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Foram encontradas 604 questões.

1893815 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

Numa floricultura trabalham 8 pessoas que produzem, em 8 horas diárias de serviço, 40 arranjos por dia. Quantas pessoas são necessárias para produzir 100 arranjos por dia, se a jornada de trabalho diária for de 10 horas?

 

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1893814 Ano: 2019
Disciplina: Estatística
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

A tabela abaixo apresenta a quantidade diária de refeições vendidas no Restaurante Come Bem. Determine a mediana dos preços das vendas das refeições.

Refeição

Valor

Quantidade

PF

R$ 10,00

23

Executivo

R$ 15,00

12

la carte

R$ 30,00

5

 

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1893812 Ano: 2019
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

Numa loja, o celular de R$ 950,00 estava com desconto de 7% na promoção da semana. Então, nessa semana, seu preço passou a ser:

 

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1893811 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

A máquina de refrigerante da Lanchonete MC tem capacidade para 26 litros, o que corresponde a y copos de refrigerantes de 1/4 de litro. Qual o valor de y?

 

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1893810 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

INSTRUÇÃO: Leia o texto, com atenção, e responda às questões 01 a 10.


COMIDA É TUDO


1Nosso apetite é mais forte que nós. Foi ele que espalhou a humanidade pelo mundo e que possibilitou a

civilização, a cultura e a industrialização. [...]

O apetite é, antes de tudo, um instinto. Precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos respirar,

beber e dormir. É um instinto tão poderoso que pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão

5em comida. Mas os seres humanos, ao longo de sua evolução, transformaram o ato de comer em algo muito mais

significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Comer é prazer. É uma das mais ricas experiências

sensoriais que podemos ter. Comer é, também, um ato emocional. Traz conforto, tranquilidade e, às vezes, culpa.

Influencia nosso humor e disposição. Para alguns, chega a ser uma experiência espiritual. [...]

A relação das pessoas com a comida era bem mais direta na Pré-História. Não havia lavouras e nem mercados.

10Para comer, tínhamos que caçar animais ou coletar plantas, raízes e frutas que nos dessem sustento. Não bastasse

o esforço exigido para realizar essas atividades, a mãe natureza nos obrigava a migrar a cada estação, em busca de

alimento. Com o advento da agricultura e a domesticação de alguns animais há 8 mil anos, conseguimos nos

estabelecer. A tarefa de nos alimentarmos passou a exigir menos tempo e menos esforço. Os períodos de escassez

de comida, embora persistissem, se tornaram cada vez menos frequentes. Aprendemos a conservar alimentos

15salgando-os, secando-os e defumando-os.

Mas as mudanças mais expressivas em nossa relação com a comida ocorreram ao longo dos últimos mil anos.

A evolução tecnológica e científica, a urbanização, a industrialização e a automação foram tornando os alimentos

cada vez mais variados e disponíveis. [...]

Os avanços dos últimos 200 anos e a sua aplicação à alimentação foram essenciais para o desenvolvimento da

20civilização moderna. A conservação de alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e a

refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabaram com a escassez e permitiram, entre outras coisas, o

surgimento de grandes cidades. É possível dizer que a proliferação da nossa espécie nesse planeta se deve quase

exclusivamente ao fato de termos dominado técnicas de produção e distribuição de alimentos. [...]

Hoje, há alimento para todos. A fome ainda existe, mas só por questões econômicas – o que não é pouco. O

25planeta produz alimento suficiente para todos seus habitantes humanos. Mas essa revolução alimentar deixou nossa

biologia perdida. Cientistas ainda entendem pouco sobre os sistemas biológicos que regulam nosso apetite [...], mas

já podem afirmar que nossa constituição conspira para nos engordar. Poderosos mecanismos estimulam o consumo

de calorias, enquanto mecanismos para inibir o apetite são muito menos potentes. É claro, eles todos foram

moldados em tempos de escassez – somos configurados para acumular e armazenar energia na forma de gordura

30durante os períodos de abundância. [...]

