Foram encontradas 720 questões.
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- MorfologiaPronomesPronomes Indefinidos
Recordar é viver; dar e receber é uma troca virtuosa. Por que os idosos não podem falar?
Ela foi condecorada na Bélgica como heroína na guerra contra o nazismo. Lutou em todas as frentes, desde a espionagem
até em combates armados, sempre destacando-se entre os seus pares. Presa pelos nazistas, saltou do segundo andar da prisão
para alcançar a liberdade. Na queda quebrou uma perna, o que não impediu a sua fuga.
A sra. Glaz tinha a motivação dos judeus, era judia, na luta contra o nazismo. Ela era uma figura marcante. Nas reuniões
dominava a conversação com os detalhes da sua vida heroica. Tornou-se uma personalidade. Onde quer que estivesse terminava como o centro das atenções e da admiração.
Evidentemente, a sua história, de tão repetida, foi perdendo interessados. Ela sentiu a perda da posição de destaque. Já
que não tinha outra história, senão aquela, para ter ouvintes deveria mudar de ambiente. Foi o que fez. Descobriu nos cruzeiros
marítimos um novo público. Cada nova troca de passageiros a colocava novamente em evidência. Era o que na sua idade
avançada dava-lhe motivação para viver. Mantinha viva a sua história de heroína trocando os ouvintes. Assim passou a viver de
cruzeiro em cruzeiro ganhando a admiração com o seu desempenho na guerra.
A nossa heroína não diverge da totalidade das pessoas. Todos, jovens e idosos, têm narrativas que desejam partilhar. Os
jovens têm no celular o seu instrumento de contatos. Eles se satisfazem com o uso da internet e pelo fato de estarem
construindo histórias de novas descobertas e conquistas. Nunca estão isolados do mundo. Já os idosos só têm uma história e a
repetem a cada oportunidade. É o que eles têm. Acontece que os seus circundantes demonstram, com frequência, desinteresse
pelo caso repetido, o que afeta o seu ânimo.
O ser humano certamente desenvolveu a capacidade de comunicar-se para suprir uma carência. Somos seres gregários. A
nossa sobrevivência depende das trocas que fazemos com nossos semelhantes. A solidão é mortal. Recordar é viver. Dar e
receber é uma troca virtuosa. E é contando e recontando as nossas experiências que damos significado ao nosso viver.
Não basta estar na multidão se não houver o que ouvir ou que falar. O isolamento é um sentimento que vem da ausência
de comunicação. Sentimento que atinge fortemente aqueles poucos que atingem uma idade avançada. Como nem todos têm
condições de viver de cruzeiro em cruzeiro para desbravar novos ouvintes só resta a repetição. Porém esperar pela boa vontade
e paciência dos outros é uma aposta perdida.
Ninguém demonstra prazer em ouvir o mesmo pela segunda vez. E as reações são as mesmas, dizem: “Contam as mesmas
histórias a cada novo contato”. A razão é que isto é o que elas têm e é o que preenche as suas necessidades de colocar em
comum o que é seu. Poucos realizam esse ímpeto de comunicação, esse “dar de si” embute uma dose de generosidade.
(Jorge Wilson Simeira Jacob. Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/. Acesso em: 06/12/2023.)
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Recordar é viver; dar e receber é uma troca virtuosa. Por que os idosos não podem falar?
Ela foi condecorada na Bélgica como heroína na guerra contra o nazismo. Lutou em todas as frentes, desde a espionagem
até em combates armados, sempre destacando-se entre os seus pares. Presa pelos nazistas, saltou do segundo andar da prisão
para alcançar a liberdade. Na queda quebrou uma perna, o que não impediu a sua fuga.
A sra. Glaz tinha a motivação dos judeus, era judia, na luta contra o nazismo. Ela era uma figura marcante. Nas reuniões
dominava a conversação com os detalhes da sua vida heroica. Tornou-se uma personalidade. Onde quer que estivesse terminava como o centro das atenções e da admiração.
Evidentemente, a sua história, de tão repetida, foi perdendo interessados. Ela sentiu a perda da posição de destaque. Já
que não tinha outra história, senão aquela, para ter ouvintes deveria mudar de ambiente. Foi o que fez. Descobriu nos cruzeiros
marítimos um novo público. Cada nova troca de passageiros a colocava novamente em evidência. Era o que na sua idade
avançada dava-lhe motivação para viver. Mantinha viva a sua história de heroína trocando os ouvintes. Assim passou a viver de
cruzeiro em cruzeiro ganhando a admiração com o seu desempenho na guerra.
A nossa heroína não diverge da totalidade das pessoas. Todos, jovens e idosos, têm narrativas que desejam partilhar. Os
jovens têm no celular o seu instrumento de contatos. Eles se satisfazem com o uso da internet e pelo fato de estarem
construindo histórias de novas descobertas e conquistas. Nunca estão isolados do mundo. Já os idosos só têm uma história e a
repetem a cada oportunidade. É o que eles têm. Acontece que os seus circundantes demonstram, com frequência, desinteresse
pelo caso repetido, o que afeta o seu ânimo.
O ser humano certamente desenvolveu a capacidade de comunicar-se para suprir uma carência. Somos seres gregários. A
nossa sobrevivência depende das trocas que fazemos com nossos semelhantes. A solidão é mortal. Recordar é viver. Dar e
receber é uma troca virtuosa. E é contando e recontando as nossas experiências que damos significado ao nosso viver.
