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Sobre a despersonalização do paciente no contexto hospitalar, analise as afirmativas abaixo:
I. É uma prática comum dos profissionais da saúde, coerente com os princípios da Humanização, com o intuito de proteger a identidade do paciente. Ao ser hospitalizado, o nome do paciente é substituído por um número de leito ou então alguém portador de uma determinada patologia.
II. A despersonalização do paciente contribui para ausentar a pessoa de seu processo de tratamento, exacerbando o papel de paciente passivo.
III. É importante para que o paciente tenha maior consciência de sua patologia, e assim, possa reconhecer sua passividade perante a hospitalização, o que irá fazer com que exista a necessidade de uma total reformulação de seus valores e conceitos de homem, mundo e relação interpessoal.
IV. É necessária para que o paciente compreenda que seus hábitos anteriores terão de se transformar diante da realidade da hospitalização e da doença.
V. A despersonalização do paciente deriva da fragmentação ocorrida a partir dos diagnósticos cada vez mais específicos que, além de não abordarem a pessoa em sua amplitude existencial, fazem com que apenas determinados sintomas existam naquela vida.
VI. O psicólogo deve trabalhar no sentido de estancar os processos de despersonalização no âmbito hospitalar, pois esse processo é um dos maiores aniquiladores da dignidade existencial da pessoa hospitalizada.
São verdadeiras:
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Assinale a alternativa que apresenta todos os elementos essenciais na referência de artigos de periódicos, ordenados corretamente, de acordo com a NBR 6023/2002 (Elaboração de referências), da ABNT.
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Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
Estipula a NR-l3 que todo operador de caldeira e operador de unidades de processo(vasos de pressão), devem cumprir estágios práticos, supervisionados, na operação dos equipamentos que irão operar, com duração mínima respectivamente de :
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São as fases do processo de planejamento em bibliotecas:
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O paciente apresenta movimentos espasmódicos irregulares, involuntários e relativamente rápidos especialmente nos músculos da face ou nas extremidades, esta disfunção dos núcleos da base se refere a:
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O farmacêutico deve participar ativamente na padronização de medicamentos utilizados em uma unidade de saúde. Portanto a administração de um medicamento com ação bactericida deve ter preferência sobre um medicamento bacteriostático em um paciente com:
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Um grupo de 9 amigos foi acampar e levou alimento suficiente para 6 dias, calculando fazer 4 refeições diárias. Se chegassem mais 7 amigos e se o grupo fizesse 3 refeições diárias, a mesma quantidade de alimento seria suficiente para quanto tempo?
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A orientação da realização frequente de atividades físicas é uma medida de promoção e prevenção de agravos, devido aumento inadequado de peso. A avaliação do índice de massa corporal (IMC) é um importante parâmetro para avaliação do peso. Seu valor é considerado adequado entre:
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O papel do técnico em enfermagem é relevante na prevenção e controle da infecção hospitalar já que a atuação do mesmo pode determinar o aparecimento ou não de um caso de infecção hospitalar. É uma atuação do técnico em enfermagem relativa à prevenção e controle destes agravos, exceto:
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
Partir
Às 5:30 tocou o bip do meu relógio. Estava acordado, há horas talvez, aguardando a luz do dia. Abençoado relógio, não aguentava mais continuar deitado ali, com o coração batendo e a boca seca. Pulei da cama e subi para o convés. Na casinha da praia, o lampião continuava aceso, e a luz do mastro do Rapa Nui, ancorado mais para fora da baía, ainda estava ligada. Todos dormiam. Sentei-me na popa, molhada de orvalho, soprando entre as mãos uma xícara de café preto e sem açúcar, quando surgiu o Hermann. Trocamos um rápido “bom-dia”. E só. Como nos tempos do remo, quando treinávamos pesado antes de uma competição importante. “Silêncio no barco!”, era a ordem, “... e firme na água!” Mas desta vez não se tratava de um treino.
Ninguém conhecia ainda a data da partida. Eu deveria defini-la nos dez dias seguintes, a partir das condições de vento e tempo. Mas, durante a madrugada daquele domingo, último dia do ano, resolvi mudar de ideia. De algum modo, o Hermann pressentira o que se passava. As fitas que prendiam a vela principal já estavam soltas, o motor virando devagarinho e o guincho de recolhimento da âncora engatado. Com os primeiros raios da manhã, o mar vermelho espelhado refletia o contorno das montanhas que protegem Jurumirim, e só os coqueiros mais altos alcançavam o sol que, pouco a pouco, ia penetrando a baía.