Desde então e cada vez mais, a ciência vem confirmando que não somos de todo culpados por nossas

gordurinhas. Somos vítimas de uma composição genética obsoleta, pouco adequada ao ambiente de abundância no

qual vivemos. [...]

Mas isso não quer dizer que estejamos todos fadados a conviver com a compulsão por comida. Em

35circunstâncias normais qualquer um de nós é capaz de resistir à tentação. Porém, há vários fatores que diminuem

nossa resistência. Entre eles, tristeza, medo, tensão e preocupação. O estresse em todas as suas formas nos causa

desconforto, nos desequilibra e nos leva a tentar encontrar um novo equilíbrio por meio de algo que nos dê prazer.

[...] Comida alivia o estresse e vivemos numa sociedade em que tanto comida quanto estresse são abundantes.

Um jeito de contrabalançar a energia que consumimos é gastá-la. Podemos comer nosso bolo de chocolate,

40mas vamos ter que fazer meia hora de esteira depois. Acontece que a maioria de nós é dependente também das

tecnologias que nos levam à inatividade. O carro, o elevador, o computador e a televisão são algumas das

maravilhas tecnológicas que nos ajudam a levar a vida com um mínimo de esforço. E talvez seja por isso que esteja

ocorrendo uma verdadeira epidemia de obesidade no mundo.

[...] Isso não seria tão grave se a obesidade não trouxesse consigo tantos problemas. Além de condições

45psicológicas como a depressão, ela está associada à incidência de diabetes, problemas cardíacos, hepáticos e até

câncer.

Aparentemente, estamos diante de um paradoxo. Foi a crescente abundância de comida que levou a espécie

humana a se multiplicar e a dominar o planeta inteiro. E essa mesma abundância, se continuar nos engordando,

poderá acabar por nos destruir. [...]


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/comida-e-tudo/>. Acesso em: 18 ago. 2019. Adaptado.

Marque a única alternativa em que a colocação do acento na palavra destacada altera a classe da palavra: de verbo para nome.

 

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1893809 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

INSTRUÇÃO: Leia o texto, com atenção, e responda às questões 01 a 10.


COMIDA É TUDO


1Nosso apetite é mais forte que nós. Foi ele que espalhou a humanidade pelo mundo e que possibilitou a

civilização, a cultura e a industrialização. [...]

O apetite é, antes de tudo, um instinto. Precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos respirar,

beber e dormir. É um instinto tão poderoso que pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão

5em comida. Mas os seres humanos, ao longo de sua evolução, transformaram o ato de comer em algo muito mais

significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Comer é prazer. É uma das mais ricas experiências

sensoriais que podemos ter. Comer é, também, um ato emocional. Traz conforto, tranquilidade e, às vezes, culpa.

Influencia nosso humor e disposição. Para alguns, chega a ser uma experiência espiritual. [...]

A relação das pessoas com a comida era bem mais direta na Pré-História. Não havia lavouras e nem mercados.

10Para comer, tínhamos que caçar animais ou coletar plantas, raízes e frutas que nos dessem sustento. Não bastasse

o esforço exigido para realizar essas atividades, a mãe natureza nos obrigava a migrar a cada estação, em busca de

alimento. Com o advento da agricultura e a domesticação de alguns animais há 8 mil anos, conseguimos nos

estabelecer. A tarefa de nos alimentarmos passou a exigir menos tempo e menos esforço. Os períodos de escassez

de comida, embora persistissem, se tornaram cada vez menos frequentes. Aprendemos a conservar alimentos

15salgando-os, secando-os e defumando-os.

Mas as mudanças mais expressivas em nossa relação com a comida ocorreram ao longo dos últimos mil anos.

A evolução tecnológica e científica, a urbanização, a industrialização e a automação foram tornando os alimentos

cada vez mais variados e disponíveis. [...]

