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O Romantismo transformará Satã no símbolo do espírito livre, da vida alegre, não contra uma lei moral, mas segundo uma lei
natural, contrária à aversão por este mundo pregada pela Igreja. Satanás significa liberdade, progresso, ciência, vida. Tornarse-á moda a identificação com o Demônio, assim como procurar refletir no semblante o olhar, o riso, a zombaria im pressos
nas feições tradicionais do Diabo. (...) O Diabo passa a representar a rebelião contra a fé e a moral tradicional, representando
a revolta do homem, mas com a aceitação do sofrimento porque este é uma fonte purificadora do espírito, uma nobreza
moral, da qual só pode surgir o bem da humanidade. E o demoníaco torna-se o símbolo do Renascimento: demoníaco como
paixão, como terror do desconhecido, como descoberta do lado irracional existente no homem: a explosão da imaginação
contra obstáculos excessivos da consciência e das leis.
NOGUEIRA, Carlos Roberto Figueiredo. O diabo no imaginário cristão. Bauru: Edusc, 2000.
No excerto, Nogueira analisa a transformação simbólica de Satã no imaginário romântico, momento em que o “demônio” deixa de representar o mal absoluto e passa a encarnar a rebeldia e a liberdade criadora.
Do ponto de vista da análise historiográfica das representações culturais, esse deslocamento de sentido revela
NOGUEIRA, Carlos Roberto Figueiredo. O diabo no imaginário cristão. Bauru: Edusc, 2000.
No excerto, Nogueira analisa a transformação simbólica de Satã no imaginário romântico, momento em que o “demônio” deixa de representar o mal absoluto e passa a encarnar a rebeldia e a liberdade criadora.
Do ponto de vista da análise historiográfica das representações culturais, esse deslocamento de sentido revela
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O “Iceberg” da Historiografia. BARROS, José D'Assunção. História e historiografia: todas as interações possíveis. In: BARROS, José D'Assunção (org.). À historiografia como fonte histórica. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2022.
A imagem apresenta uma representação esquemática da Ciência Histórica, evidenciando seus diferentes componentes — como teorias, conceitos, metodologias e modos de escrita — que articulam a produção do conhecimento histórico. Com base nessa representação, qual das alternativas expressa com maior precisão o modo como se organiza o procedimento da pesquisa em História?
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O clima de golpe civil-militar estava em processo e expresso nas páginas dos jornais paraenses. O golpe de Estado veio, com
o apoio da imprensa, dos políticos ligados ao PDS no Pará, com o apoio da igreja, da maçonaria, da intelectualidade, dos produtores rurais (fazendeiros), dos comerciantes. Contra a quebra da democracia representativa, implantada no Brasil em 1946,
só ficaram os estudantes universitários, os sindicalistas ligados ao PCB, os militantes da A.P e do PCB e alguns políticos ligados
ao PTB. Posteriormente, quando os governos militares começam a elaborar a lista de cassados, é que o PSD, coloca-se contra
os “desvirtuamentos da revolução”, quando deputados, governador, vice-governador, prefeito de Belém, vice-prefeito, prefeitos do interior, todos políticos do PSD, é que o partido emite algum protesto sobre os governos militares.
FONTES, Edilza. “O golpe civil-militar de 1964 no Pará: Imprensa e memórias”. OPSIS, Catalão-GO, v. 14, n. 1, p. 340-360 - jan./jun. 2014.
Com base no texto, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa que melhor sintetiza a dinâmica de apoio e oposição ao golpe civil-militar de 1964 no Pará.
FONTES, Edilza. “O golpe civil-militar de 1964 no Pará: Imprensa e memórias”. OPSIS, Catalão-GO, v. 14, n. 1, p. 340-360 - jan./jun. 2014.
Com base no texto, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa que melhor sintetiza a dinâmica de apoio e oposição ao golpe civil-militar de 1964 no Pará.
