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926660 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG
Entre os mundos real e virtual
Ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós nos expomos em rede global.

Nosso mundo pós-moderno é fragmentado. Uma de suas expressões mais evidentes é o videoclipe. Enxurrada de flashes, vibrações acústicas, sons distorcidos. Rompe-se a linearidade, enquanto a simultaneidade embaralha passado, presente e futuro. Tudo é simuladamente aqui e agora.
O Iluminismo, ancorado na literatura, cede lugar à digitalização frenética. Mundo que carece de sentido. Forma que dispensa conteúdo. A performance do artista ultrapassa a arte que ele produz. Seu nome vale mais que seu desempenho. A valoração dá lugar à exaltação.
Einstein, que desnudou o mistério do Universo com suas equações, foi sucedido por Steve Jobs, que nos ofereceu maravilhas tecnológicas embaladas de refinamento estético, movidas a velocidade que desafia o cérebro humano.
Agora a alienação já não resulta de ideologias que distorcem a realidade para nos incutir a mentira como verdade. Basta que sejamos deslocados do real para o virtual. Somos seres que trafegam simultaneamente em dois mundos: o da realidade de nossas necessidades e o da virtualidade de nossos sonhos e desejos.
Trancados em nossos egos, avessos à sociabilidade, navegamos nas redes sociais que dispensam texto e contexto. Bastam vocábulos desconexos, abreviações, o balbuciar de sinais gráficos que nos conectam com a plateia global que, acomodada no teatro do mundo, desconectada do real, mantém os olhos fixos no palco vazio.
As grandes narrativas são deletadas por esse tempo desprovido de memória e utopia. O passado passou, o futuro é uma quimera... Só resta o presente que se sucede prisioneiro da circularidade infinita.
Ninguém ingressa em uma casa sem antes avisar ou ser convidado, marcar hora, identificar-se com o porteiro e justificar a espera e atenção.
No entanto, centenas de pessoas invadem, pelas redes sociais, o nosso espaço privado, ferem a nossa sensibilidade com ofensas e desaforos, desafiam os nossos valores, jogam-nos na vala comum das emoções cifradas. Tudo se assemelha a um jogo de pingue-pongue com rede, porém sem mesa.
Viciados em digitalização, aprisionados pela tecnologia que assegura retorno imediato ao capital, perdemos horas e horas da vida atirados ao ringue onomatopaico. Não navegamos, naufragamos. Deixamo-nos aprisionar pelas redes que nos favorecem a evasão de privacidade.
Ora, ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós mesmos nos expomos em rede global, arrancamos máscaras e roupas, escancaramos nossa indigência cultural e nossa miséria espiritual.
Como artefato tecnológico, somos também apenas uma forma. Um objeto jogado aleatoriamente no turbulento mar da dessignificação.
Escravos da virtualidade, acorrentados nas redes, não somos mais capazes de desligar o celular e de nos desligar dele. É ele que nos permite olhar o mundo pela janelinha eletrônica dessa prisão em que nos trancamos, cuja chave jogamos nas águas que cercam a ilha na qual nos isolamos, desprovidos de alteridade e sentido.
(Frei Betto. O Globo, 10/08/2015.)
Quanto às estratégias de referenciação, pode-se afirmar que referentes já existentes podem ser modificados ou expandidos de acordo com as informações textuais apresentadas. Dentre os termos (expressões) destacados a seguir, pode-se indicar como elementos anafóricos, de papel relevante na construção da coesão e coerência textuais, EXCETO:
 

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926659 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG

Combate à desigualdade pela raiz

Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por maisconfortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, alacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todosnós. [...]

Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio:se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem adesigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. No entanto, a urgênciafrente ao “apagão de mão de obra” tem gerado uma pressão por investimento no ensino médio. A questão de fundo,porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserçãosocial?

A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enormecontingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares.No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduossão submetidos desde pequenos.

Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível deexposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente,não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimentode capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar aênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultose com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma deestimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]

Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, aspráticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que seconfiguram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada.Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bempequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contextofavorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida,alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.

