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237466 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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O coração nas eleições

Luis Fernando Veríssimo escreveu uma vez que serviço de marketing bom mesmo era o da pomba. O bicho é sujo, intrometido e transmite doenças, e no entanto é celebrado como símbolo da paz e da pureza. Quando o campeonato muda para os órgãos do corpo, serviço de marketing sem rival é o do coração. O órgão de verdade é um desengonçado músculo com forma de saco, perfurado por pequenos tubos, úmido de sangue. Está longe de oferecer um bonito espetáculo. E, no entanto, na representação que se convencionou fazer dele, que curvas graciosas, que harmoniosa simetria entre um lado e outro! É uma simples bomba de importância vital, claro, mas não maior do que a do fígado, dos rins ou dos pulmões, ao contrário do que quer fazer crer seu serviço de marketing. Para culminar, essa bomba sangrenta em forma de saco foi alçada a símbolo do amor- que prodígio de promoção, que alavancagem de prestígio!

Os amantes desenham o coração, em sua forma idealizada, e põem dentro seus nomes, como sinal supremo de afeição. Ama-se uma cidade, ou um país, e substituí-se, nas camisetas ou nos adesivos, o verbo amar por um coração, na versão dos marqueteiros. Ultimamente, entrou em moda desenhar o coração com os dedos, unindo-se os indicadores arqueados e os polegares retos, O gesto é praticado em shows de música, em campos de futebol e - claro - também entrou na campanha eleitoral. Tanto José Serra como Dilma Rousseff o exibiram - nos palanques, nas ruas (naquela atividade que a língua dos políticos chama sensualmente de "corpo a corpo"), nas famigeradas "carreatas". É a forma que encontraram para expressar, ele, o beato José Serra do Coração Divino, e ela, a sóror Dilma Maria da Encarnação dos Anjos, quão cheios de amor estão para dar. E no entanto ...

Desde 1989 não se assistia a uma campanha presidencial feroz como esta. Corações teriam nela mais cabimento se fosse para ilustrar quanto um gostaria de arrancar o do outro, ou trespassá-lo com uma fina lâmina. Os programas eleitorais e os debates caracterizaram-se pelas acusações mortais, a raiva vibrando na voz e chispando nos olhos dos contendores. O público tem a política como seara por excelência dos ladrões. Não é justo há políticos sérios e há outras atividades humanas em que a ladroagem campeia de forma tão ou mais aguda. Mas quem mais contribui para que a marca da roubalheira se impregne na política são os próprios políticos. Nas campanhas, a regra é chamarem-se uns aos outros de bandidos. Como o público não haverá de acreditar? Os debates da atual temporada, a tomar ao pé da letra o que um disse do outro, foram duelos entre chefes de malfeitores.

A campanha, felizmente, chegou ao fim. Não dava mais para aguentar. Mas, como talvez nunca, desde 1989, tresandou num rancor que contaminou boas parcelas da população. É hora de apagar o fogo. O Brasil tem de continuar, e, para a esmagadora maioria dos brasileiros, não dá para cair fora dele. Vamos ter todos de seguir coabitando neste paisão tolo, imaturo, injusto, mas também com boas perspectivas e mais aberto do que a média para a convivência de gente diferente.

O eleitorado é como o mar. Balança para um lado, balança para o outro. As vezes, toma-se de empolgação e avança como um tsunami. Em outras, decepciona-se e recua numa vazante de criar vários quilômetros de novas praias. Assim vai, ora para cá, ora para lá, até que um dia - o dia das eleições - é congelado - e esse seu estado determinará os rumos do país pelos quatro próximos anos.

Que dia tremendo, este. O dia em que o eleitorado, líquido como é de sua natureza, obedece à ordem de "Pare como está" e assim se determina quem governa pelo próximo período.

Trata-se evidentemente, de uma forma imperfeita de extrair um governante que reflita o exato desejo do povo. No dia seguinte, o resultado poderia ter sido outro. E, no anterior, outro ainda. Quantas vezes não se diz: "Se a campanha durasse mais uma semana...". Ou então: "Se tivesse terminando uma semana antes ... ". Agora mesmo se disse, da candidata Marina Silva, que, durasse a campanha mais uns dias, e ela poderia passar para o segundo turno. Se a forma é imperfeita, é também inevitável. A impossível alternativa seria fazer eleição todo dia, e ir trocando o governante de acordo com as mutações do eleitorado. Por isso mesmo, por ser inevitável, aumenta o peso desse dia, esse tremendo dia das eleições.

