Foram encontradas 25 questões.
A distinção entre língua e linguagem envolve processos
simbólicos que estruturam a comunicação humana,
articulando sistemas compartilhados e formas variadas
de expressão que se manifestam nas práticas sociais e
culturais (BAGNO, 2015. Adaptado.).
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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A consolidação do português como língua oficial resultou
de processos históricos que articularam poder político,
práticas administrativas e circulação cultural. A
centralização régia, a expansão ultramarina e a
necessidade de unificação documental contribuíram para
transformar o idioma em instrumento de identidade
estatal, reforçando sua função normativa e administrativa
nos territórios sob domínio lusitano (COUTINHO, 2012.
Adaptado.).
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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O ensino da leitura envolve a articulação entre práticas
pedagógicas e processos cognitivos que permitem ao
leitor construir sentidos a partir do texto. A compreensão depende da ativação de conhecimentos prévios, da
identificação de relações internas da estrutura textual e
do desenvolvimento de estratégias que favorecem a
interação entre leitor e enunciado (SOARES, 2014.
Adaptado.).
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRE
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRE
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A psicolinguística investiga os processos mentais
envolvidos na produção, compreensão e aquisição da
linguagem, articulando conhecimentos da linguística, da
psicologia cognitiva e das neurociências. Seu foco recai
sobre os mecanismos que permitem ao indivíduo
interpretar enunciados, formular estruturas linguísticas e
desenvolver competências comunicativas ao longo da
vida (LEVELT, 1999. Adaptado.).
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como um professor de escola pública e uma
parlamentar negra criaram o Dia do Professor há
quase oitenta anos
Na sala dos professores do Ginásio Caetano de
Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o
segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse
o desgaste docente. Foi nesse contexto que o
piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se
de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos
celebravam um dia de confraternização com os mestres.
Da junção dessa memória com a necessidade escolar,
propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado
em quinze de outubro — data que coincide com a Lei
Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública
primária no Brasil.
Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no
ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da
experiência concreta do magistério: um gesto simples e
humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre
professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara
Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim
fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde
mental.
Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de
Barros (1901−1952), professora e deputada estadual —
a primeira mulher negra eleita para um cargo público no
país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar.
Embora independentes, as iniciativas expressavam o
mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o
magistério em um país em redemocratização. Para Allara
e para o educador Italo Curcio, Becker representava a
valorização pela vivência cotidiana da sala de aula,
enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento
político e social — duas vias complementares de
afirmação da docência.
A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que
oficializou o Dia do Professor em todo o território
nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela
USP, professor de história e geografia por quase meio
século e mais tarde docente de direito internacional,
revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas
informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta
para firmá-lo como referência na valorização do
magistério.
Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada
nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza,
alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se
hospedavam na pensão mantida por sua mãe e
construiu carreira como professora, jornalista, líder do
magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado
ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social
e pela centralidade da educação na democracia.
O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o
significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que
remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da
educação pública brasileira. Essa legislação definiu
funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou
conteúdos essenciais, além de prever remuneração para
professores que, se atualizada de forma correta ainda
hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$
14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e
prestígio, a lei representou tentativa pioneira de
universalizar o ensino e consolidar a educação como
responsabilidade do Estado.
Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor
continua relevante, ainda que com menor solenidade do
que no passado. Para Allara, há um descompasso entre
o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de
valorização profissional. A celebração homenageia o
professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa
avançar para consolidar o magistério como pilar
estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como
conclui Curcio, o professor segue sendo figura
respeitada e celebrada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como um professor de escola pública e uma
parlamentar negra criaram o Dia do Professor há
quase oitenta anos
Na sala dos professores do Ginásio Caetano de
Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o
segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse
o desgaste docente. Foi nesse contexto que o
piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se
de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos
celebravam um dia de confraternização com os mestres.
Da junção dessa memória com a necessidade escolar,
propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado
em quinze de outubro — data que coincide com a Lei
Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública
primária no Brasil.
Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no
ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da
experiência concreta do magistério: um gesto simples e
humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre
professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara
Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim
fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde
mental.
Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de
Barros (1901−1952), professora e deputada estadual —
a primeira mulher negra eleita para um cargo público no
país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar.
Embora independentes, as iniciativas expressavam o
mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o
magistério em um país em redemocratização. Para Allara
e para o educador Italo Curcio, Becker representava a
valorização pela vivência cotidiana da sala de aula,
enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento
político e social — duas vias complementares de
afirmação da docência.
