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Os cães engarrafados
“Nunca vi boa amizade nascer em leiteria”, disse certa vez Vinicius de Moraes, inveterado beberrão, para quem o melhor
termômetro de afetos era uma garrafa de uísque – uma, no caso, é modo de dizer, pois melhor se fossem duas, três, quatro.
“Uísque é o cachorro engarrafado”, concluiu, certamente depois de algumas doses. Não é improvável que esse diagnóstico
etílico tenha surgido durante um pileque com Rubem Braga, outro voraz consumidor de malte.
Além da dedicação às garrafas, os dois amigos tinham vários pontos em comum: nasceram no mesmo 1913, exerceram
postos diplomáticos e foram grandes gozadores dos prazeres da vida, apaixonando-se com tremenda facilidade. Braga, dos
nossos maiores cronistas, fez também poesia. Vinicius, dos nossos maiores poetas, também escreveu crônica. E os dois foram,
cada um ao seu modo, renomados anfitriões.
Em 1951, quando Vinicius retornou de Los Angeles, onde atuava como vice-cônsul, trouxe nada mais que 480 garrafas de
uísque, divididas em 40 caixas. Era, certamente, o maior estoque de uísque do Rio de Janeiro. Não demorou para que sua casa,
no Leblon, virasse um ponto de encontro da intelectualidade carioca.
Em Ipanema, a famosa cobertura de Rubem Braga vivia destrancada. O amigo que quisesse desfrutar daquele jardim
suspenso precisava só pegar a escadinha do décimo segundo andar e abrir a porta. O uísque estava lá à disposição. Braga, nem
sempre – às vezes, dependendo de seu humor, sequer se levantava da rede para receber a visita.
“Rubem Braga é, sabidamente, um conhecedor de passarinhos”, começa Vinicius com a advertência. Conhece tudo de
tico-tico, curió, sanhaço, cardeal, sabiá, “mas em matéria de canário trata-se de um otário completo e acabado”. O cronista
vinha pela Cinelândia quando topou com um vendedor. Ele oferecia um casal de canários numa gaiola “dividida por uma
separação levadiça em dois compartimentos, um para o macho, outro para a fêmea”. A graça era abrir a portinhola do macho,
deixá-lo voar livremente e vê-lo voltar assim que a fêmea piasse. O rapaz fez uma demonstração do número e convenceu o
cliente.
Decerto Braga se emocionou com aquele espécime masculino que trocava a liberdade pela companhia da amada.
Chegando em casa, quis rever o espetáculo. “E lá se foi o canarinho pelo azul afora, em lindas evoluções”, até que a fêmea o
chamasse. Ele voltou e ficou parado diante da portinhola, sem entrar. Braga, apreensivo, tentou atraí-lo com uma suculenta
folha de alface, mas o bicho não bicou a isca. E a fêmea, no descuido do cronista que procurava um encaixe para a verdura, “fez
força com o biquinho e acabou por erguer a portinhola”. Dali para o Jardim Botânico não teve nem graça. “Canário, hein
Braguinha?”, cutucou o amigo.
De Braga para Vinicius, a primeira homenagem veio durante a temporada norte-americana do poeta, período em que ficou
cinco anos sem retornar para o Brasil. Do Rio, o colega enviou-lhe um “Bilhete para Los Angeles”, um dos poucos de sua diminuta
lavra de poemas. Os versos de escárnio são puro carinho de mãos ásperas. “Só queres amor e ócio/capadócio!” e “Tanto mal
que já fizeste/cafajeste!”, querem dizer, na verdade, “Deus te dê vida e saúde/em Hollywood!”.
Poucos meses depois de Vinicius morrer, em 1980, Braga voltou a escrever para ele, agora com uma notícia grave: a
primavera tinha chegado e aquela era a primeira, desde 1913, sem a participação do poeta. Sabendo do hábito epistolar dos
amigos, “Recado de primavera” fica ainda mais comovente. “Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na
placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias.” O mar estava virado, e da varanda do cronista era possível
ver “uma vaga de espuma galgar o costão sul da ilha das Palmas” – tudo isso, diz, são “violências primaveris”. Um tico-tico,
“com uma folhinha seca de capim no bico”, começara a construir seu ninho. E as “moitas de azaleias e manacás em flor” traziam
promessas da vida. “O tempo vai passando, poeta”, arremata Rubem. “Chega a primavera nesta Ipanema, toda cheia de sua
música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui – a vigiar, em seu nome, as ondas, os tico-ticos e as moças
em flor. Adeus.”