A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país comtantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformara nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade dedesenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo.Portanto, para além da urgência de fazer frente ao “apagão da mão de obra”, é necessário investir na produção deconhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico eprático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras,desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.

(Beatriz Cardoso. O Globo, 21 de julho de 2014.)

De acordo com a estrutura textual apresentada, pode-se afirmar que o texto apresenta características predominantes que o classificam como um texto
 

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926658 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG

Combate à desigualdade pela raiz

Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por maisconfortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, alacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todosnós. [...]

Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio:se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem adesigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. No entanto, a urgênciafrente ao “apagão de mão de obra” tem gerado uma pressão por investimento no ensino médio. A questão de fundo,porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserçãosocial?

A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enormecontingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares.No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduossão submetidos desde pequenos.

Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível deexposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente,não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimentode capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar aênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultose com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma deestimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]

Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, aspráticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que seconfiguram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada.Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bempequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contextofavorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida,alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.

A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país comtantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformara nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade dedesenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo.Portanto, para além da urgência de fazer frente ao “apagão da mão de obra”, é necessário investir na produção deconhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico eprático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras,desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.

(Beatriz Cardoso. O Globo, 21 de julho de 2014.)

Diante da perspectiva de que as palavras são polissêmicas, e que o contexto no qual estão inseridas é de fundamental importância para a construção dos significados, assinale a alternativa que indica corretamente o significado produzido através do título do texto.
 

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926657 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG
Entre os mundos real e virtual
Ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós nos expomos em rede global.

Nosso mundo pós-moderno é fragmentado. Uma de suas expressões mais evidentes é o videoclipe. Enxurrada de flashes, vibrações acústicas, sons distorcidos. Rompe-se a linearidade, enquanto a simultaneidade embaralha passado, presente e futuro. Tudo é simuladamente aqui e agora.
O Iluminismo, ancorado na literatura, cede lugar à digitalização frenética. Mundo que carece de sentido. Forma que dispensa conteúdo. A performance do artista ultrapassa a arte que ele produz. Seu nome vale mais que seu desempenho. A valoração dá lugar à exaltação.
Einstein, que desnudou o mistério do Universo com suas equações, foi sucedido por Steve Jobs, que nos ofereceu maravilhas tecnológicas embaladas de refinamento estético, movidas a velocidade que desafia o cérebro humano.
Agora a alienação já não resulta de ideologias que distorcem a realidade para nos incutir a mentira como verdade. Basta que sejamos deslocados do real para o virtual. Somos seres que trafegam simultaneamente em dois mundos: o da realidade de nossas necessidades e o da virtualidade de nossos sonhos e desejos.
Trancados em nossos egos, avessos à sociabilidade, navegamos nas redes sociais que dispensam texto e contexto. Bastam vocábulos desconexos, abreviações, o balbuciar de sinais gráficos que nos conectam com a plateia global que, acomodada no teatro do mundo, desconectada do real, mantém os olhos fixos no palco vazio.
As grandes narrativas são deletadas por esse tempo desprovido de memória e utopia. O passado passou, o futuro é uma quimera... Só resta o presente que se sucede prisioneiro da circularidade infinita.
Ninguém ingressa em uma casa sem antes avisar ou ser convidado, marcar hora, identificar-se com o porteiro e justificar a espera e atenção.
No entanto, centenas de pessoas invadem, pelas redes sociais, o nosso espaço privado, ferem a nossa sensibilidade com ofensas e desaforos, desafiam os nossos valores, jogam-nos na vala comum das emoções cifradas. Tudo se assemelha a um jogo de pingue-pongue com rede, porém sem mesa.
Viciados em digitalização, aprisionados pela tecnologia que assegura retorno imediato ao capital, perdemos horas e horas da vida atirados ao ringue onomatopaico. Não navegamos, naufragamos. Deixamo-nos aprisionar pelas redes que nos favorecem a evasão de privacidade.
Ora, ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós mesmos nos expomos em rede global, arrancamos máscaras e roupas, escancaramos nossa indigência cultural e nossa miséria espiritual.
Como artefato tecnológico, somos também apenas uma forma. Um objeto jogado aleatoriamente no turbulento mar da dessignificação.
Escravos da virtualidade, acorrentados nas redes, não somos mais capazes de desligar o celular e de nos desligar dele. É ele que nos permite olhar o mundo pela janelinha eletrônica dessa prisão em que nos trancamos, cuja chave jogamos nas águas que cercam a ilha na qual nos isolamos, desprovidos de alteridade e sentido.
(Frei Betto. O Globo, 10/08/2015.)
De acordo com o posicionamento assumido pelo autor em relação à temática do texto em análise, é correto afirmar que
 

