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Foram encontradas 601 questões.

3423343 Ano: 2024
Disciplina: Psiquiatria
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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Paciente com quadro de depressão bipolar (diagnóstico de TAB tipo I) mantém sintomas depressivos. Está em uso de lítio 900 mg/dia (litemia de 1,0), lamotrigina 200 mg/dia. Qual a conduta mais indicada para o quadro atual?

 

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3423342 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso.” (12º§) A expressão “mas também” e a palavra “pois” podem ser substituídas, sequencialmente, sem alteração de sentido por:

 

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3423341 Ano: 2024
Disciplina: Psiquiatria
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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O caso clínico hipotético contextualiza as questões 32 e 33. Leia-o atentamente.

Mulher, 84 anos, apresentou queda da própria altura com fratura de colo de fêmur. Foi encaminhada ao hospital geral sendo realizada a cirurgia para colocação de prótese. Sem intercorrências durante a cirurgia. Na internação para recuperação pós-operatória, ela inicia com quadro de confusão mental, inquietação, flutuação do nível de consciência, alteração do ciclo sono-vigília, alucinações visuais e auditivas, além de piora da agitação no fim da tarde. Faz uso de longa data de clonazepam e sertralina, sendo mantidas as medicações durante a internação do pós-operatório.

Qual o diagnóstico mais provável?

 

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3423340 Ano: 2024
Disciplina: Psiquiatria
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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O caso clínico hipotético contextualiza as questões 32 e 33. Leia-o atentamente.

Mulher, 84 anos, apresentou queda da própria altura com fratura de colo de fêmur. Foi encaminhada ao hospital geral sendo realizada a cirurgia para colocação de prótese. Sem intercorrências durante a cirurgia. Na internação para recuperação pós-operatória, ela inicia com quadro de confusão mental, inquietação, flutuação do nível de consciência, alteração do ciclo sono-vigília, alucinações visuais e auditivas, além de piora da agitação no fim da tarde. Faz uso de longa data de clonazepam e sertralina, sendo mantidas as medicações durante a internação do pós-operatório.

A respeito do quadro, assinale a afirmativa correta.

 

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3423339 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

O uso do acento grave está corretamente empregado em: ‘“Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo’, conta Ciacci.” (4º§) Conforme as regras quanto ao uso do acento grave indicador de crase, analise as afirmativas a seguir.

I. Os atendimentos iniciarão à partir de segunda-feira.

II. A reunião terá início às 16h.

III. Os agentes visitaram às áreas de risco de desabamento.

Está correto o que se afirma apenas em

 

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3423338 Ano: 2024
Disciplina: Medicina
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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O caso clínico a seguir contextualiza as questões 35 e 36. Leia-o atentamente.

Paciente RPT, 55 anos, hipertenso, tabagista, com quadro de tosse crônica, emagrecimento e fadiga. O paciente encontra-se estável clinicamente e sem alterações em seus exames laboratoriais iniciais. Durante a investigação diagnóstica, foi constatada tuberculose pulmonar com monorresistência à isoniazida. Posteriormente, realizou-se a pesquisa dos contatos, e seu filho, de 8 anos de idade, foi diagnosticado com infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB).

De acordo com as orientações do Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, o esquema terapêutico preferencial para o paciente RPT é:

 

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3423337 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

No trecho “No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora.” (2º§), as palavras “pré-frontal” e “pré-motora” são escritas com hífen. Porém, ora o prefixo “pré” pode se apresentar com hífen, ora sem o hífen. Conforme as regras ortográficas quanto ao uso ou não do hífen em palavras com o prefixo “pré”, assinale a alternativa correta.

 

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3423336 Ano: 2024
Disciplina: Medicina
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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O caso clínico a seguir contextualiza as questões 35 e 36. Leia-o atentamente.

Paciente RPT, 55 anos, hipertenso, tabagista, com quadro de tosse crônica, emagrecimento e fadiga. O paciente encontra-se estável clinicamente e sem alterações em seus exames laboratoriais iniciais. Durante a investigação diagnóstica, foi constatada tuberculose pulmonar com monorresistência à isoniazida. Posteriormente, realizou-se a pesquisa dos contatos, e seu filho, de 8 anos de idade, foi diagnosticado com infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB).

De acordo com as orientações do Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, o esquema preferencial para o tratamento da ILTB no filho do paciente RPT é:

 

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3423335 Ano: 2024
Disciplina: Psiquiatria
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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Sobre os transtornos bipolares, assinale a afirmativa INCORRETA.

 

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3423334 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
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Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

No trecho “[...] mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.” (8º§) a vírgula está corretamente empregada, pois separa:

 

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