Foram encontradas 40 questões.
- Emergências Psiquiátricas
- Psicofarmacologia
- Psicopatologia
- Psiquiatria Clínica
- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Roger é um adolescente trans branco de 17 anos,
solteiro. Há 1 mês teve seu primeiro episódio
psicótico, sem gatilho esclarecido. Dizia que estava
sendo perseguido pelo FBI porque queriam prender
o demônio que estava dentro dele; também ouvia
vozes que lhe davam ordens para se ferir. Buscou
atendimento psiquiátrico acompanhado dos pais há
1 semana e lhe prescreveram Haloperidol 1 mg, 1 vez
ao dia. Ele retorna hoje com você para reavaliação.
Roger relata que as vozes já diminuíram bastante, já
não o incomodam tanto. Porém, o que o mais tem
incomodado é uma sensação intensa de inquietação
que surgiu na última semana: não consegue ficar
parado ou sentado em nenhum momento do dia e
tem sido muito difícil para dormir. Nega uso de álcool
ou outras drogas, faz uso contínuo apenas de
bombinha para asma. Ao exame psíquico, paciente
bastante agitado, levanta-se da cadeira algumas
vezes durante a consulta, mexendo bastante as mãos
e os pés; sem sinais indiretos de alteração de
sensopercepção; discurso ainda com conteúdo
delirante relacionado ao FBI. Diante da sua avaliação
clínica, o mais adequado seria:
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Regina é uma criança preta de 7 anos que vem
acompanhada da avó Mirtes na consulta. A avó traz
de imediato a demanda por algum remédio para
acalmar a criança. Ela refere que passou a ser
cuidadora da neta há 8 meses, desde que as 2 mães
da criança começaram a trabalhar em tempo integral.
Nesse período, percebeu que a neta não para quieta,
sempre correndo de um lado para o outro da casa e
pulando no sofá. A Regina só se acalma quando fica
no celular, mas fica muito tempo se deixarem, o que
acaba resultando nas tarefas da escola ficarem para
a última hora; a avó lamenta que nem sempre
consiga parar os cuidados com a casa para dar
atenção a isso. Mirtes queixa-se ainda de que a
rotina com a criança tem sido exaustiva e gostaria de
auxílio profissional. Você pergunta se a escola já fez
alguma reclamação, a avó refere que apenas uma
vez, porque a neta estava conversando muito
durante a aula.
Durante a consulta, Regina fica sentada na cadeira ao lado da avó mexendo no celular durante toda a consulta. Quando Mirtes pede que pare de mexer no celular, a neta conversa brevemente com você sobre os desenhos que mais gosta, sem alterações notáveis de motricidade ou pressão de fala.
Qual seria a conduta mais adequada nesse contexto?
Durante a consulta, Regina fica sentada na cadeira ao lado da avó mexendo no celular durante toda a consulta. Quando Mirtes pede que pare de mexer no celular, a neta conversa brevemente com você sobre os desenhos que mais gosta, sem alterações notáveis de motricidade ou pressão de fala.
Qual seria a conduta mais adequada nesse contexto?
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Júlia é uma adolescente cis parda de 16 anos, com
parceria fixa no momento. Passou em consulta com
você pela primeira vez há 2 semanas com queixa de
que 3 meses antes havia começado a sentir muita
tristeza, dormir demais, comer descontroladamente e
sofrer com falta de prazer na vida e pensamentos de
morte (sem ideação suicida). Na ocasião, recebeu
prescrição de Venlafaxina e foi colocada na fila para
psicoterapia. Retorna hoje acompanhada da
namorada, relatando que está se sentindo muito
melhor com a medicação, tem conseguido render
muito mais na escola e que seguramente era a
melhor da turma no momento - estuda até 4 horas da
manhã e às 7 horas já está pronta para começar o
dia. A namorada, no entanto, queixa-se de que tem
sido difícil conversarem, sente que não tem vez
porque "a Júlia não para de falar"; também pergunta
a você se não tem algum remédio para reduzir a
libido da Júlia, pois "tem sido impossível".
Você decide, então, substituir a Venlafaxina por uma outra medicação. Qual das prescrições abaixo não seria útil no manejo do quadro atual?
Você decide, então, substituir a Venlafaxina por uma outra medicação. Qual das prescrições abaixo não seria útil no manejo do quadro atual?
