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Foram encontradas 481 questões.

1947254 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE
TEXTO I
Vacina da gripe: o que muda em 2020
Com a ameaça do coronavírus, a campanha de vacinação da gripe foi antecipada. Saiba quem pode tomar o imunizante contra o influenza na rede pública
Enunciado 1947254-1

Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-gripe-2020/ . Acesso em 06/03/2020.

De acordo com o TEXTO I, a antecipação da campanha de vacinação contra a gripe ajudará a lidar com o coronavirus pelos motivos a seguir: I. Facilita o diagnóstico do médico que atender a pacientes que foram vacinados. II. Ajuda a desafogar o sistema de saúde, que acaba tendo mais espaço para cuidar de uma eventual epidemia de Covid-19. III. Evita que a população mais vulnerável contraia o Covid-19. É correto o que se afirma
 

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1947253 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE
TEXTO I
Vacina da gripe: o que muda em 2020
Com a ameaça do coronavírus, a campanha de vacinação da gripe foi antecipada. Saiba quem pode tomar o imunizante contra o influenza na rede pública
Enunciado 1947253-1

Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-gripe-2020/ . Acesso em 06/03/2020.

Na frase “A estratégia, aliás, teve que ser revista de última hora” (linhas 7 e 8 do TEXTO I), a classe de palavras a que pertence o termo em destaque é
 

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1947252 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE
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TEXTO I


Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano


Por Élio Gasda*


A desumanização é um processo que reduz a essência humana no indivíduo até eliminá-la. Desumanizar é eliminar restrições morais à crueldade. Agressões a animais despertam mais comoção e revolta do que a violência e a morte de crianças. Pessoas tratam seus bichos de estimação como filhos e apoiam linchamentos, chacinas e tortura. Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano. Uma sociedade desumanizada é aquela que define um grupo humano como não-humano, e que permite que esse grupo seja eliminado ou tenha negado seus direitos. Descartar pessoas tornou-se um fenômeno.

Sociedade desumana trata atos desumanos com banalidade. Um ato mau torna-se banal quando é vivenciado como se fosse comum. Monstruosidades tornam-se fatos corriqueiros por meio da superficialidade do agente e da descartabilidade da vítima. Quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ceda ao mal. (...)

O servilismo também ajuda a entender a desumanização. O adesismo de parcelas da sociedade, mesmo aquelas formadas nos princípios morais, é um fato. Um povo torna-se cúmplice da loucura do sistema na medida em que partilha das suas mentiras. Além de ser enganado, se recusar em saber a verdade. Ao formatar os seres humanos, o sistema os desumaniza para apenas encaixá-los na sua engrenagem. Os efetivamente responsáveis que se sentem culpados pelos tempos sombrios (Hannah Arendt) são poucos.

A voz da consciência nos interpela sobre a responsabilidade de nossos atos. Podemos ouvir essa voz? Ainda temos acesso ao acervo de princípios éticos que nos alerta sobre o processo de desumanização em curso? Não precisamos mais fechar os ouvidos para a voz de uma consciência que incorporou o discurso da sociedade respeitável, a voz das “pessoas de bem”. São “humanos direitos” que não têm remorso. A desumanização não se origina do desconhecimento, mas da irreflexão. Entre todas as características, a mais determinante da desumanização é a incapacidade de pensar, de distinguir o certo do errado, a verdade da mentira. A superficialidade dos discursos medíocres avaliza a maldade. Acreditar é mais fácil do que pensar. É difícil pensar por si mesmo. A maioria repete o que lhes é dito. Conformistas, não aprenderam a duvidar. Resignados à ignorância dos lugares comuns.

Ubi dubium ibi libertas (onde há dúvida, há liberdade). Pensar é sair da mesquinhez do cotidiano, é refletir sobre os acontecimentos e dar significados. É buscar a verdade dos fatos por vias racionais. São muitas as informações, mas não se pensa sobre elas. O pensamento é diálogo silencioso consigo mesmo. Não é passividade, mas ação revolucionária. A desumanização impõe o desafio de educar para o pensamento imune aos clichês. Transmitir conhecimentos é imprescindível, mas educar para o pensamento é uma urgência.