Não basta estar na multidão se não houver o que ouvir ou que falar. O isolamento é um sentimento que vem da ausência
de comunicação. Sentimento que atinge fortemente aqueles poucos que atingem uma idade avançada. Como nem todos têm
condições de viver de cruzeiro em cruzeiro para desbravar novos ouvintes só resta a repetição. Porém esperar pela boa vontade
e paciência dos outros é uma aposta perdida.
Ninguém demonstra prazer em ouvir o mesmo pela segunda vez. E as reações são as mesmas, dizem: “Contam as mesmas
histórias a cada novo contato”. A razão é que isto é o que elas têm e é o que preenche as suas necessidades de colocar em
comum o que é seu. Poucos realizam esse ímpeto de comunicação, esse “dar de si” embute uma dose de generosidade.
(Jorge Wilson Simeira Jacob. Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/. Acesso em: 06/12/2023.)
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber. Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Assinale a frase a seguir em que as aspas exercem a mesma função vista no trecho destacado anteriormente, considerando o contexto.
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
“Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e está muito mais relacionada à distribuição de renda.” (3º§)
Acerca dos vocábulos destacados, pode-se afirmar que, de acordo com o contexto em que foram empregados:
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Quem paga a conta? O retrato da crise climática é a desigualdade
Era agosto de 2019, por volta das 15h30, o céu do país todo ficou encoberto, transformando o que era para ser dia em noite.
Todos sem entender o que estava acontecendo. Agora, novembro de 2023, calor extremo com sensação térmica de até 60°C em
alguns estados. Chuvas torrenciais com ventos que ultrapassavam 10 km/h. Infelizmente, esses acontecimentos têm como causa uma
resposta que já é praticamente automática: crise climática.
Há pouco mais de 30 anos, com o início na ECO-92, que posteriormente culminou na COP (Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas), as primeiras agendas globais sobre mudanças climáticas eram construídas. Empresas e países têm
buscado formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para diminuir o ritmo do aquecimento global.
Entretanto, o alarde justo e necessário sobre as mudanças climáticas demanda uma reflexão que não pode ficar encoberta
como o céu cheio de fumaça daquele agosto de 2019. Para alguns menos imediata, ela vai além dos fenômenos da natureza e
está muito mais relacionada à distribuição de renda. Uma parcela da população ainda é esquecida, tanto pelo setor público
quanto pelo privado, ao falarmos nos impactos da ação do homem no planeta: os mais pobres. [...]
Mesmo as queimadas ocasionadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, que encobriram diversos estados do país em 2019,
dão um exemplo de como as populações mais vulneráveis são potencialmente mais afetadas por um problema que é de todas as
pessoas. Ao retornar em forma de fumaça e fuligem para as periferias, as queimadas contribuem para o desenvolvimento de doenças
respiratórias que, somadas às longas filas nos serviços públicos, se tornam problemas graves para essas populações.
Por sua vez, o calor extremo que vivenciamos nas últimas semanas transforma os “barracos” em verdadeiros fornos, por ainda
utilizarem materiais mais baratos que contribuem para a retenção do calor no recinto. Sem mencionar a junção do calor com a falta
de abastecimento contínuo de água em algumas regiões, que obriga essas famílias a armazenar água em garrafas PET para beber.
Os dias de frio e chuva também não são amenos em termos de problemas climáticos acentuados. Além dos alagamentos
e queda de encostas que drasticamente vitimam pessoas, os danos persistem com regiões periféricas inteiras que são “esquecidas” sem água e luz por semanas.
Nessa matemática do acúmulo, as parcelas mais privilegiadas da sociedade são também as mais beneficiadas o que acaba
aumentando o abismo da desigualdade social. Isso destinou à população mais pobre um retrato doloroso de desigualdade, uma
realidade que infelizmente acompanho diariamente com as famílias que atendemos na ONG PAC. [...]
Entre as guias dos ODS, temos a “educação de qualidade”, que considero uma das principais ferramentas para o enfrentamento
da crise climática. Explico: investir na educação significa promover oportunidades e, mais ainda, atuar para a conscientização sobre a
sustentabilidade desde a infância. Além disso, é por meio do incentivo à educação que podemos pensar em novas tecnologias sustentáveis que tenham como pressuposto o uso de materiais de baixo custo e que de fato atendam a populações mais vulneráveis.
O impacto positivo do investimento na educação e formação profissional vai além, especialmente quando pensamos nas
periferias. Contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional desses novos talentos significa promover uma mudança de
vida estrutural, já que esse jovem retornará para a comunidade esses conhecimentos e se tornará espelho para os demais.
Para que isso ocorra, é fundamental a construção de políticas públicas de incentivo, em que empresas apoiem projetos
educacionais, a partir da percepção de sua urgência e de que não há possibilidade de um futuro sem impactos da crise climática
sem investir na educação.
O que não dá mais é para esperar, o planeta já se cansou faz tempo. Do contrário, continuaremos remando contra a maré,
em uma conta que só cresce a cada dia e continua sendo paga por quem tem menos.
(Rosane Chene. Disponível: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Adaptado.)
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