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Minha avó era uma boa contadora de histórias. Só que ela não contava as histórias, ela as vivia. Ou melhor, talvez as histórias
ganhassem vida na vida que ela vivia. Era assim, mesmo, um pouco claro e muito confuso. Meus primos e eu não conseguíamos definir o que ela era. E quando a víamos sorrateiramente sair rumo ao mato, ficávamos atentos, pois sabíamos que haveria algo novo para conhecermos naquele dia.
MUNDURUKU, Daniel. A história de uma vez: Um olhar sobre o contador de histórias indígena. Disponível em: pluriverso.online. Acesso em: 30 out. 2025.
De acordo com o texto, é correto afirmar que a avó do narrador
MUNDURUKU, Daniel. A história de uma vez: Um olhar sobre o contador de histórias indígena. Disponível em: pluriverso.online. Acesso em: 30 out. 2025.
De acordo com o texto, é correto afirmar que a avó do narrador
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O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) reuniu historiadores, romancistas, poetas, administradores públicos e
políticos em torno da investigação a respeito do caráter brasileiro [...] Assim, enquanto na Corte localizava-se a sede, nas
províncias deveria haver os respectivos institutos regionais. Estes, por sua vez, enviariam documentos e relatos regionais para
a capital.
DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010.
À luz dessa análise, o IHGB pode ser interpretado como uma instituição que
DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010.
À luz dessa análise, o IHGB pode ser interpretado como uma instituição que
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Assistia-se à transformação do espaço público, do modo de vida e da mentalidade carioca, segundo padrões totalmente originais; e não havia quem pudesse se opor a ela. Quatro princípios fundamentais regeram o transcurso dessa metamorfose (...):
a condenação dos hábitos e costumes ligados à sociedade tradicional; a negação de todo e qualquer elemento de cultura
popular que pudesse macular a imagem civilizada da sociedade dominante; uma política rigorosa de expulsão dos grupos
populares da área central da cidade, que será praticamente isolada para o desfrute exclusivo das camadas aburguesadas; e
um cosmopolitismo agressivo, profundamente identificado com a vida parisiense.
SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
O texto de Nicolau Sevcenko analisa a reconfiguração do espaço urbano e simbólico do Rio de Janeiro durante a Primeira República, destacando o processo de modernização que alterou profundamente as dinâmicas sociais e culturais da capital. A partir dessa análise, é possível compreender que essa transformação
SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
O texto de Nicolau Sevcenko analisa a reconfiguração do espaço urbano e simbólico do Rio de Janeiro durante a Primeira República, destacando o processo de modernização que alterou profundamente as dinâmicas sociais e culturais da capital. A partir dessa análise, é possível compreender que essa transformação
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TEXTO I
Não há muitas informações a respeito das movimentações de africanos na fase que se estende entre o fim da rebelião de 25 de janeiro de 1835 e os anos de 1837 e 1838, quando os rebeldes livres, federalistas e republicanos, estiveram mais ativos na vida política provincial. Até mesmo os batuques, que tanto assustaram quanto ainda assustariam a “pacífica população” da Província, passaram por uma fase de relativa quietação no período. João José Reis afirma que “em 1835, qualquer batuque feito pelos escravos era confundido com mais um atentado contra a ordem”. Na descrição que faz dos batuques para o período pós-35, não indica a ocorrência de expressivas manifestações do gênero até, pelo menos, meados de 1838, momento em que, aparentemente, teriam reaparecido.
ARAÚJO, Dilton Oliveira do. “A hidra revolucionária não erguerá o seu hediondo colo: a elite e os caminhos da pacificação no pós-Sabinada”. In: O tutu da Bahia: transição conservadora e formação da nação, 1838- 1850. Salvador: EDUFBA, 2009.
TEXTO II
A primeira onda criminalizante direcionada contra o funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil está diretamente relacionada aos arrastões que ocorreram nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro entre 1992 e 1993, mas não se limita a eles. Isso porque antes mesmo dos arrastões (especialmente no período que se estende entre 1991 e o mês de setembro de 1992) foi possível perceber a construção da imagem negativa sobre os funkeiros. Esta primeira onda criminalizante, portanto, foi o momento em que imagem do funkeiro como inimigo foi construída e consolidada. A construção desta imagem foi tão sólida que foi possível perceber suas consequências a longo prazo, tendo em vista que este estereótipo foi repetido diversas vezes ao longo de todo o período analisado.