O ódio desumaniza. No livro 1984 de George Orwell, os agentes do Grande Irmão assistiam sessões de ódio coletivo. Aparecia na tela a figura humana a odiar, e todos se sentiam transtornados por ela. A mídia parece servir-se dos mesmos procedimentos. Como definir aqueles que celebram a barbárie em um país que trata pessoas pior do que animais? Quem os ensinou a odiar? O ódio afeta o cérebro, emburrece. Quem odeia não tolera divergências. Não existem adversários, todos são inimigos. O ódio não faz parte da essência humana. Aprende-se a odiar (Mandela). (...)

Para você, quanto vale a vida dos ninguéns? “Menos do que a bala que os mata?” (Eduardo Galeano). Se eu não me importo com ninguém, alguém se importará comigo? Ninguém se humaniza desumanizando o outro. Somente psicopatas torcem para que pessoas morram ou sofram. Quem te deu o salvo-conduto para desejar a morte de alguém? Porque Jesus não foi. “É amando que o humano dá o melhor de si” (Nietzsche). Nada acima do ser humano. Nenhum ser humano abaixo de outro.


Disponível em https://domtotal.com/noticia/1166208/2017/06/desumanizacao-em-tempos-sombrios/. Acesso em 28/09/2020.

Analise sintaticamente os períodos a seguir:

I. “Um povo torna-se cúmplice da loucura do sistema na medida em que partilha das suas mentiras”.

II. “Os efetivamente responsáveis que se sentem culpados pelos tempos sombrios (Hannah Arendt) são poucos.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação das orações destacadas.

 

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1947251 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE
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TEXTO
Seres humanos tóxicos nunca vão admitir que estão errados
Portal Raízes - 23 de setembro de 2020
Você pode obter um pedido de desculpas de alguém tóxico, mas não será genuíno. A única vez que eles vão se desculpar é para te manipular para conseguirem o que eles querem, para fazer você acreditar que eles merecem perdão. Caso contrário, eles nunca vão admitir a transgressão. Eles nunca vão dizer “sinto muito” e deixar por isso mesmo. Sempre haverá algo mais na frase. Eles vão seguir justificando que a culpa nunca é realmente deles.
Eles sempre tentarão colocar a culpa em outra pessoa porque não são maduros o suficiente para assumir a responsabilidade por suas próprias ações. Eles sentem que não podem estar errados. Eles se sentem forçados a forjar a realidade com suas circunstâncias passadas ou atuais, quando, na verdade, eles estão totalmente no controle de suas próprias decisões.
Claro, eles nunca vão lhe dar as desculpas que você merece. Se eles se desculparem por te trair, eles vão dar detalhes sobre como isso nunca teria acontecido se a outra pessoa não tivesse se atirado para cima deles ou se você estivesse mais interesse na vida deles ou se eles não tivessem pedido aquela cerveja extra no bar… sempre haverá uma justificativa esfarrapada.
E se você tiver a coragem de enfrentá-los, de afrontá-los jogando em cima deles todas as suas besteiras, eles vão mudar a situação completamente. Eles listarão todas as coisas boas que fizeram por você e o chamarão de ingrato. Eles vão mencionar que você também não é perfeito e que nunca usaram isso contra você. Eles vão tentar fazer você se sentir culpado, mesmo que tenham sido eles que estragaram tudo.
Pessoas tóxicas nunca vão admitir que estão erradas. Elas nunca vão refletir sobre suas escolhas e chegar à conclusão de que precisam mudar. Não importa o que você faça ou o quanto você os ame, porque você nunca vai ganhar uma discussão com eles. Eles farão o possível para provar que são inocentes. Criarão mentiras, espalharão boatos, distorcerão a verdade para se encaixar em sua própria narrativa.
Você pode gritar com eles, pode amaldiçoá-los ou pode calmamente apresentar os fatos a eles – mas isso não fará diferença. (...)
Quando você está cara a cara com alguém tóxico, a melhor coisa que você pode fazer por si mesmo é ir embora, porque você nunca vai conseguir mudá-lo. Você nunca vai fazer com que ele veja a situação do seu ponto de vista. Você nunca vai fazer com que ele admita que foi longe demais. Os humanos tóxicos não pensam logicamente. Eles só pensam em si mesmos.
Texto de Holly Riordan, via Thought Catalog
Disponível em https://www.portalraizes.com/seres-humanos-toxicos-nunca-vaoadmitir-que-estao-errados/. Acesso em 26 set 2020.
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta uma palavra que é acentuada pelo mesmo motivo que a palavra destacada em “Caso contrário, eles nunca vão admitir a transgressão.
 

