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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Os termos “Afinal” (L.40) e “porém” (L.1) expressam, respectivamente, ideia de:
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Classifica-se como pronome o termo:
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Com referência ao texto, pode-se afirmar:
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
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Exerce a mesma função de “do Fundo de Manutenção” (L.9) o termo:
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
A base primitiva de formação das palavras “hierarquização” (L.25) e “gritantes” (L.40) é um:
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Do ponto de vista formal da Língua Portuguesa, há dígrafo e ditongo, respectivamente, na alternativa:
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoSujeitoClassificação do Sujeito
- MorfologiaEstrutura das PalavrasSufixos
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Com relação aos mecanismos linguísticos usados no texto, é CORRETO afirmar:
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Leia:
“Isso significa que os órgãos educacionais” (L.20/21). |
No fragmento em evidência, a palavra “que” possui o mesmo valor morfológico que o vocábulo “que” da frase:
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Coordenativas
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Subordinativas
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Os termos “mesmo” (L.3) e “por exemplo” (L. 7/8), respectivamente, expressam ideias:
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO TEXTO
1 A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
2 do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
3 acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
4 persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
5 informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
6 mês, trabalhando 40 horas semanais.
7 Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
8 exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
9 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
10 Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
11 de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
12 representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
13 registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
14 atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
15 escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
16 muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
17 ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
18 exemplo.
19 Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
20 compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
21 os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
22 eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
23 Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
24 pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
25 decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
26 a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
27 Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
28 competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
29 também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
30 brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
31 burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
32 cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
33Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
34 internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
35 cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
36 durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
37 até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
38 crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
39 foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
40 estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
41 todos os dias?
FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/
Completa o sentido de um verbo o termo transcrito em:
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