BRAGNAÇA, Juliana Silva. Porque o funk está preso na gaiola (?): a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999). (Dissertação de Mestrado) - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Seropédica: 2017.
Os textos apresentados tratam de diferentes momentos históricos em que manifestações culturais negras foram associadas à desordem e criminalizadas pelo poder público e pelos meios de comunicação. Considerando o conteúdo dos textos e seus contextos, é correto afirmar que ambos expressam
Não há muitas informações a respeito das movimentações de africanos na fase que se estende entre o fim da rebelião de 25 de janeiro de 1835 e os anos de 1837 e 1838, quando os rebeldes livres, federalistas e republicanos, estiveram mais ativos na vida política provincial. Até mesmo os batuques, que tanto assustaram quanto ainda assustariam a “pacífica população” da Província, passaram por uma fase de relativa quietação no período. João José Reis afirma que “em 1835, qualquer batuque feito pelos escravos era confundido com mais um atentado contra a ordem”. Na descrição que faz dos batuques para o período pós-35, não indica a ocorrência de expressivas manifestações do gênero até, pelo menos, meados de 1838, momento em que, aparentemente, teriam reaparecido.
ARAÚJO, Dilton Oliveira do. “A hidra revolucionária não erguerá o seu hediondo colo: a elite e os caminhos da pacificação no pós-Sabinada”. In: O tutu da Bahia: transição conservadora e formação da nação, 1838- 1850. Salvador: EDUFBA, 2009.
TEXTO II
A primeira onda criminalizante direcionada contra o funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil está diretamente relacionada aos arrastões que ocorreram nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro entre 1992 e 1993, mas não se limita a eles. Isso porque antes mesmo dos arrastões (especialmente no período que se estende entre 1991 e o mês de setembro de 1992) foi possível perceber a construção da imagem negativa sobre os funkeiros. Esta primeira onda criminalizante, portanto, foi o momento em que imagem do funkeiro como inimigo foi construída e consolidada. A construção desta imagem foi tão sólida que foi possível perceber suas consequências a longo prazo, tendo em vista que este estereótipo foi repetido diversas vezes ao longo de todo o período analisado.
BRAGNAÇA, Juliana Silva. Porque o funk está preso na gaiola (?): a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999). (Dissertação de Mestrado) - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Seropédica: 2017.
Os textos apresentados tratam de diferentes momentos históricos em que manifestações culturais negras foram associadas à desordem e criminalizadas pelo poder público e pelos meios de comunicação. Considerando o conteúdo dos textos e seus contextos, é correto afirmar que ambos expressam
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Desde o início do século XVII, os portugueses instalaram engenhos nos rios que deságuam nas baías da ilha de São Luís; um
dos primeiros relatos após a ocupação de São Luís e fundação da cidade de Belém, escrito pelo capitão Simão Estácio da Silveira, refere-se aos rios Itapecuru, Mearim, Munim, Pindaré e Maracu como lugares onde se poderia fundar um “reino opulentíssimo”. Esta primeira impressão se manteve ao longo do século XVII e a região passou a ser ocupada principalmente por
engenhos cobiçados inclusive pelos holandeses que ocuparam São Luís de 1641 a 1643. Entretanto, a partir da década de
1650, nas correspondências trocadas entre o Estado e a corte, começam a aparecer inúmeras notícias sobre a ação deletéria
dos índios. Já em 1649, os índios Uruati teriam matado quatro religiosos jesuítas estabelecidos no Itapecuru. Em 1662, o procurador do povo do Maranhão, Jorge de Sampaio e Carvalho, representava na corte que o rio Munim “tem terras e várzeas
consideráveis em bonidade para nelas se plantar canas de fazer açúcar”. Entretanto, explicava, nada era possível se a região
não fosse defendida “dos alarves de que de ordinário é infestado”.