(TAUIL, Guilherme. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em: 22/03/2024.)
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“Nunca vi boa amizade nascer em leiteria”, disse certa vez Vinicius de Moraes, inveterado beberrão, para quem o melhor
termômetro de afetos era uma garrafa de uísque – uma, no caso, é modo de dizer, pois melhor se fossem duas, três, quatro.
“Uísque é o cachorro engarrafado”, concluiu, certamente depois de algumas doses. Não é improvável que esse diagnóstico
etílico tenha surgido durante um pileque com Rubem Braga, outro voraz consumidor de malte.
Além da dedicação às garrafas, os dois amigos tinham vários pontos em comum: nasceram no mesmo 1913, exerceram
postos diplomáticos e foram grandes gozadores dos prazeres da vida, apaixonando-se com tremenda facilidade. Braga, dos
nossos maiores cronistas, fez também poesia. Vinicius, dos nossos maiores poetas, também escreveu crônica. E os dois foram,
cada um ao seu modo, renomados anfitriões.
Em 1951, quando Vinicius retornou de Los Angeles, onde atuava como vice-cônsul, trouxe nada mais que 480 garrafas de
uísque, divididas em 40 caixas. Era, certamente, o maior estoque de uísque do Rio de Janeiro. Não demorou para que sua casa,
no Leblon, virasse um ponto de encontro da intelectualidade carioca.
Em Ipanema, a famosa cobertura de Rubem Braga vivia destrancada. O amigo que quisesse desfrutar daquele jardim
suspenso precisava só pegar a escadinha do décimo segundo andar e abrir a porta. O uísque estava lá à disposição. Braga, nem
sempre – às vezes, dependendo de seu humor, sequer se levantava da rede para receber a visita.
“Rubem Braga é, sabidamente, um conhecedor de passarinhos”, começa Vinicius com a advertência. Conhece tudo de
tico-tico, curió, sanhaço, cardeal, sabiá, “mas em matéria de canário trata-se de um otário completo e acabado”. O cronista
vinha pela Cinelândia quando topou com um vendedor. Ele oferecia um casal de canários numa gaiola “dividida por uma
separação levadiça em dois compartimentos, um para o macho, outro para a fêmea”. A graça era abrir a portinhola do macho,
deixá-lo voar livremente e vê-lo voltar assim que a fêmea piasse. O rapaz fez uma demonstração do número e convenceu o
cliente.
Decerto Braga se emocionou com aquele espécime masculino que trocava a liberdade pela companhia da amada.
Chegando em casa, quis rever o espetáculo. “E lá se foi o canarinho pelo azul afora, em lindas evoluções”, até que a fêmea o
chamasse. Ele voltou e ficou parado diante da portinhola, sem entrar. Braga, apreensivo, tentou atraí-lo com uma suculenta
folha de alface, mas o bicho não bicou a isca. E a fêmea, no descuido do cronista que procurava um encaixe para a verdura, “fez
força com o biquinho e acabou por erguer a portinhola”. Dali para o Jardim Botânico não teve nem graça. “Canário, hein
Braguinha?”, cutucou o amigo.
De Braga para Vinicius, a primeira homenagem veio durante a temporada norte-americana do poeta, período em que ficou
cinco anos sem retornar para o Brasil. Do Rio, o colega enviou-lhe um “Bilhete para Los Angeles”, um dos poucos de sua diminuta
lavra de poemas. Os versos de escárnio são puro carinho de mãos ásperas. “Só queres amor e ócio/capadócio!” e “Tanto mal
que já fizeste/cafajeste!”, querem dizer, na verdade, “Deus te dê vida e saúde/em Hollywood!”.
