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Roberto, servidor público municipal responsável pela administração do almoxarifado
da secretaria de obras, tem sob sua guarda e responsabilidade diversos equipamentos e
ferramentas pertencentes ao patrimônio municipal destinados à manutenção de vias
públicas. Valendo-se de sua função e do acesso privilegiado aos bens públicos sob sua
custódia, Roberto subtrai uma betoneira elétrica avaliada em cinco mil reais e a transporta
para sua residência, onde passa a utilizá-la em obras particulares de reforma de sua casa,
agindo com evidente propósito de incorporar definitivamente o bem ao seu patrimônio
pessoal. Considerando exclusivamente os elementos narrados e a adequação típica da
conduta aos crimes contra a administração pública praticados por funcionário, é
CORRETO concluir que:
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Joana, ocupante de cargo efetivo na secretaria municipal de meio ambiente
responsável pela fiscalização ambiental, exige de uma empresa de construção civil, sob
ameaça de aplicação de multa administrativa de valor elevado e embargo das obras, o
pagamento de quantia em dinheiro para si em troca do arquivamento de processo
sancionador que apurava infrações ambientais graves efetivamente cometidas pela
companhia durante obra de loteamento urbano. A empresa, temendo as consequências
legais previstas e o impacto negativo em suas atividades, efetua o pagamento da vantagem
indevida. Diante dessa situação concreta e considerando a tipificação específica dos
crimes funcionais contra a administração, assinale a alternativa CORRETA:
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Carlos, servidor público municipal lotado no departamento de licitações da prefeitura,
ao analisar um processo de contratação de serviços de pavimentação de vias públicas,
percebe que a empresa vencedora apresentou documentação fraudulenta para comprovar
sua capacidade técnica. Apesar de ter conhecimento inequívoco da irregularidade e
competência legal para impedir o prosseguimento do certame, Carlos deliberadamente
deixa de tomar qualquer providência, permitindo que a contratação seja efetivada,
motivado por sentimento de comiseração com o representante da empresa, seu conhecido
pessoal. Considerando exclusivamente o comportamento omissivo de Carlos e a
tipificação dos crimes contra a administração pública, é CORRETO afirmar que:
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Alexandra é mulher trans, com identidade de gênero
feminina socialmente reconhecida, embora sem alteração
de prenome e gênero no registro civil. Manteve relacionamento íntimo e contínuo, sem coabitação, com Beatriz,
mulher cisgênero, por aproximadamente dois anos.
Após o término da relação, Beatriz passou a praticar condutas reiteradas, consistentes, em vigilância constante
dos deslocamentos de Alexandra, envio insistente de mensagens com conteúdo intimidatório e tentativas de controle
sobre suas relações sociais, ocasionando intenso sofrimento psíquico.
Diante dos fatos, Alexandra requereu medidas protetivas
de urgência, que foram deferidas inaudita altera pars pelo
Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher,
com imposição de proibição de contato e aproximação,
afastamento da requerida dos locais frequentados pela vítima e comparecimento da agressora a programa de acompanhamento psicossocial.
O Ministério Público ofereceu denúncia pela prática do
crime previsto no art. 147-B do Código Penal.
Antes da audiência de instrução, a vítima peticionou nos
autos afirmando que retomou contato consensual com a
acusada, requerendo a revogação das medidas protetivas
e a extinção do processo, por entender inexistente risco
atual.
A defesa, por sua vez, sustentou a inaplicabilidade da
Lei Maria da Penha, por se tratar de relação homoafetiva
entre mulheres, a nulidade das medidas protetivas, por
ausência de contraditório prévio, a falta de justa causa
para a ação penal, diante da manifestação de vontade da
vítima, a possibilidade de transação penal ou suspensão
condicional do processo e a incompetência do Juizado,
sob o argumento de inexistência de situação atual de vulnerabilidade.
À luz da legislação vigente, da interpretação constitucional com perspectiva de gênero e da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.
À luz da legislação vigente, da interpretação constitucional com perspectiva de gênero e da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.
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Em março de 2023, policiais militares abordaram João,
de 27 anos, em via pública, encontrando em seu poder
8 (oito) gramas de maconha, acondicionadas em uma
única embalagem, sem outros elementos objetivos que
pudessem indicar finalidade de mercancia. Em seu telefone celular, apreendido no momento da abordagem,
havia mensagens genéricas relacionadas ao uso de
entorpecentes, sem referência a valores, quantidades
ou terceiros identificáveis.
Conduzido à Delegacia de Polícia, foi lavrado termo circunstanciado pela suposta prática do art. 28 da Lei nº 11.343/2006, tendo o conduzido afirmado ser usuário. Os autos foram regularmente encaminhados ao Juizado Especial Criminal, permanecendo pendentes de apreciação.
Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 635.659/SP (Tema 506 da Repercussão Geral), firmou entendimento acerca da descriminalização do porte de maconha para uso pessoal em pequenas quantidades, fixando parâmetro quantitativo objetivo e assentando limites à incidência do Direito Penal.
Considerando os fundamentos e limites da tese fixada pelo STF sobre o tema, assinale a alternativa correta.
Conduzido à Delegacia de Polícia, foi lavrado termo circunstanciado pela suposta prática do art. 28 da Lei nº 11.343/2006, tendo o conduzido afirmado ser usuário. Os autos foram regularmente encaminhados ao Juizado Especial Criminal, permanecendo pendentes de apreciação.
Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 635.659/SP (Tema 506 da Repercussão Geral), firmou entendimento acerca da descriminalização do porte de maconha para uso pessoal em pequenas quantidades, fixando parâmetro quantitativo objetivo e assentando limites à incidência do Direito Penal.