Os avanços dos últimos 200 anos e a sua aplicação à alimentação foram essenciais para o desenvolvimento da

20civilização moderna. A conservação de alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e a

refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabaram com a escassez e permitiram, entre outras coisas, o

surgimento de grandes cidades. É possível dizer que a proliferação da nossa espécie nesse planeta se deve quase

exclusivamente ao fato de termos dominado técnicas de produção e distribuição de alimentos. [...]

Hoje, há alimento para todos. A fome ainda existe, mas só por questões econômicas – o que não é pouco. O

25planeta produz alimento suficiente para todos seus habitantes humanos. Mas essa revolução alimentar deixou nossa

biologia perdida. Cientistas ainda entendem pouco sobre os sistemas biológicos que regulam nosso apetite [...], mas

já podem afirmar que nossa constituição conspira para nos engordar. Poderosos mecanismos estimulam o consumo

de calorias, enquanto mecanismos para inibir o apetite são muito menos potentes. É claro, eles todos foram

moldados em tempos de escassez – somos configurados para acumular e armazenar energia na forma de gordura

30durante os períodos de abundância. [...]

Desde então e cada vez mais, a ciência vem confirmando que não somos de todo culpados por nossas

gordurinhas. Somos vítimas de uma composição genética obsoleta, pouco adequada ao ambiente de abundância no

qual vivemos. [...]

Mas isso não quer dizer que estejamos todos fadados a conviver com a compulsão por comida. Em

35circunstâncias normais qualquer um de nós é capaz de resistir à tentação. Porém, há vários fatores que diminuem

nossa resistência. Entre eles, tristeza, medo, tensão e preocupação. O estresse em todas as suas formas nos causa

desconforto, nos desequilibra e nos leva a tentar encontrar um novo equilíbrio por meio de algo que nos dê prazer.

[...] Comida alivia o estresse e vivemos numa sociedade em que tanto comida quanto estresse são abundantes.

Um jeito de contrabalançar a energia que consumimos é gastá-la. Podemos comer nosso bolo de chocolate,

40mas vamos ter que fazer meia hora de esteira depois. Acontece que a maioria de nós é dependente também das

tecnologias que nos levam à inatividade. O carro, o elevador, o computador e a televisão são algumas das

maravilhas tecnológicas que nos ajudam a levar a vida com um mínimo de esforço. E talvez seja por isso que esteja

ocorrendo uma verdadeira epidemia de obesidade no mundo.

[...] Isso não seria tão grave se a obesidade não trouxesse consigo tantos problemas. Além de condições

45psicológicas como a depressão, ela está associada à incidência de diabetes, problemas cardíacos, hepáticos e até

câncer.

Aparentemente, estamos diante de um paradoxo. Foi a crescente abundância de comida que levou a espécie

humana a se multiplicar e a dominar o planeta inteiro. E essa mesma abundância, se continuar nos engordando,

poderá acabar por nos destruir. [...]


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/comida-e-tudo/>. Acesso em: 18 ago. 2019. Adaptado.

Os termos destacados no trecho “[...] a urbanização, a industrialização e a automação foram tornando os alimentos cada vez mais variados e disponíveis.” (linhas 17-18) foram formados pelo processo de formação de palavras denominado

 

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1893808 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

INSTRUÇÃO: Leia o texto, com atenção, e responda às questões 01 a 10.


COMIDA É TUDO


1Nosso apetite é mais forte que nós. Foi ele que espalhou a humanidade pelo mundo e que possibilitou a

civilização, a cultura e a industrialização. [...]

O apetite é, antes de tudo, um instinto. Precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos respirar,

beber e dormir. É um instinto tão poderoso que pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão

5em comida. Mas os seres humanos, ao longo de sua evolução, transformaram o ato de comer em algo muito mais

significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Comer é prazer. É uma das mais ricas experiências

sensoriais que podemos ter. Comer é, também, um ato emocional. Traz conforto, tranquilidade e, às vezes, culpa.