(Fonte: TOLEDO, Roberto Pompeu. Veja. Ed. 2189).

Assinale a alternativa em que há erro de flexão de grau.

 

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237440 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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O coração nas eleições

Luis Fernando Veríssimo escreveu uma vez que serviço de marketing bom mesmo era o da pomba. O bicho é sujo, intrometido e transmite doenças, e no entanto é celebrado como símbolo da paz e da pureza. Quando o campeonato muda para os órgãos do corpo, serviço de marketing sem rival é o do coração. O órgão de verdade é um desengonçado músculo com forma de saco, perfurado por pequenos tubos, úmido de sangue. Está longe de oferecer um bonito espetáculo. E, no entanto, na representação que se convencionou fazer dele, que curvas graciosas, que harmoniosa simetria entre um lado e outro! É uma simples bomba de importância vital, claro, mas não maior do que a do fígado, dos rins ou dos pulmões, ao contrário do que quer fazer crer seu serviço de marketing. Para culminar, essa bomba sangrenta em forma de saco foi alçada a símbolo do amor- que prodígio de promoção, que alavancagem de prestígio!

Os amantes desenham o coração, em sua forma idealizada, e põem dentro seus nomes, como sinal supremo de afeição. Ama-se uma cidade, ou um país, e substituí-se, nas camisetas ou nos adesivos, o verbo amar por um coração, na versão dos marqueteiros. Ultimamente, entrou em moda desenhar o coração com os dedos, unindo-se os indicadores arqueados e os polegares retos, O gesto é praticado em shows de música, em campos de futebol e - claro - também entrou na campanha eleitoral. Tanto José Serra como Dilma Rousseff o exibiram - nos palanques, nas ruas (naquela atividade que a língua dos políticos chama sensualmente de "corpo a corpo"), nas famigeradas "carreatas". É a forma que encontraram para expressar, ele, o beato José Serra do Coração Divino, e ela, a sóror Dilma Maria da Encarnação dos Anjos, quão cheios de amor estão para dar. E no entanto ...

Desde 1989 não se assistia a uma campanha presidencial feroz como esta. Corações teriam nela mais cabimento se fosse para ilustrar quanto um gostaria de arrancar o do outro, ou trespassá-lo com uma fina lâmina. Os programas eleitorais e os debates caracterizaram-se pelas acusações mortais, a raiva vibrando na voz e chispando nos olhos dos contendores. O público tem a política como seara por excelência dos ladrões. Não é justo há políticos sérios e há outras atividades humanas em que a ladroagem campeia de forma tão ou mais aguda. Mas quem mais contribui para que a marca da roubalheira se impregne na política são os próprios políticos. Nas campanhas, a regra é chamarem-se uns aos outros de bandidos. Como o público não haverá de acreditar? Os debates da atual temporada, a tomar ao pé da letra o que um disse do outro, foram duelos entre chefes de malfeitores.

A campanha, felizmente, chegou ao fim. Não dava mais para aguentar. Mas, como talvez nunca, desde 1989, tresandou num rancor que contaminou boas parcelas da população. É hora de apagar o fogo. O Brasil tem de continuar, e, para a esmagadora maioria dos brasileiros, não dá para cair fora dele. Vamos ter todos de seguir coabitando neste paisão tolo, imaturo, injusto, mas também com boas perspectivas e mais aberto do que a média para a convivência de gente diferente.

O eleitorado é como o mar. Balança para um lado, balança para o outro. As vezes, toma-se de empolgação e avança como um tsunami. Em outras, decepciona-se e recua numa vazante de criar vários quilômetros de novas praias. Assim vai, ora para cá, ora para lá, até que um dia - o dia das eleições - é congelado - e esse seu estado determinará os rumos do país pelos quatro próximos anos.

