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No processo escolar “há um professor que intervém, não para se opor aos desejos e necessidades ou à liberdade e autonomia do aluno, mas para ajudá-lo a ultrapassar suas necessidades e criar outras, para ganhar autonomia, para ajudá-lo no seu esforço de distinguir a verdade do erro, para ajudá-lo a compreender as realidades sociais e sua própria existência.” Essa afirmação de Cipriano Carlos Luckesi, em seu livro Filosofia da Educação, pretende:
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- Ministério da SaúdePortariasPortaria MS/SVS 453/1998: Regulamento Técnico sobre Proteção Radiológica
De acordo com a Portaria 453/98 da ANVISA, durante a utilização de avental plumbífero, a forma correta de fixação do dosímetro individual de leitura indireta e o fator de correção a ser aplicado para estimativa de dose efetiva são:
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Exame(s) que pode(m) ser dispensado(s) na mulher climatérica:
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A hemiplegia é considerada uma síndrome caracterizada pela perda da mobilidade voluntária total em um hemicorpo. Ela pode se instalar subitamente como nos casos de acidente vascular encefálico ou um traumatismo crânio-encefálico, podendo ser ou não progressiva e apresentar-se com o tônus flácido ou espástico. Avalie as alternativas abaixo e marque a INCORRETA.
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A história clínica e nutricional é de fundamental importância para identificação de grupos de risco e avaliação do estado nutricional relativa ao ferro por métodos dietéticos. São considerados sob risco de desenvolvimento de deficiência de ferro, EXCETO
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Foi elaborada, recentemente, uma nova classificação para a asma brônquica baseada nos níveis de controle da doença. Para um paciente, maior de 5 anos, com asma parcialmente controlada, mas que não obteve controle com dose baixa de corticoide inalatório, são condutas adequadas, EXCETO
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Com relação à Hepatite B, a equipe de saúde bucal encontra-se em elevado risco de transmissão durante os procedimentos odontológicos. Qual é a principal fonte de infeção ocupacional pelo referido vírus?
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Uma lanchonete congela a massa de pão de queijo, em forma de bolas de raio !$ R\ !$. Descongelando uma bola dessa massa, quantos pães de queijo de raio !$ \large{ R \over 2} !$ pode-se formar?
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- Estatística DescritivaMedidas de Tendência CentralMédiasMédia AritméticaMédia Ponderada (Agrupados por Valor)
Os alunos da 7.ª série do Colégio “Alfa” têm 2 aulas semanais de Geometria e 3 aulas semanais de Álgebra. Para calcular a nota bimestral de Matemática, ficou combinado que seria utilizada a média aritmética ponderada das notas de Geometria, com peso 2, e Álgebra, com peso 3. Uma aluna obteve 6,0 em Geometria e 8,5 em Álgebra. A nota bimestral dessa aluna foi:
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A bruxa nos relógios
Não falarei aqui do meu desânimo quanto à situação do país: cansei. Por algum breve tempo vou tirar férias dessa preocupação. Vou me concentrar no possível: os afetos, o trabalho, a vida. Então falo aqui de um tema que me fascina, sobre o qual muito tenho refletido e acabo de escrever um livro: a passagem do tempo.
Quando criança, eu achava que no relógio de parede do sobrado de uma de minhas avós, aquele que soava horas, meias horas e quartos de hora que me assustavam nas madrugadas insones em que eu eventualmente dormia lá, morava uma feiticeira que tricotava freneticamente, com agulhas de metal, tique-taque, tique-taque, tecendo em longas mantas o tempo da nossa vida.
Nessas reflexões, e observações, mais uma vez constatei o que todo mundo sabe: vivemos a idolatria da juventude — e do poder, do dinheiro, da beleza física e do prazer!$ ^{(D)} !$. Muitos gostariam de ficar para sempre embalsamados em seus 20 ou 30 anos. Ou ter, aos 60, "alma jovem", o que acho muito discutível, pois deve ser bem melhor ter na maturidade ou na velhice uma alma adequada, o que não significa mofada e áspera.
Por que a juventude seria a melhor fase da vida, como se jovem não tivesse problemas e sofrimentos, doenças e perdas, e não lutasse contra enormes pressões da família, da turma, da sociedade, para ser e agir dessa ou daquela forma? O número de adolescentes que se suicidam ou tentam se matar é muito maior do que imaginamos.
Lembro que há muitos anos um adolescente conhecido se matou. Naquela ocasião, um menino de sua turma me disse em voz baixa, olho arregalado: "Ontem ainda a gente jogou bola junto na escola, e ele não disse nada, a gente não notou nada. Será que eu devia ter percebido, perguntado? Quem sabe podia ter ajudado?" (Havia medo e aflição em seu olhar.)
Tentei explicar que não cabia ninguém mais nesse buraco negro da alma do amigo morto, embora na nossa ilusão uma palavra boa, um colo, um abraço, um pequeno adiamento, teriam podido ajudar. Quem se mata espalha ao seu redor uma zona de culpa insensata: esse fica sendo seu triste legado, talvez sua cruel vingança inconsciente. Não notamos, não impedimos, nada fizemos, não porque não o amássemos, não nos importássemos, mas porque a gente é assim. Ou porque nada havia a ser feito, ser dito, apenas ser aceito com um rio de dúvidas e culpas pelo resto dos dias. A juventude para ele, como para tantos, não foi a melhor fase da vida!$ ^{(B)} !$: foi o fim dela, desesperado e triste. Por outro lado, maturidade pode ter uma energia muito boa, pensamento e capacidade de trabalho estão no auge!$ ^{(C)} !$, os afetos mais sólidos e mais profundos, a capacidade de enfrentar problemas e compadecer-se dos outros mais refinada. Aliás, amadurecer devia ser refinar-se. Passada (ou abrandada) a insegurança juvenil, é possível desafiar conceitos que imperam, desatar alguns fios que nos enredam, limpar o pó desse uniforme de prisioneiros, deixar de lado as falas decoradas, a tirania do que temos de ser ou fazer. Pronunciar a nossa própria alforria: vai ser livre, vai ser você mesmo, vai tentar ser feliz — seja lá o que isso for.
Então podemos murmurar, gritar, cantar. Podemos até dançar. Não há marcações nem roteiro, mas a inquietante possibilidade de optar: cada minuto vale, o tempo que flui mostra o valor máximo das coisas mínimas — se eu parar para observar.
Portas continuam se abrindo: não apenas sobre salas de papelão pintado, mas sobre caminhos reais!$ ^{(A)} !$. Correndo pela floresta das fatalidades, encontramos clareiras de construir. De se renovar, não importa a cifra indicando a nossa idade. Descobrir o que afinal se quer é essencial. É raro. É possível. E quando alguém resolver não pagar mais o altíssimo tributo da acomodação, mas dar sentido à sua vida, verá que a bruxa dos relógios não é inteiramente má. E vai entender que o tempo não só nega e rouba com uma das mãos, mas, com a outra, oferece — até mesmo a possibilidade de, ao envelhecer, alargar ainda mais as varandas da alma.
LUFT, Lya. A bruxa nos relógios. Revista Veja. p. 28. 23 de outubro, 2013
Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas para separar elementos de mesma função sintática.
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