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- Psicofarmacologia
- Psiquiatria Clínica
- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
- Transtornos MentaisAnsiedade, Dissociativos e SomatoformesAnsiedade, Fobias e Síndrome do Pânico
Rita é uma adolescente cis preta de 16 anos, com
parceria fixa. Vem para sua primeira consulta com
você após ser encaminhada pela UBS para ajuste de
tratamento. Rita já vinha tratando um quadro de
ansiedade há 6 meses com Fluoxetina, mas sentiu
pouca melhora mesmo chegando à dose de 80 mg ao
dia. Há 1 mês, o médico da UBS substituiu seu
medicamento por Venlafaxina. Rita relata que
apresentou melhora substancial após a troca, mas
ainda se sente muito incomodada pela insônia, às
vezes levando mais de 4 horas para pegar no sono.
Rita não gostaria de abordar tratamentos não
medicamentosos no momento, sente que ainda não
tem a disciplina necessária, mas tem muito medo de
usar algum medicamento que possa causar
dependência. Dentre os esquemas terapêuticos
abaixo, qual seria o mais adequado para uso
contínuo?
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Manuela é uma criança parda de 7 anos, na primeira
série da escola, e vem à consulta acompanhada da
sua mãe Jasmine, que traz preocupações com o
rendimento escolar da filha. Embora não esteja tendo
um mau desempenho acadêmico, já faz alguns
meses que os professores reclamam que Manuela é
muito distraída. Jasmine explica que várias vezes no
meio da aula a filha para o que está fazendo e fica
olhando para o nada, como se estivesse "no mundo
da lua", e assim que volta a prestar atenção fica
pedindo para o professor se repetir. Durante a aula
de educação física isso acontece com ainda mais
frequência: para no meio do jogo de futebol e fica
parada, olhando para longe, e só volta para o jogo
depois de alguns segundos, depois da professora
muito chamar sua atenção. Além disso, Jasmine não
recebeu nenhuma outra reclamação sobre a filha, e
também não notou outros problemas.
Quando você se vira para conversar com a Manuela, ela fala bem sobre sua relação com os amigos da escola e sobre os desenhos de que gosta, embora tenha parado de gostar de futebol porque sempre leva bronca. Após algum tempo de conversa, você percebe que Manuela fica cerca de 20 segundos sem falar, apenas olhando fixamente para você, antes de voltar a conversar normalmente.
Qual a principal hipótese diagnóstica para o caso e qual seria a próxima medida mais adequada para seguir a investigação?
Quando você se vira para conversar com a Manuela, ela fala bem sobre sua relação com os amigos da escola e sobre os desenhos de que gosta, embora tenha parado de gostar de futebol porque sempre leva bronca. Após algum tempo de conversa, você percebe que Manuela fica cerca de 20 segundos sem falar, apenas olhando fixamente para você, antes de voltar a conversar normalmente.
Qual a principal hipótese diagnóstica para o caso e qual seria a próxima medida mais adequada para seguir a investigação?
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- Psicofarmacologia
- Psicopatologia
- Psicoterapia
- Psiquiatria Clínica
- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Eliana é uma adolescente cisgênera preta de 16
anos, com parceria fixa. Vem à consulta porque não
aguenta mais se sentir tão no limite o tempo todo.
Sente inquietação, dificuldade para começar a
dormir, preocupação com o futuro e pensamentos
catastróficos recorrentes, sempre tem medo de que o
pior desfecho possível de uma situação irá ocorrer.
Os sintomas já estão presentes há 1 ano, quase
todos os dias. Nega comorbidades, uso de
substâncias ou medicações de uso contínuo.
Chegou a iniciar tratamento com Fluoxetina no
passado, mas logo desenvolveu manchas vermelhas
no corpo e parou por orientação de sua amiga
enfermeira. Buscou novamente o psiquiatra, que lhe
receitou então a Sertralina - dessa vez, sentiu que os
medos e preocupações se intensificaram logo na
primeira semana de uso, e decidiu parar por conta
própria. Eliana, então, pede a você que arrume
alguma solução para essa situação "de uma vez por
todas".
Baseado na melhor evidência científica disponível, qual dos seguintes tratamentos propostos seria mais bem indicado?
Baseado na melhor evidência científica disponível, qual dos seguintes tratamentos propostos seria mais bem indicado?
