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Mitos e verdades sobre filtro solar
Por Equipe Eurofarma
Os protetores solares ou filtros são substâncias que ajudam .... prevenir os males
provocados pelo sol, como o câncer de pele, além do envelhecimento precoce e queimaduras
solares. Um bom fotoprotetor deve ter um amplo espectro, absorvendo bem os raios UVA e UVB,
não pode provocar irritação na pele e não deve sair com facilidade na água, já que em sua maior
parte é usado na piscina ou praia
Todavia, apenas 23% dos brasileiros usam protetores
recomendados pelos médicos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – e seis
milhões simplesmente não usam nenhum protetor em nenhuma circunstância. É comum todo
mundo se preocupar mais com aplicação do protetor solar nos dias de calor, mas esse não é o
único momento em que devemos prote__er nossa pele. Mas, afinal, o que é mito e o que é
verdade sobre os protetores solares?
Leia a seguir alguns mitos:
Atrapalha o bronzeado – Não, pois o bronzeado surge entre o quinto e o sétimo dia de
sol e dura mais se a exposição for gradual, por uma ou duas horas por dia.
Só devemos usar em praia ou piscina – Não, pois deve ser usado desde o momento que
você sai de casa, seja para ir ... praia ou ao shopping.
Protetor corporal pode ser usado na face Não pode, pois podem ocorrer problemas
estéticos, já que alguns produtos para o corpo, como aqueles para a prática de exercícios, são
mais gordurosos e, se aplicados na face, podem produzir acne.
A pele não bronzeia usando protetor solar – Com o protetor, o processo de
bronzeamento ocorre de maneira mais lenta e saudável, já que ele bloqueia os raios ultravioleta,
que liberam radicais livres e provocam o envelhecimento da pele.
Não é preciso usar protetor em dia nublado – Errado, é necessário pois os raios
ultravioleta atravessam as nuvens e queimam a pele, sem a sen__ação de ardor.
Agora, leia algumas verdades:
Os protetores com Fator de Proteção Solar (FPS) 50 ou mais são os mais
potentes – Sim, o protetor de FPS 15 bloqueia 93% de todos os raios UVB, já o FPS 50 bloqueia
98% e também possui uma duração mais longa.
Os protetores com base ou tonalizantes são mais eficazes – Sim, apesar de mais
gordurosos, eles têm mais aderência à pele e protegem até 98% do UVB.
Exposição prolongada ao sol pode causar problemas na pele – Sim! Expor-se .... sol
sem o uso do protetor solar pode gerar queimaduras, vermelhidão, bolhas, rugas e flacidez na
pele. Pesquisas apontam que 90% do envelhecimento precoce é consequência do abuso da
exposição ao sol.
Devo passar protetor solar no rosto mesmo se ficar em ambientes fechados –
Verdade. Luzes fluorescentes, devido à emissão da luz visível, podem piorar as doenças que
causam man__as e escurecimento da pele.
(Disponível em: www.eurofarma.com.br/artigos/mitos-e-verdades-sobre-o-protetor-solar – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Mitos e verdades sobre filtro solar
Por Equipe Eurofarma
Os protetores solares ou filtros são substâncias que ajudam .... prevenir os males
provocados pelo sol, como o câncer de pele, além do envelhecimento precoce e queimaduras
solares. Um bom fotoprotetor deve ter um amplo espectro, absorvendo bem os raios UVA e UVB,
não pode provocar irritação na pele e não deve sair com facilidade na água, já que em sua maior
parte é usado na piscina ou praia
Todavia, apenas 23% dos brasileiros usam protetores
recomendados pelos médicos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – e seis
milhões simplesmente não usam nenhum protetor em nenhuma circunstância. É comum todo
mundo se preocupar mais com aplicação do protetor solar nos dias de calor, mas esse não é o
único momento em que devemos prote__er nossa pele. Mas, afinal, o que é mito e o que é
verdade sobre os protetores solares?
Leia a seguir alguns mitos:
Atrapalha o bronzeado – Não, pois o bronzeado surge entre o quinto e o sétimo dia de
sol e dura mais se a exposição for gradual, por uma ou duas horas por dia.
Só devemos usar em praia ou piscina – Não, pois deve ser usado desde o momento que
você sai de casa, seja para ir ... praia ou ao shopping.
Protetor corporal pode ser usado na face Não pode, pois podem ocorrer problemas
estéticos, já que alguns produtos para o corpo, como aqueles para a prática de exercícios, são
mais gordurosos e, se aplicados na face, podem produzir acne.
A pele não bronzeia usando protetor solar – Com o protetor, o processo de
bronzeamento ocorre de maneira mais lenta e saudável, já que ele bloqueia os raios ultravioleta,
que liberam radicais livres e provocam o envelhecimento da pele.
Não é preciso usar protetor em dia nublado – Errado, é necessário pois os raios
ultravioleta atravessam as nuvens e queimam a pele, sem a sen__ação de ardor.
Agora, leia algumas verdades:
Os protetores com Fator de Proteção Solar (FPS) 50 ou mais são os mais
potentes – Sim, o protetor de FPS 15 bloqueia 93% de todos os raios UVB, já o FPS 50 bloqueia
98% e também possui uma duração mais longa.
Os protetores com base ou tonalizantes são mais eficazes – Sim, apesar de mais
gordurosos, eles têm mais aderência à pele e protegem até 98% do UVB.
Exposição prolongada ao sol pode causar problemas na pele – Sim! Expor-se .... sol
sem o uso do protetor solar pode gerar queimaduras, vermelhidão, bolhas, rugas e flacidez na
pele. Pesquisas apontam que 90% do envelhecimento precoce é consequência do abuso da
exposição ao sol.
Devo passar protetor solar no rosto mesmo se ficar em ambientes fechados –
Verdade. Luzes fluorescentes, devido à emissão da luz visível, podem piorar as doenças que
causam man__as e escurecimento da pele.
