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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Porta aberta
Havia muitos e-mails à minha espera, a propósito da minha crônica sobre os telefones celulares. Vocês se lembram de
que terminei dizendo: “Tenho medo do e-mail. Tenho medo do celular”. Pois um dos meus leitores me sugeria (com uma
pitadinha de ironia...) uma fórmula simples de pôr fim ao meu medo do e-mail: bastava que eu o desativasse. Isso, jamais.
Se eu fosse movido a medo, há muito teria me mudado para um mosteiro no alto de uma montanha, para fugir do medo
que a cidade me dá. Não há dúvidas de que a vida transcorre com mais tranquilidade na solidão dos mosteiros. Mas o
preço de não ter medo é o tédio. Continuarei com o meu e-mail aberto a todos, mesmo correndo o risco das invasões de
intrusos. As alegrias compensam. As cartas – que ainda continuam válidas quando o que está em jogo é o amor – nunca
serão substituídas por um e-mail, pela simples razão de que não é possível por um e-mail debaixo do travesseiro – somente
questões graves e compridas mereciam a trabalheira. Com o e-mail, entretanto, ficou fácil dizer coisas leves e rápidas
que, no tempo das cartas, não eram ditas. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Porta aberta. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/opiniaoporta-aberta.
Acesso em: 2
I - O autor recebeu muitos e-mails motivados pela crônica que havia escrito antes sobre os telefones celulares.
II - O autor considera que as pessoas que leram o texto “Porta aberta” também leram o outro texto referido sobre os telefones celulares.
III - O autor revela ter medo de e-mail, por esse motivo irá desativá-lo, assim como fez com o celular.
IV - O autor reconhece a necessidade do uso do e-mail, o qual substituiu totalmente as cartas.
V - O autor afirma que continuará usando e-mail, mesmo que ele não seja tão prático quanto as cartas.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 01
Ventania em São Paulo: ciclones 'devastadores' no Brasil são culpa das mudanças climáticas?
A passagem de um ciclone extratropical pelo sul do Brasil tem gerado chuvas intensas e vendavais pelo país, provocando
estragos em diversas regiões, principalmente no Centro-Sul.
Três mortes foram registradas na cidade de Palhoça, em Santa Catarina, que nas últimas 24 horas registrou um acúmulo
de chuva de 137 mm, de acordo com o MetSul.
Fortes ventos também atingem os Estados de Minas Gerais e São Paulo - situados em uma região ainda periférica em
relação ao centro do ciclone.
Segundo a concessionária de energia Enel, 36% dos clientes da Região Metropolitana de São Paulo estavam sem energia
por volta das 16h, somando mais de 2,3 milhões de pessoas com o abastecimento interrompido.
A Defesa Civil de São Paulo registra quedas de árvore, destelhamentos e alagamentos em diversos municípios. Ventos
na Lapa, Zona Oeste da capital, chegaram a 98 km por hora.
Na capital, mais de 514 chamados para queda de árvores foram registrados até às 14h.
Meteorologistas consideram o ciclone de "altíssimo risco", com previsão de rajadas de vento que podem chegar a 120km/h.
Para climatologistas ouvidos pela BBC News Brasil, por mais que a ocorrência de ciclones seja comum no hemisfério sul,
não há como negar o impacto das mudanças climáticas em eventos intensos como esse.
"Não é incomum ter um ciclone nesta época do ano, o que é incomum é a intensidade que estamos vendo. E os estudos
indicam que esse cenário é uma tendência do aquecimento global", afirma o climatologista José Marengo, que coordena
o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).
Nos últimos anos, diversos ciclones foram registrados no Brasil, muitos com chuvas intensas, rajadas de vento,
principalmente na região sul.
O mais recente foi registrado em novembro, ocasionando a formação de um tornado que atingiu o Paraná e destruiu 90%
da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do estado.
Seis pessoas morreram e mais de mil moradores ficaram desalojados. Os ventos chegaram a 250km/h.
Segundo Franscisco Aquino, climatologista e professor da UFRGS, nem todo evento meteorológico é resultado das
mudanças do clima, mas a frequência e a intensidade dos ciclones extratropicais aumentou nas últimas décadas no
hemisfério sul.
Ele avalia que há uma relação direta entre os efeitos dessas mudanças, sobretudo na Antártica, e o aumento de ciclones
que atingiram o Brasil desde setembro.
Aquino explica que, neste ano, a Antártica registrou baixa extensão de gelo marinho, tanto no verão quanto no inverno.
Essa redução de gelo coloca a oscilação Antártica em fase negativa, empurrando o cinturão de ciclones extratropicais para
o sul do Brasil, o que explica essa sequência incomum de tempestades e eventos extremos.
"Como a atmosfera está mais quente, e o planeta segue em mudança climática, não tem como entender que não há uma
combinação desses fatores, nesse caso reduzindo o gelo marinho, deixando a fase negativa no sul, e permitindo a
formação de ciclones mais intensos", afirma.
Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvldn2qzpo)
Considerando os aspectos fonológicos dos vocábulos presentes no trecho, identifique a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA.
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