Poucos meses depois de Vinicius morrer, em 1980, Braga voltou a escrever para ele, agora com uma notícia grave: a
primavera tinha chegado e aquela era a primeira, desde 1913, sem a participação do poeta. Sabendo do hábito epistolar dos
amigos, “Recado de primavera” fica ainda mais comovente. “Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na
placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias.” O mar estava virado, e da varanda do cronista era possível
ver “uma vaga de espuma galgar o costão sul da ilha das Palmas” – tudo isso, diz, são “violências primaveris”. Um tico-tico,
“com uma folhinha seca de capim no bico”, começara a construir seu ninho. E as “moitas de azaleias e manacás em flor” traziam
promessas da vida. “O tempo vai passando, poeta”, arremata Rubem. “Chega a primavera nesta Ipanema, toda cheia de sua
música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui – a vigiar, em seu nome, as ondas, os tico-ticos e as moças
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“Nunca vi boa amizade nascer em leiteria”, disse certa vez Vinicius de Moraes, inveterado beberrão, para quem o melhor
termômetro de afetos era uma garrafa de uísque – uma, no caso, é modo de dizer, pois melhor se fossem duas, três, quatro.
“Uísque é o cachorro engarrafado”, concluiu, certamente depois de algumas doses. Não é improvável que esse diagnóstico
etílico tenha surgido durante um pileque com Rubem Braga, outro voraz consumidor de malte.
Além da dedicação às garrafas, os dois amigos tinham vários pontos em comum: nasceram no mesmo 1913, exerceram
postos diplomáticos e foram grandes gozadores dos prazeres da vida, apaixonando-se com tremenda facilidade. Braga, dos
nossos maiores cronistas, fez também poesia. Vinicius, dos nossos maiores poetas, também escreveu crônica. E os dois foram,
cada um ao seu modo, renomados anfitriões.
Em 1951, quando Vinicius retornou de Los Angeles, onde atuava como vice-cônsul, trouxe nada mais que 480 garrafas de
uísque, divididas em 40 caixas. Era, certamente, o maior estoque de uísque do Rio de Janeiro. Não demorou para que sua casa,
no Leblon, virasse um ponto de encontro da intelectualidade carioca.
Em Ipanema, a famosa cobertura de Rubem Braga vivia destrancada. O amigo que quisesse desfrutar daquele jardim
suspenso precisava só pegar a escadinha do décimo segundo andar e abrir a porta. O uísque estava lá à disposição. Braga, nem
sempre – às vezes, dependendo de seu humor, sequer se levantava da rede para receber a visita.
“Rubem Braga é, sabidamente, um conhecedor de passarinhos”, começa Vinicius com a advertência. Conhece tudo de
tico-tico, curió, sanhaço, cardeal, sabiá, “mas em matéria de canário trata-se de um otário completo e acabado”. O cronista
vinha pela Cinelândia quando topou com um vendedor. Ele oferecia um casal de canários numa gaiola “dividida por uma
separação levadiça em dois compartimentos, um para o macho, outro para a fêmea”. A graça era abrir a portinhola do macho,
deixá-lo voar livremente e vê-lo voltar assim que a fêmea piasse. O rapaz fez uma demonstração do número e convenceu o
cliente.
Decerto Braga se emocionou com aquele espécime masculino que trocava a liberdade pela companhia da amada.
Chegando em casa, quis rever o espetáculo. “E lá se foi o canarinho pelo azul afora, em lindas evoluções”, até que a fêmea o
chamasse. Ele voltou e ficou parado diante da portinhola, sem entrar. Braga, apreensivo, tentou atraí-lo com uma suculenta
folha de alface, mas o bicho não bicou a isca. E a fêmea, no descuido do cronista que procurava um encaixe para a verdura, “fez
força com o biquinho e acabou por erguer a portinhola”. Dali para o Jardim Botânico não teve nem graça. “Canário, hein
Braguinha?”, cutucou o amigo.