(Disponível em: www.eurofarma.com.br/artigos/mitos-e-verdades-sobre-o-protetor-solar – texto adaptado especialmente para esta prova).
Segundo o texto, analise as assertivas abaixo:
I. Em dias nublados, já que os raios solares ficam bloqueados, é verdade que não é preciso usar proteção solar no rosto e no corpo.
II. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a maioria dos brasileiros usa protetor solar conforme orientação médica, enquanto 6% usam somente estando na praia ou na piscina.
III. A necessidade de uso de protetor solar em ambientes fechados é considerada um mito.
IV. Os protetores FPS 50 são considerados mais eficazes porque bloqueiam quase 100% dos raios UVB e possuem uma duração mais longa.
Quais estão corretas?
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Em uma manhã de atendimento no posto de saúde da cidade de Cruz Alta, 44 pessoas buscaram atendimento médico. Nenhuma tinha febre, dor muscular e sonolência simultaneamente. Nenhuma tinha somente febre ou somente sonolência. 18 tinham febre e dor muscular, 2 tinham dor muscular e sonolência, e o número de pacientes somente com dor muscular era igual aos que tinham febre juntamente com sonolência. Sendo assim, quantos pacientes tinham dor muscular?
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica
Por Cristina Bonorino
- Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
- olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
- valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
- diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
- apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
- De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
- natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
- de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
- plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
- aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
- Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
- neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
- levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
- pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
- As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
- efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
- semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
- de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
- gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
- glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
- como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
- artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
- tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
- Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
- potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
- foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
- na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
- mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
- O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
- entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
- tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
- enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
- quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
- ciência.
- O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
- bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
- – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta classificação do sujeito da forma verbal “clama” no trecho “O estresse diário clama por esse ‘prêmio’ hormonal”.
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoClassificação do Predicado
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Intransitivos
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Transitivos
A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica
Por Cristina Bonorino
- Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
- olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
- valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
- diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
- apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
- De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
- natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
- de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
- plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
- aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
- Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
- neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
- levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
- pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
- As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
- efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
- semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
- de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
- gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
- glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
- como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
- artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
- tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
- Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
- potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
- foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
- na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
- mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
- O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
- entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
- tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
- enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
- quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
- ciência.
- O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
- bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
- – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quanto à predicação, o verbo empregado na frase adaptada “Muita gente rola os olhos” é:
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica
Por Cristina Bonorino
- Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
- olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
- valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
- diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
- apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
- De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
- natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
- de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
- plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
- aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
- Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
- neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
- levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
- pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
- As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
- efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
- semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
- de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
- gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
- glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
- como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
- artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
- tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
- Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
- potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
- foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
- na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
- mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
- O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
- entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
- tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
- enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
- quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
- ciência.
- O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
- bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
- – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “talvez” (l. 06) é classificada como:
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica
Por Cristina Bonorino
- Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
- olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
- valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
- diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
- apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
- De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
- natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
- de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
- plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
- aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
- Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
- neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
- levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
- pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
- As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
- efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
- semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
- de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
- gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
- glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
- como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
- artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
- tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
- Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
- potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
- foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
- na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
- mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
- O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
- entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
- tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
- enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
- quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
- ciência.
- O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
- bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
- – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir o vocábulo “catastróficos” (l. 16), sem causar alteração de sentido no trecho em que está localizado.
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- MorfologiaPronomesPronomes Demonstrativos
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
- MorfologiaPronomesPronomes Possessivos
A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica
Por Cristina Bonorino
- Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
- olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
- valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
- diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
- apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
- De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
- natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
- de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
- plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
- aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
- Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
- neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
- levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
- pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
- As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
- efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
- semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
- de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
- gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
- glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
- como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
- artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
- tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
- Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
- potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
- foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
- na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
- mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
- O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
- entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
- tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
- enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
- quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
- ciência.
- O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
- bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
- – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre os recursos coesivos utilizados no texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O pronome demonstrativo “isso” (l. 05) refere-se à explosão de vendas da substância semaglutida.
( ) O pronome oblíquo “lo”, localizado na expressão “encontrá-lo” (l. 08), refere-se ao termo “alimento” (l. 07).
( ) O pronome “seu” (l. 18) transmite uma ideia de generalização, de indefinição.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Por Cristina Bonorino
- Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
- olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
- valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
- diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
- apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
- De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
- natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
- de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
- plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
- aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
- Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
- neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
- levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
- pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
- As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
- efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
- semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
- de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
- gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
- glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
- como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
- artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
- tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
- Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
- potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
- foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
- na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
- mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
- O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
- entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
- tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
- enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
- quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
- ciência.
- O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
- bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
- – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista a frase “Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro”, localizada na linha 05, infere-se predominantemente que a autora:
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica
Por Cristina Bonorino
- Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
- olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
- valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
- diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
- apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
- De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
- natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
- de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
- plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
- aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
- Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
- neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
- levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
- pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
- As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
- efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
- semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
- de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
- gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
- glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
- como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
- artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
- tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
- Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
- potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
- foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
- na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
- mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
- O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
- entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
- tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
- enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
- quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
- ciência.
- O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
- bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
- – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).
De acordo com o texto, analise as assertivas a seguir:
I. A autora afirma que a obesidade é a epidemia mais maligna.
II. Em 2023, a semaglutida teve um aumento significativo em vendas na Dinamarca devido ao tratamento da diabetes.
III. O uso das anfetaminas como primeiras substâncias utilizadas para diminuir o apetite está relacionado a consequências trágicas para o cérebro, o fígado e o coração.
Quais estão corretas?
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