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3728578 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar


Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho, retirado do texto-base, "O par reclamante pede umaindenização", analise as perguntas abaixo:

• Qual é a classificação do sujeito?
• Qual é a classificação do predicado?
• A oração apresenta complemento verbal?

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.
 

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3728577 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar


Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas do texto-base às suas respectivas classes gramaticais.

Coluna 1
1. "por" (1. 02).
2. "não" (1. 03).
3. "mas" (I. 05).
4. "primeiro" (I. 27).

Coluna 2
( ) Advérbio.
( ) Conjunção.
( ) Preposição.
( ) Pronome.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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3728576 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
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Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise os trechos a seguir, retirados do texto-base, e assinale a alternativa que apresenta o emprego da coesão referencial.
 

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3728575 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar


Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que possa substituir corretamente o vocábulo "renitentes" (I. 42) sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ocorre.
 

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3728574 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar


Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a linguagem empregada no trecho, retirado do texto-base, "Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e 50 filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio", assinale a alternativa correta.
 

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Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
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Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto-base, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O autor descreve a atitude de Antonio Fagundes como um gesto impensado e isolado, sem qualquer relação simbólica com a sociedade contemporânea.
( ) Ao utilizar expressões como "É uma pena" (I. 43), "Não merecia" (I. 48) e “Não deixa de ser constrangedora" (I. 52), o autor relata acontecimentos em sequência temporal, com o objetivo de justificar o comportamento do público durante a apresentação.
() No texto, o autor apresenta um discurso impessoal, evitando o uso da primeira pessoa do singular. Apesar disso, o texto contém juízos de valor.
( ) A frase "Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro" utiliza o apelo ao senso comum como estratégia argumentativa, apresentando a ideia como uma norma social amplamente aceita.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, os dois-pontos na linha 04 são empregados para
 

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3728571 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar


Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a distinção entre fato e opinião no texto-base, analise as assertivas a seguir:

I. O enunciado "Ele tem razão. Está coberto de razão" (I. 05) configura um fato, pois apresenta uma constatação objetiva e imparcial sobre a atitude do ator Antonio Fagundes.
II. O trecho "Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)" (I. 19-20) apresenta um fato, pois traz uma informação verificável e documentada.
III. Na passagem "É uma lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão" (I. 43-44), a expressão sublinhada funciona como marcador de subjetividade, reforçando uma avaliação crítica sobre a situação descrita.

Quais estão corretas?
 

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3728570 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar


Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação à ortografia em Língua Portuguesa, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Na linha 06, a lacuna tracejada deve ser preenchida por “é”, ou seja, a forma correta da palavra é “platéia”. Esse termo deve ser acentuado por se tratar de um vocábulo paroxítono terminado em ditongo aberto.
II. Na linha 11, a lacuna tracejada deve ser preenchida por “ç".
III. Na linha 12, a letra “j” preenche corretamente a lacuna tracejada. .
IV. A lacuna tracejada na linha 13 deve ser preenchida por “ss”, pois indica os lugares ocupados no teatro.
 

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3728569 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Lajeado-RS
A pontualidade sagrada do teatro
Por Fabrício Carpinejar


Como podemos definir se um país é civilizado?

Pela pontualidade, pelo rigor dos horários, por honrar os compromissos assumidos.

O ator Antonio Fagundes, 76 anos, está sendo processado por não admitir que retardatários

entrem em sua peça. Não importa que sejam meros minutos: as portas se fecham.

Ele tem razão. Está coberto de razão. Não é intolerância de sua parte, mas respeito com a

plat__ia e com a qualidade da performance.

Se você se atrasa alguns segundos para uma prova de concurso, não entra. Se você se

atrasa alguns segundos para um embarque no aeroporto, também não entra. E não há como

apelar .... Justiça por seus direitos. É uma questão de igualdade com quem compareceu na hora.

Por que para o teatro teria que ser diferente?

Não é como uma se__ão de cinema, que possibilita maior flexibilidade, pois nela não há

atores em cena — consiste em uma pro__eção. Os atrasados incomodam o público já acomodado

ao procurar seus a__entos no escuro, mas não tiram a concentração do elenco. É dos males o

menor.

O teatro exige atenção máxima, numa interação ao vivo, única, irrepetível, que depende do

silêncio e da ordem para dar sequência .... trama. Na maioria das vezes, os atores sequer usam

microfone, exercitam a empostação da voz. Um barulho, uma conversa paralela, a luz da tela do

celular realmente perturbam.

Fagundes é alvo de uma nova ação judicial (somando nove, até agora), protocolada em

março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por ter impedido a entrada de um casal que

não levou ao pé da letra o horário da peça Dois de Nós, no Teatro da PUC-SP. O par reclamante

pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais,

alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.

Todo mundo sabe que não se deve chegar atrasado ao teatro. Existem três sinais para

anunciar a abertura da apresentação, conhecidos como “pancadas de Molière”, para que ninguém

perca o início.

O primeiro, com um toque longo, acontece dez minutos antes; o segundo, com dois toques

longos, é dado cinco minutos antes; o terceiro, com três toques longos, prenuncia a abertura

das cortinas.

Mas parece que ainda se acredita no jeitinho brasileiro, na exceção, na concessão de

privilégios, fazendo-se ouvidos moucos para a campainha.

É a mentalidade arraigada em nosso comportamento de furar a fila, de não ser como os

outros, de desdenhar da noção coletiva de paridade.

E isso que o próprio ator, calejado na produção de eventos, já recorre .... redundância, a

exemplo dos cartazes de “proibido fumar” no avião.

A advertência consta no ingresso e nos materiais de divulgação online da peça. Aliás, quem

compra o ingresso precisa concordar com um termo informando que não será permitida a

entrada após o início do espetáculo — justamente para evitar brechas de contestação no Código

de Defesa do Consumidor.

Mesmo com tamanha cautela, estresses são recorrentes, sobrecarregando a Justiça com

demandas corriqueiras e nada imprescindíveis.

Nem as evidências por escrito sensibilizam os espectadores mais renitentes.

É uma pena que a exatidão e a assiduidade não sejam aplicadas espontaneamente. É uma

lástima que o bom senso não prevaleça, que sigamos com a cultura da imprecisão.

Veja como andamos falhando com a educação. Fagundes, com mais de 40 novelas e

filmes nas costas, um catatau de prêmios (quatro Prêmios APCA, dois Prêmios Molière, dois

Prêmios Qualidade Brasil, dois Troféus Imprensa) no lombo, está lutando pelo óbvio.

Não merecia passar por esse perrengue quem já mostrou seu valor encantando nossos

olhos com atuações límpidas, oralidade impoluta e personagens inesquecíveis.

Que presente estamos oferecendo .... ele, que completa seis décadas de carreira no ano

que vem.

Não deixa de ser constrangedora a forma como tratamos nossos melhores artistas.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/a-pontualidadesagrada-do-teatro-cmbr07d5x000r019s55xujglc - texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego indicativo da crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 09, 16, 34 e 50.
 

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