Foram encontradas 50 questões.
Para responder à questão, considere o tema Projeto de Ensino e Aprendizagem de Celso Vasconcellos.
Coluna 1 1. Análise da Realidade. 2. Projeção de Finalidades. 3. Formas de Mediação.
Coluna 2 ( ) Fundamentos da Disciplina. ( ) Proposta Geral Metodológica. ( ) Caracterização da Realidade. ( ) Normas Estabelecidas. ( ) Finalidades da Escola.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Para responder à questão, considere o tema Projeto de Ensino e Aprendizagem de Celso Vasconcellos.
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Para responder à questão, considere o tema Avaliação de Jussara Hoffmann.
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Para responder à questão, considere o tema Projeto de Ensino e Aprendizagem de Celso Vasconcellos.
( ) Informar alunos, professores e comunidade em que direção o desenvolvimento do aluno e do processo de ensino-aprendizagem está se realizando. ( ) Captar as necessidades a fim de serem trabalhadas e superadas, garantindo a aprendizagem e desenvolvimento por parte de todo os alunos. ( ) Favorecer que, em especial, aluno e professores possam refletir conjuntamente sobre essa realidade e selecionar formas apropriadas de dar continuidade aos trabalhos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Para responder à questão, considere o tema Avaliação de Jussara Hoffmann.
I. Para classificar e não promover. II. Para levar em conta parâmetros comparativos. III. De inserção na sociedade, em igualdade de condições avaliativas.
Quais estão corretas?
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No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
“Tem-se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status”.
I. O período possui três orações. II. ‘de que se trata de mero acaso’ é classificada como oração subordinada substantiva predicativa. III. A oração principal é ‘gozar desse status’.
Quais estão corretas?
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No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
I. Na linha 02, caso a palavra ‘atrelada’ fosse alterada para ‘dependente’, o uso do acento de crase a seguir continuaria sendo necessário. II. Caso a palavra ‘mediar’ (l.19) fosse alterada para ‘intervir’, não haveria necessidade de ajustes no período. III. Caso a expressão ‘em meio’ (l.40) fosse alterada para ‘no meio’, seria necessário alterar a preposição que a segue para manter a correção do período.
Quais estão corretas?
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No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
Coluna 1 1. Separar orações justapostas. 2. Separar expressões justapostas. 3. Separar um aposto. 4. Separar um adjunto adverbial deslocado.
Coluna 2 ( ) Linha 24 (segunda ocorrência). ( ) Linha 25 (segunda ocorrência). ( ) Linha 57 (primeira ocorrência).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaConjunçõesRelações de Causa e Consequência
No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
( ) A palavra ‘como’ é classificada como conjunção e introduz uma oração subordinada adverbial conformativa. ( ) O vocábulo ‘mais’, nesse contexto, é um adjetivo, indicando ideia de quantidade. ( ) A palavra ‘faceta’ é classificada como adjetivo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SintaxeConcordância
- MorfologiaSubstantivos
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
Em relação à perspectiva da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
Analise as seguintes assertivas a respeito de propostas de alteração do trecho:
I. Se a forma verbal ‘trata’ fosse alterada para o pretérito imperfeito, a reescrita da frase ficaria correta da seguinte forma: Em relação à perspectiva da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se tratava de uma crença comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditavam que era necessário estar cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição. II. Se o gênero do substantivo ‘alunos’ fosse alterado para o feminino, somente uma outra alteração seria necessária em função da correção do período. III. Se a expressão ‘exposição ao idioma’ fosse substituída por ‘aulas da língua’, outras duas alterações seriam necessárias para fins de concordância.
Quais estão corretas?
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