Foram encontradas 130 questões.
Texto 3
Verdade
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
Voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. São Paulo: Companhia das Letras,
2015. p. 29
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Texto 3
Verdade
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
Voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. São Paulo: Companhia das Letras,
2015. p. 29
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Texto 2
Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen,
datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas
variações e versões, remete a uma estória em que certos
golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a
custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas
vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia:
– Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua
ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a
apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos
segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em
razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes,
seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente
vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em
que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de
fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes
entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos
tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do
que se pode imaginar.
ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
[Adaptado].
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Texto 2
Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen,
datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas
variações e versões, remete a uma estória em que certos
golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a
custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas
vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia:
– Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua
ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a
apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos
segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em
razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes,
seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente
vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em
que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de
fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes
entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos
tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do
que se pode imaginar.
ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
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Texto 2
Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen,
datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas
variações e versões, remete a uma estória em que certos
golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a
custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas
vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia:
– Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua
ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a
apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos
segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em
razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes,
seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente
vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em
que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de
fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes
entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos
tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do
que se pode imaginar.
ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
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Texto 2
Há um conhecido conto do escritor Hans Christian Andersen,
datado de meados do séc. XIX, o qual, admitidas algumas
variações e versões, remete a uma estória em que certos
golpistas que, diante da excessiva vaidade de um rei, aplicam-lhe um golpe. Prometem vestes maravilhosas e especiais, a
custos altíssimos. Quando indagados pelo rei sobre as suas
vestimentas, os vigaristas afirmam, diante de uma mesa vazia:
– Aqui estão elas. O rei, por sua vez, para não admitir sua
ignorância diante dos desconhecidos marcou um desfile para a
apresentação daquelas “nobres e maravilhosas” vestes.
No dia do desfile, o rei surge absolutamente nu, com servos
segurando a sua cauda invisível. Os súditos ao seu redor, em
razão da reação e das palavras do rei acerca das suas vestes,
seguem espelhando a ilusão de que estaria o rei integralmente
vestido. Até que um menino grita: – O rei está nu! Ocasião em
que todos se permitiram acreditar que, diante de seus olhos, de
fato, sempre esteve o rei nu, tal como a realidade lhes
entregava. Com vergonha, por um período, o rei se recolheu.
A linha entre o que vive a Justiça do Trabalho nos últimos
tempos e o conto que ultrapassa os séculos é mais tênue do
que se pode imaginar.
ALLAN, Nuredin Ahmad. O rei não ficou nu sozinho: a atual situação da
Justiça do Trabalho. Disponível em:
<https://www.cartacapital.com.br/blogs/lado/o-rei-nao-ficou-nu-sozinho-aatual-situacao-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 21 mai. 2025.
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Texto 1
Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a
partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da
latina e da hebraica.
Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não
dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do
corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é
ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o
escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como
parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.
Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor
e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e
fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a
enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou
aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade
quando a linguagem enuncia os fatos reais.
Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança.
Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um
Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem
o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito;
enfim, não traem a confiança.
A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três
fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos
passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123.
[Adaptado]
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Texto 1
Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a
partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da
latina e da hebraica.
Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não
dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do
corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é
ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o
escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como
parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.
Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor
e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e
fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a
enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou
aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade
quando a linguagem enuncia os fatos reais.
Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança.
Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um
Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem
o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito;
enfim, não traem a confiança.
A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três
fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos
passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123.
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Texto 1
Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a
partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da
latina e da hebraica.
Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não
dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do
corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é
ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o
escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como
parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.
Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor
e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e
fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a
enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou
aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade
quando a linguagem enuncia os fatos reais.
Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança.
Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um
Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem
o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito;
enfim, não traem a confiança.
A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três
fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos
passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123.
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Texto 1
Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a
partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da
latina e da hebraica.
Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não
dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do
corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é
ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, o
escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como
parece. O verdadeiro é o plenamente visível à razão.
Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor
e à exatidão de um relato, no qual se diz com pormenores e
fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, a
enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou
aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade
quando a linguagem enuncia os fatos reais.
Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança.
Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um
Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são os que cumprem
o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito;
enfim, não traem a confiança.
A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três
fontes e por isso se refere às coisas presentes, aos fatos
passados, à própria realidade, à linguagem e à confiança-esperança.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. p. 123.
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