A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que
oficializou o Dia do Professor em todo o território
nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela
USP, professor de história e geografia por quase meio
século e mais tarde docente de direito internacional,
revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas
informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta
para firmá-lo como referência na valorização do
magistério.
Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada
nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza,
alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se
hospedavam na pensão mantida por sua mãe e
construiu carreira como professora, jornalista, líder do
magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado
ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social
e pela centralidade da educação na democracia.
O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o
significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que
remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da
educação pública brasileira. Essa legislação definiu
funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou
conteúdos essenciais, além de prever remuneração para
professores que, se atualizada de forma correta ainda
hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$
14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e
prestígio, a lei representou tentativa pioneira de
universalizar o ensino e consolidar a educação como
responsabilidade do Estado.
Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor
continua relevante, ainda que com menor solenidade do
que no passado. Para Allara, há um descompasso entre
o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de
valorização profissional. A celebração homenageia o
professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa
avançar para consolidar o magistério como pilar
estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como
conclui Curcio, o professor segue sendo figura
respeitada e celebrada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como um professor de escola pública e uma
parlamentar negra criaram o Dia do Professor há
quase oitenta anos
Na sala dos professores do Ginásio Caetano de
Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o
segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse
o desgaste docente. Foi nesse contexto que o
piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se
de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos
celebravam um dia de confraternização com os mestres.
Da junção dessa memória com a necessidade escolar,
propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado
em quinze de outubro — data que coincide com a Lei
Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública
primária no Brasil.
Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no
ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da
experiência concreta do magistério: um gesto simples e
humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre
professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara
Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim
fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde
mental.
Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de
Barros (1901−1952), professora e deputada estadual —
a primeira mulher negra eleita para um cargo público no
país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar.
Embora independentes, as iniciativas expressavam o
mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o
magistério em um país em redemocratização. Para Allara
e para o educador Italo Curcio, Becker representava a
valorização pela vivência cotidiana da sala de aula,
enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento
político e social — duas vias complementares de
afirmação da docência.
A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que
oficializou o Dia do Professor em todo o território
nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela
USP, professor de história e geografia por quase meio
século e mais tarde docente de direito internacional,
revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas
informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta
para firmá-lo como referência na valorização do
magistério.
Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada
nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza,
alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se
hospedavam na pensão mantida por sua mãe e
construiu carreira como professora, jornalista, líder do
magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado
ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social
e pela centralidade da educação na democracia.
O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o
significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que
remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da
educação pública brasileira. Essa legislação definiu
funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou
conteúdos essenciais, além de prever remuneração para
professores que, se atualizada de forma correta ainda
hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$
14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e
prestígio, a lei representou tentativa pioneira de
universalizar o ensino e consolidar a educação como
responsabilidade do Estado.
Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor
continua relevante, ainda que com menor solenidade do
que no passado. Para Allara, há um descompasso entre
o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de
valorização profissional. A celebração homenageia o
professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa
avançar para consolidar o magistério como pilar
estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como
conclui Curcio, o professor segue sendo figura
respeitada e celebrada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como um professor de escola pública e uma
parlamentar negra criaram o Dia do Professor há
quase oitenta anos
Na sala dos professores do Ginásio Caetano de
Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o
segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse
o desgaste docente. Foi nesse contexto que o
piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se
de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos
celebravam um dia de confraternização com os mestres.
Da junção dessa memória com a necessidade escolar,
propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado
em quinze de outubro — data que coincide com a Lei
Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública
primária no Brasil.
Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no
ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da
experiência concreta do magistério: um gesto simples e
humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre
professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara
Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim
fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde
mental.
Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de
Barros (1901−1952), professora e deputada estadual —
a primeira mulher negra eleita para um cargo público no
país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar.
Embora independentes, as iniciativas expressavam o
mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o
magistério em um país em redemocratização. Para Allara
e para o educador Italo Curcio, Becker representava a
valorização pela vivência cotidiana da sala de aula,
enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento
político e social — duas vias complementares de
afirmação da docência.
A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que
oficializou o Dia do Professor em todo o território
nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela
USP, professor de história e geografia por quase meio
século e mais tarde docente de direito internacional,
revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas
informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta
para firmá-lo como referência na valorização do
magistério.
Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada
nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza,
alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se
hospedavam na pensão mantida por sua mãe e
construiu carreira como professora, jornalista, líder do
magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado
ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social
e pela centralidade da educação na democracia.
