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Foram encontradas 40 questões.

Considere o excerto a seguir acerca do uso das tecnologias digitais na educação.

“As instituições de ensino desempenham um papel essencial nas nossas comunidades e sua presença tem consequências de longo alcance para o bem-estar psicológico de seus estudantes e famílias. As tecnologias digitais podem facilmente colaborar com este desafio.
(...) 
A integração das tecnologias digitais na educação brasileira representa um avanço significativo rumo a um ensino mais dinâmico, inclusivo e adaptado às demandas da sociedade contemporânea. A pandemia da Covid-19 atuou como catalisador nesse processo, evidenciando a importância da inovação educacional e da capacitação docente para o uso eficaz dessas ferramentas. Os desafios, como a garantia de acesso equitativo e a formação contínua dos educadores, devem ser enfrentados para maximizar os benefícios das tecnologias digitais no ambiente educacional. A busca por uma educação mais significativa e preparatória para a sociedade digital requer um compromisso contínuo de todas as partes envolvidas, seja com a atualização e aprimoramento das práticas pedagógicas, visando sempre o desenvolvimento integral dos estudantes, seja com a oferta dos recursos de infraestrutura necessários.
Embora a tecnologia desempenhe um papel essencial na formação estudantil, garantir que novas ferramentas de ensino sejam usadas de forma eficaz exigirá uma nova geração de educadores que compreendam a importância da conexão humana entre si e com a tecnologia em sala de aula. Nos próximos anos, as tendências educacionais acompanharão a maré de crescentes capacidades de internet e de inteligência artificial, facilitando a incorporação de tecnologia inovadora nas salas de aula. No entanto, entendemos que não há substituto completo para o ensino e aprendizagem em sala de aula. Assim, chegamos à era do ensino e aprendizagem híbridos, onde os sistemas online e offline são integrados para potencializar os resultados e são vislumbrados como resultado da implementação de uma Educação 4.0”.

Fonte: BIANCHESSI, Cleber (org.). Tecnologias digitais na educação: dos limites às possibilidades. v.5. Curitiba: Editora Bagai, 2024.

De acordo com o excerto, assinale a alternativa CORRETA.
 

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Ao abordar a educação inclusiva, Santos e Machado (2021, p.5) afirmam que “incluir um aluno com deficiência na escola, não é apenas possibilitar a entrada deste aluno e o aceitar no espaço educativo, mas é prover meios para sua permanência, ou seja, é proporcionar a igualdade de acesso e condições de estudo e conclusão”.

Convidando à reflexão, as autoras apresentam a imagem a seguir. 

Enunciado 4484797-1
Fonte: SANTOS, Camila Marafigo dos. MACHADO, Mércia Freire Rocha Cordeiro. Educação inclusiva: do que estamos falando? Curitiba: Instituto Federal do Paraná, 2021. p.6.

Considerando o excerto destacado e a imagem reproduzida, é CORRETO dizer que:
 

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De acordo com o Censo Escolar 2024, o estado da Paraíba possui 482 (quatrocentas e oitenta e duas) escolas ofertando o Ensino Médio, sendo 90,2% delas localizadas na zona urbana. Quando considerado o número de matrículas por escola, o Censo apresenta o gráfico a seguir:

Enunciado 4484796-1

Figura 1 - Número de escolas segundo o porte (número de matrículas) na rede estadual, no Ensino Médio, na Paraíba, em 2024, conforme divulgado pelo Censo Escolar. F o n t e : C e n s o E s c o l a r . D i s p o n í v e l e m : https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiN2ViNDBjNDEtMTM0OC00ZmFhLWIyZWYtZjI1YjU0NzQzMTJhIiwidCI6IjI2ZjczODk3LWM4YWMtNGIxZS05Nz hmLWVhNGMwNzc0MzRiZiJ9Acesso em: 20 fev. 2026.

De acordo com o gráfico e considerando os dados à altura do Censo, analise as asserções a seguir.

I- A maioria das escolas da rede estadual com oferta do Ensino Médio na Paraíba tem menos de 1000 (mil) alunos matriculados.
II- A maioria dos alunos do Ensino Médio em escolas da rede estadual da Paraíba estão em escolas com mais de 200 (duzentos) alunos matriculados.
III- A maioria das escolas da rede estadual da Paraíba com Ensino Médio possui mais de 200 (duzentos) e menos de 500 (quinhentos) alunos matriculados.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
 

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Na introdução de “Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo”, Tomaz Tadeu da Silva (2010) escreve o seguinte: 

Nas discussões cotidianas, quando pensamos apenas em conhecimento, esquecemo-nos de que o conhecimento que constitui o currículo está inextricavelmente, centralmente, vitalmente, envolvido naquilo que somos, naquilo que nos tornamos: na nossa identidade, na nossa subjetividade. Talvez possamos dizer que, além de uma questão de conhecimento, o currículo é também uma questão de identidade.
(...)
Da perspectiva pós-estruturalista, podemos dizer que o currículo é também uma questão de poder e que as teorias do currículo, na medida em que buscam dizer o que o currículo deve ser, não podem deixar de estar envolvidas em questões de poder. Selecionar é uma operação de poder. Privilegiar um tipo de conhecimento é uma operação de poder. Destacar, entre as múltiplas possibilidades, uma identidade ou subjetividade como sendo a ideal é uma operação de poder. 
(...)
É precisamente a questão do poder que vai separar as teorias tradicionais das teorias críticas e pós-críticas do currículo. As teorias tradicionais pretendem ser apenas isso: “teorias” neutras, científicas, desinteressadas. As teorias críticas e as teorias pós-críticas, em contraste, argumentam que nenhuma teoria é neutra, científica ou desinteressada, mas que está, inevitavelmente, implicada em relações de poder.
Fonte: SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Ed. 3. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. p. 15-16.

A propósito do contexto introduzido pelo excerto, considere as seguintes asserções:

I- Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron são pensadores críticos que, ao introduzirem o conceito de “capital cultural”, argumentam que a escola é o ambiente neutro onde uma das prioridades deve ser compartilhar com todos os estudantes, de todas as classes sociais, as referências culturais das elites, de modo a democratizá-las.
II- Louis Althusser, ao formular a sua tese dos Aparelhos Ideológicos de Estado, argumenta que a manutenção da sociedade capitalista depende de instituições que contribuam para a reprodução de componentes essenciais à existência desta sociedade, seja pela repressão ou pela ideologia, onde, nesta última, atuaria a escola.
III- No âmbito das teorias críticas, o conceito de “currículo oculto” refere-se àquilo que, apesar de não constar no currículo oficial, pode constituir aprendizado resultante das relações sociais vivenciadas no ambiente escolar, e, inclusive decorrente da atuação do(a) professor(a).

É CORRETO o que se afirma apenas em:
 

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A Lei nº 9.394/1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), disciplina a educação escolar regulamentando todo o sistema de ensino no Brasil. Sobre a LDB, considere as asserções a seguir:

I- ALDB estipula que o Ensino Fundamental obrigatório tem duração de 9 (nove) anos, sendo gratuito na escola pública e iniciando aos 6 (seis) anos de idade.
II- É dever do Estado a oferta da educação escolar pública e gratuita dos 6 (seis) aos 17 (dezessete) anos de idade e, ainda, a garantia do acesso aos Ensinos Fundamental e Médio àqueles que não os concluíram na idade própria.
III- Por meio de alteração segundo lei de 2024, a LDB passou a prever 800 (oitocentas) horas e 1000 (mil) horas para as cargas horárias anuais mínimas para os Ensinos Fundamental e Médio, respectivamente.
IV- Ao tratar da educação especial, a LDB estabelece que o ensino para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação deve ser preferencialmente ofertado em instituições específicas para este público.
V- De acordo com a LDB, um dos princípios gerais do ensino é a unificação das concepções pedagógicas em torno de um modelo único nacional.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
 

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Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno
   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.
   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.
  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.
    [...]
Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
Observe os fragmentos A, B e C, abaixo apresentados:

A. “Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro” (3º parágrafo)
B. “Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo” (3º parágrafo)
C. “iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito” (3º parágrafo)

Analise as assertivas que seguem.

I- O emprego da crase em Ae em B se justifica por diferentes regras.
II- Em A, o acento indicativo da crase se justifica em razão da fusão da preposição “a” com o artigo que antecede o termo “palavras”.
III- Em B, o acento indicativo da crase foi empregado em razão de ser um adjunto adverbial curto.
IV- Em C, o acento gráfico em “espírito” foi empregado em razão de ser uma palavra proparoxítona.
V- Em B, o acento gráfico em “ambíguo” foi empregado em razão de ser uma palavra oxítona.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
 

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Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno
   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.
   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.
  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.
    [...]
Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
No trecho “Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante” (2º parágrafo), o termo “medonho”:
 

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Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno
   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.
   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.
  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.
    [...]
Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
Considere o trecho: “Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata” (3º parágrafo).
Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- O termo “tições” significa pedaços de lenhas acesas ou meio queimadas e é utilizado para situações que exigem precisão técnica, como textos científicos e jurídicos. Seu emprego é inadequado, pois mistura termos de origem popular com termos de alta formalidade, comprometendo a coerência comunicativa.

PORQUE

II- No contexto em análise, o fragmento apresenta traços de registro informal e regional, evidenciando escolhas lexicais típicas de contextos rurais e da oralidade, adequadas à narrativa.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
 

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Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno
   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.
   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.
  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.
    [...]
Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
Marque a alternativa CORRETA acerca da tipologia textual predominante empregada na construção textual do primeiro parágrafo do Texto II.
 

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Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT
Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos
      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.
    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”
     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
O trecho: “Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024” recebeu nova redação, sem alterar o sentido e mantendo a correção gramatical, em:
 

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