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"Tudo em ’Torto arado’ é presente no mundo rural do Brasil. Há pessoas em condições análogas à escravidão"
Quando Bibiana e Belonísia nasceram, tinham outros nomes. O baiano Itamar Vieira Junior tinha 16 anos quando começou a escrever Torto arado (Todavia), que ganhou nesta quinta-feira o Prêmio Jabuti de melhor romance, e suas protagonistas tinham outras identidades. A essência da narrativa, no entanto, permaneceu inalterada: a história de duas irmãs, contada a partir de sua relação com o pai e com a terra onde viviam. O título, retirado do poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, tampouco mudou. O que veio depois foi a vontade de levar a história para o sertão da Chapada Diamantina, longe da capital ou do Recôncavo Baiano, onde a maioria dos seus conterrâneos ambientam suas narrativas. "A gente fala do sertão, do semiárido, parece que se trata de uma coisa só, mas o sertão da Chapada tem uma regularidade de chuva, uma diversidade de paisagem, de mato, que salta aos olhos", conta Vieira Junior, hoje com 41 anos, ao EL PAÍS, por telefone.
Profundamente influenciado pelas leituras de Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz, ele escreveu as primeiras 80 páginas da obra, mas o manuscrito se perdeu durante uma mudança da família. Vieira Junior só retomaria a história vinte anos depois, quando, formado geógrafo e funcionário público do INCRA, conheceu as realidades de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados no sertão baiano e maranhense. "Ao longo de 15 anos, aprendi muito sobre a vida no campo e vi um Brasil muito diverso do que vivemos cotidianamente nas cidades. Existe uma vida muito pulsante no campo, uma vida que está em risco, porque essas pessoas vivem em constante conflito na defesa de seus territórios. Tudo isso reacendeu a chama de escrever Torto arado", conta o escritor, que lembra que o Brasil é um dos países com maiores índices de violência no campo. No ano passado, foram registrados 1.883 conflitos, incluindo 32 assassinatos, de acordo com o levantamento anual realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Em 2017, quando escrevia a segunda - e definitiva - versão do romance, nove trabalhadores rurais com os quais Vieira Junior teve contato foram assassinados, seis deles em uma chacina. "Foi um ano brutal", lembra. São as vidas e lutas dessa gente que estão contadas em sua obra, que acompanha a família das irmãs Bibiana e Belonísia no cotidiano de Água Negra, uma fazenda onde os trabalhadores aram a terra sem receber salário, tendo apenas o direito de construir casebres de barro que precisam ser reconstruídos a cada chuva, pois o fazendeiro não autoriza construções de alvenaria. Quando não estão plantando e colhendo nas terras do patrão, cultivam roças nos próprios quintais para comer e ganhar um pouco dinheiro vendendo abóbora, feijão e batata na feira. São quase todos negros, descendentes de escravizados libertos havia poucas décadas, como é o próprio autor. Descendente de negros escravizados vindos de Serra Leoa e da Nigéria e de indígenas Tupinambás, Vieira Junior construiu um sertão real, que tem vida e verde, graças, em parte, às histórias dos avós paternos, que viveram no campo, na região de Coqueiros do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano.
O torto arado que dá nome ao livro é um objeto que, usado pelos antepassados das protagonistas na lida com a terra, atravessa o tempo para representar essa herança escravocrata de tantas desigualdades. Narrado primeiramente por Bibiana, depois por Belonísia e, na terceira parte, por outra personagem, o romance já começa com o clímax de um acidente: crianças, as duas irmãs ? filhas de Zeca Chapéu Grande, um líder comunitário e espiritual encontram uma faca da avó Donana. A partir daí, a linguagem, central na narrativa desde a prosa melodiosa com que o autor escreve, torna-se ainda mais importante. O não dito é tão importante quanto o que está impresso no papel. Uma irmã torna-se a voz da outra, e, como estão descritos os gestos, mas não as palavras das personagens, o leitor não sabe quem foi mutilada até chegar a um terço do romance.
(FONTE: El País. Texto de Joana Oliveira. Disponível em https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12- 02/tudo-em-torto-arado-ainda-e-presente-no-mundo-rural-brasileiro-ha-pessoas-em-condicoes-analogas-a-escravidao.html)
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
O conceito de Estado é abordado por diversos pensadores ao logo da evolução da sociedade, formando um conjunto de teorias que vão desde Aristóteles à Max Weber, sendo abordado pelos filósofos contratualistas à partir da concepção de um "contrato social", ou seja, o homem abdica do estado natural para garantir a sociabilidade política e social, ou o "Estado Moderno". Nesse sentido podemos afirmar que:
I. Thomas Hobbes, na sua obra "Leviatã", sustenta em sua concepção de Estado de natureza que "O homem é o lobo do próprio homem"apontando para um estado de conflito permanente entre os homens, que sem um "acordo"estabelecendo direitos e deveres, o homem permaneceria em guerra pela busca de domínio sobre outros homens.
II. Para John Locke em sua obra "Segundo tratado sobre o governo civil"o Estado é basicamente um corpo político, dotado de legislação e de força concentrada para a manutenção de uma harmonia social, preservando a propriedade privada e protegendo os indivíduos de ameaças internas e externas à nação.
III. Para John Locke em sua obra "Contrato Social"o Estado é basicamente um corpo político único, dotado de legislação, força e soberania para proteger o indivíduo e a propriedade privada, privando-os, contudo, das liberdades individuais, presentes no estado natural.
IV. Para Jean Jacques Rousseau, autor do "Contrato Social", parte da tese de que o homem nasce sem uma noção prévia do é bom ou mal, mas a sociedade o corrompe e o transforma em um indivíduo, corrupto, miserável moralmente, necessitando, portanto, da criação do Estado para garantir direitos civis aos homens, baseados em regras de comum acordo. O Estado passa a ser guardião dessas regras, que permite a vida em sociedade.
V. Para Thomas Hobbes, em sua obra "Leviatã", os homens nascem livres, pacíficos e sociáveis por natureza, a organização social do Estado os tornam violentos, miseráveis e marginalizados, ou seja, sua natureza é corrompida pelas organizações sociais. De acordo com as premissas acima, assinale a alternativa correta.
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Smokey Joe is Skinny Bones. In fact, Chuck Scarface is and Skinny Bones is of the gang. Scarface is of the three men. Skinny Bones is Smokey Joe. Skinny Bones is whereas Scarface is of all. This gang is very dangerous. Scarface is Smokey Joe. But be careful, because Skinny Bones is . Scarface is Smokey Joe. However, Skinny Bones is a very clever thief. He is of the gang. Scarface works Skinny Bones but Smokey Joe is thief the police has ever met! But he is quite rich though. He is Scarface. In fact, Scarface is and Skinny Bones is of the gang. The police say that Skinny Bones is and criminal they have ever met! Due to his intelligence, he is thief to catch! These are criminals in Liverpool!
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: URCA
Orgão: Pref. Crato-CE
"O Cariri respira e vive cultura. Seja por tradição popular ou formação acadêmica, diversos agentes culturais estão reunidos na região. Literatura, música, poesia, cordel, dança, teatro, pintura e tantas outras formas de arte são abundantes"(Reportagem Jornal o Povo em 11 de julho de 2017).
O município de Crato é conhecido como a "capital da cultura", e através de diversas instituições localizadas no município a cultura tem sido promovida, sendo um condutor para a transformação social, fortalecimento de laços de pertencimento e engajamento de diversos grupos sociais. Estas instituições são:
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