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Tamires é uma mulher cisgênera sino-brasileira,
divorciada, de 66 anos, e vem à consulta
acompanhada da filha por conta de problemas de
memória. A filha relata que Tamires vem
apresentando, no último ano, esquecimentos
recorrentes, dificuldade de executar tarefas do dia a
dia (como cozinhar e ir ao mercado), falta de foco,
dificuldade de caminhar e apatia. Nega uso de álcool
ou outras drogas, nega uso de medicações. Durante
a consulta, você aplica a ferramenta de triagem para
demências 10-CS, obtendo uma pontuação de 2/10.
Ao exame físico, a paciente apresenta lentificação da
marcha e tremores leves em ambas as mãos
somente quando as movimenta, sem tremores em
outras partes do corpo. Qual das condutas abaixo
deve fazer parte da próxima etapa de investigação do
quadro?
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Carlos é um homem cisgênero preto, viúvo, de 55
anos, que buscou atendimento com você para
tratamento de dependência de álcool há 3 meses. Na
ocasião, seu caso foi classificado como moderado e
foi decidido em conjunto com o Carlos que apenas
abordagem psicossocial seria empregada naquele
momento, com participação em grupo terapêutico e
sessões de psicoterapia semanais. O paciente tem
seu primeiro retorno com você hoje e relata que
segue motivado e conseguiu ficar abstêmio por 1
mês, mas há 2 semanas voltou a beber 1 a 2 doses
de cachaça todos os dias, "para esquecer dos
problemas". Ele explica que recentemente seu
médico de família e comunidade lhe diagnosticou
com insuficiência renal e está em risco de ir para a
diálise, o que gerou muita ansiedade, embora
surpreendentemente o fígado estivesse bem nos
exames.
Após acolhê-lo, vocês realizam um plano conjunto que envolve iniciar uma terapia farmacológica. Qual conduta seria mais indicada para o caso acima?
Após acolhê-lo, vocês realizam um plano conjunto que envolve iniciar uma terapia farmacológica. Qual conduta seria mais indicada para o caso acima?
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A Eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento
antigo e muito estigmatizado, ainda que com
evidência de eficácia em algumas situações.
Consiste no posicionamento de eletrodos na região
temporal direita, bitemporal ou bifrontal, com
posterior aplicação de pulsos breves e ultrabreves,
visando a gerar curtas convulsões subclínicas no
paciente anestesiado. Dadas as evidências
científicas disponíveis, em termos de segurança e
eficácia do procedimento, qual dos pacientes a
seguir tem maior probabilidade de se beneficiar
desse tratamento?
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- Emergências Psiquiátricas
- Psicofarmacologia
- Psicopatologia
- Psiquiatria Clínica
- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Roger é um adolescente trans branco de 17 anos,
solteiro. Há 1 mês teve seu primeiro episódio
psicótico, sem gatilho esclarecido. Dizia que estava
sendo perseguido pelo FBI porque queriam prender
o demônio que estava dentro dele; também ouvia
vozes que lhe davam ordens para se ferir. Buscou
atendimento psiquiátrico acompanhado dos pais há
1 semana e lhe prescreveram Haloperidol 1 mg, 1 vez
ao dia. Ele retorna hoje com você para reavaliação.
Roger relata que as vozes já diminuíram bastante, já
não o incomodam tanto. Porém, o que o mais tem
incomodado é uma sensação intensa de inquietação
que surgiu na última semana: não consegue ficar
parado ou sentado em nenhum momento do dia e
tem sido muito difícil para dormir. Nega uso de álcool
ou outras drogas, faz uso contínuo apenas de
bombinha para asma. Ao exame psíquico, paciente
bastante agitado, levanta-se da cadeira algumas
vezes durante a consulta, mexendo bastante as mãos
e os pés; sem sinais indiretos de alteração de
sensopercepção; discurso ainda com conteúdo
delirante relacionado ao FBI. Diante da sua avaliação
clínica, o mais adequado seria:
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Júlia é uma adolescente cis parda de 16 anos, com
parceria fixa no momento. Passou em consulta com
você pela primeira vez há 2 semanas com queixa de
que 3 meses antes havia começado a sentir muita
tristeza, dormir demais, comer descontroladamente e
sofrer com falta de prazer na vida e pensamentos de
morte (sem ideação suicida). Na ocasião, recebeu
prescrição de Venlafaxina e foi colocada na fila para
psicoterapia. Retorna hoje acompanhada da
namorada, relatando que está se sentindo muito
melhor com a medicação, tem conseguido render
muito mais na escola e que seguramente era a
melhor da turma no momento - estuda até 4 horas da
manhã e às 7 horas já está pronta para começar o
dia. A namorada, no entanto, queixa-se de que tem
sido difícil conversarem, sente que não tem vez
porque "a Júlia não para de falar"; também pergunta
a você se não tem algum remédio para reduzir a
libido da Júlia, pois "tem sido impossível".
Você decide, então, substituir a Venlafaxina por uma outra medicação. Qual das prescrições abaixo não seria útil no manejo do quadro atual?
Você decide, então, substituir a Venlafaxina por uma outra medicação. Qual das prescrições abaixo não seria útil no manejo do quadro atual?
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- Psicofarmacologia
- Psiquiatria Clínica
- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
- Transtornos MentaisAnsiedade, Dissociativos e SomatoformesAnsiedade, Fobias e Síndrome do Pânico
Rita é uma adolescente cis preta de 16 anos, com
parceria fixa. Vem para sua primeira consulta com
você após ser encaminhada pela UBS para ajuste de
tratamento. Rita já vinha tratando um quadro de
ansiedade há 6 meses com Fluoxetina, mas sentiu
pouca melhora mesmo chegando à dose de 80 mg ao
dia. Há 1 mês, o médico da UBS substituiu seu
medicamento por Venlafaxina. Rita relata que
apresentou melhora substancial após a troca, mas
ainda se sente muito incomodada pela insônia, às
vezes levando mais de 4 horas para pegar no sono.