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- Emergências Psiquiátricas
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- Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Otávio é um adolescente cis branco de 17 anos,
solteiro. Vem à consulta médica acompanhado da
mãe. A mãe queixa-se de que percebe o filho muito
desanimado nos últimos 6 meses, desde que mudou
de escola. Refere que ele parece não ter interesse em
nada, o vê chorando com certa frequência, às vezes
deixa até de tomar banho. Quando você se volta para
o Otávio, ele lhe informa que vem sofrendo bullying
na escola nova por conta da obesidade. Sente-se
como se fosse o culpado por estar nessa situação e
acaba descontando esse sentimento na comida.
Também tem acordado no meio da noite todos os
dias. No último mês, pensamentos suicidas têm
permeado a sua mente - quando você pergunta se ele
teria um método ou data marcada, ele responde que
não sabe bem ainda, "talvez algum remédio ou
corda".
Qual das abordagens abaixo seria mais adequada para iniciar o tratamento de Otávio?
Qual das abordagens abaixo seria mais adequada para iniciar o tratamento de Otávio?
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José Carlos é um adolescente trans branco de 17
anos, solteiro, estudante do Ensino Médio no turno
noturno, que vem à consulta com você hoje pela
primeira vez, acompanhado da mãe. Ela relata que o
filho sempre foi muito tímido, mas que no último ano
começou a sair mais de casa. Entretanto, nos últimos
3 meses, a frequência com que sai de casa aumentou
bastante, além de estar chegando sempre tarde. Não
é raro que ele apareça agitado, com olhos
arregalados, ofegante, irritado e até mesmo
paranoico - a mãe chegou a presenciar crises sérias
de ansiedade algumas vezes. Ela relata que, no dia
seguinte, ele acorda no meio da tarde, letárgico e
desanimado, e assim permanece até a hora de ir para
a escola. A mãe teme que ele possa estar tendo
problemas com dinheiro, pois recentemente vendeu
seus vídeo-games e computador pela internet, mas
ele não se abre muito com ela. Quando você pede a
José Carlos a sua versão dos fatos, ele diz que anda
estressado com algumas coisas, mas veio à consulta
apenas para agradar a mãe insistente.
Diante do quadro apresentado, qual seria a conduta mais adequada?
Diante do quadro apresentado, qual seria a conduta mais adequada?
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Rafael é um adolescente cis branco de 15 anos,
solteiro. É trazido à consulta pelo pai por solicitação
da escola. O pai relata que há 3 dias Rafael tentou
agredir seu colega de turma com um canivete depois
que este se recusou a lhe emprestar uma caneta,
mas foi impedido por outros colegas. Não é a
primeira vez que o comportamento do filho o
preocupa: com 13 anos já se envolvia em brigas na
escola, chegou a ser suspenso por praticar bullying.
Houve também episódios em que mentiu para os
amigos para que lhe dessem dinheiro e chegou até
mesmo a roubar dinheiro de um colega contra quem
praticava bullying. O pai diz que acredita que isso
possa ser uma reação de Rafael ao fato da mãe do
adolescente ter sido presa por tráfico de drogas
quando este tinha 11 anos, mas não sabe mais o que
fazer. Quando você pergunta a Rafael o que ele acha
que tem acontecido, ele apenas te encara e mantém
mutismo aparentemente proposital.
Qual é o diagnóstico mais provável diante do quadro clínico descrito?
Qual é o diagnóstico mais provável diante do quadro clínico descrito?
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- Emergências Psiquiátricas
- Psicofarmacologia
- Psiquiatria Clínica
- Transtornos MentaisEsquizofrenia, Transtornos Esquizotípicos e Transtornos Delirantes
Josué é um adolescente cis branco de 17 anos,
solteiro. Vem acompanhado da mãe para consulta de
retorno. Josué já está em acompanhamento no
ambulatório de psiquiatria há 2 anos, desde que teve
sua primeira crise psicótica. Após trocar de
medicação diversas vezes, já tendo tentado
Quetiapina, Risperidona e Aripiprazol, você e o
restante da equipe conseguiram atingir um controle
aceitável dos sintomas psicóticos com Olanzapina
na dose de 20 mg ao dia, tendo o último ajuste de
dose sido há 2 semanas. Josué relata que está feliz
de quase não ser mais incomodado pelas vozes, mas
a mãe percebeu que ele tem tido dificuldade de
caminhar e está com tremores intensos nas mãos. À
inspeção, você percebe tremor de extremidades
acentuado quando ele move os braços, além de
pronunciada rigidez nos movimentos. A marcha
também é bastante lentificada. Apesar dessas
alterações, o paciente se apresenta vigil e
contactante. Dentre as alternativas abaixo, qual seria
a abordagem mais adequada nesse cenário?
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