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Leia o excerto abaixo para responder a questão

Clarissa caminhava para a varanda, Abre a gaveta da cristaleira e tira dela um bloco de papel, tinta e caneta. Senta-se junto a uma das mesas. Abre o bloco, molha a pena no tinteiro e, caneta suspensa, olhos no texto, pensa...

Érico Verissimo

No fragmento: “Clarissa caminhava para a varanda, Abre a gaveta da cristaleira e tira dela um bloco de papel, tinta e caneta.” o vocábulo sublinhado e classificado como:

 

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Clarissa caminhava para a varanda, Abre a gaveta da cristaleira e tira dela um bloco de papel, tinta e caneta. Senta-se junto a uma das mesas. Abre o bloco, molha a pena no tinteiro e, caneta suspensa, olhos no texto, pensa...

Érico Verissimo

No fragmento acima exposto, podemos afirmar que as reticências foram empregadas para:

 

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Enunciado 1199251-1

https://30segundos.org

Em “Se fosse sólido moê-lo-ia.” Assinale a alternativa em que ocorre a mesma colocação do pronome oblíquo:

 

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Enunciado 1199250-1

https://30segundos.org

Na oração “Bebo porque é liquido” a função do porque e :

 

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Caso de Secretária

Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, na o fizera a mínima alusão a data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar, na o merecer um beijo, uma palavra ao menos! Mas no escrito rio, havia flores a sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secreta ria, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé -de - boi da firma, como ate então a considerara; era um coração amigo. Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô: o carinho da secreta ria na o curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver. Durante o dia, a secreta ria redobrou de atenções. Parecia querer consolá - lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras ama veis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela. -O Senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos e uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí a noite, solitário, como o lobo da estepe. - Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente. E na o e que podia mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal lá de casa pouco tá ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita. Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escrito rio. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera. - Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem. - Se na o se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa. Ótimo, pensou ele; - faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe? - Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou. Foram ao drinque, ele recuperou na o só a alegria de viver e fazer anos, como começou a faze -los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, na o precisava bater - e o sorriso dele, dizendo isto, era uma promessa de felicidade. Ele nem percebeu ao certo se estava arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda abriu a porta do quarto. La dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secreta ria, esperavam-no cantando "Parabéns pra você ".

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988

Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava.

A classificação da oração sublinhada e :

 

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Caso de Secretária

Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, na o fizera a mínima alusão a data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar, na o merecer um beijo, uma palavra ao menos! Mas no escrito rio, havia flores a sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secreta ria, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé -de - boi da firma, como ate então a considerara; era um coração amigo. Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô: o carinho da secreta ria na o curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver. Durante o dia, a secreta ria redobrou de atenções. Parecia querer consolá - lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras ama veis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela. -O Senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos e uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí a noite, solitário, como o lobo da estepe. - Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente. E na o e que podia mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal lá de casa pouco tá ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita. Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escrito rio. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera. - Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem. - Se na o se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa. Ótimo, pensou ele; - faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe? - Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou. Foram ao drinque, ele recuperou na o só a alegria de viver e fazer anos, como começou a faze -los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, na o precisava bater - e o sorriso dele, dizendo isto, era uma promessa de felicidade. Ele nem percebeu ao certo se estava arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda abriu a porta do quarto. La dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secreta ria, esperavam-no cantando "Parabéns pra você ".

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988

Leia e analise qual a posição que os pronomes oblíquos ocupam, em relação aos verbos, nos excertos abaixo:

“Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara”

“Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô”.

“Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada?”

“Lá dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secretária, esperavam-no cantando

“Parabéns pra você" “.

A colocação dos pronomes oblíquos nos excertos acima possibilita a ocorrência de:

 

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Caso de Secretária

Foi trombudo para o escrito rio. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, na o fizera a mínima alusão a data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar, na o merecer um beijo, uma palavra ao menos! Mas no escrito rio, havia flores a sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secreta ria, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé -de - boi da firma, como ate então a considerara; era um coração amigo. Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borococho: o carinho da secreta ria na o curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver. Durante o dia, a secreta ria redobrou de atenções. Parecia querer consolá - lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras ama veis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela. -O Senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos e uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí a noite, solitário, como o lobo da estepe. - Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente. E na o e que podia mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal lá de casa pouco tá ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita. Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escrito rio. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera. - Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem. - Se na o se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa. Ótimo, pensou ele; - faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe? - Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou. Foram ao drinque, ele recuperou na o só a alegria de viver e fazer anos, como começou a faze -los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, na o precisava bater - e o sorriso dele, dizendo isto, era uma promessa de felicidade. Ele nem percebeu ao certo se estava arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda abriu a porta do quarto. La dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secreta ria, esperavam-no cantando "Parabéns pra você ".