Considerando os fundamentos e limites da tese fixada pelo STF sobre o tema, assinale a alternativa correta.
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Considerando a Lei nº 8.072/1990 (Lei dos Crimes
Hediondos) e os ideais de política criminal que a inspiraram, assinale a alternativa correta.
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À luz da Lei nº 7.716/1989 (Lei de Preconceito de Raça
ou de Cor), bem como da legislação e da jurisprudência
constitucional aplicáveis, assinale a alternativa correta.
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À luz da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), bem
como da jurisprudência do STF e do STJ, assinale a
alternativa correta.
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- Código PenalCrimes Contra o Patrimônio
- Teoria Geral das PenasPunibilidadeCausas de Extinção da Punibilidade
Daniela, Marina e Renata, previamente ajustadas e com
divisão de tarefas, passaram a aplicar golpes via internet
consistentes na oferta fraudulenta de empréstimos consignados a aposentados do INSS, utilizando-se de perfis
falsos em aplicativos de mensagens e páginas que simulavam instituições financeiras.
No contexto da empreitada criminosa, Daniela era responsável pelo contato inicial com as vítimas; Marina encaminhava contratos falsificados e orientava sobre os procedimentos bancários; e Renata fornecia contas de terceiros para eventual recebimento dos valores.
No caso concreto, a vítima Helena, idosa aposentada, foi induzida a erro e estava prestes a realizar transferências bancárias para contas indicadas pelas investigadas, acreditando tratar-se de taxas necessárias à liberação do empréstimo.
Antes que qualquer valor fosse efetivamente transferido, e sem qualquer intervenção de terceiros, Daniela, temendo a responsabilização penal, decidiu voluntariamente cessar a prática criminosa, comunicou o fato às comparsas, orientou a vítima a não realizar qualquer pagamento e bloqueou os canais de contato utilizados, o que foi confirmado por registros de mensagens e pelo depoimento da ofendida.
À luz da teoria do crime, especialmente no que se refere ao iter criminis e às causas de exclusão da punibilidade, é correto afirmar:
No contexto da empreitada criminosa, Daniela era responsável pelo contato inicial com as vítimas; Marina encaminhava contratos falsificados e orientava sobre os procedimentos bancários; e Renata fornecia contas de terceiros para eventual recebimento dos valores.
No caso concreto, a vítima Helena, idosa aposentada, foi induzida a erro e estava prestes a realizar transferências bancárias para contas indicadas pelas investigadas, acreditando tratar-se de taxas necessárias à liberação do empréstimo.
Antes que qualquer valor fosse efetivamente transferido, e sem qualquer intervenção de terceiros, Daniela, temendo a responsabilização penal, decidiu voluntariamente cessar a prática criminosa, comunicou o fato às comparsas, orientou a vítima a não realizar qualquer pagamento e bloqueou os canais de contato utilizados, o que foi confirmado por registros de mensagens e pelo depoimento da ofendida.
À luz da teoria do crime, especialmente no que se refere ao iter criminis e às causas de exclusão da punibilidade, é correto afirmar:
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A, B e C, previamente ajustados e com divisão funcional de tarefas, decidiram subtrair valores de um posto de
combustíveis situado às margens de rodovia federal.
A portava arma de fogo municiada; B permaneceu no interior do veículo, com o motor ligado, incumbido da fuga; C ingressou no estabelecimento para recolher o dinheiro do caixa.
Durante a execução do crime, o frentista D, ao tentar acionar o alarme silencioso, foi alvejado por disparo efetuado por A, vindo a óbito no local.
O laudo pericial indicou que o tiro foi disparado à curta distância, pelas costas da vítima.
No momento da prisão em flagrante, constatou-se que: A era reincidente específico em crime de roubo; B possuía condenação definitiva por crime culposo; C era tecnicamente primário e confessou espontaneamente sua participação.
O juiz, ao proferir sentença condenatória, fixou a pena-base acima do mínimo legal para todos os réus, fundamentando-se: na gravidade concreta do resultado morte; na execução do crime em rodovia federal durante a madrugada; na divisão de tarefas e organização do grupo.
Na segunda fase, reconheceu: a reincidência de A; a atenuante da confissão espontânea de C, reduzindo-lhe a pena em 1/6; deixou de aplicar qualquer atenuante ou agravante em relação a B.
À luz da teoria da pena, da jurisprudência consolidada dos tribunais superiores e da dogmática penal, assinale a alternativa correta.
A portava arma de fogo municiada; B permaneceu no interior do veículo, com o motor ligado, incumbido da fuga; C ingressou no estabelecimento para recolher o dinheiro do caixa.
Durante a execução do crime, o frentista D, ao tentar acionar o alarme silencioso, foi alvejado por disparo efetuado por A, vindo a óbito no local.
O laudo pericial indicou que o tiro foi disparado à curta distância, pelas costas da vítima.
No momento da prisão em flagrante, constatou-se que: A era reincidente específico em crime de roubo; B possuía condenação definitiva por crime culposo; C era tecnicamente primário e confessou espontaneamente sua participação.
O juiz, ao proferir sentença condenatória, fixou a pena-base acima do mínimo legal para todos os réus, fundamentando-se: na gravidade concreta do resultado morte; na execução do crime em rodovia federal durante a madrugada; na divisão de tarefas e organização do grupo.
Na segunda fase, reconheceu: a reincidência de A; a atenuante da confissão espontânea de C, reduzindo-lhe a pena em 1/6; deixou de aplicar qualquer atenuante ou agravante em relação a B.
À luz da teoria da pena, da jurisprudência consolidada dos tribunais superiores e da dogmática penal, assinale a alternativa correta.
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