Lindo lugar, Jurumirim. Um porto natural cercado de matas pelos lados, com uma pequena prainha ao fundo onde, debaixo dos coqueiros, fica a sede. Muitos deles, os menores, eu plantei quando garoto. No tempo em que a fazenda era ativa, o vale atrás da praia e algumas das encostas eram forrados de bananais. Com a chegada da Rio – Santos, os barcos bananeiros – Grajaú, Meu Brasil, Fluminense – desapareceram, sendo aos poucos substituídos pelo caminhão. Em Jurumirim, a banana foi acabando e a mata fechando-se em volta. Não há estrada até ali. Todo acesso é feito por mar. Para Paraty, pela praia da frente, ou para Paraty-Mirim, pelo outro lado da fazenda, que toca a baía dos Meros. Não há luz também. As noites são iluminadas a lampião ou a vaga-lumes.
A minha canoa mais importante – Rosa – vive na praia, embaixo da velha mangueira. Gosto desse lugar, profundamente, mas pela primeira vez não queria estar ali. é difícil deixar um lugar que mora no coração, por tanto tempo. Precisava sair – rápido – da baía antes que os outros acordassem.
Ao saltar de volta para a Canoinha, o Hermann notou sob a água transparente um cabo preso junto à hélice do Paratii. Rápido, mergulhou e soltou o que ainda restava. Não tive tempo de agradecer.
“Te cuida, Amyr.”
“Pode deixar.”
Foi tudo o que consegui dizer enquanto a canoa se afastava da praia.
Na verdade, já havia partido muito antes. Os últimos meses tinham sido infernais. Milhares, milhões de preparativos, papéis, acertos, problemas gigantescos e minúsculos que precisam ser resolvidos. E, à medida que o último dia vai chegando, vai-se partindo. Os meses vão se consumindo, a tensão aumentando, as últimas semanas, o último dia e, enfim, o exato e real instante de ir embora.
Mas o barulho da corrente trazendo a âncora me traiu. O Eduardo me viu quando estava na ponta da baía. Gritava algo que não podia ouvir. Segundos depois, vi os cabelos loiros da Cabeluda acenando do Rapa Nui. Mas já estava longe. Ufa! Um enorme nó na garganta, não virei mais para trás. Sem despedidas, melhor assim.
Liguei o piloto automático e abri as velas, a grande primeiro e em seguida as duas da frente. Incrível, mas tudo parecia funcionar. Voltei para a mesa na “torre” (o meu posto de pilotagem elevado), desdobrei a carta 19 002, o Atlântico Sul, e anotei, com pressa, a hora de saída – 9:01 GMT – na página 1 do diário.
O mar liso, com longas e suaves ondas, fazia o barco balançar levemente. Fui à proa e acabei de fixar firmemente a pesada âncora. Talvez devesse tirá-la, guardá-la no porão até a próxima vez em que avistasse terra. Eram cinquenta quilos, além da quilométrica e pesada corrente, mas resolvi deixá-la instalada caso fosse necessário uma escala de emergência.
Com os pés apoiados nas asas da âncora e as pernas contra o balcão, instalei-me na extremidade máxima, à frente do barco, imitando uma carranca do São Francisco, enquanto o Paratii, com todas as velas, seguia sozinho, automático, silencioso, o seu rumo.
Pouco antes das 11:00 GMT, ultrapassei a ponta da Joatinga, o cabo Horn paratiense, e então alterei o rumo para Sul verdadeiro. Não, não era um passeio de alguns dias. Mar aberto por fim. A leste, a África. Ao sul, minha próxima parada, a península Antártica.
Ainda imóvel, na proa, fui seguindo com os olhos as últimas árvores visíveis da ponta que ia desaparecendo. Árvores. Quinze meses até a próxima árvore! Quinze meses, que eternidade!
KLINK, Amyr. Paratii: entre dois pólos. São Paulo: Companhia das Letras.
Nome do veleiro com que Amyr Klink viaja de um pólo a outro é:
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