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988

Observe o seguinte fragmento do texto: “Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando”. Podemos destacar, no trecho destacado, o uso sequencial de três recursos estilísticos, no intuito de atribuir um sentido mais aprofundado a s expressões. Esses recursos são figuras de linguagem, na ordem que se apresentam, denominadas:

 

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Caso de Secretária

Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, na o fizera a mínima alusão a data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar, na o merecer um beijo, uma palavra ao menos! Mas no escrito rio, havia flores a sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secreta ria, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé -de - boi da firma, como ate então a considerara; era um coração amigo. Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô: o carinho da secreta ria na o curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver. Durante o dia, a secreta ria redobrou de atenções. Parecia querer consolá - lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras ama veis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela. -O Senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos e uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí a noite, solitário, como o lobo da estepe. - Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente. E na o e que podia mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal lá de casa pouco tá ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita. Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escrito rio. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera. - Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem. - Se na o se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa. Ótimo, pensou ele; - faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe? - Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou. Foram ao drinque, ele recuperou na o só a alegria de viver e fazer anos, como começou a faze -los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, na o precisava bater - e o sorriso dele, dizendo isto, era uma promessa de felicidade. Ele nem percebeu ao certo se estava arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda abriu a porta do quarto. La dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secreta ria, esperavam-no cantando "Parabéns pra você ".

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988

Considere os fragmentos do texto: “Foi trombudo para o escritório.” “Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida.

E possível substituir os termos em destaque, na ordem em que aparecem e, sem prejuízo de entendimento, por:

 

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Caso de Secretária

Foi trombudo para o escrito rio. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, na o fizera a mínima alusão a data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar, na o merecer um beijo, uma palavra ao menos! Mas no escrito rio, havia flores a sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secreta ria, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé -de - boi da firma, como ate então a considerara; era um coração amigo. Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borococho: o carinho da secreta ria na o curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver. Durante o dia, a secreta ria redobrou de atenções. Parecia querer consolá - lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras ama veis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela. -O Senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos e uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí a noite, solitário, como o lobo da estepe. - Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente. E na o e que podia mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal lá de casa pouco tá ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita. Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escrito rio. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera. - Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem. - Se na o se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa. Ótimo, pensou ele; - faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe? - Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou. Foram ao drinque, ele recuperou na o só a alegria de viver e fazer anos, como começou a faze -los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, na o precisava bater - e o sorriso dele, dizendo isto, era uma promessa de felicidade. Ele nem percebeu ao certo se estava arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda abriu a porta do quarto. La dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secreta ria, esperavam-no cantando "Parabéns pra você ".

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988

O gênero textual utilizado por Drumond, para a produção do texto “Caso de secretária” e :

 

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Caso de Secretária

Foi trombudo para o escrito rio. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, na o fizera a mínima alusão a data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar, na o merecer um beijo, uma palavra ao menos! Mas no escrito rio, havia flores a sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secreta ria, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé -de - boi da firma, como ate então a considerara; era um coração amigo. Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borococho: o carinho da secreta ria na o curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver. Durante o dia, a secreta ria redobrou de atenções. Parecia querer consolá - lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras ama veis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela. -O Senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos e uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí a noite, solitário, como o lobo da estepe. - Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente. E na o e que podia mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal lá de casa pouco tá ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita. Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escrito rio. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera. - Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem. - Se na o se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa. Ótimo, pensou ele; - faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe? - Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou. Foram ao drinque, ele recuperou na o só a alegria de viver e fazer anos, como começou a faze -los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, na o precisava bater - e o sorriso dele, dizendo isto, era uma promessa de felicidade. Ele nem percebeu ao certo se estava arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda abriu a porta do quarto. La dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secreta ria, esperavam-no cantando "Parabéns pra você ".

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988

De acordo com o texto “Caso de Secretária” o principal assunto por ele abordado e :

 

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