CHAMBOLEYRON, Rafael; MELO, Vanice Siqueira de. “Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (primeira metade do século XVIII)”. Revista de História. SÃO PAULO, n. 168, p. 167-200, janeiro / junho 2013.
A partir do texto, compreende-se que o processo de ocupação do Maranhão no século XVII esteve profundamente ligado à exploração econômica e aos conflitos com as populações indígenas. Assim, é possível constatar que a ocupação portuguesa do Maranhão
CHAMBOLEYRON, Rafael; MELO, Vanice Siqueira de. “Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (primeira metade do século XVIII)”. Revista de História. SÃO PAULO, n. 168, p. 167-200, janeiro / junho 2013.
A partir do texto, compreende-se que o processo de ocupação do Maranhão no século XVII esteve profundamente ligado à exploração econômica e aos conflitos com as populações indígenas. Assim, é possível constatar que a ocupação portuguesa do Maranhão
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A memória histórica brasileira é profundamente devedora das projeções construídas a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Constituída com o duplo propósito de identificar o Brasil e de unificá-lo, ela foi engendrada a partir de um eixo:
os interesses das elites, reunidas no Centro-Sul do país. Desde a contribuição decisiva de Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de
Holanda e Gilberto Freyre, ela conheceu algumas inflexões e diversos alargamentos – tem sido criticada e redimensionada, à
medida que a pesquisa documental se expande e que a reflexão teórica se aprofunda em complexidade. Não obstante, o
signo que a originou, a preocupação com a Nacionalidade, permanece latente em um dos veículos de maior impacto na reprodução da memória histórica: o Livro Didático.
COELHO, Mauro César; COELHO, Wilma Baía. “A diversidade na História Ensinada nos livros didáticos: mudanças e permanências nas narrativas sobre a formação da nação”. Revista História e Diversidade. Vol. 6, nº 1 (2015)
A partir do texto, compreende-se que a memória histórica brasileira foi moldada por interesses específicos e que sua difusão, especialmente por meio do livro didático, expressa um projeto de nação que a memória histórica brasileira
COELHO, Mauro César; COELHO, Wilma Baía. “A diversidade na História Ensinada nos livros didáticos: mudanças e permanências nas narrativas sobre a formação da nação”. Revista História e Diversidade. Vol. 6, nº 1 (2015)
A partir do texto, compreende-se que a memória histórica brasileira foi moldada por interesses específicos e que sua difusão, especialmente por meio do livro didático, expressa um projeto de nação que a memória histórica brasileira
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Nesse pluriverso, está o Marajó, cravado na foz do rio Amazonas e aberto ao Atlântico. Em sua porção ocidental, conforma-se
pelo Marajó das Florestas, nos municípios de São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Bagre, Portel, Melgaço, Breves, Anajás,
Afuá e Gurupá, e, em sua porção oriental, constitui-se pelo Marajó dos Campos, nos municípios de Chaves, Soure, Salvaterra,
Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Muaná e Ponta de Pedras. A região é o maior arquipélago flúvio-marinha do mundo,
com 16 municípios.
PACHECO, Agenor Sarraf. “Cartografia e fotoetnografia das águas: modos de vida e de luta na Amazônia marajoara”. Revista Iluminuras, Porto Alegre, v. 19, n. 46, p. 63-98, jan/jul, 2018.
A partir do texto, conclui-se que a porção oriental e a ocidental representam distintas configurações naturais e humanas do arquipélago, revelando modos diversos de ocupação e relação com o ambiente. Assim, infere-se que essas duas porções
PACHECO, Agenor Sarraf. “Cartografia e fotoetnografia das águas: modos de vida e de luta na Amazônia marajoara”. Revista Iluminuras, Porto Alegre, v. 19, n. 46, p. 63-98, jan/jul, 2018.
A partir do texto, conclui-se que a porção oriental e a ocidental representam distintas configurações naturais e humanas do arquipélago, revelando modos diversos de ocupação e relação com o ambiente. Assim, infere-se que essas duas porções
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