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926656 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG

Combate à desigualdade pela raiz

Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por maisconfortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, alacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todosnós. [...]

Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio:se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem adesigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. No entanto, a urgênciafrente ao “apagão de mão de obra” tem gerado uma pressão por investimento no ensino médio. A questão de fundo,porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserçãosocial?

A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enormecontingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares.No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduossão submetidos desde pequenos.

Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível deexposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente,não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimentode capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar aênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultose com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma deestimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]

Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, aspráticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que seconfiguram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada.Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bempequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contextofavorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida,alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.

A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país comtantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformara nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade dedesenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo.Portanto, para além da urgência de fazer frente ao “apagão da mão de obra”, é necessário investir na produção deconhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico eprático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras,desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.

(Beatriz Cardoso. O Globo, 21 de julho de 2014.)

De acordo com as ideias do 1º §, é correto afirmar que a articulista
 

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926655 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG
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O amor acaba
(Paulo Mendes Campos.)

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

(WERNECK, Humberto (org.). Boa companhia – Crônicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.)
Quanto à classe gramatical da palavra sublinhada tem-se a correspondência INCORRETA em:
 

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Questão presente nas seguintes provas
926654 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG
Entre os mundos real e virtual
Ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós nos expomos em rede global.

Nosso mundo pós-moderno é fragmentado. Uma de suas expressões mais evidentes é o videoclipe. Enxurrada de flashes, vibrações acústicas, sons distorcidos. Rompe-se a linearidade, enquanto a simultaneidade embaralha passado, presente e futuro. Tudo é simuladamente aqui e agora.
O Iluminismo, ancorado na literatura, cede lugar à digitalização frenética. Mundo que carece de sentido. Forma que dispensa conteúdo. A performance do artista ultrapassa a arte que ele produz. Seu nome vale mais que seu desempenho. A valoração dá lugar à exaltação.
Einstein, que desnudou o mistério do Universo com suas equações, foi sucedido por Steve Jobs, que nos ofereceu maravilhas tecnológicas embaladas de refinamento estético, movidas a velocidade que desafia o cérebro humano.
Agora a alienação já não resulta de ideologias que distorcem a realidade para nos incutir a mentira como verdade. Basta que sejamos deslocados do real para o virtual. Somos seres que trafegam simultaneamente em dois mundos: o da realidade de nossas necessidades e o da virtualidade de nossos sonhos e desejos.
Trancados em nossos egos, avessos à sociabilidade, navegamos nas redes sociais que dispensam texto e contexto. Bastam vocábulos desconexos, abreviações, o balbuciar de sinais gráficos que nos conectam com a plateia global que, acomodada no teatro do mundo, desconectada do real, mantém os olhos fixos no palco vazio.
As grandes narrativas são deletadas por esse tempo desprovido de memória e utopia. O passado passou, o futuro é uma quimera... Só resta o presente que se sucede prisioneiro da circularidade infinita.
Ninguém ingressa em uma casa sem antes avisar ou ser convidado, marcar hora, identificar-se com o porteiro e justificar a espera e atenção.
No entanto, centenas de pessoas invadem, pelas redes sociais, o nosso espaço privado, ferem a nossa sensibilidade com ofensas e desaforos, desafiam os nossos valores, jogam-nos na vala comum das emoções cifradas. Tudo se assemelha a um jogo de pingue-pongue com rede, porém sem mesa.
Viciados em digitalização, aprisionados pela tecnologia que assegura retorno imediato ao capital, perdemos horas e horas da vida atirados ao ringue onomatopaico. Não navegamos, naufragamos. Deixamo-nos aprisionar pelas redes que nos favorecem a evasão de privacidade.
Ora, ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós mesmos nos expomos em rede global, arrancamos máscaras e roupas, escancaramos nossa indigência cultural e nossa miséria espiritual.
Como artefato tecnológico, somos também apenas uma forma. Um objeto jogado aleatoriamente no turbulento mar da dessignificação.
Escravos da virtualidade, acorrentados nas redes, não somos mais capazes de desligar o celular e de nos desligar dele. É ele que nos permite olhar o mundo pela janelinha eletrônica dessa prisão em que nos trancamos, cuja chave jogamos nas águas que cercam a ilha na qual nos isolamos, desprovidos de alteridade e sentido.
(Frei Betto. O Globo, 10/08/2015.)
As palavras assumem significados diferenciados de acordo com o contexto no qual estão inseridas; dentre os vocábulos destacados a seguir, assinale o significado atribuído de forma INCORRETA.
 