Rita não gostaria de abordar tratamentos não
medicamentosos no momento, sente que ainda não
tem a disciplina necessária, mas tem muito medo de
usar algum medicamento que possa causar
dependência. Dentre os esquemas terapêuticos
abaixo, qual seria o mais adequado para uso
contínuo?
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- Psicofarmacologia
- Psicopatologia
- Psicoterapia
- Psiquiatria Clínica
- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Eliana é uma adolescente cisgênera preta de 16
anos, com parceria fixa. Vem à consulta porque não
aguenta mais se sentir tão no limite o tempo todo.
Sente inquietação, dificuldade para começar a
dormir, preocupação com o futuro e pensamentos
catastróficos recorrentes, sempre tem medo de que o
pior desfecho possível de uma situação irá ocorrer.
Os sintomas já estão presentes há 1 ano, quase
todos os dias. Nega comorbidades, uso de
substâncias ou medicações de uso contínuo.
Chegou a iniciar tratamento com Fluoxetina no
passado, mas logo desenvolveu manchas vermelhas
no corpo e parou por orientação de sua amiga
enfermeira. Buscou novamente o psiquiatra, que lhe
receitou então a Sertralina - dessa vez, sentiu que os
medos e preocupações se intensificaram logo na
primeira semana de uso, e decidiu parar por conta
própria. Eliana, então, pede a você que arrume
alguma solução para essa situação "de uma vez por
todas".
Baseado na melhor evidência científica disponível, qual dos seguintes tratamentos propostos seria mais bem indicado?
Baseado na melhor evidência científica disponível, qual dos seguintes tratamentos propostos seria mais bem indicado?
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- Emergências Psiquiátricas
- Psicopatologia
- Psicoterapia
- Psiquiatria Clínica
- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Otávio é um adolescente cis branco de 17 anos,
solteiro. Vem à consulta médica acompanhado da
mãe. A mãe queixa-se de que percebe o filho muito
desanimado nos últimos 6 meses, desde que mudou
de escola. Refere que ele parece não ter interesse em
nada, o vê chorando com certa frequência, às vezes
deixa até de tomar banho. Quando você se volta para
o Otávio, ele lhe informa que vem sofrendo bullying
na escola nova por conta da obesidade. Sente-se
como se fosse o culpado por estar nessa situação e
acaba descontando esse sentimento na comida.
Também tem acordado no meio da noite todos os
dias. No último mês, pensamentos suicidas têm
permeado a sua mente - quando você pergunta se ele
teria um método ou data marcada, ele responde que
não sabe bem ainda, "talvez algum remédio ou
corda".
Qual das abordagens abaixo seria mais adequada para iniciar o tratamento de Otávio?
Qual das abordagens abaixo seria mais adequada para iniciar o tratamento de Otávio?
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José Carlos é um adolescente trans branco de 17
anos, solteiro, estudante do Ensino Médio no turno
noturno, que vem à consulta com você hoje pela
primeira vez, acompanhado da mãe. Ela relata que o
filho sempre foi muito tímido, mas que no último ano
começou a sair mais de casa. Entretanto, nos últimos
3 meses, a frequência com que sai de casa aumentou
bastante, além de estar chegando sempre tarde. Não
é raro que ele apareça agitado, com olhos
arregalados, ofegante, irritado e até mesmo
paranoico - a mãe chegou a presenciar crises sérias
de ansiedade algumas vezes. Ela relata que, no dia
seguinte, ele acorda no meio da tarde, letárgico e
desanimado, e assim permanece até a hora de ir para
a escola. A mãe teme que ele possa estar tendo
problemas com dinheiro, pois recentemente vendeu
seus vídeo-games e computador pela internet, mas
ele não se abre muito com ela. Quando você pede a
José Carlos a sua versão dos fatos, ele diz que anda
estressado com algumas coisas, mas veio à consulta
apenas para agradar a mãe insistente.
Diante do quadro apresentado, qual seria a conduta mais adequada?
Diante do quadro apresentado, qual seria a conduta mais adequada?
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- Emergências Psiquiátricas
- Psicofarmacologia
- Psiquiatria Clínica
- Transtornos MentaisEsquizofrenia, Transtornos Esquizotípicos e Transtornos Delirantes
Josué é um adolescente cis branco de 17 anos,
solteiro. Vem acompanhado da mãe para consulta de
retorno. Josué já está em acompanhamento no
ambulatório de psiquiatria há 2 anos, desde que teve
sua primeira crise psicótica. Após trocar de
medicação diversas vezes, já tendo tentado
Quetiapina, Risperidona e Aripiprazol, você e o
restante da equipe conseguiram atingir um controle
aceitável dos sintomas psicóticos com Olanzapina
na dose de 20 mg ao dia, tendo o último ajuste de
dose sido há 2 semanas. Josué relata que está feliz
de quase não ser mais incomodado pelas vozes, mas
a mãe percebeu que ele tem tido dificuldade de
caminhar e está com tremores intensos nas mãos. À
inspeção, você percebe tremor de extremidades
acentuado quando ele move os braços, além de
pronunciada rigidez nos movimentos. A marcha
também é bastante lentificada. Apesar dessas
alterações, o paciente se apresenta vigil e
contactante. Dentre as alternativas abaixo, qual seria
a abordagem mais adequada nesse cenário?
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