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Senhora Paula, de 36 anos, procura o pronto-socorro com febre, tosse seca, dor torácica e dispneia progressiva. Refere perda ponderal de 8 kg, em dois meses, anorexia há 2 semanas. Relata não ter histórico de contato com pessoas que apresentassem quadro semelhante ao seu e nega uso de drogas endovenosas ou doenças anteriores. EF: hipocorada, FR = 28irpm, FC = 105/bpm, temperatura = 37,7°C. Rx mostra derrame pleural à direita, sem outras alterações. A toracocentese evidencia líquido amarelo citrino, com análise da bioquímica revelando glicose = 88mg/dL, proteínas = 4,4g/dL, LDH = 450U/L e 210 células/mm3 com 82% de células mononucleares, raras células mesoteliais, ADA = 61U/L.
Considerando os achados pleurais, a melhor hipótese diagnóstica e conduta para sua definição, respectivamente, são:
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Senhor Carlos, de 66 anos de idade, procura atendimento clínico com histórico de tabagismo, fuma um maço por dia nos últimos 47 anos, apresenta dispneia progressiva, tosse crônica diária e produção de secreção clara nos últimos 2 anos. Relata que apresenta falta de ar ao deambular no plano. Durante o exame físico, encontra-se eupneico.O exame do pulmão revela um tórax em tonel e murmúrio vesicular reduzido bilateralmente. Os exames cardíaco e abdominal estão dentro dos limites normais. Os membros inferiores exibem raros edemas depressíveis. Oximetria: 92% ar ambiente, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Prova de função pulmonar mostra VEF1 = 1,4L (51% do previsto), CVF = 2,5L (79% do previsto) sem resposta significativa após uso de broncodilatador e relação VEF1/CVF = 0,58 (pós-broncodilatador).
VEF1 – volume expiratório forçado no primeiro segundo.
CVF – capacidade vital forçada.
LABA – beta agonista de longa duração.
Considerando o quadro clínico descrito, é CORRETO afirmar:
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Senhor Juca, 45 anos, vai a uma consulta com queixa de desconforto epigástrico acompanhado de plenitude pósprandial e náuseas há 7 meses. Piora com a ingestão de molho de tomate, massas, pimenta e bebida alcoólica. Nega perda ponderal no período. Realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou gastrite endoscópica moderada de corpo e antro. Biópsias realizadas confirmaram gastrite crônica em atividade moderada e H. pylori positivo. Ficou muito preocupado, pois ficou sabendo que gastrite pode se converter em câncer.
Em relação ao diagnóstico, qual seria a alternativa CORRETA?
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Senhor Batista, de 53 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, dá entrada no pronto-socorro queixando-se de mal-estar, náuseas, vômitos e dor abdominal de moderada intensidade. O paciente vem em uso de insulina NPH, metformina, pioglitazona e dapagliflozina. Durante o exame do paciente, a médica identifica dor abdominal difusa, sem sinais de irritação peritoneal e sem sinais de localização, além de desidratação. FC = 108 bpm e pressão arterial = 93 x 64 mmHg. Exames laboratoriais: glicose = 136 mg/dL; ureia = 81 mg/dL; creatinina = 1,1 mg/dL; potássio = 3,6 mEq/L; leucócitos totais = 17.500 (monócitos = 5%, segmentados = 65% e linfócitos = 25%). Gasometria arterial: pH = 7,1; bicarbonato = 5 mEq/L. Sobre o caso clínico desse paciente, marque a alternativa CORRETA.
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Senhor Francisco, 70 anos, acompanhado há anos por seu médico de família e comunidade, possui diagnósticos prévios de hipertensão arterial sistêmica compensada, hiperplasia prostática benigna e miocardiopatia chagásica. Está em uso regular de captopril 25 mg 12/12 horas, furosemida 40mg ao dia e metoprolol 50mg 12/12 horas. Paciente relata piora da dispneia há uma semana e foi referenciado para a UPA. EF: Confuso e taquipneico. PA = 95x 70 mmHg, FC = 100 bpm e oximetria de pulso = 88%. Turgência jugular e uso de musculatura acessória com presença de estertores pulmonares bilaterais em bases do tórax, bilateralmente. Bulhas arrítmicas com sopro sistólico em foco mitral. Presença de hepatomegalia, ascite e edema de membros inferiores. Extremidades frias e tempo de enchimento capilar maior que 3 segundos. ECG em ritmo de fibrilação atrial com resposta ventricular controlada, BRD, BDAS.
Em relação à classificação do perfil clínico hemodinâmico, em qual deles esse paciente se enquadra? Qual a terapêutica inicial?