Influencia nosso humor e disposição. Para alguns, chega a ser uma experiência espiritual. [...]

A relação das pessoas com a comida era bem mais direta na Pré-História. Não havia lavouras e nem mercados.

10Para comer, tínhamos que caçar animais ou coletar plantas, raízes e frutas que nos dessem sustento. Não bastasse

o esforço exigido para realizar essas atividades, a mãe natureza nos obrigava a migrar a cada estação, em busca de

alimento. Com o advento da agricultura e a domesticação de alguns animais há 8 mil anos, conseguimos nos

estabelecer. A tarefa de nos alimentarmos passou a exigir menos tempo e menos esforço. Os períodos de escassez

de comida, embora persistissem, se tornaram cada vez menos frequentes. Aprendemos a conservar alimentos

15salgando-os, secando-os e defumando-os.

Mas as mudanças mais expressivas em nossa relação com a comida ocorreram ao longo dos últimos mil anos.

A evolução tecnológica e científica, a urbanização, a industrialização e a automação foram tornando os alimentos

cada vez mais variados e disponíveis. [...]

Os avanços dos últimos 200 anos e a sua aplicação à alimentação foram essenciais para o desenvolvimento da

20civilização moderna. A conservação de alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e a

refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabaram com a escassez e permitiram, entre outras coisas, o

surgimento de grandes cidades. É possível dizer que a proliferação da nossa espécie nesse planeta se deve quase

exclusivamente ao fato de termos dominado técnicas de produção e distribuição de alimentos. [...]

Hoje, há alimento para todos. A fome ainda existe, mas só por questões econômicas – o que não é pouco. O

25planeta produz alimento suficiente para todos seus habitantes humanos. Mas essa revolução alimentar deixou nossa

biologia perdida. Cientistas ainda entendem pouco sobre os sistemas biológicos que regulam nosso apetite [...], mas

já podem afirmar que nossa constituição conspira para nos engordar. Poderosos mecanismos estimulam o consumo

de calorias, enquanto mecanismos para inibir o apetite são muito menos potentes. É claro, eles todos foram

moldados em tempos de escassez – somos configurados para acumular e armazenar energia na forma de gordura

30durante os períodos de abundância. [...]

Desde então e cada vez mais, a ciência vem confirmando que não somos de todo culpados por nossas

gordurinhas. Somos vítimas de uma composição genética obsoleta, pouco adequada ao ambiente de abundância no

qual vivemos. [...]

Mas isso não quer dizer que estejamos todos fadados a conviver com a compulsão por comida. Em

35circunstâncias normais qualquer um de nós é capaz de resistir à tentação. Porém, há vários fatores que diminuem

nossa resistência. Entre eles, tristeza, medo, tensão e preocupação. O estresse em todas as suas formas nos causa

desconforto, nos desequilibra e nos leva a tentar encontrar um novo equilíbrio por meio de algo que nos dê prazer.

[...] Comida alivia o estresse e vivemos numa sociedade em que tanto comida quanto estresse são abundantes.

Um jeito de contrabalançar a energia que consumimos é gastá-la. Podemos comer nosso bolo de chocolate,

40mas vamos ter que fazer meia hora de esteira depois. Acontece que a maioria de nós é dependente também das

tecnologias que nos levam à inatividade. O carro, o elevador, o computador e a televisão são algumas das

maravilhas tecnológicas que nos ajudam a levar a vida com um mínimo de esforço. E talvez seja por isso que esteja

ocorrendo uma verdadeira epidemia de obesidade no mundo.

[...] Isso não seria tão grave se a obesidade não trouxesse consigo tantos problemas. Além de condições

45psicológicas como a depressão, ela está associada à incidência de diabetes, problemas cardíacos, hepáticos e até

câncer.