O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o
significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que
remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da
educação pública brasileira. Essa legislação definiu
funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou
conteúdos essenciais, além de prever remuneração para
professores que, se atualizada de forma correta ainda
hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$
14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e
prestígio, a lei representou tentativa pioneira de
universalizar o ensino e consolidar a educação como
responsabilidade do Estado.
Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor
continua relevante, ainda que com menor solenidade do
que no passado. Para Allara, há um descompasso entre
o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de
valorização profissional. A celebração homenageia o
professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa
avançar para consolidar o magistério como pilar
estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como
conclui Curcio, o professor segue sendo figura
respeitada e celebrada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como um professor de escola pública e uma
parlamentar negra criaram o Dia do Professor há
quase oitenta anos
Na sala dos professores do Ginásio Caetano de
Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o
segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse
o desgaste docente. Foi nesse contexto que o
piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se
de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos
celebravam um dia de confraternização com os mestres.
Da junção dessa memória com a necessidade escolar,
propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado
em quinze de outubro — data que coincide com a Lei
Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública
primária no Brasil.
Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no
ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da
experiência concreta do magistério: um gesto simples e
humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre
professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara
Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim
fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde
mental.
Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de
Barros (1901−1952), professora e deputada estadual —
a primeira mulher negra eleita para um cargo público no
país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar.
Embora independentes, as iniciativas expressavam o
mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o
magistério em um país em redemocratização. Para Allara
e para o educador Italo Curcio, Becker representava a
valorização pela vivência cotidiana da sala de aula,
enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento
político e social — duas vias complementares de
afirmação da docência.
A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que
oficializou o Dia do Professor em todo o território
nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela
USP, professor de história e geografia por quase meio
século e mais tarde docente de direito internacional,
revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas
informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta
para firmá-lo como referência na valorização do
magistério.
Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada
nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza,
alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se
hospedavam na pensão mantida por sua mãe e
construiu carreira como professora, jornalista, líder do
magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado
ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social
e pela centralidade da educação na democracia.
O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o
significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que
remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da
educação pública brasileira. Essa legislação definiu
funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou
conteúdos essenciais, além de prever remuneração para
professores que, se atualizada de forma correta ainda
hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$
14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e
prestígio, a lei representou tentativa pioneira de
universalizar o ensino e consolidar a educação como
responsabilidade do Estado.
Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor
continua relevante, ainda que com menor solenidade do
que no passado. Para Allara, há um descompasso entre
o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de
valorização profissional. A celebração homenageia o
professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa
avançar para consolidar o magistério como pilar
estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como
conclui Curcio, o professor segue sendo figura
respeitada e celebrada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como um professor de escola pública e uma
parlamentar negra criaram o Dia do Professor há
quase oitenta anos
Na sala dos professores do Ginásio Caetano de
Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o
segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse
o desgaste docente. Foi nesse contexto que o
piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se
de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos
celebravam um dia de confraternização com os mestres.
Da junção dessa memória com a necessidade escolar,
propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado
em quinze de outubro — data que coincide com a Lei
Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública
primária no Brasil.
Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no
ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da
experiência concreta do magistério: um gesto simples e
humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre
professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara
Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim
fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde
mental.
Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de
Barros (1901−1952), professora e deputada estadual —
a primeira mulher negra eleita para um cargo público no
país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar.
Embora independentes, as iniciativas expressavam o
mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o
magistério em um país em redemocratização. Para Allara
e para o educador Italo Curcio, Becker representava a
valorização pela vivência cotidiana da sala de aula,
enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento
político e social — duas vias complementares de
afirmação da docência.
A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que
oficializou o Dia do Professor em todo o território
nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela
USP, professor de história e geografia por quase meio
século e mais tarde docente de direito internacional,
revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas
informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta
para firmá-lo como referência na valorização do
magistério.
Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada
nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza,
alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se
hospedavam na pensão mantida por sua mãe e
construiu carreira como professora, jornalista, líder do
magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado
ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social
e pela centralidade da educação na democracia.
O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o
significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que
remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da
educação pública brasileira. Essa legislação definiu
funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou
conteúdos essenciais, além de prever remuneração para
professores que, se atualizada de forma correta ainda
hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$
14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e
prestígio, a lei representou tentativa pioneira de
universalizar o ensino e consolidar a educação como
responsabilidade do Estado.
Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor
continua relevante, ainda que com menor solenidade do
que no passado. Para Allara, há um descompasso entre
o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de
valorização profissional. A celebração homenageia o
professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa
avançar para consolidar o magistério como pilar
estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como
conclui Curcio, o professor segue sendo figura
respeitada e celebrada.
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