O ato de brincar é um importante
modo de comunicação, é por meio deste ato
que a criança pode reproduzir o seu
cotidiano, o que possibilita seu processo de
aprendizagem, pois facilita a construção da
reflexão, da autonomia e da criatividade,
estabelecendo, desta forma, uma relação
estreita entre jogo e aprendizagem. Sobre a
relação entre o brincar e o processo de
desenvolvimento, leia as afirmações, abaixo:
1. O brincar, além de recrear,
caracteriza-se como uma das formas mais
complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo.
2. Pelo ato de brincar retrocedem trocas
recíprocas que deveriam se estabelecer
durante toda sua vida e se deterioram
capacidades importantes como a atenção, a
memória, a imitação e a imaginação.
3. A capacidade para imaginar, fazer
planos, apropriar-se de novos conhecimentos
surge, nas crianças, através do brincar, bem
como o desenvolvimento de áreas da
personalidade como afetividade,
motricidade, inteligência, sociabilidade e
criatividade.
4. A criança por intermédio da
brincadeira, das atividades lúdicas, atua,
mesmo que simbolicamente, nas diferentes
situações vividas pelo ser humano, reelaborando sentimentos, conhecimentos,
significados e atitudes.
Na educação infantil, o espaço
organizado da melhor maneira oportuniza
diferentes vivências para a criança, desde
que mediadas pelo educador. “O olhar de um
educador atento é sensível a todos os
elementos que estão postos em uma sala de
aula. O modo como organizamos materiais,
móveis, e a forma como crianças e adultos
ocupam esse espaço e como interagem com
ele são reveladores de uma concepção
pedagógica.” (HORN, 2004, p.15). A organização da sala de aula visa, pois,
viabilizar que as atividades planejadas por
professores e crianças se desenvolvam de
maneira flexível, criativa e cooperativa. Essa
organização:
Pesquisas têm demonstrado que áreas
semiabertas, criadas por divisórias de pouca altura como forma de organização dos
espaços na educação infantil, permitem as
crianças se certificarem, pelo olhar, que o
educador está por perto e possibilitam que
um número reduzido de parceiros se reúna
em torno de uma zona estruturadora de
atividades. Tais zonas podem ser um
escorregador, uma casinha de bonecas, um
canto para guardar carrinhos maiores como
em garagem, cabides com várias roupas,
bolsas, chapéus, guarda-chuvas
dependurados. Diante disso, leia as
afirmações abaixo e complete-as com V, se
verdadeiras e F, se falsas: ( ) Nessa organização, não há
necessidade de o educador atrair a atenção
de todas as crianças, ao mesmo tempo, para
si. Com isso as crianças esperam menos para
serem atendidas e aproveitam este tempo em
outras atividades interessantes.
( ) Nesse modo de organizar o espaço,
existe a possibilidade de as crianças se
descentrarem da figura do adulto, de
sentirem segurança e confiança ao
explorarem o ambiente, de terem
oportunidades para contato social e
momentos de privacidade.
( ) Esses grandes grupos formados por
esse tipo de organização do espaço impedem
a coordenação das ações das crianças, o que
leva a criação de múltiplos enredos de
brincadeira, diminuindo a troca entre eles e
dificultando a linguagem.
Diante de uma pesquisa realizada em
uma instituição de educação infantil, foram
obtidos elementos para análise, entre os
quais, a ordem, o momento e o espaço
utilizado na organização das atividades.