Aparentemente, estamos diante de um paradoxo. Foi a crescente abundância de comida que levou a espécie

humana a se multiplicar e a dominar o planeta inteiro. E essa mesma abundância, se continuar nos engordando,

poderá acabar por nos destruir. [...]


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/comida-e-tudo/>. Acesso em: 18 ago. 2019. Adaptado.

Analise a alternativa em que o uso do sinal indicativo de crase se explica pela presença de uma locução adverbial feminina.

 

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1893807 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

INSTRUÇÃO: Leia o texto, com atenção, e responda às questões 01 a 10.


COMIDA É TUDO


1Nosso apetite é mais forte que nós. Foi ele que espalhou a humanidade pelo mundo e que possibilitou a

civilização, a cultura e a industrialização. [...]

O apetite é, antes de tudo, um instinto. Precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos respirar,

beber e dormir. É um instinto tão poderoso que pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão

5em comida. Mas os seres humanos, ao longo de sua evolução, transformaram o ato de comer em algo muito mais

significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Comer é prazer. É uma das mais ricas experiências

sensoriais que podemos ter. Comer é, também, um ato emocional. Traz conforto, tranquilidade e, às vezes, culpa.

Influencia nosso humor e disposição. Para alguns, chega a ser uma experiência espiritual. [...]

A relação das pessoas com a comida era bem mais direta na Pré-História. Não havia lavouras e nem mercados.

10Para comer, tínhamos que caçar animais ou coletar plantas, raízes e frutas que nos dessem sustento. Não bastasse

o esforço exigido para realizar essas atividades, a mãe natureza nos obrigava a migrar a cada estação, em busca de

alimento. Com o advento da agricultura e a domesticação de alguns animais há 8 mil anos, conseguimos nos

estabelecer. A tarefa de nos alimentarmos passou a exigir menos tempo e menos esforço. Os períodos de escassez

de comida, embora persistissem, se tornaram cada vez menos frequentes. Aprendemos a conservar alimentos

15salgando-os, secando-os e defumando-os.

Mas as mudanças mais expressivas em nossa relação com a comida ocorreram ao longo dos últimos mil anos.

A evolução tecnológica e científica, a urbanização, a industrialização e a automação foram tornando os alimentos

cada vez mais variados e disponíveis. [...]

Os avanços dos últimos 200 anos e a sua aplicação à alimentação foram essenciais para o desenvolvimento da

20civilização moderna. A conservação de alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e a

refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabaram com a escassez e permitiram, entre outras coisas, o

surgimento de grandes cidades. É possível dizer que a proliferação da nossa espécie nesse planeta se deve quase

exclusivamente ao fato de termos dominado técnicas de produção e distribuição de alimentos. [...]

Hoje, há alimento para todos. A fome ainda existe, mas só por questões econômicas – o que não é pouco. O

25planeta produz alimento suficiente para todos seus habitantes humanos. Mas essa revolução alimentar deixou nossa

biologia perdida. Cientistas ainda entendem pouco sobre os sistemas biológicos que regulam nosso apetite [...], mas

já podem afirmar que nossa constituição conspira para nos engordar. Poderosos mecanismos estimulam o consumo

de calorias, enquanto mecanismos para inibir o apetite são muito menos potentes. É claro, eles todos foram

moldados em tempos de escassez – somos configurados para acumular e armazenar energia na forma de gordura

30durante os períodos de abundância. [...]

Desde então e cada vez mais, a ciência vem confirmando que não somos de todo culpados por nossas

gordurinhas. Somos vítimas de uma composição genética obsoleta, pouco adequada ao ambiente de abundância no

qual vivemos. [...]

Mas isso não quer dizer que estejamos todos fadados a conviver com a compulsão por comida. Em

35circunstâncias normais qualquer um de nós é capaz de resistir à tentação. Porém, há vários fatores que diminuem

nossa resistência. Entre eles, tristeza, medo, tensão e preocupação. O estresse em todas as suas formas nos causa

desconforto, nos desequilibra e nos leva a tentar encontrar um novo equilíbrio por meio de algo que nos dê prazer.

