Foram encontradas 310 questões.
- SintaxeConectivos
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Nosso mundo pós-moderno é fragmentado. Uma de suas expressões mais evidentes é o videoclipe. Enxurrada de flashes, vibrações acústicas, sons distorcidos. Rompe-se a linearidade, enquanto a simultaneidade embaralha passado, presente e futuro. Tudo é simuladamente aqui e agora.
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Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por maisconfortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, alacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todosnós. [...]
Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio:se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem adesigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. No entanto, a urgênciafrente ao “apagão de mão de obra” tem gerado uma pressão por investimento no ensino médio. A questão de fundo,porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserçãosocial?
A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enormecontingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares.No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduossão submetidos desde pequenos.
Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível deexposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente,não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimentode capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar aênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultose com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma deestimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]
Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, aspráticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que seconfiguram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada.Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bempequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contextofavorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida,alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.
A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país comtantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformara nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade dedesenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo.Portanto, para além da urgência de fazer frente ao “apagão da mão de obra”, é necessário investir na produção deconhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico eprático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras,desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.
(Beatriz Cardoso. O Globo, 21 de julho de 2014.)
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “que”
- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaPreposições
- MorfologiaPronomesPronomes Relativos
- MorfologiaSubstantivos
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Nosso mundo pós-moderno é fragmentado. Uma de suas expressões mais evidentes é o videoclipe. Enxurrada de flashes, vibrações acústicas, sons distorcidos. Rompe-se a linearidade, enquanto a simultaneidade embaralha passado, presente e futuro. Tudo é simuladamente aqui e agora.

(Disponível em: http://tribunadainternet.com.br/charge-do-alpino-362/. Acesso em: 08/2015.)
I. O conteúdo temático do texto e da charge se aproximam ao apresentar, em primeiro plano, modos de comportamento da sociedade atual. II. Considerando todo o contexto da charge, pode-se afirmar que apesar do comportamento apresentado estabelecer uma relação de sentido com as ideias apresentadas no texto, a fala do personagem gera um distanciamento do mesmo. III. No texto predomina a expressão dos sentimentos do sujeito que fala de si de forma predominante e dá vazão a emoções, o que também pode ser visto na charge como característica, predominante especialmente através da expressão em primeira pessoa “eu adoro”.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
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Nosso mundo pós-moderno é fragmentado. Uma de suas expressões mais evidentes é o videoclipe. Enxurrada de flashes, vibrações acústicas, sons distorcidos. Rompe-se a linearidade, enquanto a simultaneidade embaralha passado, presente e futuro. Tudo é simuladamente aqui e agora.
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Câncer infantil é mais agressivo, mas taxa de cura é maior
(Juliana Conte.)
Os cânceres pediátricos têm algumas particularidades em relação aos tipos de cânceres que acometem os adultos. Eles costumam ser bem mais agressivos e avançam de maneira muito mais rápida, mas a boa notícia é que a enfermidade tem alta chance de cura. Na verdade, se não fosse a demora que muitas vezes o paciente enfrenta até chegar à unidade de excelência, em alguns tipos de tumores o índice de cura poderia atingir 90%.
Segundo o oncopediatra Luiz Fernando Lopes, diretor médico do Hospital de Câncer Infantojuvenil de Barretos, no interior de São Paulo, doenças malignas da infância são predominantemente de origem embrionária, constituídas de células indiferenciadas, que ainda não possuem função especializada, o que determina uma resposta muito melhor aos modelos terapêuticos.
Já o câncer no adulto, diferentemente do que ocorre com as crianças, em geral afeta as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (mama, pulmão, próstata etc.). Além disso, em muitas situações, o surgimento do tumor nos adultos poder estar associado a fatores ambientais como, por exemplo, o fumo.
“Apesar de [o câncer infantil] ser mais agressivo, as crianças respondem muito melhor à quimioterapia. Seus órgãos são mais jovens e trabalham melhor”, explica.
A leucemia corresponde à maioria dos casos, e essa prevalência é mundial. A medicina ainda não possui uma resposta do porquê desse câncer ser o mais comum, no entanto há estudos que tentam associar a ocupação dos pais à doença, principalmente no que diz respeito à produção dos espermatozoides, que transmitiriam alguma alteração genética, mas essa associação ainda não foi comprovada cientificamente. O fato é que de cada 100 crianças com algum tipo de tumor, 30 têm leucemia, seja da forma linfoide aguda ou do tipo mieloide aguda. Já o segundo câncer mais frequente na infância é o tumor cerebral.
Apesar de as chances de cura serem altas, o câncer pediátrico esbarra em alguns problemas, como falta de conhecimento dos pediatras para identificar os sintomas.
“As crianças vêm para Barretos de todo Brasil, mas algumas levam muitos meses para chegar. Às vezes o médico até pode fazer o diagnóstico corretamente, mas a família demora meses para conseguir encaminhamento para um centro especializado. Em muitos casos, nós disponibilizamos vaga aqui em Barretos rapidamente, mas a burocracia da documentação para a transferência acaba atrasando o processo. Essa soma de fatores faz com que as crianças cheguem muito tarde. Um mesmo tumor que poderia apresentar chance de cura de 90, 95%, se chegar em estado avançado, com metástase em osso, fígado ou cérebro, pode vir a ter bem menos chance de cura”, ressalta o especialista.
(Disponível em: http://drauziovarella.com.br/crianca-2/cancer-infantil-e-mais-agressivo-mas-taxa-de-cura-e-maior/. Acesso em: 07/09/2015. Adaptado.)
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