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1947250 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE
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TEXTO
Seres humanos tóxicos nunca vão admitir que estão errados
Portal Raízes - 23 de setembro de 2020
Você pode obter um pedido de desculpas de alguém tóxico, mas não será genuíno. A única vez que eles vão se desculpar é para te manipular para conseguirem o que eles querem, para fazer você acreditar que eles merecem perdão. Caso contrário, eles nunca vão admitir a transgressão. Eles nunca vão dizer “sinto muito” e deixar por isso mesmo. Sempre haverá algo mais na frase. Eles vão seguir justificando que a culpa nunca é realmente deles.
Eles sempre tentarão colocar a culpa em outra pessoa porque não são maduros o suficiente para assumir a responsabilidade por suas próprias ações. Eles sentem que não podem estar errados. Eles se sentem forçados a forjar a realidade com suas circunstâncias passadas ou atuais, quando, na verdade, eles estão totalmente no controle de suas próprias decisões.
Claro, eles nunca vão lhe dar as desculpas que você merece. Se eles se desculparem por te trair, eles vão dar detalhes sobre como isso nunca teria acontecido se a outra pessoa não tivesse se atirado para cima deles ou se você estivesse mais interesse na vida deles ou se eles não tivessem pedido aquela cerveja extra no bar… sempre haverá uma justificativa esfarrapada.
E se você tiver a coragem de enfrentá-los, de afrontá-los jogando em cima deles todas as suas besteiras, eles vão mudar a situação completamente. Eles listarão todas as coisas boas que fizeram por você e o chamarão de ingrato. Eles vão mencionar que você também não é perfeito e que nunca usaram isso contra você. Eles vão tentar fazer você se sentir culpado, mesmo que tenham sido eles que estragaram tudo.
Pessoas tóxicas nunca vão admitir que estão erradas. Elas nunca vão refletir sobre suas escolhas e chegar à conclusão de que precisam mudar. Não importa o que você faça ou o quanto você os ame, porque você nunca vai ganhar uma discussão com eles. Eles farão o possível para provar que são inocentes. Criarão mentiras, espalharão boatos, distorcerão a verdade para se encaixar em sua própria narrativa.
Você pode gritar com eles, pode amaldiçoá-los ou pode calmamente apresentar os fatos a eles – mas isso não fará diferença. (...)
Quando você está cara a cara com alguém tóxico, a melhor coisa que você pode fazer por si mesmo é ir embora, porque você nunca vai conseguir mudá-lo. Você nunca vai fazer com que ele veja a situação do seu ponto de vista. Você nunca vai fazer com que ele admita que foi longe demais. Os humanos tóxicos não pensam logicamente. Eles só pensam em si mesmos.
Texto de Holly Riordan, via Thought Catalog
Disponível em https://www.portalraizes.com/seres-humanos-toxicos-nunca-vaoadmitir-que-estao-errados/. Acesso em 26 set 2020.
Em relação à regência verbal dos verbos destacados no trecho “Eles sentem que não podem estar errados....”, é correto afirmar que tratam-se, respectivamente, de
 

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1947249 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE

Enunciado 1947249-1

Por qual motivo o candidato à vaga de emprego foi desclassificado: I. Por responder à pergunta de maneira gramaticalmente equivocada. II. Não empregou o verbo de maneira correta. III. Não empregou a concordância nominal de maneira correta. É correto o que se afirma
 

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TEXTO I

Mário Sérgio Cortella

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “O animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.

A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.

Por isso, quando alguém diz “Fiquei muito satisfeito com você” ou “Estou muito satisfeita com seu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer “seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música, etc) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas”.

Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?

Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.

Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer, etc), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.

Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.

Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…

Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2013, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…

Disponível em https://www.pensador.com/autor/mario_sergio_cortella/.

O texto de Mário Sérgio Cortella é classificado, de acordo com suas características linguísticas, estruturais e textuais, como sendo
 

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1947247 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE
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TEXTO I


Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano


Por Élio Gasda*


A desumanização é um processo que reduz a essência humana no indivíduo até eliminá-la. Desumanizar é eliminar restrições morais à crueldade. Agressões a animais despertam mais comoção e revolta do que a violência e a morte de crianças. Pessoas tratam seus bichos de estimação como filhos e apoiam linchamentos, chacinas e tortura. Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano. Uma sociedade desumanizada é aquela que define um grupo humano como não-humano, e que permite que esse grupo seja eliminado ou tenha negado seus direitos. Descartar pessoas tornou-se um fenômeno.

Sociedade desumana trata atos desumanos com banalidade. Um ato mau torna-se banal quando é vivenciado como se fosse comum. Monstruosidades tornam-se fatos corriqueiros por meio da superficialidade do agente e da descartabilidade da vítima. Quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ceda ao mal. (...)

O servilismo também ajuda a entender a desumanização. O adesismo de parcelas da sociedade, mesmo aquelas formadas nos princípios morais, é um fato. Um povo torna-se cúmplice da loucura do sistema na medida em que partilha das suas mentiras. Além de ser enganado, se recusar em saber a verdade. Ao formatar os seres humanos, o sistema os desumaniza para apenas encaixá-los na sua engrenagem. Os efetivamente responsáveis que se sentem culpados pelos tempos sombrios (Hannah Arendt) são poucos.

A voz da consciência nos interpela sobre a responsabilidade de nossos atos. Podemos ouvir essa voz? Ainda temos acesso ao acervo de princípios éticos que nos alerta sobre o processo de desumanização em curso? Não precisamos mais fechar os ouvidos para a voz de uma consciência que incorporou o discurso da sociedade respeitável, a voz das “pessoas de bem”. São “humanos direitos” que não têm remorso. A desumanização não se origina do desconhecimento, mas da irreflexão. Entre todas as características, a mais determinante da desumanização é a incapacidade de pensar, de distinguir o certo do errado, a verdade da mentira. A superficialidade dos discursos medíocres avaliza a maldade. Acreditar é mais fácil do que pensar. É difícil pensar por si mesmo. A maioria repete o que lhes é dito. Conformistas, não aprenderam a duvidar. Resignados à ignorância dos lugares comuns.

Ubi dubium ibi libertas (onde há dúvida, há liberdade). Pensar é sair da mesquinhez do cotidiano, é refletir sobre os acontecimentos e dar significados. É buscar a verdade dos fatos por vias racionais. São muitas as informações, mas não se pensa sobre elas. O pensamento é diálogo silencioso consigo mesmo. Não é passividade, mas ação revolucionária. A desumanização impõe o desafio de educar para o pensamento imune aos clichês. Transmitir conhecimentos é imprescindível, mas educar para o pensamento é uma urgência.

O ódio desumaniza. No livro 1984 de George Orwell, os agentes do Grande Irmão assistiam sessões de ódio coletivo. Aparecia na tela a figura humana a odiar, e todos se sentiam transtornados por ela. A mídia parece servir-se dos mesmos procedimentos. Como definir aqueles que celebram a barbárie em um país que trata pessoas pior do que animais? Quem os ensinou a odiar? O ódio afeta o cérebro, emburrece. Quem odeia não tolera divergências. Não existem adversários, todos são inimigos. O ódio não faz parte da essência humana. Aprende-se a odiar (Mandela). (...)

Para você, quanto vale a vida dos ninguéns? “Menos do que a bala que os mata?” (Eduardo Galeano). Se eu não me importo com ninguém, alguém se importará comigo? Ninguém se humaniza desumanizando o outro. Somente psicopatas torcem para que pessoas morram ou sofram. Quem te deu o salvo-conduto para desejar a morte de alguém? Porque Jesus não foi. “É amando que o humano dá o melhor de si” (Nietzsche). Nada acima do ser humano. Nenhum ser humano abaixo de outro.