[...] Comida alivia o estresse e vivemos numa sociedade em que tanto comida quanto estresse são abundantes.

Um jeito de contrabalançar a energia que consumimos é gastá-la. Podemos comer nosso bolo de chocolate,

40mas vamos ter que fazer meia hora de esteira depois. Acontece que a maioria de nós é dependente também das

tecnologias que nos levam à inatividade. O carro, o elevador, o computador e a televisão são algumas das

maravilhas tecnológicas que nos ajudam a levar a vida com um mínimo de esforço. E talvez seja por isso que esteja

ocorrendo uma verdadeira epidemia de obesidade no mundo.

[...] Isso não seria tão grave se a obesidade não trouxesse consigo tantos problemas. Além de condições

45psicológicas como a depressão, ela está associada à incidência de diabetes, problemas cardíacos, hepáticos e até

câncer.

Aparentemente, estamos diante de um paradoxo. Foi a crescente abundância de comida que levou a espécie

humana a se multiplicar e a dominar o planeta inteiro. E essa mesma abundância, se continuar nos engordando,

poderá acabar por nos destruir. [...]


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/comida-e-tudo/>. Acesso em: 18 ago. 2019. Adaptado.

As vírgulas no trecho “O carro, o elevador, o computador e a televisão são algumas das maravilhas tecnológicas [...]” (linhas 41-42) foram empregadas para separar

 

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Questão presente nas seguintes provas
1893806 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

INSTRUÇÃO: Leia o texto, com atenção, e responda às questões 01 a 10.


COMIDA É TUDO


1Nosso apetite é mais forte que nós. Foi ele que espalhou a humanidade pelo mundo e que possibilitou a

civilização, a cultura e a industrialização. [...]

O apetite é, antes de tudo, um instinto. Precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos respirar,

beber e dormir. É um instinto tão poderoso que pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão

5em comida. Mas os seres humanos, ao longo de sua evolução, transformaram o ato de comer em algo muito mais

significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Comer é prazer. É uma das mais ricas experiências

sensoriais que podemos ter. Comer é, também, um ato emocional. Traz conforto, tranquilidade e, às vezes, culpa.

Influencia nosso humor e disposição. Para alguns, chega a ser uma experiência espiritual. [...]

A relação das pessoas com a comida era bem mais direta na Pré-História. Não havia lavouras e nem mercados.

10Para comer, tínhamos que caçar animais ou coletar plantas, raízes e frutas que nos dessem sustento. Não bastasse

o esforço exigido para realizar essas atividades, a mãe natureza nos obrigava a migrar a cada estação, em busca de

alimento. Com o advento da agricultura e a domesticação de alguns animais há 8 mil anos, conseguimos nos

estabelecer. A tarefa de nos alimentarmos passou a exigir menos tempo e menos esforço. Os períodos de escassez

de comida, embora persistissem, se tornaram cada vez menos frequentes. Aprendemos a conservar alimentos

15salgando-os, secando-os e defumando-os.

Mas as mudanças mais expressivas em nossa relação com a comida ocorreram ao longo dos últimos mil anos.

A evolução tecnológica e científica, a urbanização, a industrialização e a automação foram tornando os alimentos

cada vez mais variados e disponíveis. [...]

Os avanços dos últimos 200 anos e a sua aplicação à alimentação foram essenciais para o desenvolvimento da

20civilização moderna. A conservação de alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e a

refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabaram com a escassez e permitiram, entre outras coisas, o

surgimento de grandes cidades. É possível dizer que a proliferação da nossa espécie nesse planeta se deve quase

exclusivamente ao fato de termos dominado técnicas de produção e distribuição de alimentos. [...]

