: “A nossas famílias em Guta: não colaborem com os grupos armados responsáveis por tantas mortes. Convidamos a todos a saírem através de corredores seguros, e você terão acesso a alojamento e comida. Assinado: o Exército Árabe Sírio”. A mensagem vem acompanhada de um mapa com as rotas de fuga.
Enquanto os civis montam barricadas em suas casas, as negociações entre os insurgentes de Guta (que segundo as fontes são entre 2.000 e 6.000 homens armados) e o Exército regular sírio seguem empacadas. Quatro facções islâmicas disputam o controle dos 97 quilômetros quadrados de Guta Oriental. Segundo os especialistas, o grupo Jeish el Islam controlaria 65% da área (inclusive Duma), frente aos 27% nas mãos da tropa Faylaq al Rahman, 5% do ramo local da Al Qaeda e 3% sob o controle do Ahrar el Sham. Confrontados no passado por cotas de poder, o Jeish el Islam afirma que a ofensiva das tropas de Assad os uniu.
SANCHES, Natália. Não temos tempos para contar e nem enterrar os
mortos. In: El País. Publicado em 28 de Fevereiro de 2018. Disponível
em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/23/internacional/1519384878_504
680.html
Assinale a alternativa em que a sequência está CORRETA quanto a colocação pronominal das palavras em destaque nas orações.
I) “Não há tempo para contá-los.”
II) “(...) um inferno onde há dias não se vê a luz do sol.”
III) “Dão-lhes sepultura em valas comuns…”
IV) “Aqui não se vê o sol nem de dia nem de noite”
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