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Senhor Paulo, 62 anos, com hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença renal crônica, procura avaliação clínica para acompanhamento das condições crônicas. PA é 144/94 mmHg, peso 72 Kg e IMC é 28 kg/m2. Propedêutica laboratorial: Na: 139 mEq/L, K: 4,8mEq/L, Cl: 101 mEq/L, CO2 total 23 mmol/L, ureia 146 mg/dl, creatinina 4,1 mg/dl, albumina 3,7 g/dl. Relação albumina/creatinina em amostra isolada urinária: 18mg/g. PTH: 118 picogramas. Hb: 10,7 g/dl.
Sabendo-se que a associação hipertensão arterial/diabetes é uma das principais causas de insuficiência renal crônica e que a associação dessas duas situações clínicas aumenta consideravelmente o risco cardiovascular, qual a conduta CORRETA?
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As tireoidites consistem em uma variedade de doenças correlatas caracterizadas por um processo inflamatório ou infeccioso da tireoide. Associe a tireoidite com suas características mais prováveis:
1. Tireoidite de Hashimoto.
2. Tireoidite Quervain.
3. Tireoidite aguda.
4. Tireoidite de Riedel.
I - Dor cervical, calor, vermelhidão e edema; eutireoidismo, velocidade de hemossedimentação (VHS) elevada, captação de iodo normal; tratamento com antimicrobiano.
II - Ausência de dor cervical; eutireoidismo; VHS elevada; patologia com fibrose. Pacientes costumam sentir falta de ar, sensação de sufocamento e disfagia.
III - Dor cervical; função tireoidiana trifásica (hipertireoidismo - hipotireoidismo - eutireoidismo); VHS elevado; captação de iodo < 5%.
IV - As manifestações são extremamente variáveis, podendo ser do tipo hipo-, hiper- ou eutireoidismo. O principal sintoma é a presença de um bócio indolor. VHS normal e anticorpos positivos.
Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA.
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Senhor Joaquim, divorciado, 72 anos, portador de DPOC e doença arterial coronariana, foi internado devido à dispneia e tosse produtiva, sendo diagnosticado com pneumonia comunitária. Recebeu tratamento com ceftriaxona e azitromicina endovenosas. No terceiro dia de internação, apresentou palpitações. EF: PA 135×85 mmHg, FC de 119 bpm, FR de 32 incursões respiratórias por minuto, oximetria de pulso com 93% de saturação em ar ambiente, ausculta pulmonar com estertores crepitantes, extremidades quentes. Não apresentou hipotensão, dor torácica ou alteração do nível de consciência. A imagem do eletrocardiograma, prontamente realizado, é apresentada abaixo:

O tratamento CORRETO a ser instituído, imediatamente, para Joaquim é:
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- SUSLei 8.080/1990: Lei Orgânica da SaúdeSistema Único de SaúdePrincípios, Objetivos, Diretrizes e Atribuições.Art. 7º: Princípios e Diretrizes
Os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) estão na Constituição Federal de 1988, regulamentados e “reafirmados” no capítulo II, artigo 7.º da Lei n.º 8.080/1990. Considerando o caso descrito a seguir,
Catarina, sexo feminino, negra, 60 anos, tabagista 20 anos/maço, procurou assistência em unidade de saúde, em junho de 2019, devido a transtorno de humor, depressão grave e tentativa de autoextermínio. Foi acolhida pela Equipe de Saúde da Família e encaminhada ao Centro de Apoio Psicossocial (CAPs) com consequente internação psiquiátrica por 48 dias. Após alta hospitalar, foi orientada a manter o uso contínuo das medicações (Diazepam 10mg, Amitriptilina 25mg, Lítio 300mg e Clonazepam 2mg), o acompanhamento no CAPs e iniciar participação em grupo de tabagismo.
qual princípio doutrinário do SUS foi aplicado nessa situação?
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Augusto, 25 anos, procura serviço de clínica médica com relato de hipertensão arterial sistêmica há 8 meses, de difícil controle. Observou episódios de fraqueza nas mãos que progride, rapidamente, para os membros superiores e inferiores, tronco e região cervical, após exercícios de alta intensidade realizados na academia de crossfit. Os episódios duram algumas horas e apresentam resolução espontânea. Exame físico: PA: 150x100 mmHg (posição supina e ortostática); P: 82bpm. Fundo de olho normal. Encontra-se assintomático com força muscular preservada.
Assinale a alternativa CORRETA que indica o(s) exame(s) complementar(es) para o diagnóstico de Augusto:
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