Hoje, há alimento para todos. A fome ainda existe, mas só por questões econômicas – o que não é pouco. O

25planeta produz alimento suficiente para todos seus habitantes humanos. Mas essa revolução alimentar deixou nossa

biologia perdida. Cientistas ainda entendem pouco sobre os sistemas biológicos que regulam nosso apetite [...], mas

já podem afirmar que nossa constituição conspira para nos engordar. Poderosos mecanismos estimulam o consumo

de calorias, enquanto mecanismos para inibir o apetite são muito menos potentes. É claro, eles todos foram

moldados em tempos de escassez – somos configurados para acumular e armazenar energia na forma de gordura

30durante os períodos de abundância. [...]

Desde então e cada vez mais, a ciência vem confirmando que não somos de todo culpados por nossas

gordurinhas. Somos vítimas de uma composição genética obsoleta, pouco adequada ao ambiente de abundância no

qual vivemos. [...]

Mas isso não quer dizer que estejamos todos fadados a conviver com a compulsão por comida. Em

35circunstâncias normais qualquer um de nós é capaz de resistir à tentação. Porém, há vários fatores que diminuem

nossa resistência. Entre eles, tristeza, medo, tensão e preocupação. O estresse em todas as suas formas nos causa

desconforto, nos desequilibra e nos leva a tentar encontrar um novo equilíbrio por meio de algo que nos dê prazer.

[...] Comida alivia o estresse e vivemos numa sociedade em que tanto comida quanto estresse são abundantes.

Um jeito de contrabalançar a energia que consumimos é gastá-la. Podemos comer nosso bolo de chocolate,

40mas vamos ter que fazer meia hora de esteira depois. Acontece que a maioria de nós é dependente também das

tecnologias que nos levam à inatividade. O carro, o elevador, o computador e a televisão são algumas das

maravilhas tecnológicas que nos ajudam a levar a vida com um mínimo de esforço. E talvez seja por isso que esteja

ocorrendo uma verdadeira epidemia de obesidade no mundo.

[...] Isso não seria tão grave se a obesidade não trouxesse consigo tantos problemas. Além de condições

45psicológicas como a depressão, ela está associada à incidência de diabetes, problemas cardíacos, hepáticos e até

câncer.

Aparentemente, estamos diante de um paradoxo. Foi a crescente abundância de comida que levou a espécie

humana a se multiplicar e a dominar o planeta inteiro. E essa mesma abundância, se continuar nos engordando,

poderá acabar por nos destruir. [...]


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/comida-e-tudo/>. Acesso em: 18 ago. 2019. Adaptado.

Analise as palavras destacadas no fragmento “Comida alivia o estresse e vivemos numa sociedade em que tanto comida quanto estresse são abundantes.” (linha 38). Quais os tempos verbais dessas palavras, respectivamente?

 

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Questão presente nas seguintes provas
1893805 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Diamantina-MG

INSTRUÇÃO: Leia o texto, com atenção, e responda às questões 01 a 10.


COMIDA É TUDO


1Nosso apetite é mais forte que nós. Foi ele que espalhou a humanidade pelo mundo e que possibilitou a

civilização, a cultura e a industrialização. [...]

O apetite é, antes de tudo, um instinto. Precisamos comer para sobreviver, assim como precisamos respirar,

beber e dormir. É um instinto tão poderoso que pessoas esfomeadas não conseguem pensar em outra coisa senão

5em comida. Mas os seres humanos, ao longo de sua evolução, transformaram o ato de comer em algo muito mais

significativo que a mera satisfação de uma necessidade. Comer é prazer. É uma das mais ricas experiências

sensoriais que podemos ter. Comer é, também, um ato emocional. Traz conforto, tranquilidade e, às vezes, culpa.

Influencia nosso humor e disposição. Para alguns, chega a ser uma experiência espiritual. [...]

A relação das pessoas com a comida era bem mais direta na Pré-História. Não havia lavouras e nem mercados.