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926653 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG
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Combate à desigualdade pela raiz

Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por mais confortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, a lacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todos nós. [...]

Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio: se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem a desigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. No entanto, a urgência frente ao “apagão de mão de obra” tem gerado uma pressão por investimento no ensino médio. A questão de fundo, porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserção social?

A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enorme contingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares. No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduos são submetidos desde pequenos.

Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível de exposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente, não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimento de capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar a ênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultos e com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma de estimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]

Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, as práticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que se configuram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada. Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bem pequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contexto favorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida, alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.

A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país com tantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformar a nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade de desenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo. Portanto, para além da urgência de fazer frente ao “apagão da mão de obra”, é necessário investir na produção de conhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico e prático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras, desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.

(Beatriz Cardoso. O Globo, 21 de julho de 2014.)

No período “Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem a desigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade.” (2º§) é correto afirmar que a expressão destacada estabelece uma ideia de
 

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Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG

Combate à desigualdade pela raiz

Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por maisconfortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, alacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todosnós. [...]

Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio:se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem adesigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. No entanto, a urgênciafrente ao “apagão de mão de obra” tem gerado uma pressão por investimento no ensino médio. A questão de fundo,porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserçãosocial?

A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enormecontingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares.No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduossão submetidos desde pequenos.

Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível deexposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente,não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimentode capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar aênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultose com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma deestimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]

Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, aspráticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que seconfiguram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada.Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bempequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contextofavorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida,alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.

A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país comtantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformara nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade dedesenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo.Portanto, para além da urgência de fazer frente ao “apagão da mão de obra”, é necessário investir na produção deconhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico eprático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras,desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.

(Beatriz Cardoso. O Globo, 21 de julho de 2014.)

No 4º§, a autora apresenta uma solução para o problema discutido anteriormente no texto. Porém, através de marcas linguísticas textuais, é possível verificar que tal solução, segundo a autora, não é satisfatória. Tal inferência pode ser verificada através do emprego do indicado nas alternativas a seguir, com EXCEÇÃO:
 

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926651 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Manhumirim-MG
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Combate à desigualdade pela raiz

Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por mais confortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, a lacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todos nós. [...]

Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio: se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem a desigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. No entanto, a urgência frente ao “apagão de mão de obra” tem gerado uma pressão por investimento no ensino médio. A questão de fundo, porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserção social?

A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enorme contingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares. No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduos são submetidos desde pequenos.

Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível de exposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente, não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimento de capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar a ênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultos e com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma de estimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]

Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, as práticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que se configuram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada. Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bem pequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contexto favorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida, alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.

A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país com tantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformar a nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade de desenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo. Portanto, para além da urgência de fazer frente ao “apagão da mão de obra”, é necessário investir na produção de conhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico e prático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras, desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.

(Beatriz Cardoso. O Globo, 21 de julho de 2014.)

Dentre os empregos da palavra “que” está o de estabelecer conexões em que ocorre a retomada de elementos anteriormente expressos contribuindo, deste modo, para coesão textual. Tal função pode ser verificada em:
 

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