Assim como a hora do suco, como citado
abaixo, a rotina elaborada é realizada
sempre no mesmo horário, invariável,
independentemente do local e da situação
desempenhada. Leia o relato:
https://site.veracruz.edu.br/doc/ise_tcc_manuela_ass
uncao_crosera.pdf
A situação apresentada aponta:
Quanto à organização dos espaços e
do tempo, na educação infantil, Bassedas,
Huguet e Solé (1999, p. 100) afirmam que:
“As atividades sucedem-se normalmente na
mesma ordem e isso faz com que as crianças
sintam-se seguras e confiantes. É necessário
oferecer aos meninos e às meninas pontos de
referência estáveis, com os quais aprenderão
a antecipar e a prever o que depois e cada vez
se sentirão mais tranquilos na escola. A
educadora, com as suas explicações e
verbalização aproveita esses momentos para
ensinar as crianças. Também há outros
recursos que se utilizam para ajudar-lhe a
antecipar e a orientar-se no tempo: a canção
para ir ao pátio, as fotografias dos diferentes
momentos do dia, um fantoche que lhe avisa
que está na hora da refeição etc.”. Assim, o
professor deve estar preparado, de imediato,
para quaisquer situações ou imprevistos, e
isso requer dele:
“uma criança branca pergunta à educadora se
ficará suja se pegar na mão de outra criança
negra, a educadora que também era negra
contou o caso sorrindo e disse à criança “que
é claro que não, todo mundo é igual”; um
monitor relembra o dia em que um grupo de
meninas brincava “de casinha” e, dentre elas,
a menina negra, a qual ele denominou “a de
pele mais escura” fazia o papel de empregada
doméstica, ele resolveu intervir sugerindo que
as meninas trocassem de papéis, mas elas
abandonaram o jogo e quando ele se afastou,
elas retomaram a brincadeira com a mesma
divisão de papéis; a linguagem usada pelas
educadoras ao definir as crianças que
passavam por episódios preconceituosos:
“cabelo ruim” ou “mas essa era pretinha
mesmo, pretinha que chegava a ser azul de tão
preta”. (AFONSO, 1995, p. 17)
Para que esse tipo de comportamento seja
superado, práticas promotoras de igualdade
racial são necessárias, como:
Yasmim, do berçário dois: o pai é negro e a mãe é
branca. Quando viu a imagem de um homem negro
no mural da sala, logo associou a seu pai e apontou a
fotografia, demonstrando satisfação enorme, e falou:
“Papai! Papai!” Quando observamos essa cena, nós
nos demos conta de que talvez as crianças negras
nunca houvessem tido a oportunidade de fazer esse
tipo de associação ou identificação entre os seus
familiares e imagens expostas nas paredes do CEI.
Isso teve muito impacto. Isso mudou nosso olhar e
nos fez ver como a questão da diversidade racial
precisa estar presente em todos os espaços da
escola.
Afirma-se que não é possível educar
sem cuidar, na educação infantil. Sob tal
enfoque, situações que ocorrem diariamente
na rotina das crianças que frequentam
creches, como tomar banho, por exemplo,
poderão se transformar num momento
educativo e lúdico. Sobre cuidar e educar,
leia as afirmações:
I. Todos os momentos podem ser
pedagógicos à medida que o adulto interage
com a criança, estreitando-se os vínculos
afetivos.
II. Os docentes, ao promover as ações,
devem proporcionar cuidados básicos ao
mesmo tempo em que se atentam para a
construção da autonomia, dos conceitos, das
habilidades, do conhecimento físico e social.
III. Para cuidar, é necessário um
conhecimento daquele que necessita de cuidados, o que exige proximidade, tempo,
entrega.
IV. Educar significa propiciar situações
de cuidados, brincadeiras e aprendizagens
orientadas de forma integrada e que possam
contribuir para o desenvolvimento das
capacidades infantis e o acesso, pelas
crianças, aos conhecimentos mais amplos da
realidade social e cultural.
De acordo com alguns autores, o
cuidar na educação infantil significa aplicar
a atenção, o pensamento, a imaginação,
zelar, fazer os preparativos, prevenir-se e ter
cuidado consigo mesmo. Em relação ao
educar, apontam como promover o
desenvolvimento da capacidade intelectual,
moral e física de (alguém), ou de si mesmo.
Dessa forma, a Educação Infantil tem como
propósito atender as crianças no cuidar e no
educar e, pode-se concluir que esses atos
devem ser:
A quantidade de adjetivos corretos no
quadro, referentes ao educar e cuidar, é:
As creches devem proporcionar
condições de garantia para o
desenvolvimento do potencial de
crescimento adequado e a manutenção da
saúde integral das crianças, envolvendo
aspectos educacionais, sociais, culturais e
psicológicos, incluindo práticas alimentares
adequadas. Sobre essas últimas práticas, a
alternativa correta é: