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Foram encontradas 130 questões.

230262 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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Circula na comunidade acadêmica, para debate e avaliação, a proposta do documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que define “os conhecimentos essenciais aos quais todos os estudantes brasileiros têm o direito de ter acesso e se apropriar durante sua trajetória na Educação Básica, ano a ano, desde o ingresso na Creche até o final do Ensino Médio” (BRASIL, 2015). Tal documento orienta todas as áreas de conhecimento, como é o caso da Área de Linguagens, que inclui a Língua Portuguesa e a Língua Estrangeira. Nesse documento, no que diz respeito ao ensino de língua portuguesa, a análise linguística é o eixo que

perpassa todos os demais, em diferentes níveis, de acordo com a etapa da escolaridade. No ciclo de alfabetização, ganha destaque a compreensão e o domínio do sistema alfabético/ortográfico e, à medida que se avança na escolaridade, a reflexão sobre os recursos linguísticos que envolvem as práticas de leitura, escrita e oralidade vai se aprofundando, a partir da análise de elementos presentes nos textos, incluindo aspectos relativos à normatividade em diferentes situações formais de uso da língua. Destacam-se, segundo essa perspectiva, a reflexão acerca da materialidade do texto (seleção lexical, recursos morfossintáticos, sinais gráficos, diagramação, dentre outros aspectos) e a apropriação de estratégias de exploração dos elementos constitutivos da textualidade (unidade e progressão temática, articulação entre partes, modos de composição tipológica, intertextualidade e polifonia, argumentatividade, planos enunciativos, relações entre recursos de coesão e coerência, dentre outros).

Considera-se a língua como um polissistema que agrega múltiplas variedades, conforme a situação social de uso da oralidade, da leitura e da escrita. A consciência da variação e das mudanças da língua e a valorização de todas as variedades como possuidoras de uma gramática eficaz e legítima são, portanto, determinantes para a forma de condução do trabalho voltado para os conhecimentos linguísticos pelo/a professor/a. A valorização das diferentes variedades da língua implica a valorização das diferentes identidades sociais.

A abordagem de categorias gramaticais (fonéticas/fonológicas, morfológicas, sintáticas, morfossintáticas) e de convenções da escrita (concordância, regência, ortografia, pontuação, acentuação etc.) deve vir a serviço da compreensão oral e escrita e da produção oral e escrita, e não o contrário. Dessa forma, os aspectos linguísticos abordados em atividades de leitura, escrita e oralidade podem ampliar os conhecimentos dos/as estudantes em relação a variedades que eles/as não dominam ainda, sem desqualificar as variedades de origem. Conforme o avanço na escolaridade, é esperado um aumento gradativo do nível de sistematização e de utilização de categorias gramaticais, sempre na perspectiva do USO-REFLEXÃO-USO, e não, vale repetir, da acumulação de um rol de conteúdos desconectados das práticas sociodiscursivas da linguagem.

BRASIL/MEC. Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: < http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ >. Acesso em: 16 abr. 2016, divulgada em setembro de 2015, p. 40 e 41)
Segundo a orientação da BNCC, no eixo da análise linguística, a ação pedagógica adequada para enfrentar o desafio que se coloca para os anos iniciais do ensino fundamental é:
 

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230257 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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Texto 3

Teoria, ideologia e a urgente necessidade

de pensar contra a má-fé

Márcia Tiburi

O teólogo André Musskopf defende que os fundamentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo, ele defende que “talvez o mais surpreendente seja que aqueles e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e conhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de alguns tem esse outro lado, um efeito inesperado de colocar a questão em pauta, de levar muita gente a repensar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, digamos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem a seguir na luta por direitos. Mas infelizmente há o lado péssimo de tudo isso, aquele que é vivido pelas vítimas desse estado de coisas, aqueles para quem não há justiça alguma.

Quem luta, não pode desistir. Enfraquecer o inimigo é necessário desde que não se menospreze sua força.

O caminho que devemos seguir quando se trata de pensar em gênero é aquele que reúne o esforço da crítica, da pesquisa, do esclarecimento, o esforço de quem se dedica à educação e à ciência, com o esforço da escuta. Quando escuto alguém falando de “cura gay” imagino o grau de esvaziamento de si, de pobreza subjetiva, que levou essa pessoa a aderir a uma teoria como essa. Infelizmente, esse tipo de teoria popular se transforma em ideologia enquanto, ao mesmo tempo, é usada por “donos do poder”, para vantagens pessoais.

Importante saber a diferença entre teoria e ideologia. São termos muito complexos. Incontáveis volumes já foram escritos sobre isso, mas podemos resumir nos seguintes termos: teoria é um tipo de pensamento que se expõe, ideologia é um tipo de pensamento que se oculta.

Há, no entanto, um híbrido, as “teorias ideológicas” que, por sua vez, expõem com a intenção de ocultar, ou ocultam fingindo que expõem.

Há teorias populares (que constituem o senso comum, as opiniões na forma de discursos que transitam no mundo da vida depois de terem sido lidas em jornais e revistas de divulgação) e teorias científicas (que estão sempre sendo questionadas e podem vir a ser desconstituídas, mas que escorrem para o senso comum e lá são transformadas e, em geral, perdem muito do seu sentido).

Ideologia, por sua vez, é o conjunto dos discursos e opiniões vigentes que servem para ocultar alguma coisa em vez de promover esclarecimento, investigação e ponderação.

A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gênero não é.

Algo muito curioso acontece com o uso do termo ideologia quando se fala em “ideologia de gênero”. Algo, no mínimo, capcioso. Pois quem usa o termo “ideologia de gênero” para combater o que há de elucidativo no termo gênero procura ocultar por meio do termo ideologia não apenas o valor do termo gênero, como, por inversão, o próprio conceito de ideologia. É como se falar de ideologia de gênero servisse para ocultar a ideologia de gênero de quem professa o discurso contra a ideologia de gênero.

Não se trata apenas de uma manobra em que a autocontradição performativa é ocultada pela força da expressão, mas de um caso evidente de má fé. E quando a má fé vem de pessoas (homens, sobretudo) que se dizem de fé, então, estamos correndo perigo, porque a fé do povo tem sido usada de maneira demoníaca.

O papel ético e político de quem pesquisa, ensina e luta pela lucidez em uma sociedade em que os traços obscurantistas se tornam cada vez mais intensos é também demonstrar que percebemos o que se passa e que continuaremos do lado crítico a promover lucidez, diálogo e respeito aos direitos fundamentais, inclusive relativos à sexualidade e ao gênero, em que pese a violência simbólica a que estamos submetidos.

Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/vamos-conversar-sobre-genero/> . Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].

A expressão “má-fé” anunciada no título do texto está implicada na questão que diz respeito
 

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230250 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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enunciado 230250-1

Acerca da relação entre elementos verbais e não verbais na construção da tirinha, é possível afirmar que há entre eles
 

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230249 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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O pequeno sonho da reescrita

Sírio Possenti

Meu pequeno sonho é que não haja mais aulas de português que não sejam de fato aulas de português. Basta de aulas para dividir palavras em sílabas, ditar com pronúncias artificiais, copiar do quadro, sublinhar substantivos, "tirar" verbos da 2ª conjugação, responder a perguntas bobas (Quem subiu a montanha?) para supostamente verificar a compreensão de frases banais como "O burrinho subiu a montanha para pastar".

Muitas aulas de gramática também são bem bobas. Alguém sabe por que as aulas de todos os anos começam com sujeito e predicado? Já imaginaram aulas de matemática recomeçando sempre com soma e multiplicação? As adjetivas explicativas estão entre vírgulas? E quem colocou as vírgulas?

Meu sonho geral inclui que se leia muito e durante as aulas. E que os textos lidos sejam comentados e sejam do tipo que mexe com a cabeça dos alunos, que os colocam "pra cima", exigem que seus cérebros trabalhem (poemas, textos de divulgação científica, trechos exemplares de livros que possam mostrar diferenças de estilo de época e mudanças da língua, entre outros). E que as letras de música que eles eventualmente analisem não sejam da marca Michel Teló - para isso não precisam sair de casa. Que sejam, por exemplo, como “Construção” (Chico Buarque), de um lado (até para falar com relevância das proparoxítonas, se se quiser), ou “Cuitelinho”, de outro.

Mas meu principal pequeno sonho tem a ver com escrita. Escreve-se mais hoje – com os aparelhos eletrônicos – do que nunca antes, o que gera um pouco de otimismo. Mas me refiro à escrita "trabalhada", discutida, analisada.

As aulas são para escrever e revisar textos. O professor no papel de revisor ou editor, exatamente como nas editoras, é bem mais interessante do que como simples corretor ou vigia da língua. É que as atividades em torno dos textos devem fazer sentido histórico. E a revisão tem esse sentido. Nossos alunos merecem aulas de verdade!

Disponível em: <http://revistalingua.com.br/textos/113/o-pequeno-sonho-da-reescrita-339017-1.asp> . Acesso em: 17 maio 2016.
Segundo o texto, uma aula eficaz de leitura necessita de:
 

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230242 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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Leia o gráfico a seguir.

Brasil – Variação da oferta interna de energia (%) –2013/2012

enunciado 230242-1

A leitura e interpretação do gráfico permite inferir que:

 

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230238 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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Causou polêmica a proposta recente do governo estadual de Goiás de transferência da gestão de escolas públicas para instituições conhecidas como organizações sociais (OS). A OS é uma entidade
 

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230236 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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Recentemente, algumas rodovias federais que cortam o estado de Goiás passaram pelo processo de concessão, que envolve a transferência de responsabilidade, da administração pública para uma organização privada, da gestão sobre a infraestrutura rodoviária, por determinado tempo. Nas rodovias concedidas, os motoristas devem pagar taxas para a circulação. Porém, existe uma exceção, que prevê isenção do pagamento das tarifas do pedágio para
 

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230230 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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Nos últimos anos, muitas infecções humanas, até pouco tempo desconhecidas, passaram a ser descobertas, além de várias outras que haviam sido controladas no passado terem ressurgido. Um exemplo de doença viral reemergente é:
 

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230229 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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Uma substância química orgânica, naturalmente presente no organismo de vários mamíferos, chamada fosfoetanolamina, vem sendo anunciada por diversos meios de comunicação como a cura para o câncer. A grande polêmica sobre esse medicamento foi causada pelo fato de o governo federal ter aprovado sua produção, a despeito
 

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1470160 Ano: 2016
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFG
Orgão: Pref. Goiânia-GO
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As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos (2000) estabelecem esta etapa como uma modalidade da Educação Básica para a qual definem-se os seguintes princípios:
Questão Anulada

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