Foram encontradas 40 questões.
“Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigado a usar as palavras que vos
sustentam. A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais
importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S.M. (...)"
(LISPECTOR, Clarice – A Hora da Estrela)
O elemento coesivo destacado INTRODUZ uma oração estabelecendo uma relação de:
(LISPECTOR, Clarice – A Hora da Estrela)
O elemento coesivo destacado INTRODUZ uma oração estabelecendo uma relação de:
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LEIA o texto a seguir para responder a questão.
“Durante todo um pesado, sombrio e silencioso dia outonal, em que as nuvens pairavam
opressivamente baixas no céu, eu estive passeando, sozinho, a cavalo, através de uma região do interior,
singularmente tristonha, e afinal me encontrei, ao caírem as sombras da tarde, perto da melancólica Casa de
Usher.
Não sei como foi, mas, ao primeiro olhar sobre o edifício, invadiu-me a alma um sentimento de angústia
insuportável, digo insuportável, porque o sentimento não era aliviado por qualquer dessas semi-agradáveis,
porque poéticas sensações com que a mente recebe comumente, até mesmo as mais cruéis imagens naturais
de desolação e de terror. Contemplei o panorama em minha frente, a casa simples, os aspectos simples da paisagem da propriedade, as paredes glaciais, as janelas vazias, semelhando olhos, uns poucos canteiros de
caniços e uns poucos troncos brancos de árvores mortas, que só posso comparar, com propriedade, a
qualquer sensação terrena, lembrando os instantes após o sonho de ópio, para quem dele desperta, a amarga
recaída na vida cotidiana, o terrível tombar do véu. Havia um enregelamento, uma tontura, uma enfermidade de
coração, uma irreparável tristeza no pensamento, que nenhum incitamento da imaginação podia forçar a
transformar-se em qualquer coisa de sublime”.
(POE, Edgar Allan – A queda do solar de Usher)
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LEIA o texto a seguir para responder a questão.
“Durante todo um pesado, sombrio e silencioso dia outonal, em que as nuvens pairavam
opressivamente baixas no céu, eu estive passeando, sozinho, a cavalo, através de uma região do interior,
singularmente tristonha, e afinal me encontrei, ao caírem as sombras da tarde, perto da melancólica Casa de
Usher.
Não sei como foi, mas, ao primeiro olhar sobre o edifício, invadiu-me a alma um sentimento de angústia
insuportável, digo insuportável, porque o sentimento não era aliviado por qualquer dessas semi-agradáveis,
porque poéticas sensações com que a mente recebe comumente, até mesmo as mais cruéis imagens naturais
de desolação e de terror. Contemplei o panorama em minha frente, a casa simples, os aspectos simples da paisagem da propriedade, as paredes glaciais, as janelas vazias, semelhando olhos, uns poucos canteiros de
caniços e uns poucos troncos brancos de árvores mortas, que só posso comparar, com propriedade, a
qualquer sensação terrena, lembrando os instantes após o sonho de ópio, para quem dele desperta, a amarga
recaída na vida cotidiana, o terrível tombar do véu. Havia um enregelamento, uma tontura, uma enfermidade de
coração, uma irreparável tristeza no pensamento, que nenhum incitamento da imaginação podia forçar a
transformar-se em qualquer coisa de sublime”.
(POE, Edgar Allan – A queda do solar de Usher)
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“Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer,
modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender
sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não
saberíamos enfrentar”.
CORTELLA, Mario Sérgio
As palavras destacadas, estão como, respectivamente:
CORTELLA, Mario Sérgio
As palavras destacadas, estão como, respectivamente:
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“Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer,
modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender
sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não
saberíamos enfrentar”.
CORTELLA, Mario Sérgio
A classe de palavras pertencentes a essas destacadas, de acordo com o contexto são, respectivamente:
CORTELLA, Mario Sérgio
A classe de palavras pertencentes a essas destacadas, de acordo com o contexto são, respectivamente:
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LEIA o texto a seguir.
__ Nem sempre o que pretendemos falar é o que realmente escrevemos.
__ Não entendi.
__ Então preste atenção nestas frases que escrevi:
I. Surgiu a primavera
II. Surgiu à primavera.
__ Para mim não mudou nada; nem mesmo a estação.
(As palavras no contexto)
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LEIA o texto a seguir para responder a questão.
O bom e o mau
Carlos Heitor Cony
Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que
mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem
ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e
parágrafos.
É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários.
Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não
os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou
obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu
vou escrever o que não quero nem preciso escrever.
Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o
computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o
personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não
combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.
O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra
"Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e
quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro
assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".
Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas,
tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".
CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.
São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.
Nesse trecho, o verbo destacado foi flexionado. Entretanto esse verbo, em certas construções, não permite flexão, devendo ser somente na 3ª pessoa do singular. Por isso é nomeado como verbo impessoal. Sendo assim, de acordo com essa informação, ASSINALE a alternativa em que o emprego desse verbo está em desacordo com a norma culta.
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LEIA o texto a seguir para responder a questão.
O bom e o mau
Carlos Heitor Cony
Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que
mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem
ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e
parágrafos.
É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários.
Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não
os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou
obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu
vou escrever o que não quero nem preciso escrever.
Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o
computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o
personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não
combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.
O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra
"Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e
quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro
assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".
Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas,
tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".
CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.
São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.
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LEIA o texto a seguir para responder a questão.
O bom e o mau
Carlos Heitor Cony
Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que
mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem
ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e
parágrafos.
É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários.
Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não
os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou
obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu
vou escrever o que não quero nem preciso escrever.
Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o
computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o
personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não
combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.
O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra
"Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e
quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro
assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".
Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas,
tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".
CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.
São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.
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LEIA o texto a seguir para responder a questão.
O bom e o mau
Carlos Heitor Cony
Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que
mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem
ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e
parágrafos.
É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários.
Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não
os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou
obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu
vou escrever o que não quero nem preciso escrever.
Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o
computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o
personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não
combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.
O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra
"Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e
quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro
assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".
Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas,
tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".
CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.
São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.
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