De Braga para Vinicius, a primeira homenagem veio durante a temporada norte-americana do poeta, período em que ficou
cinco anos sem retornar para o Brasil. Do Rio, o colega enviou-lhe um “Bilhete para Los Angeles”, um dos poucos de sua diminuta
lavra de poemas. Os versos de escárnio são puro carinho de mãos ásperas. “Só queres amor e ócio/capadócio!” e “Tanto mal
que já fizeste/cafajeste!”, querem dizer, na verdade, “Deus te dê vida e saúde/em Hollywood!”.
Poucos meses depois de Vinicius morrer, em 1980, Braga voltou a escrever para ele, agora com uma notícia grave: a
primavera tinha chegado e aquela era a primeira, desde 1913, sem a participação do poeta. Sabendo do hábito epistolar dos
amigos, “Recado de primavera” fica ainda mais comovente. “Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na
placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias.” O mar estava virado, e da varanda do cronista era possível
ver “uma vaga de espuma galgar o costão sul da ilha das Palmas” – tudo isso, diz, são “violências primaveris”. Um tico-tico,
“com uma folhinha seca de capim no bico”, começara a construir seu ninho. E as “moitas de azaleias e manacás em flor” traziam
promessas da vida. “O tempo vai passando, poeta”, arremata Rubem. “Chega a primavera nesta Ipanema, toda cheia de sua
música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui – a vigiar, em seu nome, as ondas, os tico-ticos e as moças
em flor. Adeus.”
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“Nunca vi boa amizade nascer em leiteria”, disse certa vez Vinicius de Moraes, inveterado beberrão, para quem o melhor
termômetro de afetos era uma garrafa de uísque – uma, no caso, é modo de dizer, pois melhor se fossem duas, três, quatro.
“Uísque é o cachorro engarrafado”, concluiu, certamente depois de algumas doses. Não é improvável que esse diagnóstico
etílico tenha surgido durante um pileque com Rubem Braga, outro voraz consumidor de malte.
Além da dedicação às garrafas, os dois amigos tinham vários pontos em comum: nasceram no mesmo 1913, exerceram
postos diplomáticos e foram grandes gozadores dos prazeres da vida, apaixonando-se com tremenda facilidade. Braga, dos
nossos maiores cronistas, fez também poesia. Vinicius, dos nossos maiores poetas, também escreveu crônica. E os dois foram,
cada um ao seu modo, renomados anfitriões.
Em 1951, quando Vinicius retornou de Los Angeles, onde atuava como vice-cônsul, trouxe nada mais que 480 garrafas de
uísque, divididas em 40 caixas. Era, certamente, o maior estoque de uísque do Rio de Janeiro. Não demorou para que sua casa,
no Leblon, virasse um ponto de encontro da intelectualidade carioca.
Em Ipanema, a famosa cobertura de Rubem Braga vivia destrancada. O amigo que quisesse desfrutar daquele jardim
suspenso precisava só pegar a escadinha do décimo segundo andar e abrir a porta. O uísque estava lá à disposição. Braga, nem
sempre – às vezes, dependendo de seu humor, sequer se levantava da rede para receber a visita.
“Rubem Braga é, sabidamente, um conhecedor de passarinhos”, começa Vinicius com a advertência. Conhece tudo de
tico-tico, curió, sanhaço, cardeal, sabiá, “mas em matéria de canário trata-se de um otário completo e acabado”. O cronista
vinha pela Cinelândia quando topou com um vendedor. Ele oferecia um casal de canários numa gaiola “dividida por uma
separação levadiça em dois compartimentos, um para o macho, outro para a fêmea”. A graça era abrir a portinhola do macho,
deixá-lo voar livremente e vê-lo voltar assim que a fêmea piasse. O rapaz fez uma demonstração do número e convenceu o
cliente.
Decerto Braga se emocionou com aquele espécime masculino que trocava a liberdade pela companhia da amada.
Chegando em casa, quis rever o espetáculo. “E lá se foi o canarinho pelo azul afora, em lindas evoluções”, até que a fêmea o
chamasse. Ele voltou e ficou parado diante da portinhola, sem entrar. Braga, apreensivo, tentou atraí-lo com uma suculenta
folha de alface, mas o bicho não bicou a isca. E a fêmea, no descuido do cronista que procurava um encaixe para a verdura, “fez
força com o biquinho e acabou por erguer a portinhola”. Dali para o Jardim Botânico não teve nem graça. “Canário, hein
Braguinha?”, cutucou o amigo.