Disponível em https://domtotal.com/noticia/1166208/2017/06/desumanizacao-em-tempos-sombrios/. Acesso em 28/09/2020.

Sobre a desumanização, apresentada pelo autor Élio Gasda no TEXTO I, analise as afirmativas a seguir:
I. Desumanizar é eliminar restrições morais à crueldade, tornando comum a prática de atrocidades contra os seres. II. Monstruosidades tornam-se fatos corriqueiros por meio da superficialidade da vítima e da descartabilidade do agente. III. A desumanização impõe o desafio de educar para o pensamento imune aos clichês e adepto ao negacionismo científico. IV. O ser humano que recusa a verdade e reproduz a mentira colabora para que esse processo de desumanização aconteça. V. O ódio alimenta a desumanização que, por sua vez, influencia as atitudes empáticas que precisam ser despertadas na população.
É correto o que se afirma
 

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TEXTO II

Enunciado 1947246-1

Disponível em https://br.pinterest.com/ppdcasper2018/governamentais/

Em “Mais de 49 mil pessoas são atropeladas¹ por ano² no Brasil”, os termos grifados exercem as funções sintáticas de
 

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1947245 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Jaguaribe-CE
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TEXTO IV


Conhecimento prévio


Entenda por que aquilo cada um já sabe é a ponte para saber mais

Elisângela Fernandes

Virou quase uma obrigação. Não há (ou pelo menos não deveria haver) professor que inicie a abordagem de um conteúdo sem antes identificar o que sua turma efetivamente conhece sobre o que será tratado. Apesar de corriqueira nos dias de hoje, a prática estava ausente da rotina escolar até o início do século passado. Foi Jean Piaget (1896-1980) quem primeiro chamou a atenção para a importância daquilo que, no atual jargão da área, convencionou chamar-se de conhecimento prévio.

As investigações do cientista suíço foram feitas sob a perspectiva do desenvolvimento intelectual. Para entender como a criança passa de um conhecimento mais simples a outro mais complexo, Piaget conduziu um trabalho que durou décadas no Instituto Jean-Jacques Rousseau e no Centro Internacional de Epistemologia Genética, ambos em Genebra, Suíça. Ao observar exaustivamente como os pequenos comparavam, classificavam, ordenavam e relacionavam diferentes objetos, ele compreendeu que a inteligência se desenvolve por um processo de sucessivas fases. Dependendo da qualidade das interações de cada sujeito com o meio, as estruturas mentais - condições prévias para o aprendizado, conforme descreve o suíço em sua obra - vão se tornando mais complexas até o fim da vida. Em cada fase do desenvolvimento, elas determinam os limites do que os indivíduos podem compreender.

Dessa perspectiva, fica claro que o cerne de sua investigação relaciona-se à capacidade de raciocínio. Por não estudar o processo do ponto de vista da Educação formal, Piaget não se interessava tanto pelo conhecimento como conteúdo de ensino. Na década de 1960, esse tema mereceu a atenção de outro célebre pensador da Psicologia da Educação, o americano David Ausubel (1918-2008). "Ele foi possivelmente um dos primeiros a usar a expressão conhecimento prévio, hoje consagrada entre os professores", diz Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do ensino de Ciências e Biologia do Instituto Oswaldo Cruz.

De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe - a ideia-âncora, na sua denominação - é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio. Para o americano, o conjunto de saberes que a pessoa traz como contribuição ao aprendizado é tão essencial que mereceu uma citação contundente, no livro Psicologia Educacional: "O fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-o de acordo".

Ao enfatizarem aspectos distintos do conhecimento prévio, as visões de Piaget e Ausubel se complementam. "Para aprender algo são necessárias estruturas mentais que deem conta de novas complexidades e também conteúdos anteriores que ajudam a assimilar saberes", diz Fernando Becker, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). (...)


Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/1510/conhecimento-previo. Acesso em 12/09/2020. (com adaptações)

De acordo com o TEXTO IV, o conhecimento prévio é importante porque
 

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