10Para comer, tínhamos que caçar animais ou coletar plantas, raízes e frutas que nos dessem sustento. Não bastasse

o esforço exigido para realizar essas atividades, a mãe natureza nos obrigava a migrar a cada estação, em busca de

alimento. Com o advento da agricultura e a domesticação de alguns animais há 8 mil anos, conseguimos nos

estabelecer. A tarefa de nos alimentarmos passou a exigir menos tempo e menos esforço. Os períodos de escassez

de comida, embora persistissem, se tornaram cada vez menos frequentes. Aprendemos a conservar alimentos

15salgando-os, secando-os e defumando-os.

Mas as mudanças mais expressivas em nossa relação com a comida ocorreram ao longo dos últimos mil anos.

A evolução tecnológica e científica, a urbanização, a industrialização e a automação foram tornando os alimentos

cada vez mais variados e disponíveis. [...]

Os avanços dos últimos 200 anos e a sua aplicação à alimentação foram essenciais para o desenvolvimento da

20civilização moderna. A conservação de alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e a

refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabaram com a escassez e permitiram, entre outras coisas, o

surgimento de grandes cidades. É possível dizer que a proliferação da nossa espécie nesse planeta se deve quase

exclusivamente ao fato de termos dominado técnicas de produção e distribuição de alimentos. [...]

Hoje, há alimento para todos. A fome ainda existe, mas só por questões econômicas – o que não é pouco. O

25planeta produz alimento suficiente para todos seus habitantes humanos. Mas essa revolução alimentar deixou nossa

biologia perdida. Cientistas ainda entendem pouco sobre os sistemas biológicos que regulam nosso apetite [...], mas

já podem afirmar que nossa constituição conspira para nos engordar. Poderosos mecanismos estimulam o consumo

de calorias, enquanto mecanismos para inibir o apetite são muito menos potentes. É claro, eles todos foram

moldados em tempos de escassez – somos configurados para acumular e armazenar energia na forma de gordura

30durante os períodos de abundância. [...]

Desde então e cada vez mais, a ciência vem confirmando que não somos de todo culpados por nossas

gordurinhas. Somos vítimas de uma composição genética obsoleta, pouco adequada ao ambiente de abundância no

qual vivemos. [...]

Mas isso não quer dizer que estejamos todos fadados a conviver com a compulsão por comida. Em

35circunstâncias normais qualquer um de nós é capaz de resistir à tentação. Porém, há vários fatores que diminuem

nossa resistência. Entre eles, tristeza, medo, tensão e preocupação. O estresse em todas as suas formas nos causa

desconforto, nos desequilibra e nos leva a tentar encontrar um novo equilíbrio por meio de algo que nos dê prazer.

[...] Comida alivia o estresse e vivemos numa sociedade em que tanto comida quanto estresse são abundantes.

Um jeito de contrabalançar a energia que consumimos é gastá-la. Podemos comer nosso bolo de chocolate,

40mas vamos ter que fazer meia hora de esteira depois. Acontece que a maioria de nós é dependente também das

tecnologias que nos levam à inatividade. O carro, o elevador, o computador e a televisão são algumas das

maravilhas tecnológicas que nos ajudam a levar a vida com um mínimo de esforço. E talvez seja por isso que esteja

ocorrendo uma verdadeira epidemia de obesidade no mundo.

[...] Isso não seria tão grave se a obesidade não trouxesse consigo tantos problemas. Além de condições

45psicológicas como a depressão, ela está associada à incidência de diabetes, problemas cardíacos, hepáticos e até

câncer.

Aparentemente, estamos diante de um paradoxo. Foi a crescente abundância de comida que levou a espécie

humana a se multiplicar e a dominar o planeta inteiro. E essa mesma abundância, se continuar nos engordando,

poderá acabar por nos destruir. [...]


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/comida-e-tudo/>. Acesso em: 18 ago. 2019. Adaptado.

No trecho, “[...] salgando-os, secando-os e defumando-os.” (linha 15), as palavras “os” destacadas referem-se ao termo

 

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