De Braga para Vinicius, a primeira homenagem veio durante a temporada norte-americana do poeta, período em que ficou
cinco anos sem retornar para o Brasil. Do Rio, o colega enviou-lhe um “Bilhete para Los Angeles”, um dos poucos de sua diminuta
lavra de poemas. Os versos de escárnio são puro carinho de mãos ásperas. “Só queres amor e ócio/capadócio!” e “Tanto mal
que já fizeste/cafajeste!”, querem dizer, na verdade, “Deus te dê vida e saúde/em Hollywood!”.
Poucos meses depois de Vinicius morrer, em 1980, Braga voltou a escrever para ele, agora com uma notícia grave: a
primavera tinha chegado e aquela era a primeira, desde 1913, sem a participação do poeta. Sabendo do hábito epistolar dos
amigos, “Recado de primavera” fica ainda mais comovente. “Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na
placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias.” O mar estava virado, e da varanda do cronista era possível
ver “uma vaga de espuma galgar o costão sul da ilha das Palmas” – tudo isso, diz, são “violências primaveris”. Um tico-tico,
“com uma folhinha seca de capim no bico”, começara a construir seu ninho. E as “moitas de azaleias e manacás em flor” traziam
promessas da vida. “O tempo vai passando, poeta”, arremata Rubem. “Chega a primavera nesta Ipanema, toda cheia de sua
música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui – a vigiar, em seu nome, as ondas, os tico-ticos e as moças
em flor. Adeus.”
(TAUIL, Guilherme. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em: 22/03/2024.)
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3356143
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Provas:
Cotas para que te quero
Cotas são ações afirmativas baseadas no reconhecimento da realidade desigual e na aplicação de ações temporárias, especificamente direcionadas para grupos que não têm os mesmos acessos às oportunidades. [...] No Brasil, o assunto é polêmico. Mas houve ganhos nos últimos anos. Nunca se investiu tanto na pauta. Já foi provado que empresas com mais diversidade são mais lucrativas e retêm mais talentos. A lei de cotas nas universidades foi renovada. Nunca se viu tantos profissionais atuantes e que voltaram suas carreiras para debater a temática.
(Disponível em: https://oglobo.globo.com/. Acesso em: 09/02/2024.)
No Brasil, o sistema de cotas para o ingresso no ensino superior NÃO inclui:
Cotas são ações afirmativas baseadas no reconhecimento da realidade desigual e na aplicação de ações temporárias, especificamente direcionadas para grupos que não têm os mesmos acessos às oportunidades. [...] No Brasil, o assunto é polêmico. Mas houve ganhos nos últimos anos. Nunca se investiu tanto na pauta. Já foi provado que empresas com mais diversidade são mais lucrativas e retêm mais talentos. A lei de cotas nas universidades foi renovada. Nunca se viu tantos profissionais atuantes e que voltaram suas carreiras para debater a temática.
(Disponível em: https://oglobo.globo.com/. Acesso em: 09/02/2024.)
No Brasil, o sistema de cotas para o ingresso no ensino superior NÃO inclui:
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3356142
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Provas:
Açaí brasileiro ganha o mundo e vira febre lá fora
[...] As exportações de derivados do açaí cresceram exponencialmente nos últimos anos. Apenas entre 2019, antes da pandemia, e 2022, o aumento foi de 132,5%, segundo cálculos das duas entidades baseados no Comex Stat (plataforma de dados de comércio exterior do governo federal). Os principais importadores hoje são Estados Unidos, Japão, Austrália e países europeus, mas há um interesse crescente em outros mercados do oriente, sobretudo China, Singapura e Índia.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 09/02/2024.)
O Brasil é o país que mais produz açaí no mundo; a popularidade do fruto tem sido um fator relevante para a economia nacional. O açaí é um fruto nativo característico de qual região do Brasil?
