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1290383 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

O mito do inglês como língua internacional ou franca

No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas

de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de

identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de

construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,

2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada

____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos

de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e

ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,

defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões

de ordem crítica.

Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido

status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo

(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros

estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada

internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,

sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,

culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é

estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada

nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as

relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,

entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada

um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua

internacional ou não.

Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas

sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se

a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou

como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-

se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,

defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante

esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-

se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo

dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império

britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico

e cultural.

O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação

socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada

apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não

se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a

língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas

em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor

seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de

estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.

Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua

internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume

uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a

função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,

apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história

em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,

de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a

construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não

precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por

Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,

foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)

foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do

capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”

(Pennycook, 2007, p. 90)

Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito

da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente

natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.

Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável

e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua

aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito

da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza

que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,

pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva

da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença

comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar

cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa

na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.


Adaptado de: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/article/view/20197/13592
A respeito do uso do ‘que’ no texto, analise as seguintes assertivas, assinalando C, se estiverem corretas, ou E, se erradas.
( ) Ambos os ‘que’ das linhas 09 e 52 introduzem uma oração subordinada substantiva objetiva direta. ( ) O ‘que’ da linha 31 introduz uma oração subordinada substantiva completiva nominal. ( ) Os ‘que’ das linhas 40 e 41 são classificados como pronomes relativos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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1290382 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

O mito do inglês como língua internacional ou franca

No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas

de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de

identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de

construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,

2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada

____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos

de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e

ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,

defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões

de ordem crítica.

Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido

status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo

(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros

estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada

internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,

sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,

culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é

estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada

nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as

relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,

entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada

um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua

internacional ou não.

Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas

sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se

a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou

como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-

se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,

defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante

esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-

se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo

dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império

britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico

e cultural.

O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação

socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada

apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não

se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a

língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas

em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor

seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de

estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.

Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua

internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume

uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a

função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,

apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história

em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,

de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a

construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não

precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por

Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,

foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)

foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do

capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”

(Pennycook, 2007, p. 90)

Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito

da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente

natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.

Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável

e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua

aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito

da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza

que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,

pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva

da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença

comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar

cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa

na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.


Adaptado de: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/article/view/20197/13592
A respeito de conotação e denotação, assinale a alternativa cuja classificação das frases esteja INCORRETA.
 

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1290381 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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O mito do inglês como língua internacional ou franca

No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas

de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de

identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de

construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,

2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada

____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos

de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e

ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,

defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões

de ordem crítica.

Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido

status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo

(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros

estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada

internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,

sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,

culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é

estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada

nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as

relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,

entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada

um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua

internacional ou não.

Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas

sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se

a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou

como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-

se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,

defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante

esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-

se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo

dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império

britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico

e cultural.

O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação

socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada

apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não

se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a

língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas

em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor

seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de

estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.

Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua

internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume

uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a

função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,

apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história

em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,

de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a

construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não

precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por

Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,

foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)

foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do

capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”

(Pennycook, 2007, p. 90)

Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito

da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente

natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.

Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável

e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua

aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito

da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza

que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,

pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva

da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença

comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar

cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa

na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.


Adaptado de: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/article/view/20197/13592
Assinale a alternativa em que há uma frase que NÃO pode ser passada para a voz passiva.
 

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1290380 Ano: 2018
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O mito do inglês como língua internacional ou franca

No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas

de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de

identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de

construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,

2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada

____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos

de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e

ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,

defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões

de ordem crítica.

Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido

status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo

(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros

estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada

internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,

sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,

culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é

estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada

nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as

relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,

entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada

um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua

internacional ou não.

Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas

sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se

a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou

como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-

se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,

defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante

esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-

se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo

dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império

britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico

e cultural.

O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação

socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada

apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não

se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a

língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas

em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor

seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de

estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.

Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua

internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume

uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a

função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,

apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história

em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,

de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a

construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não

precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por

Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,

foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)

foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do

capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”

(Pennycook, 2007, p. 90)

Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito

da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente

natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.

Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável

e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua

aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito

da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza

que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,

pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva

da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença

comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar

cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa

na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.


Adaptado de: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/article/view/20197/13592
A respeito das ocorrências de pronomes no texto, analise as seguintes assertivas:
I. Os pronomes ‘seus’ e ‘sua’ (l.26) referemse à ‘língua’ (l.26). II. O pronome ‘dela’ (l.40) refere-se à ‘língua inglesa’ (l.39). III. O pronome ‘seu’ (l.44) refere-se à ‘Pennycook’ (l.43).
Quais estão corretas?
 

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O mito do inglês como língua internacional ou franca

No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas

de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de

identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de

construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,

2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada

____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos

de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e

ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,

defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões

de ordem crítica.

Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido

status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo

(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros

estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada

internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,

sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,

culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é

estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada

nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as

relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,

entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada

um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua

internacional ou não.

Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas

sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se

a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou

como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-

se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,

defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante

esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-

se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo

dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império

britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico

e cultural.

O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação

socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada

apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não

se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a

língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas

em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor

seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de

estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.

Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua

internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume

uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a

função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,

apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história

em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,

de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a

construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não

precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por

Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,

foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)

foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do

capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”

(Pennycook, 2007, p. 90)

Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito

da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente

natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.

Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável

e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua

aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito

da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza

que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,

pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva

da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença

comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar

cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa

na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.


Adaptado de: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/article/view/20197/13592
Em relação à frase “Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo”, retirada do texto, pode-se afirmar que há _____ orações, sendo que duas são _________. A primeira delas é ___________; a segunda, ______________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
 

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322680 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Instruction: Answer question based on the following text.


Fake news: improved critical literacy skills are key to telling fact from fiction

Fake news is a buzzword of our time, but its impact can be significant. Not only can

it threaten our democracy, our confidence in governance, or our trust in journalism, but it has

also been reported to distort children’s view of the world.

In a digital world, we can no longer take everything we read, hear or see at face value –

no matter how reliable we believe the source. Children are increasingly likely to encounter fake

news; more young people than ever are using digital media as their main source of news, so

they must be equipped with the skills to tell fact from fiction.

While critical literacy skills are part of every stage of the national curriculum in England,

a new report from the National Literacy Trust shows that children are not retaining what they’ve

been taught. Some 20% of children aged between eight and 15 believe everything they read

online is true, and 35% of UK teachers say pupils have cited fake news or false information

found online as fact in their work.

Reading comprehension, a big part of the Key Stage 1 and 2 curriculums, is particularly

important for preparing children to become critically literate. It helps children accurately

understand and interpret information by making connections between what they read and what

they already know, working out what is important, and spotting the difference between fact and

fiction. Other curriculum areas help to build the foundation skills needed to develop strong

critical literacy skills, such as reading a wide range of texts for different purposes, learning

about inference, and identifying how language structures and presentation contribute to

meaning.

In addition to building on the skills learned in primary school, these skills feature even

more prominently in secondary school. At Key Stage 3, it is a requirement to teach pupils to

read critically and at Key Stage 4, pupils are taught to understand and evaluate texts by

seeking evidence to support a point of view, to distinguish between statements that are

supported by evidence and those that are not, and to identify bias and misuse of evidence.

Children need to be able to take what they learn in the classroom and apply it to real-life

situations. With fake news such a big threat to children’s lives, as well as being such a topical

issue, bringing it into the classroom will give teachers the opportunity to further develop their

pupils’ critical literacy skills, and give children an opportunity to discuss any news stories that

worry them in a safe environment.


Adapted from https://www.theguardian.com/teacher-network/2017/oct/17/fake-news-improved-criticalliteracy-skills-teaching-young-people

Consider the sentence: “… children are not retaining what they’ve been taught” (lines 09-10). The underlined structure is
 

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322679 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Para responder à questão, considere o tema as 10 Novas Competências Profissionais para Ensinar, de Perrenoud.

Administrar sua própria formação contínua requer:
I. Saber explicitar suas próprias práticas. II. Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo. III. Acolher a formação dos colegas e participar dela.
Quais estão corretas?
 

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322534 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Instruction: Answer question based on the following text.


Fake news: improved critical literacy skills are key to telling fact from fiction

Fake news is a buzzword of our time, but its impact can be significant. Not only can

it threaten our democracy, our confidence in governance, or our trust in journalism, but it has

also been reported to distort children’s view of the world.

In a digital world, we can no longer take everything we read, hear or see at face value –

no matter how reliable we believe the source. Children are increasingly likely to encounter fake

news; more young people than ever are using digital media as their main source of news, so

they must be equipped with the skills to tell fact from fiction.

While critical literacy skills are part of every stage of the national curriculum in England,

a new report from the National Literacy Trust shows that children are not retaining what they’ve

been taught. Some 20% of children aged between eight and 15 believe everything they read

online is true, and 35% of UK teachers say pupils have cited fake news or false information

found online as fact in their work.

Reading comprehension, a big part of the Key Stage 1 and 2 curriculums, is particularly

important for preparing children to become critically literate. It helps children accurately

understand and interpret information by making connections between what they read and what

they already know, working out what is important, and spotting the difference between fact and

fiction. Other curriculum areas help to build the foundation skills needed to develop strong

critical literacy skills, such as reading a wide range of texts for different purposes, learning

about inference, and identifying how language structures and presentation contribute to

meaning.

In addition to building on the skills learned in primary school, these skills feature even

more prominently in secondary school. At Key Stage 3, it is a requirement to teach pupils to

read critically and at Key Stage 4, pupils are taught to understand and evaluate texts by

seeking evidence to support a point of view, to distinguish between statements that are

supported by evidence and those that are not, and to identify bias and misuse of evidence.

