Foram encontradas 40 questões.
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
• Qual é a classificação do sujeito?
• Qual é a classificação do predicado?
• A oração apresenta complemento verbal?
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
Coluna 1
1. "por" (1. 02).
2. "não" (1. 03).
3. "mas" (I. 05).
4. "primeiro" (I. 27).
Coluna 2
( ) Advérbio.
( ) Conjunção.
( ) Preposição.
( ) Pronome.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
( ) O autor descreve a atitude de Antonio Fagundes como um gesto impensado e isolado, sem qualquer relação simbólica com a sociedade contemporânea.
( ) Ao utilizar expressões como "É uma pena" (I. 43), "Não merecia" (I. 48) e “Não deixa de ser constrangedora" (I. 52), o autor relata acontecimentos em sequência temporal, com o objetivo de justificar o comportamento do público durante a apresentação.
() No texto, o autor apresenta um discurso impessoal, evitando o uso da primeira pessoa do singular. Apesar disso, o texto contém juízos de valor.
( ) A frase "Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro" utiliza o apelo ao senso comum como estratégia argumentativa, apresentando a ideia como uma norma social amplamente aceita.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
I. O enunciado "Ele tem razão. Está coberto de razão" (I. 05) configura um fato, pois apresenta uma constatação objetiva e imparcial sobre a atitude do ator Antonio Fagundes.
II. O trecho "Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)" (I. 19-20) apresenta um fato, pois traz uma informação verificável e documentada.
III. Na passagem "É uma lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão" (I. 43-44), a expressão sublinhada funciona como marcador de subjetividade, reforçando uma avaliação crítica sobre a situação descrita.
Quais estão corretas?
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
I. Na linha 06, a lacuna tracejada deve ser preenchida por “é”, ou seja, a forma correta da palavra é “platéia”. Esse termo deve ser acentuado por se tratar de um vocábulo paroxítono terminado em ditongo aberto.
II. Na linha 11, a lacuna tracejada deve ser preenchida por “ç".
III. Na linha 12, a letra “j” preenche corretamente a lacuna tracejada. .
IV. A lacuna tracejada na linha 13 deve ser preenchida por “ss”, pois indica os lugares ocupados no teatro.
Provas
Como podemos definir se um país é civilizado?
Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários
entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.
Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a
plat__ia e com a qualidade da performance.
Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se
atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como
apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.
Por que para o teatro teria que ser diferente?
Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há
atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado
ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o
menor.
O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do
silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam
microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do
celular realmente perturbam.
Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em
março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que
não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante
pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,
alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.
Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para
anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém
perca o início.
O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques
longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura
das cortinas.
Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de
privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.
É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os
outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.
E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a
exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.
A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem
compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a
entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código
de Defesa do Consumidor.
Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com
demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.
Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.
É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma
lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.
Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e
filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois
Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.
Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos
olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.
Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano
que vem.
Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.
Provas
Caderno Container