Que dia tremendo, este. O dia em que o eleitorado, líquido como é de sua natureza, obedece à ordem de "Pare como está" e assim se determina quem governa pelo próximo período.

Trata-se evidentemente, de uma forma imperfeita de extrair um governante que reflita o exato desejo do povo. No dia seguinte, o resultado poderia ter sido outro. E, no anterior, outro ainda. Quantas vezes não se diz: "Se a campanha durasse mais uma semana...". Ou então: "Se tivesse terminando uma semana antes ... ". Agora mesmo se disse, da candidata Marina Silva, que, durasse a campanha mais uns dias, e ela poderia passar para o segundo turno. Se a forma é imperfeita, é também inevitável. A impossível alternativa seria fazer eleição todo dia, e ir trocando o governante de acordo com as mutações do eleitorado. Por isso mesmo, por ser inevitável, aumenta o peso desse dia, esse tremendo dia das eleições.

(Fonte: TOLEDO, Roberto Pompeu. Veja. Ed. 2189).

É CORRETO afirmar sobre o texto:

 

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236116 Ano: 2010
Disciplina: Segurança Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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A disciplina do Guarda Municipal é a exteriorização da ética do servidor e manifesta-se pelo exato cumprimento de deveres, em todos os escalões e em todos os graus da hierarquia, quanto aos seguintes aspectos:
I- pronta obediência às ordens legais;
II- observância às prescrições legais e regulamentares;
III- emprego de toda a capacidade em beneficio do serviço;
IV- correção de atitudes;
V- colaboração obrigatória com a disciplina coletiva e com a efetividade dos resultados pretendidos pela GM;
VI- respeito aos direitos humanos e sua promoção.
Após a análise dos itens anteriores, marque a única alternativa CORRETA.
 

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234141 Ano: 2010
Disciplina: Direito Penal
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
Sobre os princípios constitucionais do Direito Penal, marque a única alternativa ERRADA:
 

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232641 Ano: 2010
Disciplina: Segurança Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
Analise os itens seguintes que apresentam definições fixadas pelo Estatuto da Guarda Municipal de Marabá e marque a alternativa CORRETA:
l - A repreensão é a admoestação verbal ou escrita feita ao servidor transgressor, conforme a hipótese, aplicável de modo privado ou ostensivo.
II - A advertência será aplicada por escrito, nos casos de descumprimento de dever funcional previsto em lei, regulamento ou norma interna que não justifique a imposição de penalidade mais grave, conforme a hipótese.
III - A suspensão será aplicada nos casos de reincidência especifica das faltas punidas com repreensão, bem como nos casos de violação das proibições que não constituam infração sujeita à penalidade de demissão ou rescisão de contrato, e não poderá exceder a 90 (noventa) dias consecutivos.
 

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231556 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA

Uma nota promissória no valor de R$ 3.000,00, com vencimento em 20/07/2010, foi resgatada em 27/03/2010. Qual é o valor atualizado dessa nota promissória, sabendo que a taxa de desconto comercial simples praticado pela financeira é de 3% ao mês?

 

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231298 Ano: 2010
Disciplina: Segurança Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
São recompensas dos integrantes da Guarda Municipal:
I - condecoração por serviços prestados;
II - elogio;
III - nota promissória;
IV - referência elogiosa;
V - dispensa do serviço.
Após a análise dos itens, marque a alternativa CORRETA:
 

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231273 Ano: 2010
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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Com a finalidade de plantar açaí, uma área de 720m2 foi limpa e adubada por 02 (dois) homens que trabalharam 06 (seis) horas por dia durante 02 (dois) dias. Quantos m2 (metros quadrados) 03 (três) homens com igual capacidade de trabalho conseguiriam fazer o mesmo serviço se trabalhassem 08 (oito) horas por dia durante 03 (três) dias?
 

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222021 Ano: 2010
Disciplina: Segurança Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
Provas:
A quem serão encaminhadas as comunicações relativas a faltas disciplinares dos integrantes da Guarda Municipal de Marabá, nos termos do art. 129 do Estatuto da GM?
 

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214827 Ano: 2010
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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A área do triângulo ABC vale quantos m2?
enunciado 214827-1
 

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