Children need to be able to take what they learn in the classroom and apply it to real-life

situations. With fake news such a big threat to children’s lives, as well as being such a topical

issue, bringing it into the classroom will give teachers the opportunity to further develop their

pupils’ critical literacy skills, and give children an opportunity to discuss any news stories that

worry them in a safe environment.


Adapted from https://www.theguardian.com/teacher-network/2017/oct/17/fake-news-improved-criticalliteracy-skills-teaching-young-people

Observe the underlined structure: “Children need to be able to take what they learn in the classroom...” removed from text. Which verbs have the same structure?
 

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322532 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Instruction: Answer question based on the following text.


Fake news: improved critical literacy skills are key to telling fact from fiction

Fake news is a buzzword of our time, but its impact can be significant. Not only can

it threaten our democracy, our confidence in governance, or our trust in journalism, but it has

also been reported to distort children’s view of the world.

In a digital world, we can no longer take everything we read, hear or see at face value –

no matter how reliable we believe the source. Children are increasingly likely to encounter fake

news; more young people than ever are using digital media as their main source of news, so

they must be equipped with the skills to tell fact from fiction.

While critical literacy skills are part of every stage of the national curriculum in England,

a new report from the National Literacy Trust shows that children are not retaining what they’ve

been taught. Some 20% of children aged between eight and 15 believe everything they read

online is true, and 35% of UK teachers say pupils have cited fake news or false information

found online as fact in their work.

Reading comprehension, a big part of the Key Stage 1 and 2 curriculums, is particularly

important for preparing children to become critically literate. It helps children accurately

understand and interpret information by making connections between what they read and what

they already know, working out what is important, and spotting the difference between fact and

fiction. Other curriculum areas help to build the foundation skills needed to develop strong

critical literacy skills, such as reading a wide range of texts for different purposes, learning

about inference, and identifying how language structures and presentation contribute to

meaning.

In addition to building on the skills learned in primary school, these skills feature even

more prominently in secondary school. At Key Stage 3, it is a requirement to teach pupils to

read critically and at Key Stage 4, pupils are taught to understand and evaluate texts by

seeking evidence to support a point of view, to distinguish between statements that are

supported by evidence and those that are not, and to identify bias and misuse of evidence.

Children need to be able to take what they learn in the classroom and apply it to real-life

situations. With fake news such a big threat to children’s lives, as well as being such a topical

issue, bringing it into the classroom will give teachers the opportunity to further develop their

pupils’ critical literacy skills, and give children an opportunity to discuss any news stories that

worry them in a safe environment.


Adapted from https://www.theguardian.com/teacher-network/2017/oct/17/fake-news-improved-criticalliteracy-skills-teaching-young-people

The pronoun “them” (line 30) refers to
 

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322531 Ano: 2018
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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Fake news: improved critical literacy skills are key to telling fact from fiction

Fake news is a buzzword of our time, but its impact can be significant. Not only can

it threaten our democracy, our confidence in governance, or our trust in journalism, but it has

also been reported to distort children’s view of the world.

In a digital world, we can no longer take everything we read, hear or see at face value –

no matter how reliable we believe the source. Children are increasingly likely to encounter fake

news; more young people than ever are using digital media as their main source of news, so

they must be equipped with the skills to tell fact from fiction.

While critical literacy skills are part of every stage of the national curriculum in England,

a new report from the National Literacy Trust shows that children are not retaining what they’ve

been taught. Some 20% of children aged between eight and 15 believe everything they read

online is true, and 35% of UK teachers say pupils have cited fake news or false information

found online as fact in their work.

Reading comprehension, a big part of the Key Stage 1 and 2 curriculums, is particularly

important for preparing children to become critically literate. It helps children accurately

understand and interpret information by making connections between what they read and what

they already know, working out what is important, and spotting the difference between fact and

fiction. Other curriculum areas help to build the foundation skills needed to develop strong

critical literacy skills, such as reading a wide range of texts for different purposes, learning

about inference, and identifying how language structures and presentation contribute to

meaning.

In addition to building on the skills learned in primary school, these skills feature even

more prominently in secondary school. At Key Stage 3, it is a requirement to teach pupils to

read critically and at Key Stage 4, pupils are taught to understand and evaluate texts by

seeking evidence to support a point of view, to distinguish between statements that are

supported by evidence and those that are not, and to identify bias and misuse of evidence.

Children need to be able to take what they learn in the classroom and apply it to real-life

situations. With fake news such a big threat to children’s lives, as well as being such a topical

issue, bringing it into the classroom will give teachers the opportunity to further develop their

pupils’ critical literacy skills, and give children an opportunity to discuss any news stories that

worry them in a safe environment.


Adapted from https://www.theguardian.com/teacher-network/2017/oct/17/fake-news-improved-criticalliteracy-skills-teaching-young-people

The word “buzzword” (line 01) can be replaced, without changing the meaning in context, by is:
 

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