[...] As exportações de derivados do açaí cresceram exponencialmente nos últimos anos. Apenas entre 2019, antes da pandemia, e 2022, o aumento foi de 132,5%, segundo cálculos das duas entidades baseados no Comex Stat (plataforma de dados de comércio exterior do governo federal). Os principais importadores hoje são Estados Unidos, Japão, Austrália e países europeus, mas há um interesse crescente em outros mercados do oriente, sobretudo China, Singapura e Índia.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 09/02/2024.)
O Brasil é o país que mais produz açaí no mundo; a popularidade do fruto tem sido um fator relevante para a economia nacional. O açaí é um fruto nativo característico de qual região do Brasil?
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3356141
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Provas:
Haddad vê melhora na economia, cita harmonia entre poderes e defende “grau de investimento” para o Brasil
Para o ministro, “não faz sentido” Brasil não ser visto pelo mundo como um bom destino de investimentos. A agência Fitch elevou a nota de crédito do Brasil.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu à harmonia entre os Poderes o que considera resultados positivos na economia do país. A agência de classificação de risco Fitch elevou a nota de crédito do Brasil de BB- para BB, com perspectiva estável.
(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/. Acesso em: 07/02/2024. Adaptado.)
Ao citar os três Poderes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, faz referência aos poderes:
Para o ministro, “não faz sentido” Brasil não ser visto pelo mundo como um bom destino de investimentos. A agência Fitch elevou a nota de crédito do Brasil.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu à harmonia entre os Poderes o que considera resultados positivos na economia do país. A agência de classificação de risco Fitch elevou a nota de crédito do Brasil de BB- para BB, com perspectiva estável.
(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/. Acesso em: 07/02/2024. Adaptado.)
Ao citar os três Poderes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, faz referência aos poderes:
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3356140
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Provas:
Existem diversas mulheres brasileiras que merecem reconhecimento pelo seu papel relevante na história da arte nacional e,
em alguns casos, internacional. São exemplos de artistas mulheres brasileiras, EXCETO:
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Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em seu Art. 22, “A educação básica tem por finalidades desenvolver
o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para
progredir no trabalho e em estudos posteriores”. No Brasil, a educação básica é composta por três etapas; assinale-as.
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Questão presente nas seguintes provas
3356138
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Pouso Alegre-MG
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IA e “deepfake” colocam eleições em risco
Apenas com punições e novas regulamentações aplicáveis terão potencial de combater as manipulações.
A Inteligência Artificial (IA) tem significado avanços importantes no mundo da tecnologia e da ciência, com contribuições nas mais diversas áreas, como saúde, comunicação e aprendizado de máquina. São amplos, porém, os debates sobre o uso ético dessa nova ferramenta e, tratando-se de campanhas políticas, o tema torna-se ainda mais delicado. É temerário que a IA seja transformada em instrumento de ataques em campanhas eleitorais, como já aconteceu em casos isolados, mas graves.
(Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2024/01/ia-e-deepfake-poem-eleicoes-em-risco.ghtml. Acesso em: 05/02/2024.)
Há um grande debate sobre os benefícios e malefícios associados ao uso da Inteligência Artificial (IA). Uma das tecnologias criadas por Inteligência Artificial que têm causado grande preocupação são as deepfakes, uma tecnologia que
Apenas com punições e novas regulamentações aplicáveis terão potencial de combater as manipulações.
A Inteligência Artificial (IA) tem significado avanços importantes no mundo da tecnologia e da ciência, com contribuições nas mais diversas áreas, como saúde, comunicação e aprendizado de máquina. São amplos, porém, os debates sobre o uso ético dessa nova ferramenta e, tratando-se de campanhas políticas, o tema torna-se ainda mais delicado. É temerário que a IA seja transformada em instrumento de ataques em campanhas eleitorais, como já aconteceu em casos isolados, mas graves.
(Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2024/01/ia-e-deepfake-poem-eleicoes-em-risco.ghtml. Acesso em: 05/02/2024.)
Há um grande debate sobre os benefícios e malefícios associados ao uso da Inteligência Artificial (IA). Uma das tecnologias criadas por Inteligência Artificial que têm causado grande preocupação são as deepfakes, uma tecnologia que
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